Dois dos mais renomados repórteres fotográficos de Brasília – Adalberto Marques e Francisco Stuckert -, estão de malas prontas rumo a fria Argentina. Objetivo: cobrir a Copa América que será disputada no vizinho país ao longo de todo o mês de julho.
A viagem dos dois está prevista para acontecer nesta sexta-feira, apenas dois antes da estreia brasileira na competição.
Só para recordar: Adalberto Marques está credenciado pela Agif e Chiquinho (gosto de tratá-lo dessa forma), pela Futura Press.
Na bagagem, os dois experientes fotógrafos levam, além da bagagem apropriada para o rigoroso período de frio, muita força de vontade, desejo de se aprofundarem ainda mais na profissão e honrarem, da melhor forma possível, o bom nome do fotojornalismo do DF.
Conheço Adalberto desde o ano 2000, quando eu era editor de esportes do jornal Coletivo. Minha convivência com Stuckert vem antes desse período. Trabalhamos juntos no Jornal de Brasília.
Tanto Adalberto quanto Chiquinho sabem que vão carregar nesta viagem em solo argentino, a responsabilidade de representar duas das mais conceituadas empresas de fotojornalismo do país.
“Quanto maior a competição, maior é a responsabilidade”, acredita o mato-grossense Adalberto. “Mas, posso garantir que estou preparado, tanto física como mentalmente, para encarar mais esse desafio”, acrescentou.
Francisco, que faz parte de uma família tradicional em termos de fotografia, a Stuckert, garante estar ansioso.
“Apesar das dezenas de anos trabalhando com futebol, confesso que estou ciente da responsabilidade de representar a Futura Press. A ansiedade é perfeitamente natural, principalmente em se tratando de uma competição do porte da Copa América”.
Os dois fotojornalistas, antes de serem agraciados com o credenciamento para a cobertura da Copa América, trabalhavam regularmente no Serra Dourada, em Goiânia, mostrando, em imagens, o desempenho de Atlético-GO e Goiás em campeonatos brasileiros.
A Agif se intitula como a mais completa agência de fotografia online, especializada em coberturas esportivas.
Distribui em tempo real, lance a lance, imagens dos principais fatos esportivos para formadores de opinião, imprensa e principais veículos, como jornais, revistas, portais e websites.
A Agif tem sede no Rio de Janeiro e está presenta nas principais capitais do país por meio de uma ampla rede de correspondentes e parceiros.
O cotidiano do esporte com mais dinamismo, independência e compromisso com a informação. Estes são os objetivos da Agif.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
Periquito se apresenta aos poucos
Somente ontem à tarde é que começaram para valer as atividades do Gama, tendo como objetivo a Série D do Brasileiro. Dentro de mais 24 dias, o Periquito enfrentará a Anapolina, no Jonas Duarte, em Anápolis, na abertura do torneio.
Além do novo técnico da equipe, Adelson de Almeida, ex-Ceilândia, apenas parte dos profissionais se apresentou.
As novidades ficaram por conta de Thiago Félix, que disputou o Metropolitano deste ano com a camisa do Ceilândia; Índio e Alcione, que estavam no Brasília e o goleiro Arthur, que jogou pelo Brasiliense.
O experiente goleador Dimba era o reforço mais aguardado no Ninho do Periquito. Era. Sob a alegação de estar resolvendo problemas particulares, adiou sua apresentação por mais alguns dias, segundo explicou o novo diretor de futebol, Vilson de Sá.
Outra novidade de ontem foi a presença, no gramado, de parte dos torcedores do clube. Eles cobraram vontade, comprometimento dos novos jogadores. Segundo deixaram claro, não admitirão corpo mole ao longo da temporada da Série D.
Por outro lado, continua indefinida a situação dos salários atrasados. Segundo dizem, no próximo dia 30 completam-se três meses que os profissionais que fizeram parte do grupo do Metropolitano estão nesta situação.
Se estes salários não forem quitados até quinta-feira, os jogadores estarão liberados sem terem a obrigação de ressarcirem o clube. É isto que o diretor de futebol Vilson de Sá quer evitar.
Sobre este preocupante assunto, o goleiro Vizzotto esclareceu: “Tivemos uma conversa preliminar para resolvermos a situação dos salários. Foi-nos proposta uma redução de salário, mas estamos em busca de algo que seja bom para os dois lados. A minha intenção é permanecer”, deixou claro.
Além do novo técnico da equipe, Adelson de Almeida, ex-Ceilândia, apenas parte dos profissionais se apresentou.
As novidades ficaram por conta de Thiago Félix, que disputou o Metropolitano deste ano com a camisa do Ceilândia; Índio e Alcione, que estavam no Brasília e o goleiro Arthur, que jogou pelo Brasiliense.
O experiente goleador Dimba era o reforço mais aguardado no Ninho do Periquito. Era. Sob a alegação de estar resolvendo problemas particulares, adiou sua apresentação por mais alguns dias, segundo explicou o novo diretor de futebol, Vilson de Sá.
Outra novidade de ontem foi a presença, no gramado, de parte dos torcedores do clube. Eles cobraram vontade, comprometimento dos novos jogadores. Segundo deixaram claro, não admitirão corpo mole ao longo da temporada da Série D.
Por outro lado, continua indefinida a situação dos salários atrasados. Segundo dizem, no próximo dia 30 completam-se três meses que os profissionais que fizeram parte do grupo do Metropolitano estão nesta situação.
Se estes salários não forem quitados até quinta-feira, os jogadores estarão liberados sem terem a obrigação de ressarcirem o clube. É isto que o diretor de futebol Vilson de Sá quer evitar.
Sobre este preocupante assunto, o goleiro Vizzotto esclareceu: “Tivemos uma conversa preliminar para resolvermos a situação dos salários. Foi-nos proposta uma redução de salário, mas estamos em busca de algo que seja bom para os dois lados. A minha intenção é permanecer”, deixou claro.
Timidez é o obstáculo de Pato
O mais introvertido entre os 23 convocados para a Copa América é defendido pelo treinador: "É difícil substituir ídolos"Crédito: Ag.News
Timidez. Este tem sido, pelo menos no momento, o principal obstáculo do goleador Alexandre Pato, do Milan, da Itália, para substituir Ronaldo, o ex-Fenômeno.
Quem viu as fotos de Alexandre Pato perambulando pelo Rio de Janeiro durante suas férias ao lado da namorada Barbara, filha de Silvio Berlusconi, primeiro ministro italiano e presidente do Milan, não imagina que ele seja tímido.
Na Seleção Brasileira, o jogador de 21 anos pouco fala nos treinamentos. Se recebe, por exemplo, uma bronca de Mano Menezes, como a que aconteceu no treino de ontem à tarde, na Argentina, ele abaixa a cabeça e faz um sinal de positivo.
É, disparado, segundo dizem os jornalistas que cobrem às atividades da seleção nacional em solo argentino, o mais introvertido do grupo de 23 jogadores
Só que Pato é o centroavante que o treinador da seleção aposta que poderá usar a camisa 9 no mesmo nível dos grandes atacantes da história.
Desde a última participação oficial de Ronaldo, na eliminação para a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha (1 x 0 para a França), não foi encontrado um jogador para suprir a falta que o “Fenômeno” faz.
Dez jogadores foram usados, entre eles Pato. Luís Fabiano foi o principal, já que jogou como titular na Copa da África do Sul, em 2010, mas fracassou.
O técnico Mano Menezes fez uma comparação interessante sobre a situação que vive Pato na Seleção (ter que substituir um gigante como Ronaldo, o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 15 gols).
“É muito difícil substituir titulares absolutos. Sinto um pouco isso com o Pato. Quando os jogadores são muito marcantes e ficam por um longo período, tem uma distância que o substituto precisa percorrer e é uma injustiça fazer comparações com um ídolo, com uma referência, para um jogador que está iniciando sua trajetória”, disse o treinador.
Cafu foi o jogador que mais atuou pelo Brasil em Mundiais: 20 jogos. Titular desde a Copa de 1994, quando o Brasil foi campeão, ele disputou outros três mundiais.
Pato surgiu como craque muito jovem, aos 17 anos. Vendido ao Milan, teve tempo para amadurecer, mas tem um problema, que o atrapalha também na Seleção: lesões em excesso.
Desde que Mano Menezes assumiu, em julho de 2010, Pato esteve convocado nas oito listas. Mas em três delas acabou cortado porque estava machucado (nas duas últimas estava com um problema no ombro).
No esquema tático que Mano vem utilizando nos treinamentos Pato joga fixo no ataque. Nos primeiros dias de trabalho em Los Cardales, pequena cidade que o Brasil escolheu como concentração, a 60 km de Buenos Aires, agradou a Mano Menezes, fez gols, e se destacou mais até do que Neymar, considerado o craque garoto.
Mano, porém, acha ainda que Pato está preso, tímido. “Não acho que ele se preocupe em se machucar. Se jogador ficar preocupado com isso, não joga”, disse o treinador.
O atacante fez um bom campeonato italiano no título do Milan, com 14 gols, apesar das lesões. Mesmo tímido, conseguiu conquistar a filha do chefe e até a posar de cueca em uma campanha de uma famosa grife. É esse Pato que Mano quer ver em campo.
Quem viu as fotos de Alexandre Pato perambulando pelo Rio de Janeiro durante suas férias ao lado da namorada Barbara, filha de Silvio Berlusconi, primeiro ministro italiano e presidente do Milan, não imagina que ele seja tímido.
Na Seleção Brasileira, o jogador de 21 anos pouco fala nos treinamentos. Se recebe, por exemplo, uma bronca de Mano Menezes, como a que aconteceu no treino de ontem à tarde, na Argentina, ele abaixa a cabeça e faz um sinal de positivo.
É, disparado, segundo dizem os jornalistas que cobrem às atividades da seleção nacional em solo argentino, o mais introvertido do grupo de 23 jogadores
Só que Pato é o centroavante que o treinador da seleção aposta que poderá usar a camisa 9 no mesmo nível dos grandes atacantes da história.
Desde a última participação oficial de Ronaldo, na eliminação para a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha (1 x 0 para a França), não foi encontrado um jogador para suprir a falta que o “Fenômeno” faz.
Dez jogadores foram usados, entre eles Pato. Luís Fabiano foi o principal, já que jogou como titular na Copa da África do Sul, em 2010, mas fracassou.
O técnico Mano Menezes fez uma comparação interessante sobre a situação que vive Pato na Seleção (ter que substituir um gigante como Ronaldo, o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 15 gols).
“É muito difícil substituir titulares absolutos. Sinto um pouco isso com o Pato. Quando os jogadores são muito marcantes e ficam por um longo período, tem uma distância que o substituto precisa percorrer e é uma injustiça fazer comparações com um ídolo, com uma referência, para um jogador que está iniciando sua trajetória”, disse o treinador.
Cafu foi o jogador que mais atuou pelo Brasil em Mundiais: 20 jogos. Titular desde a Copa de 1994, quando o Brasil foi campeão, ele disputou outros três mundiais.
Pato surgiu como craque muito jovem, aos 17 anos. Vendido ao Milan, teve tempo para amadurecer, mas tem um problema, que o atrapalha também na Seleção: lesões em excesso.
Desde que Mano Menezes assumiu, em julho de 2010, Pato esteve convocado nas oito listas. Mas em três delas acabou cortado porque estava machucado (nas duas últimas estava com um problema no ombro).
No esquema tático que Mano vem utilizando nos treinamentos Pato joga fixo no ataque. Nos primeiros dias de trabalho em Los Cardales, pequena cidade que o Brasil escolheu como concentração, a 60 km de Buenos Aires, agradou a Mano Menezes, fez gols, e se destacou mais até do que Neymar, considerado o craque garoto.
Mano, porém, acha ainda que Pato está preso, tímido. “Não acho que ele se preocupe em se machucar. Se jogador ficar preocupado com isso, não joga”, disse o treinador.
O atacante fez um bom campeonato italiano no título do Milan, com 14 gols, apesar das lesões. Mesmo tímido, conseguiu conquistar a filha do chefe e até a posar de cueca em uma campanha de uma famosa grife. É esse Pato que Mano quer ver em campo.
Ingressos grátis para torcedores carentes
Esta notícia acaba de ser publicada pela Folha. Moradores de áreas carentes das 12 cidades-sedes do Mundial de 2014 ganharão ingressos para ver jogos do torneio.
A Fifa estuda quantos ingressos serão reservados aos beneficiados pelo programa dos "ingressos sociais".
A tendência é que sejam destinados para o projeto quase 5% da capacidade dos estádios do Mundial
O programa serve também para ajudar a lotar os estádios durante o Mundial. Em jogos sem tanto apelo de bilheteria, a cota dos "ingressos sociais" poderá crescer.
Manaus, Cuiabá, Curitiba, Recife e Natal, que estão fora do roteiro da Seleção Brasileira, são as mais cotadas para receber uma porcentagem maior. Suas arenas abrigarão, no máximo, 50 mil torcedores.
O programa também vai contemplar parte dos operários que trabalham na construção ou na reforma das arenas.
O "ingresso social" brasileiro será semelhante ao adotado pela Fifa no Mundial da África do Sul.
A Fifa estuda quantos ingressos serão reservados aos beneficiados pelo programa dos "ingressos sociais".
A tendência é que sejam destinados para o projeto quase 5% da capacidade dos estádios do Mundial
O programa serve também para ajudar a lotar os estádios durante o Mundial. Em jogos sem tanto apelo de bilheteria, a cota dos "ingressos sociais" poderá crescer.
Manaus, Cuiabá, Curitiba, Recife e Natal, que estão fora do roteiro da Seleção Brasileira, são as mais cotadas para receber uma porcentagem maior. Suas arenas abrigarão, no máximo, 50 mil torcedores.
O programa também vai contemplar parte dos operários que trabalham na construção ou na reforma das arenas.
O "ingresso social" brasileiro será semelhante ao adotado pela Fifa no Mundial da África do Sul.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Mano repete esquema
Após uma folga que durou mais de 24 horas, a Seleção Brasileira voltou aos treinamentos esta tarde na concentração em Los Cardales, a cerca de 60 km de Buenos Aires. A comissão técnica de Mano Menezes comandou um trabalho longo, que durou quase duas horas.
Na atividade tática, Mano formou pela segunda vez, durante o período de preparação para a Copa América, a equipe titular no 4-3-3, com Paulo Henrique Ganso como meia armador e Robinho, Neymar e Alexandre Pato no trio ofensivo.
O exercício foi realizado em campo reduzido, onde um dos times tinha dois gols para atacar, enquanto o outro tinha um. A principal cobrança para os titulares foi a marcação na saída de bola adversária, exigência que Mano também realizou no último domingo.
Agora restam cinco dias de trabalho antes da estreia do Brasil na Copa América. Domingo, o time pentacampeão mundial encara a Venezuela, às 16h, na cidade de La Plata.
Mano provavelmente mandará a campo a seguinte formação: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso; Robinho, Neymar e Pato.
Todo cuidado é pouco com o garoto
Tudo bem que Neymar é a bola da vez na Seleção Brasileira. Tudo bem também a atitude adotada pelos homens que o estão dirigindo na Argentina. Nesse momento, em que o garoto é o principal foco da imprensa internacional, justificadamente por ele ter comandado o Santos na conquista da Libertadores recentemente, torna-se quase uma obrigação blindá-lo de toda a badalação.Venhamos e convenhamos, para um garoto de apenas 19 anos, com salário jogando no país dos grandes astros do futebol internacional, sua exposição na mídia é um prato cheio para, principalmente, os jornais sensacionalistas.
À distância, estamos na torcida para que o mesmo futebol praticado com a camisa do Santos seja mostrado nesta Copa América. Muitos (grandes) clubes europeus estão de olho nele, dispostos, segundo asseguram, a desembarcarem na Vila Belmiro com um caminhão de euros.
Gente, primeiro vamos esperar pelo seu desempenho neste torneio sul-americano e depois torcer...para que ele continue no futebol tupiniquim.
Estou certo ou estão errado?
sábado, 4 de junho de 2011
Neymar lamenta críticas
Crédito: Francisco Stuckert
O primeiro contato da Seleção de Mano Menezes com o público brasileiro não foi dos melhores. O empate sem gols com a Holanda neste sábado, no Serra Dourada, irritou os torcedores, que não pouparam vaias e críticas ao time.
“É triste ser vaiado. O torcedor vem para assistir a um bom jogo e quer ver gols. É triste isso”, lamentou Neymar.
Os protestos começaram já no intervalo e se intensificaram no segundo tempo. Houve gritos de “timinho” e frases como “eiro, eiro, eiro, devolve meu dinheiro”.
“Vaiar durante o jogo é complicado. Era melhor esperar”, criticou Thiago Silva, buscando explicações para a apresentação que ficou abaixo do esperado.
“Em função do calor também [não jogamos bem]. A gente não está mais acostumado a jogar aqui no Brasil, foi complicado.”
Júlio César, por sua vez, adotou discurso mais político. Experiente, ele tentou compreender a reação negativa dos torcedores e pediu paciência, alegando que Mano Menezes ainda está começando um trabalho.
"O torcedor pode cobrar, porque paga ingresso. Mas a gente precisa ter paciência. Temos três anos até a Copa do Mundo. Com o Dunga e o Jorginho, ganhamos praticamente tudo antes da Copa e lá não conseguimos o título. Temos que ter paciência para a construção desse time. É um trabalho de reformulação, que acontece aos poucos”, ponderou o camisa 1.
“Já tivemos outras oportunidades de jogar aqui no Brasil e torcida é isso, é paixão, cobra a todo momento. O torcedor paga ingresso e vem ver gol. Então se o jogo termina 0 x 0 temos que entender a cobrança da torcida”, emendou Júlio César.
Elano procurou amenizar o comportamento dos torcedores. "A pressão sempre existe na Seleção Brasileira, mas as vaias aconteceram só no final mesmo", completou o meio-campista.
“É triste ser vaiado. O torcedor vem para assistir a um bom jogo e quer ver gols. É triste isso”, lamentou Neymar.
Os protestos começaram já no intervalo e se intensificaram no segundo tempo. Houve gritos de “timinho” e frases como “eiro, eiro, eiro, devolve meu dinheiro”.
“Vaiar durante o jogo é complicado. Era melhor esperar”, criticou Thiago Silva, buscando explicações para a apresentação que ficou abaixo do esperado.
“Em função do calor também [não jogamos bem]. A gente não está mais acostumado a jogar aqui no Brasil, foi complicado.”
Júlio César, por sua vez, adotou discurso mais político. Experiente, ele tentou compreender a reação negativa dos torcedores e pediu paciência, alegando que Mano Menezes ainda está começando um trabalho.
"O torcedor pode cobrar, porque paga ingresso. Mas a gente precisa ter paciência. Temos três anos até a Copa do Mundo. Com o Dunga e o Jorginho, ganhamos praticamente tudo antes da Copa e lá não conseguimos o título. Temos que ter paciência para a construção desse time. É um trabalho de reformulação, que acontece aos poucos”, ponderou o camisa 1.
“Já tivemos outras oportunidades de jogar aqui no Brasil e torcida é isso, é paixão, cobra a todo momento. O torcedor paga ingresso e vem ver gol. Então se o jogo termina 0 x 0 temos que entender a cobrança da torcida”, emendou Júlio César.
Elano procurou amenizar o comportamento dos torcedores. "A pressão sempre existe na Seleção Brasileira, mas as vaias aconteceram só no final mesmo", completou o meio-campista.
Mano fala em evolução do Brasil
Mano Menezes gostou da atuação do Brasil no empate sem gols com a Holanda no Serra Dourada, em Goiânia.Crédito: CBF/Divulgação
Enquanto a torcida se irritou com o time e não poupou vaias, o treinador afirmou que viu uma evolução da equipe, principalmente no segundo tempo. Ele também justificou o resultado com a qualidade da Holanda.
“Saio com a impressão que o Brasil em seu terceiro enfrentamento contra uma seleção de ponta teve um comportamento que confirma a evolução”, analisou o comandante.
Nos dois compromissos anteriores contra adversários de primeiro nível, a Seleção sofreu duas derrotas: caiu por 1 x 0 diante da Argentina, no Qatar, em novembro do ano passado, e levou 1 x 0 da França, em Paris, em fevereiro deste ano.
“Hoje fizemos um jogo regular nos primeiros 45 minutos e um jogo muito bom nos últimos 45 minutos. Voltamos bem melhor na segunda parte, encaixamos a marcação e o Júlio não fez mais nenhuma defesa. Criamos oportunidades claras de gol e não fizemos porque às vezes o time não faz mesmo”, resumiu Mano.
O treinador também tentou valorizar o resultado com a qualidade da Holanda, seleção responsável pela eliminação do Brasil na última Copa do Mundo. O time que era comandado por Dunga caiu nas quartas de final da África do Sul.
“O adversário hoje era acima da média. Você não pode desconsiderar quem você está enfrentando. Precisamos repetir jogos desse nível contra adversários assim. Esse é o caminho para o amadurecimento”, completou Mano.
Mano justifica placar igual

Crédito: Francisco Stuckert
Após o empate sem gols no amistoso deste sábado contra a Holanda, em Goiânia, o técnico Mano Menezes adotou discurso de calma em relação à evolução de sua equipe, às vésperas da Copa América.
O treinador procurou tirar a responsabilidade de seu grupo, mas reconheceu que o time não soube jogar com inteligência contra a conhecida força física dos holandeses.
“A gente sofreu muito com a disparidade de força física. Saltamos muito na bola e perdemos quase todas. Essa foi a instrução do intervalo, de que precisávamos saltar no corpo”, afirmou o técnico da Seleção em entrevista coletiva.
Apesar do resultado e da desvantagem no jogo físico, Mano disse que o encontro com os vice-campeões mundiais em Goiânia serviu para consolidar o repertório de sua equipe para a disputa da Copa América na Argentina.
“A gente tem que saber como joga contra a Holanda. E é importante saber que se joga diferente contra a Colômbia, contra o Equador, contra o Paraguai. Faz parte de um aprendizado”, declarou Mano.
Sem a vitória no jogo contra os algozes da última Copa, a Seleção parte para São Paulo, onde encara a Romênia na próxima terça-feira, no último jogo antes da disputa da Copa América. O amistoso também servirá para marcar a despedida oficial de Ronaldo dos campos.
Quatro dos 27 jogadores convocados por Mano Menezes não disputarão o amistoso contra a Romênia, nesta terça-feira, no Pacaembu.
O técnico decidiu liberar Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva e Ramires para evitar um maior desgaste físico às vésperas da Copa América. A preparação para o torneio na Argentina começa no fim deste mês.
Os quatro liberados descansam diante da Romênia, mas devem disputar a Copa América. Todos são titulares e jogaram por suas equipes até o fim da temporada europeia.
Depois do amistoso de terça-feira, Mano irá anunciar os convocados para o torneio que acontece em julho. Até lá, ele já terá uma definição sobre o aproveitamento de Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato.
O departamento médico da Seleção dará um parecer sobre a situação da dupla. Ganso está em fase final de recuperação de um problema muscular.
No dia em que divulgou a convocação, Mano deixou claro que aguardaria o máximo possível para contar com seu futebol na Copa América.
Já Pato estava convocado para os dois amistosos, mas machucou o ombro em partida do Milan pelo Italiano. O time rubro-negro chegou a divulgar que ele estaria fora da Copa América, mas o departamento médico da Seleção o avaliou e decidiu esperar. Um novo exame deve acontecer no início desta semana.
Na partida contra a Romênia, o Fenômeno entrará no decorrer do primeiro tempo e sairá no intervalo, quando será feita uma homenagem a sua carreira. Ele ganhou duas Copas pelo Brasil, fez 104 jogos e é o maior artilheiro da história dos Mundiais (15 gols).
Brasil supera a Polônia e segue invicto
Crédito: VIPCOMMSeleção de Bernardinho derrota a do italiano Anastasi por 3 x 0 em seu terceiro jogo da Liga Mundial. Times voltam a se enfrentar neste domingo
Em casa, diante de um Maracanãzinho quase lotado, Bernardinho viu o italiano Andrea Anastasi, técnico da Polônia, tentar estragar a festa.
O Brasil penou nos dois primeiros sets, mas conseguiu vencer por 3 x 0 e manter a invencibilidade na Liga Mundial.
Com destaque para Leandro Vissotto no ataque e para Serginho e Giba na defesa, a seleção superou o forte bloqueio polonês e continuou sem perder sequer uma parcial na competição.
Fechou o jogo em 25/23, 26/24 e 25 a 21 e ampliou o bom retrospecto, somando agora 37 triunfos em 51 confrontos com o adversário europeu.
Brasil e Polônia voltam a se enfrentar novamente no Rio de Janeiro neste domingo, a partir das 10h. A Rede Globo transmite ao vivo.
Como prometido, Bernardinho fez mudanças em relação às partidas contra Porto Rico, na estreia da Liga Mundial, e dois destaques do Sesi na última Superliga ganharam oportunidade entre os relacionados.
O oposto Wallace ocupou o lugar de Theo no banco, enquanto Thiago Alves ganhou a vaga de João Paulo Tavares.
O que permaneceu inalterada foi a formação titular. Mesmo com o retorno de Murilo, o treinador manteve João Paulo Bravo entre os seis que começaram em quadra.
O Brasil previu com perfeição a estratégia da Polônia. O que a seleção não poderia imaginar era que os rivais se sairiam melhor desde o começo.
Com o saque bastante forçado, os europeus quebraram o passe brasileiro e cresceram no bloqueio. Bartman, Ignaczak e Kurek, este também com pancadas no ataque, deixaram o adversário na frente na primeira parada técnica: 8 x 6.
Dois pontos perdidos na sequência, fizeram Bernardinho pedir tempo. E a conversa com Bruninho surtiu efeito. O levantador explorou mais as jogadas com Leandro Vissotto e, em um ataque na rede dos poloneses, o Brasil empatou em 12 x 12.
O técnico Andrea Anastasi reclamou muito de toque do bloqueio brasileiro, mas a arbitragem não se mobilizou.
A alegria da torcida, porém, durou pouco. Giba parou duas vezes em Mozdonek. Bartman, atuando como oposto, saltou para cravar a bola no chão e deixar os visitantes na frente na segunda parada: 16 x 13.
Os poloneses seguiram melhores e, quando o placar mostrou 19 x 14, Bernardinho parou o jogo de novo. E, mais uma vez, brilhou a estrela de Vissotto.
O oposto marcou dois pontos seguidos de ataque e ainda bloqueou com sucesso para empatar em 22 x 22. Após Ruciak marcar, Giba voltou a deixar o Brasil na frente.
Após uma defesa espetacular de Serginho, o ponteiro foi decisivo e, explorando o bloqueio, fechou o set para o Brasil: 25 x 23.
O segundo set começou com um banho polonês. Os ataques de Giba pararam três vezes na defesa. Enquanto a bola brasileira não caía, Ruciak e Kurek viravam tudo e bloqueavam com eficiência. Três pontos de Vissotto evitaram uma tragédia maior na primeira parada técnica: 8 x 3.
Após a conversa, a seleção voltou sensivelmente melhor. O camisa 6 da seleção seguiu bem no ataque, e João Paulo Bravo reduziu a diferença para dois pontos: 9 a 7. A distância se manteve e, com uma bola de segunda de Zygadlo, a Polônia fez 13 a 11. No lance seguinte, Bruninho mostrou que também tem oportunismo e deu o troco.
A polêmica do set ocorreu no 15º ponto polonês, em que os brasileiros alegaram quatro toques. Bernardinho protestou contra a arbitragem, sem sucesso.
Explorando o bloqueio, Vissotto deixou o Brasil apenas um ponto atrás no placar. Com 150 vitórias na Liga no currículo, Giba fez valer sua experiência para empatar a partida em 17 x 17.
Assim como no primeiro set, o treinador brasileiro chamou Wallace para reforçar a rede na reta decisiva. Desta vez, Marlon também ganhou chance em quadra. No saque, Giba colocou o Brasil pela primeira vez na frente no placar.
O ponteiro até mandou uma bola na rede, mas se redimiu em seguida saltando no fundo de quadra para marcar 23 x 22.
Destaque na defesa, João Paulo Bravo apareceu no ataque para fazer 24 x 23. O ponteiro errou a força do saque e cedeu a igualdade, mas um erro polonês no mesmo fundamento devolveu a vantagem. Em um bloqueio de Lucão, a seleção fechou em 26 x 24.
No terceiro set, foi a vez de o Brasil disparar desde o início. Bruninho abriu o marcador com uma bola de segunda. Zygadlo não deixou barato e devolveu o ponto da mesma forma.
Leandro Vissotto seguiu bem, e João Paulo Bravo cresceu na ponta. Quando o jogo estava 5 x 2 para a seleção, um rali espetacular levantou ainda mais a torcida.
Serginho fez três defesas dificílimas e ainda levantou para um ataque de Vissotto. Mesmo quando Giba não alcançou um ataque polonês, o Marazanãzinho inteiro aplaudiu o esforço dos atletas.
O ponto deu moral aos comandados de Anastasi, que reduziram a diferença para um ponto: 6 x 5. Rodrigão, em jogada rápida, garantiu o Brasil na frente. Com o saque na rede de Kurek, a seleção foi para a parada técnica com 8 x 6 no marcador.
Na volta do intervalo, o jovem ponteiro perdeu o tempo da bola e atacou na rede. A série de erros prosseguiu com Bartman, que tentou explorar o bloqueio e isolou: 10 x 6 para o Brasil.
E a dianteira só fez aumentar. Com novas falhas do lado polonês, desta vez de Jarosz e Mozdzonek, grandes defesas Giba e um ataque certeiro de Vissotto, a margem foi ampliada para 13 x 8.
Com a desvantagem, Anastasi fez a inversão e colocou o levantador Woicki em quadra. A alteração deu resultado e, no saque, o “baixinho” de 1,82 fez a Polônia encostar no placar: 13 x 12.
O jogo seguiu equilibrado: João Paulo Bravo virava de um lado, e Kurek devolvia do outro. Com Giba, a seleção chegou à parada técnica com 16 x 14.
Na reta final, foi a vez de Lucão se destacar. Em jogadas rápidas pelo meio com Marlon e, depois, com um ace, o central fez 22 x 17 no placar.
A Polônia teve seus melhores momentos com Jarosz e forçou o saque na base do tudo ou nada. Em um ataque preciso de Giba, a seleção garantiu os 3 x 0 no placar: 25 x 21.
Por Helena Rebello
Rio de Janeiro
O Brasil penou nos dois primeiros sets, mas conseguiu vencer por 3 x 0 e manter a invencibilidade na Liga Mundial.
Com destaque para Leandro Vissotto no ataque e para Serginho e Giba na defesa, a seleção superou o forte bloqueio polonês e continuou sem perder sequer uma parcial na competição.
Fechou o jogo em 25/23, 26/24 e 25 a 21 e ampliou o bom retrospecto, somando agora 37 triunfos em 51 confrontos com o adversário europeu.
Brasil e Polônia voltam a se enfrentar novamente no Rio de Janeiro neste domingo, a partir das 10h. A Rede Globo transmite ao vivo.
Como prometido, Bernardinho fez mudanças em relação às partidas contra Porto Rico, na estreia da Liga Mundial, e dois destaques do Sesi na última Superliga ganharam oportunidade entre os relacionados.
O oposto Wallace ocupou o lugar de Theo no banco, enquanto Thiago Alves ganhou a vaga de João Paulo Tavares.
O que permaneceu inalterada foi a formação titular. Mesmo com o retorno de Murilo, o treinador manteve João Paulo Bravo entre os seis que começaram em quadra.
O Brasil previu com perfeição a estratégia da Polônia. O que a seleção não poderia imaginar era que os rivais se sairiam melhor desde o começo.
Com o saque bastante forçado, os europeus quebraram o passe brasileiro e cresceram no bloqueio. Bartman, Ignaczak e Kurek, este também com pancadas no ataque, deixaram o adversário na frente na primeira parada técnica: 8 x 6.
Dois pontos perdidos na sequência, fizeram Bernardinho pedir tempo. E a conversa com Bruninho surtiu efeito. O levantador explorou mais as jogadas com Leandro Vissotto e, em um ataque na rede dos poloneses, o Brasil empatou em 12 x 12.
O técnico Andrea Anastasi reclamou muito de toque do bloqueio brasileiro, mas a arbitragem não se mobilizou.
A alegria da torcida, porém, durou pouco. Giba parou duas vezes em Mozdonek. Bartman, atuando como oposto, saltou para cravar a bola no chão e deixar os visitantes na frente na segunda parada: 16 x 13.
Os poloneses seguiram melhores e, quando o placar mostrou 19 x 14, Bernardinho parou o jogo de novo. E, mais uma vez, brilhou a estrela de Vissotto.
O oposto marcou dois pontos seguidos de ataque e ainda bloqueou com sucesso para empatar em 22 x 22. Após Ruciak marcar, Giba voltou a deixar o Brasil na frente.
Após uma defesa espetacular de Serginho, o ponteiro foi decisivo e, explorando o bloqueio, fechou o set para o Brasil: 25 x 23.
O segundo set começou com um banho polonês. Os ataques de Giba pararam três vezes na defesa. Enquanto a bola brasileira não caía, Ruciak e Kurek viravam tudo e bloqueavam com eficiência. Três pontos de Vissotto evitaram uma tragédia maior na primeira parada técnica: 8 x 3.
Após a conversa, a seleção voltou sensivelmente melhor. O camisa 6 da seleção seguiu bem no ataque, e João Paulo Bravo reduziu a diferença para dois pontos: 9 a 7. A distância se manteve e, com uma bola de segunda de Zygadlo, a Polônia fez 13 a 11. No lance seguinte, Bruninho mostrou que também tem oportunismo e deu o troco.
A polêmica do set ocorreu no 15º ponto polonês, em que os brasileiros alegaram quatro toques. Bernardinho protestou contra a arbitragem, sem sucesso.
Explorando o bloqueio, Vissotto deixou o Brasil apenas um ponto atrás no placar. Com 150 vitórias na Liga no currículo, Giba fez valer sua experiência para empatar a partida em 17 x 17.
Assim como no primeiro set, o treinador brasileiro chamou Wallace para reforçar a rede na reta decisiva. Desta vez, Marlon também ganhou chance em quadra. No saque, Giba colocou o Brasil pela primeira vez na frente no placar.
O ponteiro até mandou uma bola na rede, mas se redimiu em seguida saltando no fundo de quadra para marcar 23 x 22.
Destaque na defesa, João Paulo Bravo apareceu no ataque para fazer 24 x 23. O ponteiro errou a força do saque e cedeu a igualdade, mas um erro polonês no mesmo fundamento devolveu a vantagem. Em um bloqueio de Lucão, a seleção fechou em 26 x 24.
No terceiro set, foi a vez de o Brasil disparar desde o início. Bruninho abriu o marcador com uma bola de segunda. Zygadlo não deixou barato e devolveu o ponto da mesma forma.
Leandro Vissotto seguiu bem, e João Paulo Bravo cresceu na ponta. Quando o jogo estava 5 x 2 para a seleção, um rali espetacular levantou ainda mais a torcida.
Serginho fez três defesas dificílimas e ainda levantou para um ataque de Vissotto. Mesmo quando Giba não alcançou um ataque polonês, o Marazanãzinho inteiro aplaudiu o esforço dos atletas.
O ponto deu moral aos comandados de Anastasi, que reduziram a diferença para um ponto: 6 x 5. Rodrigão, em jogada rápida, garantiu o Brasil na frente. Com o saque na rede de Kurek, a seleção foi para a parada técnica com 8 x 6 no marcador.
Na volta do intervalo, o jovem ponteiro perdeu o tempo da bola e atacou na rede. A série de erros prosseguiu com Bartman, que tentou explorar o bloqueio e isolou: 10 x 6 para o Brasil.
E a dianteira só fez aumentar. Com novas falhas do lado polonês, desta vez de Jarosz e Mozdzonek, grandes defesas Giba e um ataque certeiro de Vissotto, a margem foi ampliada para 13 x 8.
Com a desvantagem, Anastasi fez a inversão e colocou o levantador Woicki em quadra. A alteração deu resultado e, no saque, o “baixinho” de 1,82 fez a Polônia encostar no placar: 13 x 12.
O jogo seguiu equilibrado: João Paulo Bravo virava de um lado, e Kurek devolvia do outro. Com Giba, a seleção chegou à parada técnica com 16 x 14.
Na reta final, foi a vez de Lucão se destacar. Em jogadas rápidas pelo meio com Marlon e, depois, com um ace, o central fez 22 x 17 no placar.
A Polônia teve seus melhores momentos com Jarosz e forçou o saque na base do tudo ou nada. Em um ataque preciso de Giba, a seleção garantiu os 3 x 0 no placar: 25 x 21.
Por Helena Rebello
Rio de Janeiro
Sem gols e sem revanche
A expectativa pelo primeiro jogo da Seleção Brasileira em quase dois anos longe de casa era grande, ainda mais contra o adversário que havia encerrado em 2010 o sonho do hexacampeonato mundial.
Mas, dentro de campo, a euforia da torcida que compareceu ao Serra Dourada, em Goiânia, se transformou em desconfiança e insatisfação.
Ao final de 90 minutos irregulares e com raras chances reais de gols, o empate em 0 x 0 com a Holanda deixou um sentimento duplo de frustração: não houve gols, não houve revanche.
Houve, sim, a cobrança, algo que os jogadores tentaram compreender. “É normal, torcedor é paixão, paga o ingresso para ver gols e, em jogo que termina 0 x 0, tem que haver cobrança mesmo”, destacou o goleiro Júlio César.
“Temos que entender essa situação, assim como eles precisam ver que é o início de um trabalho, que temos pouco tempo para treinar e que a Holanda já vem com um time montado”, acrescentou o goleiro brasileiro.
Apesar de Júlio César citar a manutenção do elenco holandês, estiveram presentes no time titular neste sábado apenas quatro jogadores que participaram do confronto em Port Elizabeth (Heitinga, Kuyt, Van Persie e Robben), mesmo número do Brasil (Júlio César, Daniel Alves, Lúcio e Robinho).
Esta foi a sétima partida da Seleção sob o comando de Mano Menezes e o primeiro empate. O saldo continua positivo, com quatro vitórias e duas outras derrotas.
Já no confronto direto com os holandeses – que eliminaram o Brasil nas quartas de final da África do Sul, com um triunfo por 2 x 1 –, o empate em todos os quesitos persiste: são três vitórias para cada lado, cinco empates e 15 gols para ambos.
No time europeu, a grande ausência ficou por conta de Sneijder, enquanto do lado brasileiro, Neymar era a grande novidade estreando ao lado da torcida.
Foi o astro do Santos, aliás, o melhor jogador do país no duelo. Apesar de um primeiro tempo apagado, foi ele quem mais se movimentou, desperdiçando duas boas oportunidades para marcar na segunda etapa.
Já a Holanda mostrou seus dotes ofensivos, sobretudo no início, com o quarteto formado por Robben, Kuyt, Van Persie e Afellay funcionando em ao menos duas ocasiões.
O jovem atacante do Barcelona comandou as ações, perdendo chance cara a cara com Júlio César e parando novamente no goleiro brasileiro em chute da entrada da área.
Lento, o Brasil quase não criou, com Elano, Fred e os laterais Daniel Alves e André Santos pouco utilizados. A segunda etapa ao menos viu uma Seleção com mais vontade.
Mesmo sem substituições, Mano Menezes mexeu com o time, que respondeu com duas belas jogadas antes dos cinco minutos: a primeira em passe de Elano para Neymar, que parou em defesa de Krul, e a segunda em bom chute do santista novamente parado pelo arqueiro.
Animado, e ainda apoiado pela torcida, o Brasil foi para cima e fez o que não conseguiu no início: chutar a gol. Foram mais seis oportunidades até os 15 minutos, sempre com Krul levando a melhor sobre os atacantes.
Quando deixou escapar a bola de Robinho, o lateral Pieters tirou em cima da linha e evitou o gol de Fred.
A partida ficou então aberta, como um verdadeiro Brasil e Holanda. Faltou, como nas outras ocasiões, o gol.
Pelo lado brasileiro, Mano Menezes pôs em campo Lucas, Sandro, depois Leandro Damião e Elias, mas a expulsão de Ramires por uma segunda falta em Robben, ainda aos 30 minutos, acabou atrapalhando os planos do treinador.
Até o fim, a Holanda apareceu uma vez com perigo com Robben, aproveitando erro na saída de Lúcio – zagueiro que comemorava seu centésimo jogo com a Amarelinha –, e se contentou com o empate que manteve a invencibilidade de dez partidas (oito vitórias e dois empates desde o último Mundial.
Para a Seleção Brasileira, o resultado foi sem brilho. Resta agora recuperar forças e o foco para o próximo jogo, daqui a três dias, contra a Romênia, no Pacaembu.
O gol e a vitória, neste caso, terão valor em dobro: ajudar a fechar com brilho a carreira de Ronaldo. E a meta já parece estar na cabeça dos jogadores, como garantiu Thiago Silva.
“A gente podia ter rendido mais, mas fazia tempo que não jogávamos juntos e no calor. Agora espero que na terça a gente possa concretizar as chances para fazer a festa do Ronaldo ficar mais bonita.” A torcida agradecerá.
Mas, dentro de campo, a euforia da torcida que compareceu ao Serra Dourada, em Goiânia, se transformou em desconfiança e insatisfação.
Ao final de 90 minutos irregulares e com raras chances reais de gols, o empate em 0 x 0 com a Holanda deixou um sentimento duplo de frustração: não houve gols, não houve revanche.
Houve, sim, a cobrança, algo que os jogadores tentaram compreender. “É normal, torcedor é paixão, paga o ingresso para ver gols e, em jogo que termina 0 x 0, tem que haver cobrança mesmo”, destacou o goleiro Júlio César.
“Temos que entender essa situação, assim como eles precisam ver que é o início de um trabalho, que temos pouco tempo para treinar e que a Holanda já vem com um time montado”, acrescentou o goleiro brasileiro.
Apesar de Júlio César citar a manutenção do elenco holandês, estiveram presentes no time titular neste sábado apenas quatro jogadores que participaram do confronto em Port Elizabeth (Heitinga, Kuyt, Van Persie e Robben), mesmo número do Brasil (Júlio César, Daniel Alves, Lúcio e Robinho).
Esta foi a sétima partida da Seleção sob o comando de Mano Menezes e o primeiro empate. O saldo continua positivo, com quatro vitórias e duas outras derrotas.
Já no confronto direto com os holandeses – que eliminaram o Brasil nas quartas de final da África do Sul, com um triunfo por 2 x 1 –, o empate em todos os quesitos persiste: são três vitórias para cada lado, cinco empates e 15 gols para ambos.
No time europeu, a grande ausência ficou por conta de Sneijder, enquanto do lado brasileiro, Neymar era a grande novidade estreando ao lado da torcida.
Foi o astro do Santos, aliás, o melhor jogador do país no duelo. Apesar de um primeiro tempo apagado, foi ele quem mais se movimentou, desperdiçando duas boas oportunidades para marcar na segunda etapa.
Já a Holanda mostrou seus dotes ofensivos, sobretudo no início, com o quarteto formado por Robben, Kuyt, Van Persie e Afellay funcionando em ao menos duas ocasiões.
O jovem atacante do Barcelona comandou as ações, perdendo chance cara a cara com Júlio César e parando novamente no goleiro brasileiro em chute da entrada da área.
Lento, o Brasil quase não criou, com Elano, Fred e os laterais Daniel Alves e André Santos pouco utilizados. A segunda etapa ao menos viu uma Seleção com mais vontade.
Mesmo sem substituições, Mano Menezes mexeu com o time, que respondeu com duas belas jogadas antes dos cinco minutos: a primeira em passe de Elano para Neymar, que parou em defesa de Krul, e a segunda em bom chute do santista novamente parado pelo arqueiro.
Animado, e ainda apoiado pela torcida, o Brasil foi para cima e fez o que não conseguiu no início: chutar a gol. Foram mais seis oportunidades até os 15 minutos, sempre com Krul levando a melhor sobre os atacantes.
Quando deixou escapar a bola de Robinho, o lateral Pieters tirou em cima da linha e evitou o gol de Fred.
A partida ficou então aberta, como um verdadeiro Brasil e Holanda. Faltou, como nas outras ocasiões, o gol.
Pelo lado brasileiro, Mano Menezes pôs em campo Lucas, Sandro, depois Leandro Damião e Elias, mas a expulsão de Ramires por uma segunda falta em Robben, ainda aos 30 minutos, acabou atrapalhando os planos do treinador.
Até o fim, a Holanda apareceu uma vez com perigo com Robben, aproveitando erro na saída de Lúcio – zagueiro que comemorava seu centésimo jogo com a Amarelinha –, e se contentou com o empate que manteve a invencibilidade de dez partidas (oito vitórias e dois empates desde o último Mundial.
Para a Seleção Brasileira, o resultado foi sem brilho. Resta agora recuperar forças e o foco para o próximo jogo, daqui a três dias, contra a Romênia, no Pacaembu.
O gol e a vitória, neste caso, terão valor em dobro: ajudar a fechar com brilho a carreira de Ronaldo. E a meta já parece estar na cabeça dos jogadores, como garantiu Thiago Silva.
“A gente podia ter rendido mais, mas fazia tempo que não jogávamos juntos e no calor. Agora espero que na terça a gente possa concretizar as chances para fazer a festa do Ronaldo ficar mais bonita.” A torcida agradecerá.
Só faltou o gol
A julgar por este gesto de Neymar, no fim do amistoso, dá para se ver que ele saiu de campo decepcionado com o empate sem gols diante dos holandeses. Mas, ele não deve se lamentar, pois jogou bem e foi uma preocupação constante dos seus marcadores.
Apesar da forte marcação da seleção visitante, Neymar se movimentou bem, abriu espaços, chutou a gol, desperdiçou pelo menos duas boas oportunidade. Na minha opinião, ele tem lugar neste seleção de Mano Menezes.
Robinho atuou com um falso atacante. Ajudou como pode os atacante Fred e Neymar, armou as principais jogadas e mostrou toda a sua experiência e categoria. Na minha opinião, é outro que fatalmente será titular ao longo da Copa América, na Argentina.
Outra imagem de Neymar. Ele tenta sair da marcação. Foi penalizado pela arbitragem com um cartão amarelo, no meu entendimento, injustamente. O Brasil jogou mais solto, agrediu mais ao longo do segundo tempo, apesar de não ter saído de campo com a vitória.Crédito: AdalbertoMarques.com
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Traçando o futuro
Com o pensamento voltado para o futuro do clube, a diretoria do Formosa se reuniu com a Câmara de Vereadores daquela cidade goiana e a Prefeitura no começo da semana.
As três partes envolvidas chegaram a um acordo quanto à parte financeira, para que o "Tsunami do Cerrado" dispute a Série D do Brasileiro.
O presidente Zé Luis, contudo, não confirmou o valor liberado, mas, fontes ligadas à Câmara Municipal afirmam que foram repassados 400 mil reais para que o time faça frente às despesas durante a competição.
Com dinheiro em caixa, os nomes definidos para jogar a Série D começam a aparecer. Do último Metropolitano permanecem os goleiros Sávio e Pedro Henrique e o meio campista Luiz Carlos.
Outros nomes que levaram o Formosa ao terceiro lugar do campeonato deste ano, e que retornam, são o zagueiro Anselmo; o lateral William Bahia; os meias Glauco Carioca e Pitchula; o volante Renatinho e o atacante Nelito.
Quem chega ao Verdão goiano são o goleiro Donizeti, que estava no Crac, de Catalão (GO), equipe que abriu mão da vaga na Série D deste ano; o meia Marcinho, que teve passagens por Flamengo e Figueirense; o lateral-esquerdo Rafinha (ex-Botafogo/DF) e os zagueiros Thiago Eciene (ex-Atlético Ceilandense) e Reginaldo (ex-Grêmio Barueri).
Também estão confirmados os atacantes Rodrigo Goiano (ex-Comercial (MS) e Léo Guerreiro (ex-Duque de Caxias (RJ), além do volante Leís (ex-Ceilândia).
Em negociação estão o volante Matos e o zagueiro Luan, que foram levados por Auecione Alves para o Iporá (GO); os volantes Thompson e Zé Ricarte e os atacantes Lucas, Edicarlos (ex-Gama) e Tety (ex-Botafogo/DF).
O primeiro jogo do Formosa na Série D acontece diante do Sendas (RJ), no dia 17 de julho, às 16h, em São João de Meriti, no interior do Rio.
As três partes envolvidas chegaram a um acordo quanto à parte financeira, para que o "Tsunami do Cerrado" dispute a Série D do Brasileiro.
O presidente Zé Luis, contudo, não confirmou o valor liberado, mas, fontes ligadas à Câmara Municipal afirmam que foram repassados 400 mil reais para que o time faça frente às despesas durante a competição.
Com dinheiro em caixa, os nomes definidos para jogar a Série D começam a aparecer. Do último Metropolitano permanecem os goleiros Sávio e Pedro Henrique e o meio campista Luiz Carlos.
Outros nomes que levaram o Formosa ao terceiro lugar do campeonato deste ano, e que retornam, são o zagueiro Anselmo; o lateral William Bahia; os meias Glauco Carioca e Pitchula; o volante Renatinho e o atacante Nelito.
Quem chega ao Verdão goiano são o goleiro Donizeti, que estava no Crac, de Catalão (GO), equipe que abriu mão da vaga na Série D deste ano; o meia Marcinho, que teve passagens por Flamengo e Figueirense; o lateral-esquerdo Rafinha (ex-Botafogo/DF) e os zagueiros Thiago Eciene (ex-Atlético Ceilandense) e Reginaldo (ex-Grêmio Barueri).
Também estão confirmados os atacantes Rodrigo Goiano (ex-Comercial (MS) e Léo Guerreiro (ex-Duque de Caxias (RJ), além do volante Leís (ex-Ceilândia).
Em negociação estão o volante Matos e o zagueiro Luan, que foram levados por Auecione Alves para o Iporá (GO); os volantes Thompson e Zé Ricarte e os atacantes Lucas, Edicarlos (ex-Gama) e Tety (ex-Botafogo/DF).
O primeiro jogo do Formosa na Série D acontece diante do Sendas (RJ), no dia 17 de julho, às 16h, em São João de Meriti, no interior do Rio.
Giovannoni quer voltar logo
Melhor jogador do NBB3 diz que chegará mais confiante à Seleção BrasileiraCrédito: Marcos Ribolli/Globoesporte.com
No fim de uma temporada praticamente perfeita, Guilherme Giovannoni não quer saber de descanso.
Eleito o melhor jogador da terceira edição do NBB, o ala-pivô do Uniceub vai tirar alguns dias de folga, é verdade, mas já pensa no retorno às quadras.
Ele, que completa exatamente hoje 31 anos de idade, não quer perder o ritmo. Afinal, a Seleção Brasileira tem compromissos importantes até o final do ano, como o Pré-Olímpico.
“Vou comemorar, lógico. Descansar um pouco. Mas não por muito tempo. Quero voltar logo. A seleção vai ter o Pré-Olímpico pela frente e eu quero estar bem”.
Giovannoni acredita que as boas exibições na conquista do bicampeonato do NBB pelo time brasiliense vão ajudá-lo a melhorar ainda mais seu desempenho na Seleção Brasileira.
“Eu chego mais forte, mais confiante com essas conquistas. Mas quero voltar logo à quadra para continuar bem. Espero estar na minha melhor forma”, deixou transparecer.
Embora ainda não saiba se terá os brasileiros da NBA como companheiros na equipe, Giovannoni acredita que a equipe está bem preparada para conquistar uma vaga nas Olimpíadas de Londres.
“Todo mundo está muito consciente do que precisa fazer. Já começamos um trabalho no ano passado, fizemos um papel bacana no Mundial. Agora é trabalhar forte para melhorarmos ainda mais”, disse.
O Brasil disputará o Pré-Olímpico de basquete em Mar del Plata, na Argentina. A Seleção enfrentará Canadá, República Dominicana, Venezuela e Cuba na primeira fase do torneio que distribuirá duas vagas para os Jogos de Londres.
Eleito o melhor jogador da terceira edição do NBB, o ala-pivô do Uniceub vai tirar alguns dias de folga, é verdade, mas já pensa no retorno às quadras.
Ele, que completa exatamente hoje 31 anos de idade, não quer perder o ritmo. Afinal, a Seleção Brasileira tem compromissos importantes até o final do ano, como o Pré-Olímpico.
“Vou comemorar, lógico. Descansar um pouco. Mas não por muito tempo. Quero voltar logo. A seleção vai ter o Pré-Olímpico pela frente e eu quero estar bem”.
Giovannoni acredita que as boas exibições na conquista do bicampeonato do NBB pelo time brasiliense vão ajudá-lo a melhorar ainda mais seu desempenho na Seleção Brasileira.
“Eu chego mais forte, mais confiante com essas conquistas. Mas quero voltar logo à quadra para continuar bem. Espero estar na minha melhor forma”, deixou transparecer.
Embora ainda não saiba se terá os brasileiros da NBA como companheiros na equipe, Giovannoni acredita que a equipe está bem preparada para conquistar uma vaga nas Olimpíadas de Londres.
“Todo mundo está muito consciente do que precisa fazer. Já começamos um trabalho no ano passado, fizemos um papel bacana no Mundial. Agora é trabalhar forte para melhorarmos ainda mais”, disse.
O Brasil disputará o Pré-Olímpico de basquete em Mar del Plata, na Argentina. A Seleção enfrentará Canadá, República Dominicana, Venezuela e Cuba na primeira fase do torneio que distribuirá duas vagas para os Jogos de Londres.
Justiça breca saída de jogadores
A Justiça do Trabalho cassou o pedido de liminar dos jogadores que pediam desvinculação do Gama
Os jogadores se valeram da primeira liminar para assinar contrato com o Brasiliense e também com o Ipatinga, de Minas Gerais.
O lateral-direito Allan; o volante Éderson; o meia Elivelto e o atacante Bachin assinaram com o Brasiliense, enquanto o zagueiro Pedrão e o volante Éverton assinaram com o time do interior mineiro.
Com esta decisão, que por sinal não é final, os jogadores serão obrigados a se reapresentar no Alviverde na próxima segunda-feira.
A diretoria do Brasiliense promete recorrer da decisão para manter os jogadores em seu elenco sem precisar pagar a multa rescisória. A expectativa é de muita confusão ainda nos próximos dias.
Em entrevista ao Jornal de Brasília, os novos reforços do Jacaré não economizaram críticas à diretoria do Gama.
A forma como supostamente foram tratados na reta final do Campeonato Metropolitano seria o motivo da virada de casaca:
"Infelizmente as coisas não deram certo no Gama. A diretoria não deu respaldo para os jogadores. Infelizmente a vida de jogador é assim. Eu larguei os estudos para ajudar minha família e, infelizmente, atrasavam o salário por lá. Agora estou no Brasiliense e espero fazer um bom trabalho. Troquei de camisa, mas a dedicação tem que ser a mesma” disse Elivelto, jogador revelado nas categorias de base do clube alviverde.
Já o atacante Bachin não espera ser perdoado pelo torcida por ter assinado com o maior rival:
"No Gama estava complicado. Tenho certeza de que a torcida vai ficar um pouco chateada com a gente pelo carinho especial que tinha. Ficou (mágoa), sim, da diretoria. Pelas circunstâncias, todo mundo acompanhou, era dor de cabeça todo dia. Mas agora é bola para frente".
Bachin aproveitou a oportunidade e ainda encheu a bola do novo clube: "A expectativa é grande. O Brasiliense é um time grande e pode ser favorito para disputar a Série C".
A voracidade do time de Taguatinga não se limita apenas aos jogadores gamenses. Quem também saiu do Periquito foi o preparador físico Ernesto Matias que estava atuando na equipe de juniores. Ernesto agora auxiliará o técnico Marcos Soares na preparação da equipe amarela que irá disputar a Série C.
Por outro lado, o diretor jurídico do Gama, Rafael Onuki, afirmou que não há liminar nenhuma para que Bachin, Elivelto, Ederson, Allan, Pedrão e Everton deixem o clube.
O lateral-direito Allan; o volante Éderson; o meia Elivelto e o atacante Bachin assinaram com o Brasiliense, enquanto o zagueiro Pedrão e o volante Éverton assinaram com o time do interior mineiro.
Com esta decisão, que por sinal não é final, os jogadores serão obrigados a se reapresentar no Alviverde na próxima segunda-feira.
A diretoria do Brasiliense promete recorrer da decisão para manter os jogadores em seu elenco sem precisar pagar a multa rescisória. A expectativa é de muita confusão ainda nos próximos dias.
Em entrevista ao Jornal de Brasília, os novos reforços do Jacaré não economizaram críticas à diretoria do Gama.
A forma como supostamente foram tratados na reta final do Campeonato Metropolitano seria o motivo da virada de casaca:
"Infelizmente as coisas não deram certo no Gama. A diretoria não deu respaldo para os jogadores. Infelizmente a vida de jogador é assim. Eu larguei os estudos para ajudar minha família e, infelizmente, atrasavam o salário por lá. Agora estou no Brasiliense e espero fazer um bom trabalho. Troquei de camisa, mas a dedicação tem que ser a mesma” disse Elivelto, jogador revelado nas categorias de base do clube alviverde.
Já o atacante Bachin não espera ser perdoado pelo torcida por ter assinado com o maior rival:
"No Gama estava complicado. Tenho certeza de que a torcida vai ficar um pouco chateada com a gente pelo carinho especial que tinha. Ficou (mágoa), sim, da diretoria. Pelas circunstâncias, todo mundo acompanhou, era dor de cabeça todo dia. Mas agora é bola para frente".
Bachin aproveitou a oportunidade e ainda encheu a bola do novo clube: "A expectativa é grande. O Brasiliense é um time grande e pode ser favorito para disputar a Série C".
A voracidade do time de Taguatinga não se limita apenas aos jogadores gamenses. Quem também saiu do Periquito foi o preparador físico Ernesto Matias que estava atuando na equipe de juniores. Ernesto agora auxiliará o técnico Marcos Soares na preparação da equipe amarela que irá disputar a Série C.
Por outro lado, o diretor jurídico do Gama, Rafael Onuki, afirmou que não há liminar nenhuma para que Bachin, Elivelto, Ederson, Allan, Pedrão e Everton deixem o clube.
"Eles entraram com uma ação na Justiça do Trabalho do Gama, os seis. Mas a liminar não foi concedida a eles. Todos estão irregulares lá no Brasiliense", afirmou Onuki.
Rafael ainda disse que o setor jurídico está começando a se mobilizar para tomar as ações cabíveis. "Se eles estão treinando em outro time pode ser motivo para justa causa e também que o Gama ainda tenha o direito de receber a multa rescisória", finalizou o advogado.
Rafael ainda disse que o setor jurídico está começando a se mobilizar para tomar as ações cabíveis. "Se eles estão treinando em outro time pode ser motivo para justa causa e também que o Gama ainda tenha o direito de receber a multa rescisória", finalizou o advogado.
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