segunda-feira, 16 de maio de 2011

Agnelo Queiroz visita estádios na Alemanha

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, visitou esta manhã, em Berlim, na Alemanha, o Estádio Olímpico da capital, com capacidade para 77 mil lugares e uma referência internacional em edificações do gênero.

Construído em 1933 e modernizado para o Mundial 2006, o estádio possui uma cobertura parcial de 44 mil metros quadrados.

“O estádio de Berlim é um bom exemplo, porque tem uma dimensão um pouco maior que o de Brasília e uma estrutura com cobertura semelhante a que vamos utilizar”, explicou Agnelo.

O Olímpico de Berlim também serviu como exemplo de uma arena multiuso. Anualmente, mais de 500 eventos são realizados no local.

“O espaço se transformou em um grande centro de eventos e, embora seja ponto histórico, se modernizou de acordo com as exigências da Fifa e recebe mais de 500 eventos por ano. É, portanto, lucrativo e tem gestão terceirizada”, disse o governador do DF.

Ele explicou o que pretende fazer com essa visita ao estádio alemão: “O nosso objetivo é montar uma arena multiuso destinada a eventos culturais e shows. E a cobertura é parte importante para prevenir as chuvas em determinadas épocas do ano em Brasília”.

Durante a visita, Agnelo ressaltou ainda que o Estádio Nacional de Brasília terá, em uma primeira etapa, uma cobertura parcial, leve, moderna e mais barata.

“O teto hoje é uma exigência da Fifa, por isso, em um segundo momento, o estádio receberá o fechamento total e retrátil que cobrirá o gramado”, disse o governador.

Em Frankfurt, também na Alemanha, por onde Agnelo passou com sua comitiva neste domingo, o estádio visitado foi o Commerzbank Arena.

Com capacidade para 45 mil torcedores e um dos mais modernos da Europa, o estádio é dotado de moderna tecnologia, entre as quais uma cobertura retrátil.

A idéia é que o Estádio Nacional de Brasília receba um equipamento semelhante. “Estamos conhecendo vários modelos de estádios para termos uma definição sobre a cobertura. O objetivo da visita foi conhecer o estádio e a aplicabilidade da cobertura ao estádio de Brasília”, disse o governador.

O teto do Commerzbank Arena é formado por uma membrana em PVC flexível, autolimpante, e que leva entre 15 e 20 minutos para cobrir totalmente o espaço. Além disso, possui tubos para drenar a água da chuva, cabines para 300 jornalistas, 83 camarotes e estacionamento para 1,7 mil carros no subsolo.

Jacaré vence por sete a dois







Neste trabalho fotográfico de Ueslei Marcelino, fiz questão de mostrar nas três primeiras imagens, de baixo para cima, a desolação por parte do técnico do Gama, Heriberto da Cunha e dos seus jogadores após a perda do título. As três seguintes, na mesma ordem, representam a alegria de quem conquistou mais um título, terminando com a mostragem dos troféus que estiveram em disputa ao longo do campeonato.


Na primeira divisão do futebol local desde 2001, um ano depois de ser criado, o Brasiliense ampliou a vantagem sobre o arquirrival Gama para 7 a 2 em títulos nesse período em que os dois disputam o nosso principal campeonato.

O Jacaré levou a pior nas três primeiras temporadas, quando o alviverde, fundado em 1975, foi campeão duas vezes (2001 e 2003), ambas vencendo o time amarelo na final.

O CFZ ganhou em 2002, com o Gama como vice, o que deixaria o Brasiliense de fora da Copa do Brasil pela primeira e única vez em sua história, na edição de 2003.

A partir de 2004, o Brasiliense deu o troco com juros e correção monetária. O Jacaré abocanhou sete títulos em oito anos, perdeu apenas o de 2010, para o Ceilândia.

Em todos esses anos, foram quatro conquistas em cima do Gama: 2004, 2005, 2006 e 2011. O alviverde só conseguiu ser vice duas vezes: 2006 e 2011.

Amargou ainda um terceiro (2004, 2007, 2008 e 2009), três quartos (2005) e um quinto lugar (2010), sua pior colocação desde 1992.

Com a perda do título para o Brasiliense, a fila do tradicional Gama aumentou para oito anos. Ainda recordista de conquistas locais, com 10, o alviverde segue sem levantar a taça desde 2003.

Diga-se de passagem que é o segundo maior jejum da equipe criada em 1975, atrás somente da década entre seus dois primeiros troféus: 1979 e 1990.

Em seguida, vêm os três anos até a terceira volta olímpica, em 1994, e da estreia na elite, em 1976, até a primeira comemoração.

O vice-campeonato de 2011 é apenas segundo nesses oito anos de jejum. Curiosamente, o outro também foi com Heriberto da Cunha como treinador, quando o Gama perdeu o título também com um 0 x 0, na última rodada do quadrangular final de 2006, no Mané Garrincha.

Da mesma forma que neste ano, o Brasiliense jogava pelo empate e comemorou o título em cima do arquirrival.

Com o empate sem gols, sábado, no Serejão, pela segunda e última partida da final do nosso campeonato, o Brasiliense manteve as duas vitórias de vantagem sobre o Gama.

Agora, em 45 clássicos, o time amarelo ganhou 16, empatou 15 e perdeu 14. Fez 56 gols e sofreu 46. Praticamente os números finais deste ano, uma vez que os dois não se enfrentam mais na temporada, em que o Brasiliense vai disputar a Série C do Brasileiro, enquanto o Gama está na quarta divisão.

Em seis duelos neste ano, foram duas vitórias amarelas, três empates e uma derrota, com sete gols a favor e quatro contra.

Curiosamente, os dois times não perderam como visitantes nos clássicos. O Brasiliense teve suas duas vitórias sobre o rival no Bezerrão: 2 x 1, de virada, na primeira fase, e 3 x 0 na abertura do quadrangular - o duelo de ida da final acabou em 1 x 1.

Na Boca do Jacaré, o Gama ficou invicto: 0 x 0 na primeira fase e na decisão, além do 2 x 1 na última rodada da segunda fase.

O Brasiliense ganhou os dois primeiros clássicos da história: 3 x 1 no Mané Garricha e 2 x 0 no Bezerrão, na primeira fase do campeonato de 2001.

Depois disso, o Gama se recuperou. Tanto que chegou a ter cinco vitórias de frente no clássico por duas vezes: 7 x 2 e 8 x 3, graças a dois anos de invencibilidade, de 2001 a 2003, ao ganhar sete vezes e empatar outras três em 10 jogos.

Somente a partir dos 2 x 0 no Serra Dourada, em Goiânia, pela Série B de 2003, quando o adversário cumpriu punição, o Brasiliense começou a se recuperar. Daí conseguiu no máximo empatar o retrospecto até ultrapassar o adversário em 2009.

Em 2011, o Jacaré conseguiu abrir um recorde de três vitórias de frente até a derrota pela última rodada da segunda fase.

Heptacampeões ganham folga






No alto de sua experiência como repórter-fotográfico, Adalberto Marques registrou os vários momentos da conquista, mais uma, do Brasiliense, diante do seu grande rival, o Gama, sábado passado, no Serejão. Vale a pena guardar essas imagens para a posteridade.


No dia em que entrou em campo pela 600ª vez (285 vitórias, 169 derrotas, 146 empates, 1.011 gols a favor e 709 contra) em jogos oficiais, o Brasiliense não decepcionou a sua torcida, que compareceu em grande número ao Serejão, sábado.

O time de Taguatinga utilizou-se da grande experiência de seus jogadores, segurou o empate sem gols diante do Gama e sagrou-se campeão candango pela sétima vez. Na primeira partida da decisão, o resultado também foi um empate (1 x 1).

Melhor colocado na primeira fase, o Jacaré tinha a vantagem de jogar por dois resultados iguais nas finais, como, de fato, acabou acontecendo.

Dentro das quatro linhas, o time da casa foi melhor, mas não soube transformar a superioridade em gols.

Por outro lado, sem poder contar com os atacantes Fábio Silva, Bachin e Hugo, vetados pelo DM, o Gama teve dificuldades no setor ofensivo e praticamente não incomodou o gol do time rival.

Três curiosidades chamaram a atenção de grande parte da imprensa e torcedores na partida, pelo lado do Brasiliense.

O goleiro Gilson, que havia sido titular em todas as outras partidas do campeonato, foi barrado pelo técnico Marcos Soares e cedeu a vaga para o reserva Welder, que jamais havia disputado uma partida oficial pelo clube de Taguatinga. Gilson falhou no gol do Gama, na primeira partida da decisão, no Bezerrão.

A segunda curiosidade foi o veto do artilheiro Rômulo, que brigava pela artilharia da competição. O treinador optou pela entrada do gringo Acosta.

Por último, o meio campista Iranildo teve seu contrato encerrado na última terça-feira e a diretoria prorrogou o vínculo até ontem, tudo para dar condição ao ídolo de entrar em campo. Para surpresa de muitos, o jogador começou no banco de reservas.

E este fator pode ter sido o motivo para a saída de Iranildo do Jacaré. Visivelmente chateado mesmo após a conquista do título, o jogador praticamente se despediu do clube amarelo.

“É complicado continuar em um lugar onde você não é respeitado. Saio feliz por mais um título, mas chateado pela forma como fui tratado. Infelizmente meu vínculo com o Brasiliense chegou ao fim”, disse o atleta quando deixava o gramado.

Questionado sobre o futuro do jogador no clube, o presidente Luiz Estevão foi evasivo na resposta. “Ainda não posso dar uma resposta, porque não depende somente de mim. Vamos ter uma conversa. Isso envolve valores e uma série de outras coisas. Se depender de mim ele continua. Vamos ver”, disse o dono do Jacaré.

Com o início da Série C do Brasileirão marcado o começo de julho, os jogadores do Brasiliense terão um longo descanso e só se reapresentam no dia 30 de maio. Durante este período, a diretoria irá tomar algumas decisões, entre elas, a efetivação do técnico Marcos Soares no comando da equipe, ou a opção por um novo treinador.

Alguns jogadores, entre os quais o meia Rui, o atacante Rômulo e o lateral direito Patrick devem seguir outro destino. Já o goleiro Gilson deverá ser dispensado.

O destino mais provável do meio campista Iranildo é o Santa Cruz, que disputará a Série D do Campeonato Brasileiro. O Jacaré estréia na Série C no dia 17 de julho, diante do Madureira, no Serejão.

Por Jânio Gomes - janiogomes@esportecandango.com.br

Rafael Pedro elege culpado

Jogador do Gama dispara contra diretoria após perder o título do Candangão 2011: "uma diretoria dessa não merecia o título"

De fora da equipe por bom período do metropolitano, por causa de uma lesão sofrida ainda na temporada passada, o zagueiro Rafael Pedro voltou aos gramados, conquistou o seu espaço no Gama e foi um dos destaques na arrancada do time na reta final do campeonato.

Depois da decisão contra o Brasiliense, ainda nos vestiários do Serejão, o jogador enalteceu o trabalho do grupo vice-campeão. "Pelos jogadores e comissão técnica, a gente merecia ser campeão por tudo que passamos", lamentou.

O zagueiro, porém, não escondeu seu descontentamento com a atitude da diretoria, que, segundo disse, “abandonou” o grupo.

"Uma diretoria como essa não merecia o título. Ficamos sabendo coisas que o Macedo (presidente em exercício do Gama) falou, que parece ser brincadeira. É lamentável a situação do Gama fora de campo com essas pessoas no comando", criticou.

Questionado sobre o que Carlos Macedo havia dito, o jogador disse ter recebido o recado pelo treinador Heriberto da Cunha. "Ele falou que, se os jogadores não quisessem entrar em campo não precisava, porque para ele até ali estava bom", contou.

Rafael Pedro, que chegou a ser anunciado no Anápolis para a disputa da segunda divisão goiana não confirmou o acerto, mas disse ser difícil continuar no Gama. "É complicado. Se essa diretoria continuar, acho que a maioria dos jogadores não fica", acredita.

Frustração com arquibancada

A demolição da arquibancada do que restava do Estádio Mané Garrinha, programada para ontem à tarde, infelizmente não aconteceu. E não foi por falta de tentativas: foram duas explosões com falhas até o Consórcio Brasília 2014 desistir de derrubar a construção.

O gerente de operações do consórcio - formado pelas construtoras Via Engenharia e Andrade Gutierrez -, Dagoberto Ornelas, justificou a decisão, por volta das 17h pelo “adiantado da hora” e disse que o trabalho de derrubada deve ser retomado nesta segunda-feira.

Os explosivos foram detonados pela primeira vez por volta das 15h30. A expectativa era de que, com isso, a última estrutura ainda de pé do estádio fosse ao chão para dar andamento da construção do Estádio Nacional de Brasília, que receberá os jogos da Copa de 2014 e da Copa das Confederações um ano antes.

Segundo Ornelas, houve uma falha em uma das três linhas de explosivos colocadas na base da arquibancada.

“A nossa expectativa era que a sequência de três linhas [de explosão] fossem mais próximas e houvesse uma fragilização na estabilidade das arquibancadas”, disse.

Uma hora depois, outra tentativa e o problema persistiu. Segundo a assessoria do GDF, foram usados 250 kg de dinamite nas explosões.

O ocorrido transformou em fiasco a demolição, que era acompanhada por políticos e curiosos.

Antes do início das explosões, o governador em exercício, Tadeu Filipelli, disse que a demolição mostrava o cumprimento do cronograma na capital federal, que vem fazendo campanha para receber a abertura dos jogos em 2014.

“O passo que nós damos hoje assegura cada vez mais que o nosso cronograma de obras está ok, que estamos avançando e estamos em dia, em comparação com os demais estados, podendo, inclusive, antecipar o cronograma. E isso aumenta, de forma muito positiva, a chance de fazermos a abertura da Copa das Confederações aqui no Distrito Federal”, afirmou.

O governador em exercício também apontou que, mesmo com a derrubada e a construção de uma nova estrutura, a obra da nova arena ficará R$ 26 milhões mais barata.

Isso porque, após estudo, o governo constatou que a reforma da arquibancada erguida nos anos dede 1970 seria mais cara que a nova construção.

A nova arquibancada terá um ângulo maior de inclinação, o que, segundo o governo, melhora a visibilidade e diminui a distância para o campo. Após a falha na demolição, Filipelli saiu sem falar com a imprensa.

Principal adversária de São Paulo na concorrência pela abertura do Mundial, Brasília começa a ganhar força na Fifa.

A entidade já demonstra irritação com os frequentes atrasos no início das obras do estádio do Corinthians, no bairro de Itaquera, e excluiu a capital paulista da Copa das Confederações.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Brasília, que tem as obras do Mané Garrincha dentro do cronograma, passa a figurar como a favorita para receber o primeiro jogo da Copa.

Na tentativa de ontem, foram mobilizados 186 agentes de segurança, como bombeiros, policiais e agentes da Defesa Civil, além de funcionários do consórcio para a operação.

A Novacap, por seu lado, informou que foram usados 250 quilos de explosivos. A arquibancada mede 27 metros de altura e pesa 11 mil toneladas. Os 4,5 mil metros cúbicos de concreto da estrutura serão reciclados e usados nas obras do novo estádio.





Estas são as imagens produzidas, ontem, pelo competente repórter-fotográfico Ueslei Marcelino, atualmente prestando seus serviços à Reuters, no momento em que a antiga arquibancada coberta do Mané Garrincha deveria ter ido abaixo.


Todos os esforços foram em vão. Os explosivos foram colocados, houve festa para convidados vips, patrocinada pelo GDF, muitos curiosos se deslocaram ao local, mas a arquibancada resistiu.


Uns, em tom de brincadeira, chegaram a dizer que era o espírito do eterno Mané Garrincha que estava presente e não deixou que a principal parte do estádio que leva o seu nome fosse abaixo.


Para outros, faltou competência por parte dos engenheiros responsáveis pela obra, que não souberam colocar a carga de dinamite no local adequado.


De uma forma ou de outra, ficou a frustração. As obras, enquanto isso, seguem dentro do cronograma estabelecido. Em 2013, o novo Estádio Nacional de Brasília receberá jogos da Copa das Confederações.


Quem sabe, até lá, os homens não conseguem demolir o que restou da arquibancada. É ou não é?












sábado, 14 de maio de 2011

Reconhecimento pós jogo



Crédito: Ueslei Marcelino


Terminado o duelo de ontem contra o Pinheiros, num misto de cansaço e alegria, um dos jogadores mais importantes do Uniceub, fez questão de homenagear aqueles que ajudaram no triunfo contra os paulistas: os torcedores.

“Antes de qualquer coisa, quero dedicar essa vitória aos nossos torcedores, que nos apoiaram bastante, especialmente nos momentos adversos que passamos na partida”.

No comentário feito pelo astro universitário, “o time foi brigador, com cada jogador dando a sua contribuição, que é importante em um jogo com a cara de playoff como foi esse, e garantimos a classificação, que era o nosso objetivo”, comemorou.

Guilherme Giovannoni fechou a partida registrando mais um double-double, isto é: 17 pontos, 12 rebotes e uma assistência.

Já Arthur Belchor, também do representante brasiliense, enalteceu a luta da equipe.

“Não fizemos um bom primeiro quarto, mas não desistimos, procuramos a recuperação, marcando forte e procurando fazer o nosso jogo. No segundo tempo, igualamos o jogo e conseguimos a virada, com muita emoção e apoio dos torcedores”, revelou o ala, que marcou oito pontos e deu uma assistência.

Os outros destaques da partida foram Alex, 31 pontos e seis rebotes, e Lucas Tischer, 16 pontos e oito rebotes, pelo time da casa; Olivinha, 26 pontos e cinco rebotes, e Marquinhos, 24 pontos, cinco rebotes e cinco assistências, em favor do visitante.

Na decisão, o Uniceub/BRB/Brasília vai encarar o Franca. O primeiro jogo está agendado para a próxima quinta-feira, às 21h, no ginásio da Asceb, na 904 Sul.