segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ruy confessa emoção em jogar contra time que o revelou

O jogo de amanhã, contra o América (MG), será diferente dos demais para Ruy, por conta de laços que o remetem justamente ao início de sua bem-sucedida carreira

"O América foi o time onde comecei a jogar, com 16, 17 anos, onde me profissionalizei e vivi vários momentos vitoriosos. E sempre passa um filme na sua cabeça quando você vê aquela camisa do outro lado, mais uma vez. E, além disso, é um adversário direto, que está na nossa frente na tabela. Com certeza vai ser um jogo cheio de emoções para mim".

Para Ruy, a partida contra o América tem que ser um marco na temporada do time. "Tenho vivido muitas coisas no futebol e há aquela máxima de que, quando o vestiário é bom, as coisas acabam acontecendo. Quem está nos acompanhando desde o início vê que o time falhou em momentos capitais. Se não fosse isso, estaríamos bem na frente na tabela, porque este grupo é forte. Os passos vão ser dados na direção certa a partir de agora".

Frequentemente acionado no meio-de-campo, o jogador compara a diferença entre ser escalado no setor ou ser deslocado para a lateral.

"No primeiro dia de contato com o Ivo, conversamos e reforcei que não me fixo numa posição. A minha preferência por jogar no meio existe porque posso participar mais do jogo. Mas quando se joga na lateral, você se torna o homem-surpresa e pode pegar o jogo de frente, o que é bem diferente".

Questionado se já se considera titular, Ruy ainda aponta que o futebol brasileiro tem seguido um padrão europeu no que diz respeito à montagem de um time principal. "Não existe mais isso de que um jogador é titular absoluto. O que existe hoje é uma espinha dorsal do time, mas ninguém mantem sempre o mesmo time de um jogo para o outro, como acontece na Europa".

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