segunda-feira, 1 de março de 2010

De queixo caído

Crédito: AdalbertoMarques.com


Conversei sábado passado com um determinado dirigente do Gama - vou omitir seu nome por razões obvias -, e ele me fez uma revelação no mínimo surpreendente. Segundo ele, a folha de pagamento do grupo de profissionais do Periquito não passa de 63 mil reais.

De "queixo caído" com tal informação, indaguei-lhe se tudo não passava de uma "pegadinha". E ele voltou a confirmar tal cifra. Não é possível que a diretoria do alviverde consiga montar um time com essa folha.

A ser verdade o que esse dirigente me revelou, o Gama está passando dos limites, uma vez que realiza um bom trabalho, apesar de pagar salários de time de segunda divisão. Esta na segunda colocação com 17 pontos, quatro vitórias, cinco empates e apenas uma derrota.

Os dirigentes do Gama devem ter uma lábia de "tirar sorvete da boca de criança". Tudo bem que os jogadores, em sua maioria, são locais, estão buscando projeção nacional, a excessão, acredito, do goleiro Alencar, que deve ser o maior salário.

O jovem técnico Gérson Vieira, então, deve estar fazendo "lavagem cerebral" nos profissionais. Não é possivel! O ataque gamense tem demonstrado habilidade e faro de gol, pois já marcou 22 gols nos 10 jogos disputados.

Ainda segundo a minha "fonte", o planejamento da diretoria é disputar a Série C com este mesmo grupo, uma vez que não existe patrocínio futuro, ou seja, dinheiro em caixa, para a contratação de jogadores com mais projeção nacional. A menos que o presidente Paulo Goyaz opere um milagre, a torcida pode ir se acostumando com esse grupo que está aí.

Consegui captar ainda dessa nossa conversa que três jogadores que disputam o Campeonato Metropolitano estão sendo observados e os primeiros contatos foram mantidos com eles, visando uma possível negociação para a Série C. Mas isso só vai acontecer, vamos deixar claro, se aparecer algum patrocinador interessado em ajudar o clube na competição nacional.

Seleção treina com Bastos, Ramires e Adriano

O Brasil fez o seu primeiro treino no estádio do Arsenal, em Londres, onde enfrentará a Irlanda nesta terça-feira

A Seleção Brasileira realizou um trabalho tático nesta segunda-feira no Emirates Stadium, palco da partida amistosa dessa terça-feira (17h05) diante da Irlanda. As novidades foram as presenças de Michel Bastos (lateral-esquerdo), Ramires (volante) e Adriano (atacante) na equipe titular.

Antes do tradicional “dois toques” realizado regularmente às vésperas dos jogos, o técnico Dunga comandou um trabalho técnico-tático focado em posicionamento de defesa e ataque em jogadas de bola parada e cruzamentos. Neste trabalho, o time de colete concentrou a maioria dos titulares que encerraram a campanha nas eliminatórias sul-americanas.

Titular nos últimos dois amistosos de 2009 (contra Inglaterra e Omã), Michel Bastos ficou com o colete e ocupou a lateral-esquerda, posição que também conta com o cruzeirense Gilberto convocado.

No meio-campo, Ramires trabalhou ao lado de outros titulares do setor. No outro time ficou Elano, outra peça da posição, que se apresentou à comissão técnica em Londres reclamando de dores no tornozelo esquerdo, mas que treinou com desenvoltura nesta terça-feira, na função de alçar bolas na área.

Por fim, a vaga que na teoria pertence a Luís Fabiano foi ocupada por Adriano. Goleador da equipe durante as Eliminatórias, o jogador do Sevilla foi cortado do amistoso com a Irlanda em razão de uma contusão sofrida na última semana.

Desta forma, a julgar pelo trabalho desta segunda no estádio do Arsenal, o Brasil deve começar a partida com a Irlanda com a seguinte formação: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho e Adriano.

O confronto com a Irlanda será o quinto da seleção no Emirates Stadium desde o início do trabalho de Dunga à frente da equipe. No estádio londrino, o time acumulou nos últimos anos vitórias sobre Argentina, Suécia e Itália, além de uma derrota para Portugal.

Uma agradável surpresa


O técnico João Carlos Cavalo parece dizer para um dos seus comandados: "tem que usar a imaginação". E parece que a sua bronca foi levada a sério na foto abaixo

Crédito: AdalbertoMarques.com

Não resta dúvida que estamos, a esta altura dos acontecimentos, tendo uma surpresa para lá de agradável, com a performance do Ceilandense no nosso principal campeonato. A sua campanha é meritória em vários sentidos.

Um dos representantes da próspera cidade de Ceilândia é o líder do torneio com um total de 20 pontos em 10 jogos disputados. Até agora o time orientado por João Carlos Cavalo soma seis vitórias com dois empates e apenas duas derrotas.

Enquanto o ataque marcou 14 gols até a rodada passada, a quarta do returno, a sua defesa foi vazada 11 vezes e seu aproveitamento no torneio é de 66 por cento. Venhamos e convenhamos que os números são ótimos para o time que chegou à elite do nosso futebol com o título da Série B do ano passado.

Um dado relevante é que, juntamente com o Botafogo-DF, só perdeu duas vezes em toda a competição - quem menos perdeu foi o Gama, apenas uma partida. Tem o terceiro melhor ataque (14 gols), atrás somente do Gama (22) e Brasiliense (15).

Seu quinto jogo no returno será nesta quarta-feira, às 20h30, no Estádio Serejão, em Taguatinga, diante do Brasiliense. O artilheiro do time é Geovani, que marcou três gols, seguido por Douglas, Leandro Sena, Rizzo e Zé Ricarte, que marcaram dois gols cada, enquanto Esquerdinha, Éverton e Luís Fernando anotaram apenas um gol.

Neste domingo, o Ceilandense fez mais uma vítima. Derrotou o lanterna Luziânia por 1 x 0, no Abadião. O gol foi de Leandro Sena no segundo tempo.

Universo perde a segunda consecutiva

Realmente, em uma competição longa e de muita competitividade, é impossível qualquer clube, por maior que ele seja e os valores individuais do seu elenco, manter-se no topo da tabela. Uma hora vai que cair de rendimento.

É o que está ocorrendo que o Universo, que sentiu os desfalques das suas principais estrelas e acabou superado pelo Araraquara, na manhã deste domingo, por 95 x 90 (43 x 42 no primeiro tempo), em duelo realizado no Gigantão, em Araraquara (SP).

Foi pela quarta rodada do returno da fase inicial da segunda edição do Novo Basquete Brasil (NBB) – 2009/2010. As estrelas Alex Garcia, Nezinho e Mineiro, que foram desqualificados no duelo contra o Franca, foram obrigados a cumprir suspensão e não foram à quadra.

Mesmo com a ausência dessas peças, o time do DF conseguiu igualar as ações, permanecendo sempre perto no placar e, por algumas vezes, assumindo o comando do marcador.

No final, no entanto, a menor possibilidade de troca do técnico Aluisio Ferreira, acabou sendo determinante, pois o desgaste físico cresceu consideravelmente e a equipe da casa aproveitou.

"Lutamos bastante, conseguimos deixar o jogo equilibrado, mas a ausência de três jogadores pesou bastante e não conseguimos a reabilitação em Araraquara. Agora, é trabalhar forte para tentar a recuperação nas próximas rodadas, já que os três jogos seguintes serão no nosso ginásio e temos que vencer para manter a primeira colocação", analisa o ala/pivô Guilherme
Giovannoni, do Universo, que foi o cestinha da partida, com 31 pontos e mais quatro rebotes, três assistências e uma bola recuperada.

Os outros nomes de destaque da partida foram Luisinho, 20 pontos, Arnaldinho e Jonathan, ambos com 18 pontos, pelo time da casa; e Arthur, 23 pontos, mais dois rebotes, duas assistências e duas bolas recuperadas, em favor do visitante.

Apesar do tropeço, o Universo segue liderando o NBB de forma isolada, agora com 14 vitórias e três derrotas. O time de Aluisio Ferreira, o Lula, buscará a recuperação enfrentando o Bauru, na próxima sexta-feira, ás 20h, no ginásio da Asceb, pela quinta rodada do returno da fase inicial.

Para ver e analisar

Vou utilizar este espaço para republicar o que o repórter-fotográfico Adalberto Marques disse no seu blog em relação aos lamentáveis acontecimentos de sábado passado, após a partida Botafogo-DF x Ceilândia, no Cave.

"Longe de um comportamento de conduta exemplar, a diretoria do Ceilandia , na contramão da boa campanha do time, mostrou sua cara na tarde deste sábado, após o empate com o Botafogo-DF, por 1 a 1, no Cave. Dirigentes do Gato, incluindo o técnico do time Adelson de Almeida (um dos melhores treinadores no Candangão 2010), que sempre foram bons e vencedores no campeonato amador ceilandense, deram dica de que estão totalmente despreparados emocionalmente para o futebol profissional.

Aparentemente ‘fora de controle’, Ari de Almeida , ligado a diretoria do Gato, que sempre se comportou com tranquilidade, causou-me surpresa - durante confusão entre jogadores, dirigentes e comissão técnica dos dois clubes – ao sair distribuindo agressão e ameaça por atacado à profissionais de imprensa a sua volta que cobriam seus destemperos. Tudo registrado, com imagens e áudios, pelos cinegrafistas das emissoras, presentes.

Com estes atuais dirigentes, que também são líderes na comunidade esportiva de Ceilândia, fica claro, que com tal comportamento agressivo, mais parece um grupo de verão, ou que veio somente para passar a chuva no profissionalismo, longe de quem sabe viver problemas e fatos contrários a seus interesses, muito longe de tudo de bom que representa o clube Ceilândia para sua população.

Alheio a tudo isso, salvando esse lado amador de dirigentes do Gato, externado hoje, a cidade de Ceilândia pode se orgulhar, para tentar limpar essa mancha, de ter um time que lidera o Candangão, o Atlético Ceilandense, com uma ótima campanha na competição. Poderia este líder, ser exemplo de como se comporta uma equipe bem controlada no seu lado emocional, quando o trato é com a imprensa.

Elogios todos gostam de receber, mas o Ceilândia deu dica hoje, através de seus líderes, de que é um time de apenas um lado, da boa parte, de quando tudo corre tranqüilo, pois surgindo alguma adversidade, eles ficam sob ‘ataques de nervos’, como fizeram nesta tarde, e que a válvula de escape é aprontar barraco para cima de repórteres, que não tem nada a ver com arbitragem ou possível insulto de integrante de equipe adversária.

Dirigentes do Ceilandia 'conseguiram' nesta tarde o título de fortíssimos candidatos de “diretoria amadora em um campeonato de futebol profissional”. O que pode amenizar esse lado barraqueiro de dirigentes, com comportamento que não conhecíamos, é o bom grupo que o Gato alvinegro indiscutivelmente possui, dando continuidade a sua boa campanha no torneio.

Moral da história: Quando tudo corre tranqüilo com o sucesso sempre fazendo sombra, todos gostam da imprensa. Mas quando chegam os destemperos, parece que a culpada sempre é a imprensa".

Dimba, para com isso!


Dimba demonstra, nessas fotos, estar totalmente descontrolado. Os profissionais da mídia foram seu alvo depois que o goleiro defendeu o pênalti
Crédito: AdalbertoMarques.com

Experiente jogador tumultua jogo no Cave

Conheço Dimba muito antes de ele surgir no Botafogo, filial de Sobradinho. Trata-se de uma pessoa educada, pacata, profissional respeitado tanto dentro como fora das quatro linhas, um bom marido e pai exemplar, mas que de uma hora para outra, encarnou outro personagem.

Esse outro personagem, ou, essa nova personalidade de Dimba, aflorou no sábado, quando o seu time atual, o Ceilândia, enfrentou o Botafogo, no estadinho do Cave. Ele aprontou enquanto esteve em campo e quando a partida terminou.

Foi bem expulso pelo confuso árbitro Rogério Bueno, gritou, gesticulou, bateu palmas de forma debochada e fez questão de atravessar todo o campo de forma vagarosa, irritando os adversários, que aquela altura dos acontecimentos, perdiam o jogo, e, por extenção, os torcedores botafoguenses.

Dimba tem quase 40 anos de idade, já tinha pendurado às chuteiras e, não sei porque razão, decidiu voltar. Trata-se de um profissional que está de bem com a vida, uma família bem organizada e que, a meu ver, não tinha necessidade de fazer o que fez.

Se por acaso o seu filho Pablo tiver ido ao estadinho do Cave, deve ter se sentido envergonhado pelo papelão proporcionado pelo pai. As imagens acima, quando o goleiro defendeu o pênalti cobrado por Zé Carlos, não me deixam mentir: ele estava xingando os fotógrafos e repórteres que estavam atrás do gol.

Pelo papelão que fez em campo, acho que Dimba estava passando por alguma situação delicada fora das quatro linhas e decidiu jogar os seus problemas em cima dos companheiros de profissão, do árbitros, cinegrafistas, repórteres e fotógrafos que estavam na cobertura do jogo.

Dimba, menos!

Sobrou empenho, faltou futebol

Esta foto, mostrando o empenho dos jogadores do Botafogo e do Ceilândia, é bonita, mas o espetáculo foi pobre de técnica
Crédito: AdalbertoMarques.com


Botafogo-DF e Ceilândia dão mal exemplo dentro e fora de campo

A esta altura dos acontecimentos, não resta dúvida que bateu o desespero no Botafogo-DF. Cotado inicialmente como um dos favoritos ao título deste ano, a filial do alvinegro carioca simplesmente não está correspondendo o que a sua torcida espera.

Confeço-lhes que até agora não sei o real motivo da ausência do "medalhão" do time, o atacante Túlio, no duelo do último sábado, no Cave, diante do Ceilândia, presenciado por um público muito abaixo do esperado.

Nas quatro linhas o espetáculo foi triste. Os jogadores priorizaram o "choque", o corpo a corpo, as faltas cometidas em excesso, principalmente os do Ceilândia. O futebol, na sua essência, foi deixado de lado. Para quem estava no estádio foi deprimente.

Vamos ser justos, até que em alguns (raros) momentos, os botafoguenses tentaram tocar a bola, imprimir maior velocidade às jogadas, mas encontraram o setor de marcação dos visitantes bem postado. A partida, muito truncada, irritou a todos.

Some-se à baixa qualidade técnica, o confuso desempenho do árbitro Rogério Bueno. Ele marcou faltas inexistentes, inverteu algumas, distribuiu cartões amarelos de forma desnecessária, irritou os jogadores e provocou a revolta dos dois times ao término da partida.

Com mais este empate, o sexto na competição, o Botafogo caiu para a sexta colocação com 12 pontos em 10 jogos disputados. A campanha alvinegra é ridícula, como podemos observar, uma vez que o time só ganhou dois jogos e foi derrotado outras duas vezes. O ataque marcou 13 gols e a defesa foi vazada o mesmo número de vezes.