terça-feira, 21 de setembro de 2010

O momento é de definição

O goleiro Edson Bastos é um dos titulares que hoje enfrentam o Jacaré. Jogo em Taguatinga é considerado fundamental no bom momento vivido pelo Coxa na Série B


Coritiba está na Capital Federal onde encara o Brasiliense no Serejão

Depois da volta para casa - derrotou a Portuguesa na última rodada -, o time coxa-branca tem seu foco agora na partida diante do Brasiliense, que acontece esta noite (21h), pela 23ª rodada da Série B do Brasileiro.

Após a vitória sobre a Lusa, diante dos torcedores, em Curitiba, o goleiro Edson Bastos fala do momento alviverde na competição.

"Será um jogo dificil contra o Brasiliense. Mas uma equipe que tem o objetivo muito claro de ser campeão precisa buscar pontos tanto dentro como fora de casa", diz o goleiro, que retornou a equipe justamente na volta para casa.

Segundo o camisa 1 do Coxa, "a vitória na volta ao Couto Pereira é muito bom para o ego, afinal, sabíamos que iamos reencontrar o nosso estádio lotado e não poderíamos decepcionar as pessoas que estariam lá. Agora já passou, foi um momento importante, mas agora é pensar exclusivamente no Brasiliense. Temos que manter essa condição de estar entre os primeiros colocados, fazer o dever de casa e lá na frente pensar no título", planeja.

"Nosso objetivo é fazer uma campanha melhor do que no primeiro turno. Se repetirmos a campanha tenho certeza que voltaremos para a elite do futebol brasileiro, mas não sei se em questão de título é o suficiente. Então precisamos vencer para ficar entre os primeiros colocados e depois pensar nisso", avalia.

"Agora é o momento de definição. Temos que ser competentes, mas todos os adversários são dificeis e o Brasiliense também será", prevê Edson Bastos.

O volante Leandro Donizete e o meia Dudu são os destaques na relação de convocados para o jogo contra o Brasiliense. Ao todo, são 19 atletas na lista de convocados. Entre as ausências estão Pereira e Andrade, suspensos pelo terceiro cartão amarelo da série.

Confira a relação dos que estão em Brasília para a partida contra o Brasiliense, na Boca do Jacaré:
Goleiros: Edson Bastos e Vanderlei;
Zagueiros: Jeci, Cleiton e Lucas Mendes;
Laterais: Triguinho, Ângelo e Denis;
Volantes: Leandro Donizete, Leo Gago e Marcos Paulo;
Meias: Rafinha, Enrico, Geraldo, Dudu, Sandro e Tcheco;
Atacantes: Leonardo e Bill.

Ainda compõem a comissão coxa-branca o auxiliar técnico Moacir Pereira, o médico Bráulio Moreira Jr., o preparador físico Alexandre Lopes, o preparador de goleiros Marcelo Giacomelli, o massagista Marcelo Clemines e o roupeiro Fabiano Gavazzoni.

O confronto entre brasilienses e paranaenses é recente, disputado apenas desde 2005, mas com algumas emoções. O primeiro encontro teve casa cheia no Alto da Glória e terminou empatado em 1 x 1 no Brasileiro daquele ano.

Ao todo, são sete confrontos, dos quais o Coritiba venceu três, foram registrados dois empates e duas derrotas. São oito gols marcados pelo Coxa e 10 sofridos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Desapontamento de um torcedor gamense

Publicado ontem no Blogama, uma espécie de representação das torcidas organizadas do Gama, republico neste espaço uma correspondência assinada por um torcedor alviverde. Eis o seu conteúdo:

"Hoje, definitivamente, é um dia triste, muito triste para a maior torcida do futebol candango. Após agonizante campanha na Série "C", sem nenhuma vitória, o Gama desce aos escombros do futebol nacional.

Temo, inclusive, que o clube seja desfeito, pois, com certeza, os dirigentes que estiveram na frente da instituição nos últimos anos sugaram tudo que encontraram por lá. Só não retiraram o carinho que os verdadeiros torcedores nutrem pelo Gamão do Povão. É torcer para que eu esteja equivocado.

Agora, resta ao Gama juntar os pedaços da sua história, que serão recolhidos entre as cinzas de um time que conheceu todos os segmentos do futebol nacional. E assim, nesta difícil recomposição de rumos, quem sabe, o time possa renascer para surpresa de muitos.

Torço muito para que, no despontar deste novo tempo, se é que novos horizontes possam surgir, que alguns nomes, que já não tem mais espaços para o futebol local, sejam esquecidos pela história. Seria medida de inteira justiça e de respeito para com os torcedores históricos que sempre acompanham o time em qualquer situação, entre os quais me incluo e neste momento recordo o nome de bons amigos que conheci nas arquibancadas do Bezerrão e do Mané Garrincha.

Está provado que uma grande empresa, uma grande instituição e um grande time de futebol precisam de homens de pensamentos equilibrados, com pinceladas de competência, seriedade e de amor. Em se tratando de time de futebol é preciso que eles vistam o uniforme da equipe e se juntem aos sentimentos dos torcedors e lutem para fazer o melhor pelo clube, no caso, a Sociedade Esportiva do Gama.

Lamentavelmente não foi o que aconteceu com os dirigentes do Gama nos últimos anos. Eles foram pequenos diante da história do clube e do sentimento de uma comunidade que hoje está triste, muito triste com as tardes de domingos vazias ao redor do Bezerrão.

Durante o compeonato da Série C não encontrei motivos para produzir as minhas crônicas. Fiquei preocupado ao ver no time do Gama jogadores sem a menor postura de equilíbrio emocional e com isso perdiam jogadas fáceis de serem transformadas em gol, a exemplo do que aconteceu no jogo contra o Marília, aqui, no DF.

Era só fazer o gol da forma mais simples possível. No entanto, o atleta buscou o caminho mais difícil e perdeu a chance de nos livrar da degola. Aquele atleta teve participação direta no nosso rebaixamento, pois, dentro de campo a culpa dos atletas pelos resultados obtidos é bem superior à culpa dos dirigentes.

Fico por aqui, com a minha camisa personalizada da Sociedade Esportiva do Gama. Vou guardá-la para usá-la em momentos especiais, afinal, sou Gama e o meu sentimento de apreço pela história do time não foi rebaixado. Na Série D vamos encontrar, também, um velho e vitorioso time, o Juventude de Caxias - RS. Coisas da vida.

Atenciosamente,

Remy Soares de Carvalho

Asa Norte - DF, 19.9.2010

Rebaixamento difícil de ser digerido

Confeço-lhes que até agora não conseguiu entender bem o que acaba de acontecer com o Gama, ou seja, a passagem para a Série D do Campeonato Brasileiro do próximo ano. Autor de tantas glórias num passado não tão distante assim, o Periquito parece ter sido atacado pela total falta de competência dos seus últimos dirigentes.

A esta altura dos acontecimentos, como estará a cabeça do presidente Paulo Goyaz? Não acredito que ele tenha dormido bem com os acontecimentos de ontem, em Macaé, quando o time foi, bisonhamente, derrotado pelos danos da casa e, o que pior, foi rebaixado para o inferno das divisões do futebol brasileiro.

Se de alguma forma serve de consolo, o também gigante Juventude, de Caxias do Sul, também foi para o interno, além do Remo, do Pará. Mas, voltando ao nosso combalido futebol, depois de ter comemorado o memorável título da Série B de 98 e ter frequentado a chamada elite do futebol nacional por quatro anos consecutivos, a eliminação de ontem, conhvenhamos, é dolorosa.

Com 10 títulos metropolitanos, o Gama não passa hoje de um arremedo de time. Sim, porque não pode mais ser chamado de clube, uma vez que nem sede tem. Até o centro de treinamento que utiliza para os seus treinos é emprestado, é do ex-presidente Wagner Marques e do seu sócio Agrício Braga Filho.

Acho que o Periquito merece um pouco mais de respeito. Os lamentáveis acontecimentos de ontem já se desenhavam lá atrás, no campeonato metropolitano. Ele sequer ficou entre os quatro melhores da competição - Ceilândia, Brasiliense, Ceilandense e Botafogo. Sua posição foi intermediária em um torneio que teve a participação de apenas oito clubes.

O presidente Paulo Goyaz, em sua defesa, pode alegar que não teve dinheiro de patrocinadores para contratar bons jogadores. Mas, e ainda está o seu prestígio junto ao empresariado local e nacional? Será que não foi possivel levantar ajuda para formar um grupo de jogadores à altura da Serie C?

Acredito que o mandatário do Periquito deve explicações aos fanáticos e chateados torcedores alviverdes. O que verdadeiramente aconteceu? Esta eliminação certamente já correu o mundo e, a esta altura dos acontecimentos, o mundo do futebol já sabe que um dos "outrora" grandes clubes do DF praticamente fechou as portas, está no inferno.

O que o presidente Paulo Goyaz vai fazer para bancar a folha de pagamento dos jogadores que têm os direitos federativos presos ao Gama? Jogos, até janeiro, não existem mais. A continuar nesta pisada, que a torcida alviverde não fique surpresa se o Periquito cair para a segunda divisão local em 2011.

Será que estou falando alguma inverdade?

Fla x Flu - um clássico de tirar o fôlego

Os tradicionais rivais do futebol carioca ficaram iguais no primeiro jogo disputado entre ambos fora do Maracanã, hoje interditado
Crédito: Nina Lima/Vipcomm.com


Clássicos são sempre imprevisíveis. A máxima é batida, mas não há como fugir de tal mística que envolve os Fla x Flu. Ontem, rubro-Negros e tricolores fizeram um duelo digno de suas tradições no Engenhão.

Eletrizante, com muitos gols, casa cheia e equilíbrio até o último minuto. E, mais uma vez, como na história dos confrontos longe de seu palco principal, o Maracanã, ficaram no empate: 3 x 3.

Deivid, David e Renato marcaram os gols do Flamengo que, com o empate fica na 15ª colocação, com 27 pontos. O Fluminense, com 42 pontos, fica com o segundo lugar. Na próxima rodada, quarta-feira, o time do técnico Silas vai a Porto Alegre enfrentar o Grêmio.

O Flamengo entrou em campo com uma escalação mais ofensiva do que a da vitória sobre o Grêmio Prudente no meio de semana. Silas surpreendeu ao manter Kleberson e tirar Correa do time titular. Na zaga, outra alteração: David entrou na vaga de Jean.

Mas apesar do esquema mais ousado do rubro-negro, quem abriu o placar foi o Fluminense. Logo aos oito minutos, Conca cobrou escanteio no primeiro pau, Rodriguinho desviou e o zagueiro Leandro Euzébio, de cabeça, fez 1 x 0.

O gol não abateu o time da Gávea, que foi atrás do empate. Cinco minutos depois, Léo Moura quase marcou em cobrança de falta da entrada da área tricolor.

O jogo continuou movimentado, com as duas torcidas incentivando bastante suas equipes. E, aos 22 minutos foi a vez de os rubro-negros, em maioria no Engenhão, soltarem o grito de gol.

Diogo fez jogada individual e a bola sobrou para Kleberson, que cruzou na medida para Deivid marcar seu primeiro gol com a camisa do Flamengo e deixar tudo igual.

Se o atacante Deivid fez o gol de empate, seu quase xará, o zagueiro David, não poderia deixar por menos. Surpresa de Silas na escalação, foi ele quem fez o gol da virada.

Aos 40 minutos, usando a mesma arma do gol tricolor, Renato cobrou escanteio no primeiro pau, Diogo desviou a bola sobrou limpa para o camisa 14 rubro-negro fazer explodir a metade rubro-negra do Engenhão: 2 x 1, e o time foi para os vestiários aos gritos de "o campeão voltou".

A etapa final começou um pouco mais morna e com o Fluminense buscando mais o ataque. Atrás no placar, o time de Muricy levou perigo ao gol de Marcelo Lomba aos 10 com Conca e aos 12 minutos com Washington.

O Flamengo tentou equilibrar na base dos contra-ataques, como no chute de Renato de perna direita aos 15 minutos, mas foi Rodriguinho, aos 19, que balançou as redes e empatou o placar para o Fluminense, batendo com categoria na saída de Marcelo Lomba.

A festa tricolor, no entanto, durou muito pouco. No minuto seguinte, Renato, como nos velhos tempos, acertou uma belíssima cobrança de falta, forte, no ângulo de Rafael e recolocou o Flamengo em vantagem: 3 x 2.

Só que, mais uma vez, o Fluminense correu atrás do placar. Em nova bola aérea, aos 28 minutos, Rodriguinho recebeu livre, dentro da pequena área, para fazer 3 x 3. Aos 41, Deivid ainda teve duas boas chances de recolocar o Fla em vantagem, mas o jogo terminou mesmo empatado.

FLAMENGO 3 x 3 FLUMINENSE

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro
Árbitro: Guttemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Ricardo de Almeida (RJ)
Cartões amarelos: Willians e Jean (Fla); Mariano (Flu)
Renda: R$ 441.430
Público pagante:15.886
Público presente: 18.911

Gols: Leandro Euzébio 9'/1ºT; Deivid 22'/1ºT e David 39'/1ºT; Rodriguinho 18'/2ºT; Renato 20'/2ºT e Rodriguinho 27'/2ºT

FLAMENGO: Marcelo Lomba; Léo Moura, David (Jean), Ronaldo Angelim e Rodrigo Alvim; Toró, Kleberson (Maldonado), Willians e Renato; Diogo (Diego Maurício) e Deivid. Técnico: Silas.

FLUMINENSE: Rafael; Leandro Euzébio, Gum e André Luis (Marquinho); Mariano, Diogo, Fernando Bob, Conca e Carlinhos; Rodriguinho e Washington. Técnico: Muricy Ramalho.

Acosta pode estrear

Goleador pode se transformar na aposta de Adelson de Almeida contra o Coritiba

Apesar de ter feito apenas um treino sob o seu comando, o novo técnico do Jacaré, Adelson de Almeida, deixou claro, ontem, que já tem em mente a equipe que vai a campo contra o Coritiba nesta terça-feira, no Serejão.

Porém, o novo técnico garante não ter definido os 11 jogadores que começarão jogando, mesmo com a lista dos 18 convocados já ter sido divulgada.

"Só amanhã [hoje), no coletivo. Primeiro vou assistir aos vídeos do jogo do Coritiba e montar a equipe conforme o nosso adversário", justificou.

Em sua primeira atividade a frente do clube, Adelson montou uma equipe titular composta por 14 jogadores na tentativa de tirar as dúvidas pendentes.

A novidade nessa tática um tanto quanto povoada, foi a opção pelo esquema com um trio de zagueiros e outro de atacantes. As alterações nesse setor, inclusive, foram as de maiores proporções.

Sem Enílton e Aloísio, Adelson de Almeida usou Djavan, Bebeto e o uruguaio Acosta. No entanto, a tendência é que Adelson decida-se por uma dupla, de preferência formada por esses dois últimos.

Após o treino, fizeram finalizações, foram observados e instruídos por Adelson. Eles, inclusive, depois chegaram a conversar a sós por alguns minutos.

"Há a possibilidade deles e de qualquer outro. Mas vamos conversar e analisar porque todos têm condições de jogo", esquivou-se Adelson, em referência se Bebeto e Acosta seriam os titulares nas vagas de Enílton e Aloísio.

Dos dois, apenas Aloísio está na lista dos relacionados, pois Enílton só volta do Rio de Janeiro hoje. O atacante foi liberado pelo ex-treinador Roberval Davino para ficar no Rio. Djavan fica com a quarta vaga do setor.

Bebeto está esperançoso em voltar a ser titular. Afinal, o atacante não joga desde a 11ª rodada, quando o time perdeu por 3 x 1 para o Ipatinga, fora de casa. Depois do fiasco, se machucou e ficou fora por quase um mês. Recuperado, não foi relacionado desde então.

"Fico feliz por ter a confiança dele [Adelson], que já me conhece do Candangão. Mas ser titular ou ficar na reserva o que é importante é ajudar o grupo", minimizou.

O zagueiro Santiago, que desde a troca de Ivo Wortamann por Roberval Davino não atua, também está confiante. "Não sabe ainda quem vai ser ou não. Mas aparecendo a oportunidade é dar o melhor para ajudar o time a sair dessa situação".

A dúvida de Adelson de Almeida é quem será o terceiro defensor. Confirmados são Dezinho, no meio, e o volante Michel Schmöller, na direita. Santiago e Moacri brigam pela esquerda.

No treino, Michel atuou em sua posição de origem, enquanto Moacri, Dezinho e Santiago formaram o trio defensivo. "O novo treinador chegou e vamos esperar que corrija os erros do passado", acredita Santiago, autor do gol da derrota de 2 x 1 para o Coritiba, em Joinville. O Brasiliense estagnou na 14ª posição, com 27 pontos, apenas dois a mais do que o atual 17º, o Bragantino, o primeiro dos quatro últimos.

Por Felipe Menezes

Série C rebaixa Juventude e Gama

Precisando da vitória para se salvar, Juventude e Gama decepcionaram fora de casa

A rodada decisiva da Série C teve um triste fim para o Juventude, de Caxias do Sul e para o Gama, dois clubes tradicionais nos seus respectivos estados e que já frequentaram a chamada elite do futebol nacional.

Os dois simplesmente foram rebaixados à Quarta Divisão, o inferno, o que de pior existe em termos de projeção. Seus algozes, Macaé e Criciúma, terminaram sorrindo e com a classificação à segunda fase da competição.

A equipe fluminense recebeu o Gama em Macaé, pelo Grupo C. Cumpriu bem sua missão ao aplicar a vantagem por 2 x 1, gols de Bruno Luiz e Gedeil, ainda no primeiro tempo. Pedrão ainda deu esperanças ao Periquito com um gol na etapa final, aos 29, mas parou por aí.

No outro jogo do grupo, o Ituiutaba-MG também se garantiu em seu território com uma vitória por 3 x 1 sobre o Luverdense (MT). Peri (2) e Stanley marcaram para o time mineiro. Roger descontou o clube matogrossense.

Na classificação final, o Ituiutaba ficou em primeiro lugar, com 15 pontos, um a mais que o Macaé, vice-líder. O Luverdense, com 12, e Marília, com seis, assistiram à rodada de camarote, se salvaram e foram terceiro e quatro colocados respectivamente. Rebaixado, o Gama terminou com apenas cinco.

A sorte do Juventude foi decidida fora de casa, diante do Criciúma (SC), no estádio Heriberto Hulse. O placar de 1 x 1 levou os gaúchos a oito pontos, dois a menos que Caxias e Brasil, que também empataram, em 0 x 0. Assim, os dois catarinenses se classificaram. O Criciúma foi o primeiro, com 12 pontos, enquanto a Chapecoense terminou em segundo, com 11.

No Grupo A, os paraenses Paysandu e Águia se deram bem e continuam no torneio. O Papão entrou em campo praticamente classificado e não precisou lamentar a derrota por 3 x 1 para o Rio Branco, do Acre. Já o clube de Marabá recebeu o Fortaleza e se garantiu com o empate em 1 x 1. O rebaixado foi o São Raimundo, do Pará, que não entrou em campo e terminou sua campanha com apenas três pontos.

No encerramento da rodada do Grupo B, o classificado ABC perdeu para o CRB fora de casa por 1 x 0. Já o Alecrim estava garantido na segunda fase até os 25 minutos do segundo tempo, mas os gol do Salgueiro rebaixaram o clube potiguar e mantiveram os pernambcanos na competição. Sem jogar, o Campinense precisou de sorte para não ser rebaixado. Terminou em quarto.

sábado, 18 de setembro de 2010

Adelson vai trabalhar por um time motivado

A apresentação de Adelson de Almeida como o novo técnico do Brasiliense será neste domingo. Terça-feira o inimigo atende pelo nome de Coritiba
Crédito: Cláudio Bispo



Quando foi procurado pelo Brasiliense para assumir o comando do time, o treinador Adelson de Almeida, sem contrato desde a eliminação do Ceilândia da Série D do Brasileiro, garantiu que não fez nem questão de saber sobre as bases salariais do novo contrato.

"Não estou indo pela questão financeira. Primeiro, seria impossível recusar o convite e perder uma oportunidade destas. Quero me dedicar ao Brasiliense e ao futebol de Brasília. Além de ser da cidade e ter vontade de colaborar com o time, aceitei por amor ao clube. Mesmo treinando o Ceilândia, sempre deixei claro que torcia para o Brasiliense em Brasília", assegurou.

Sem abrir mão de seu estilo paternal, Adelson falou de como deve ser a sua filosofia de trabalho a partir de agora nesta sua volta ao Jacaré:

"O principal trabalho agora não é campo técnico, tático ou físico. É motivação, conversar. O que passou, passou. Temos que pensar daqui para frente, colocar a cabeça no lugar, porque sei que há qualidade".

Mas deixou que ocorrerão cobranças: "É importante que os jogadores entendam que estar nesta situação é ruim para todo mundo. Temos jogadores com currículo de peso, e não custa nada se dedicar um pouco mais ao clube para que ele possa ser forte e grande".

A identificação do novo treinador do Jacaré vem dos tempos em que Adelson era treinador das categorias de base do clube, função que desempenhou por quatro anos, até outubro do ano passado.

"Já existia uma confiança da diretoria no meu trabalho, que me conhece desde os tempos que eu trabalhei na base. Com certeza vencer o campeonato do DF em cima do próprio Brasiliense foi fundamental para reforçar a seriedade do que faço, porque senão creio que o caminho até onde estou hoje seria bem mais longo".

Outro fator que fez Adelson de Almeida aceitar o desafio foi justamente a possibilidade de ter nas mãos um elenco qualificado.

"Isso pesa, porque vejo que temos um plantel bom. Porque estamos ocupando uma posição incômoda é um grande mistério".

Tentar compreender porque o Brasiliense tem apresentado futebol abaixo da média é o primeiro passo da nova empreitada de Adelson. "Quero entender porque elenco tão valioso tecnicamente não ocupa a posição que merece. Vou conversar com os membros da comissão técnica que permanecem, porque confesso que é impossível responder isso estando de fora".

Mesmo tendo experimentado o contexto da Série B em apenas uma partida - quando dirigiu o Jacaré interinamente na vitória por 2 x 1 sobre o Gama pela Série B de 2007 -, o novo comandante do Jacaré quer se inspirar nos feitos passados do Brasiliense para colocar o time em posições melhores no campeonato.

"Quando se fala em Brasiliense, a gente logo associa à coisas grandiosas. Disputar uma Série B me motiva mais ainda". E justifica seu mérito com base nos seus resultados: "Com um grupo limitado, já consegui bons resultados. Agora, com jogadores de ótimo nível, não vejo dificuldade nenhuma de atingir isso também".

Nem mesmo a dura sequência de adversários do Jacaré - Coritiba, na terça-feira, e Figueirense, no sábado -, intimida o estreante Adelson:

"Não tem momento melhor para dar a volta por cima que enfrentando virtuais candidatos ao acesso. Só assim é que a gente vai conseguir medir a nossa motivação daqui para frente".

Por fim, o treinador dor Brasiliense falou diretamente à torcida amarela: "Peço que eles (os torcedores) não deixem de acreditar no nosso trabalho, porque trabalhamos sempre para eles. Sou uma pessoa que conhece o clube, a história e a torcida e espero que a torcida vá ao estádio para ver o Brasiliense começar uma nova fase na competição. Estou muito disposto e cheio de vontade de colaborar para que o time almeje vôos ainda mais altos".

Com: Agência Brasiliense