sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Brasil pega Portugal em Marselha

Buru (camisa amarela) é considerado um dos melhores jogadores do mundo, segundo especialistas

Depois de conquistar o Mundial de beach Soccer, em Dubai, Seleção Brasileira disputa torneio na França

Tetracampeã invicta da Copa do Mundo de Beach Soccer, a Seleção Brasileira volta a jogar na noite desta sexta-feira, a partir das 20h (17h no horário de Brasília), estreando no Torneio de Marselha, que terá, além do Brasil e da anfitriã França - que não se classificou para o Mundial, em Dubai (Emirados Árabes), Portugal e Espanha.

Os assim chamados “reis da praia” enfrentam Portugal em uma semifinal, enquanto franceses e espanhóis medem forças na outra partida, com a decisão sendo disputada neste sábado.

O confronto diante dos lusos reedita a semifinal das areias de Jumeirah, quando o Brasil goleou por 8 x 2 e passou à final, derrotando a Suíça por 10 x 5.

A única dúvida do técnico Alexandre Soares para o jogo era o goleiro Mão. O camisa 1, que recebeu a Luva de Ouro de Melhor Goleiro do mundo, sentia dores na perna direita, consequência de uma forte pancada que levou na decisão em Dubai, mas treinou normalmente ontem e está confirmado.

“Mão fez tratamento intensivo, está recuperado e isso é ponto para a nossa parte médica, que trabalhou muito bem. Temos uma partida dura, vamos enfrentar um time que conhecemos bastante e que também nos conhece, jogamos contra eles em Dubai e fizemos uma excelente partida, mas aqui é outro jogo, outro torneio e sabemos que será muito difícil”, afirmou Soares.

Para o defensor Daniel, o Brasil precisa entrar muito concentrado, afinal, continua sendo o time a ser batido.

“Queremos fazer um bom jogo, para seguir nessa caminhada de vitórias, e esse é mais um jogo difícil, contra um adversário tradicional e de muita qualidade. Temos que entrar concentrados, num ritmo forte e usando a velocidade, que é uma das nossas principais armas, porque todos querem vencer o Brasil, todos querem derrotar os tetracampeões mundiais”, afirmou o camisa oito brasileiro.

Vila renova contrato com goleiro Max

Após boas atuações em 2008, jogador teve altos e baixos neste ano

Crédito: Laílson Duarte


Depois de prorrogar o contrato do lateral-direito Dida e do volante Claudinho Baiano, o Vila Nova renovou ontem o vínculo do goleiro Max por mais uma temporada. Atual dono da camisa 1 do colorado, Max disputou 17 partidas na Série B, alternando altos e baixos, de forma semelhante à instabilidade do clube na competição.

Max defendeu o alvirrubro no ano passado, quando conquistou o respeito da torcida alvirrubra com grandes atuações na Série B. O Vila Nova esteve perto da Série A, mas caiu de rendimento no final e deixou escapar a vaga à elite do futebol brasileiro.

Sem acertar com o Vila no início do ano, Max foi parar no Itumbiara, no qual disputou o Campeonato Goiano e chegou à semifinal. Voltou ao colorado no início da Série B deste ano, mas teve de se contentar com a reserva. O titular Juninho acabou perdendo a posição na derrota por 2 x 0 para o Vasco, no Serra Dourada.

Max, então, assumiu a camisa 1, mas perdeu novamente a titularidade para Juninho após a derrota para o São Caetano por 3 x 1, fora. Coincidentemente, Max recuperou a posição após nova derrota do Vila para o Vasco, desta vez por 4 x 1, no Rio de Janeiro.

O clube ainda busca a renovação de contrato com outros jogadores, como o zagueiro Leonardo. Mas a negociação não tem evoluído satisfatoriamente. Clube e jogador ainda não chegaram a um acordo quanto ao salário.

A coisa tá ficando verde

Por enquanto não existe dinheiro para novas contratações

Crédito: Ueslei Marcelino


Tudo indica que o Gama vai, mais uma vez, viver de expectativa. Me refiro ao fechamento dos contratos de patrocínio para 2010. Aliás, este problema não é de agora. Desde quando Wagner Marques estava na presidência que esse problema existiu.

Conversei outro dia com o gerente de futebol do Periquito, Flávio Raupp, e ele me disse exatamente isso: o presidente (Paulo Goyaz) está correndo atrás para fechar os contratos. Só que até este momento, pelo que tenho conhecimento, eles ainda não foram assinados.

Sem o “tutu” garantido para a próxima temporada, o clube não pode contratar ninguém “de peso”, isto é, aquele (ou aqueles) que sejam capazes de produzir alguma esperança nas próximas jornadas.

Por enquanto, o time que iniciará os treinamentos a partir da próxima semana será aquele mesmo que já foi anunciado há pouco mais de um mês. A boa novidade será mais uma vez a presença do goleiro Alencar, experiente, boa praça e que é o principal líder do grupo. Menos mal.

Sobre treinador ainda uma nuvem escura ainda teima em rondar o Periquito. Primeiro que ninguém tem certeza se Reinaldo Gueldini estará de volta, apesar da palavra dada por ele mesmo ao presidente Paulo Goyaz. E segundo que o nome do “capita” Gerson Vieira conta com o aval explícito de Flávio Raupp para comandar o alviverde.

Existem, portanto, várias expectativas em termos de futuro gamense: o técnico, assinatura dos contratos de patrocínio e a vinda de reforços “de peso”. Vamos aguardar?

Universo espera jogo difícil diante do Bauru

Equipe brasiliense, líder do NBB, enfrenta Bauru na casa do adversário

Crédito: Luiz Doro/ adorofoto

Embalado pelo título do Campeonato Brasiliense, conquistado na última terça-feira, o Universo/BRB/Financeira Brasília, líder do NBB 2009/2010 com 100% de aproveitamento, volta à quadra nesta sexta-feira, às 20h, pela quinta rodada da competição.

O adversário da vez e a ser batido será o GRSA/Itabom/Bauru, que jogará em casa, no Ginásio Comendador José da Silva Martha.

"Vou sair do filé mignon para encarar uma carne de pescoço”, brinca o técnico Lula Ferreira, referindo-se à missão de enfrentar os paulistas depois da conquista em casa. "Bauru é um time encardido”, diz Lula.

"O Guerrinha, que é muito meu amigo, conseguiu montar uma equipe aguerrida. Não tem nenhuma grande estrela, mas dá trabalho ao adversário”, comentou. "Ainda mais agora que ficou completa, com a chegada do americano, o pivô Jeff Agba”.

Em Bauru, o técnico Guerrinha comemora o fato de poder contar com Agba e o ala Ricardo Azevedo, outro recém-contratado, para enfrentar o líder da temporada.

"A expectativa é ótima, também para o jogo de domingo, contra o Minas. Brasília e Minas têm plantel melhor, nosso nível é intermediário”, reconhece Guerrinha.

"Mas estamos felizes de jogar em nível competitivo em nossa segunda participação no NBB. Acho que também surpreendemos na temporada 2008/2009, quando terminamos em sexto lugar, à frente de equipes como Franca, Pinheiros e Paulistano.”

Contra o Universo, Guerrinha quer fazer valer o fator casa. "Este ano, só perdemos três jogos em nosso ginásio: de Flamengo e Minas, na primeira temporada do NBB, e de Santo André, pelo Paulista.”

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Nilmar volta a decidir no último amistoso de 2009

O meia Kaká e o goleador Nilmar foram duas peças fundamentais do Brasil no triunfo diante de Omã
Crédito: Ricardo Nogueira/Folha Imagem


Com mais um gol do atacante Nilmar, foi o seu sexto nas últimas cinco partidas pela Seleção, o Brasil venceu Omã por 2 x 0, nesta terça-feira, em Mascate, capital do país do Oriente Médio, em amistoso que marcou a despedida do time de Dunga da temporada 2009.

O Brasil, primeiro colocado no ranking da Fifa, encerra um ano que ficou marcado pela conquista do título da Copa das Confederações, em junho, e pela conquista da primeira colocação nas Eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2010.

O jogo desta terça-feira foi penúltimo da equipe brasileira antes da convocação oficial para o Mundial. Antes de apresentar sua lista de jogadores para a Copa, o Brasil ainda faz um amistoso, em março de 2010, provavelmente na Europa.

Nilmar, que substituiu o contundido Robinho nas últimas partidas, foi quem mais cresceu no grupo de Dunga nos últimos tempos. Além do gol diante de Omã, o atacante do Villarreal havia anotado contra Inglaterra, Bolívia e Chile (três vezes). O atacante só passou em branco no empate sem gols contra a Venezuela.

Apesar da fragilidade do adversário e de esta ter sido a penúltima chance para realizar testes, Dunga mandou a campo o time que considera titular.

O Brasil, contudo, levou um susto logo no primeiro minuto de jogo, com um chute forte de Rabea que bateu na rede pelo lado de fora. No entanto, dois minutos depois, o time de Dunga abriu o placar. Maicon lançou Luis Fabiano, que partiu livre e chutou em cima do goleiro Al Habsi. Nilmar aproveitou o rebote: 1 x 0.

Inspirado, Nilmar fez o segundo, aos 11min, de cabeça, mas o árbitro Eric Braamhaar assinalou impedimento e anulou.

Como de costume em seus últimos jogos, o time brasileiro levou perigo nas jogadas aéreas. Aos 44 minutos, após escanteio, Luis Fabiano cabeceou em cima do goleiro Al Habsi.

Na segunda etapa, Dunga resolveu fazer testes e colocou Fábio Simplício, Júlio Baptista e Hulk nas vagas de Felipe Melo, Kaká e Luis Fabiano.

Aos 16 minutos, saiu o segundo gol brasileiro. Michel Bastos avançou pela esquerda e cruzou para Hulk, mas Al-Ghailanis se antecipou à jogada e cortou contra o próprio gol: 2 x 0.

A equipe brasileira continuou fazendo testes e Dunga sacou Maicon, Lúcio e Elano para as entradas de Daniel Alves, Cris e Carlos Eduardo.

Brasil segue atropelando na areia

Com quatro gols de Buru, a Seleção Brasileira vence Bahrein e segue invicta no Mundial
Crédito: Agência/EFE


Se na estreia da Seleção Brasileira de futebol de areia no Mundial, Buru passou em branco, nessa terça-feira ele foi o comandante nas areias de Dubai. O veterano jogador de 33 anos marcou quatro gols na vitória por 8 x 1 sobre o Bahrein, o que assegurou o Brasil nas quartas de final da competição.

“Conseguimos construir uma boa vantagem logo no primeiro período e isso ajudou muito. Estamos classificados para a próxima fase, o que era a nossa primeira meta aqui em Dubai. Mas não estamos pensando nas quartas, há ainda uma partida nesta fase e temos que manter o foco. Agora o nosso objetivo é buscar o primeiro lugar da chave”, afirmou o artilheiro depois do jogo.

Nessa quarta-feira, às 15h (de Brasília), o Brasil enfrenta a Suíça no jogo que vai definir o primeiro colocado no Grupo D. As duas equipes somam duas vitórias na competição. Na primeira rodada, o Brasil passou pela Nigéria por 11 x 5.

Um jogo assim é bom para ganhar confiança. Deu tudo certo para a gente”, vibrou Buru, prevendo uma partida difícil na próxima rodada. “Os jogos entre Brasil e Suíça são sempre complicados, mas vamos buscar o primeiro lugar do grupo”, completou.

O show de Buru começou logo na saída de bola. Eleito o melhor jogador do mundo em 2007, ele abriu o placar em jogada ensaiada, fazendo seu 150º gol com a camisa do Brasil. Aos 3 minutos, ele fez o segundo e, no minuto seguinte, ampliou em uma roubada de bola. Aos 10 minutos, Bruno Malias recebeu uma bola alta, matou no peito e fez de bicicleta o quarto gol do Brasil.

No segundo período o jogo ficou mais equilibrado. O Bahrein voltou com o goleiro reserva Salah Mohamed, que fez boas defesas, principalmente nos ataques de Bruno Malias. Mas aos 10 minutos, Abdulla Alabdulla, que já havia feito um pênalti no primeiro tempo, colocou a mão na bola mais uma vez e levou o segundo cartão amarelo. Jogador mais jovem do Brasil, Daniel Souza, de 22 anos cobrou o pênalti com categoria e fez 5 x 0.

O Brasil continuou ditando o ritmo de jogo no último período. Aos 5 minutos, Benjamim lançou Buru, que, de primeira, fez mais um belo gol: 6 x 0. Aos 7, foi a vez de André ampliar, num chute rasteiro.

Faltando menos de um minuto para o fim do jogo, Daniel, em cobrança de falta, mandou uma bomba sem defesa para Salah. Na saída de bola, Almughawi chutou no canto direito de Alexandre e fez o gol de honra do Bahrein.

É o que dá dirigente falar pelos cotovelos

Após polêmica com o árbitro Carlos Simon, Luiz Gonzaga Belluzzo pega gancho de nove meses
Crédito: Folha Imagem

Falou mais do que devia. Estou me referindo ao todo-poderoso presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, do Palmeiras, que não escapou de uma punição severa pelas polêmicas declarações contra o árbitro Carlos Eugênio Simon.

Nesta terça-feira, o dirigente falastrão foi julgado e condenado a 270 dias de suspensão pelo STJD depois de chamar o juiz gaúcho de "vigarista, safado e crápula" na semana passada.

Talvez sentindo-se “intocável”, acima do bem do mal, Beluzzo sequer se deu ao trabalho de viajar ao Rio de Janeiro para se defender no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Tomou ferro para que, na próxima oportunidade, segure a onda.

Belluzzo foi enquadrado em seis artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Além de acusar Simon, ele também respondeu por levantar suspeitas contra o STJD no julgamento de Vagner Love. Ao todo, ele poderia ter sido suspenso do futebol por até 2.530 dias, ou seja, mais de seis anos.

Os auditores do STJD, no entanto, julgaram que Belluzzo estava alterado após a partida e optaram por uma pena inferior. Ainda assim, a defesa do presidente alviverde irá apelar da decisão.

Mesmo após ter sido indiciado, Belluzzo mostrou pouca preocupação já que ele não tem como ser retirado da presidência do Palmeiras. Ou seja, o dirigente segue no comando do clube, apenas com restrições para certos assuntos ligados ao futebol, como a assinatura de documentos oficiais, que serão assumidos pelo vice-presidente Salvador Hugo Palaia até o dia 6 de agosto de 2010.

A polêmica em torno do mandatário alviverde começou quando Belluzzo demonstrou indignação com a atuação de Simon na derrota do Palmeiras para o Fluminense no Maracanã. Além de acusar o árbitro de mal intencionado, ele disse que o agrediria se o encontrasse na rua.

Na última segunda-feira, o Palmeiras também viveu um dia de apreensão no STJD. Isso porque o goleiro Marcos e o zagueiro Danilo foram julgados por lances no clássico contra o Corinthians do dia 1º de novembro e poderiam ficar suspensos até o fim do Brasileiro, mas, no fim, foram aliviados da punição e não serão desfalques para Muricy Ramalho.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Volante do Jacaré vai ser julgado

Em situação crítica, Brasiliense ainda pode ganhar desfalque para rodadas finais da Série B

A goleada por 6 x 2 sofrida para o já rebaixado ABC na última rodada empurrou o Brasiliense para a zona de rebaixamento, de onde terá apenas duas partidas para fugir. E o desespero do clube candango pode aumentar caso seja derrotado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

É que nesta terça-feira o volante Juninho será julgado pela Segunda Comissão Disciplinar, a partir das 18h, podendo ficar suspenso dos dois últimos compromissos do Jacaré na Série B do Campeonato Brasileiro.

De acordo com a súmula do jogo contra a Ponte Preta, no dia 3 deste mês, que terminou em 2 x 0 para a Macaca, aos 13 minutos do segundo tempo de jogo, Juninho foi expulso de campo, em virtude de ter agarrado um adversário pela camisa. Na ocasião, o árbitro aplicou o segundo cartão amarelo e, na sequência, o vermelho.

Com isso, Junio Aquino Gomes responderá por prática de ato desleal, conforme disposto no artigo 250 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que pode punir com suspensão de uma a três partidas.

Em outras palavras, em caso de pena máxima, mesmo tendo a suspensão automática descontada, Juninho não poderá enfrentar Bragantino e Vila Nova, pelas últimas duas rodadas da competição.

O Jacaré tem 42 pontos e é o primeiro da zona de rebaixamento para a Série C, na 17ª posição. O time precisa desesperadamente vencer seus próximos adversários para afastar o fantasma da degola.

Sai Gueldini entra Mauro

Gueldini não conseguiu sucesso na sua nova passagem pelo Jacaré. Jogadores não corresponderam à expectativa
Crédito: AdalbertoMarques.com


Este era um final de filme mais ou menos esperado, ou seja, a saída de Reinaldo Gueldini, apesar de faltarem apenas duas rodadas para terminar a participação do Brasiliense na Série B deste ano e a volta (mais uma vez) do mineiro Mauro Fernandes, que estava sem clube, desde que foi demitido do Atlético-GO.

Não tem profissional que suporte a mais uma goleada na competição. Aquela sofrida para o Atlético-GO até se aceita, por considerar-se que foi um acidente de percurso, mas levar seis gols dos juniores do ABC, já rebaixado para a Série C do próximo ano, foi muito forte para o coração de Gueldini.

Se ele fosse convencido do contrário, isto é, se permanecesse até o último jogo, certamente não teria como encarar o grupo de jogadores que lá permanecem, ou, em outras palavras, o seu comando estaria frágil, por causa dos maus resultados e, principalmente pelo fato de o time se encontrar na zona de rebaixamento.

Em outras palavras, o melhor mesmo para o Brasiliense é Gueldini ter pedido o boné, como pediu e foi aceito, até como uma forma para que os jogadores encontrem um pingo de motivação para encarar o Bragantino, no interior paulista e o Vila Nova, na Boca do Jacaré, que serão os últimos jogos desta Série B.

Em 17 jogos que o “professor” Gueldini esteve no comando do time amarelo, teve um aproveitamento de 29,4%, com quatro vitórias, três empates e oito derrotas. Muito pouco, podem dizer os críticos, mas foi o máximo que ele conseguiu realizar.

A culpa é de Gueldini? Acredito que não. Com o máximo de sua experiência, ele fez o possível para ensinar os jogadores o caminho das pedras. Não foi possível. Os profissionais foram desobedientes e por isso estão jogando o bom nome do clube na lata do lixo.

Voltaremos a este assunto na primeira oportunidade. Aguardem.

Brasília supera o Franca e assume liderança


Estevam foi de fundamental importância no triunfo dos brasilienses no retorno do time ao ginásio da Asceb
Crédito: divulgação


Equipe supercampeão do DF começa atrás no placar, mas vira diante dos paulistas

Em um dos jogos mais esperados da terceira rodada do Novo Basquete Brasil, o Universo passou pelo Franca e chegou à terceira vitória consecutiva na competição, assumindo a liderança isolada da competição, com seis pontos. A equipe brasiliense venceu a paulista por 88 x 80 (50 x 47), no ginásio da Asceb.

A partida foi marcada pelo equilíbrio. No primeiro quarto, Franca começou melhor e fechou em vantagem no placar: 27 x 22. Logo depois, no entanto, o Universo reagiu e fechou o primeiro tempo na liderança (50 x 47).

Os principais nomes da partida foram Guilherme Giovannoni (22 pontos, 6 rebotes, 4 assistências e 1 bola recuperada) e Alex (17 pontos, 8 rebotes, 3 assistências e 3 bolas recuperadas), pelo time da casa; o norte-americano Tony (24 pontos) e Márcio Dornelles (17 pontos), em favor do visitante.

No terceiro quarto, os comandados de Lula Ferreira mantiveram o ritmo e conseguiram aumentar a diferença para nove pontos (69 x 60), apresentando uma defesa forte, que conseguiu brecar os principais lances ofensivos do Franca.

No período final, o equilíbrio prevaleceu, com o time francano conseguindo apenas um ponto de vantagem ao seu favor, o que não foi o suficiente para mudar o resultado.

"Vitória foi boa e suada, contra um grande adversário, que provou sua força, mandando no jogo no primeiro quarto e em boa parte do segundo. No terceiro, entretanto, apresentamos uma defesa melhor e conseguimos abrir vantagem que depois foi bem administrada no período final", comentou o técnico Lula Ferreira.

Brasil toma susto, mas goleia a Nigéria

Bruno foi o destaque da seleção nacional marcando três gols. Seus companheiros Sidney e Daniel fizeram dois
Crédito: Agência AP

Apesar de dois sustos logo no início do jogo, o Brasil não teve grandes dificuldades para estrear bem no Mundial de Futebol de Areia, em Dubai, nos Emirados Árabes. Vitória de 11 x 5 sobre a Nigéria.

Foram três gols de Bruno, dois de Sidney e dois de Daniel, enquanto Bueno, Benjamin, André e Betinho marcaram um cada. Tale, Olawale (duas vezes cada) e Ibenegbu descontaram para os nigerianos.

O primeiro susto veio logo no início. O goleiro nigeriano lançou Olawale no ataque, que não perdoou e acertou um belo voleio, sem chance de defesa para Mão. O Brasil não deu bobeira e, na saída, empatou com um golaço de Sidney, que recebeu passe no alto e mandou no ângulo, sem deixar a bola cair.

Sempre dominando, a virada não ia demorar a acontecer. Após escanteio cobrado por Buru, Bueno completou com o pé direito: 2 x 1 para o Brasil.

Mas, novamente, os africanos quiseram estragar a festa brasileira. Victor Tale chutou de longe, a bola quicou na frente de Mão e entrou: 2 x 2.

Porém, eis que o “vovô” de amarelo apareceu para marcar o seu 27º gol em mundiais. Benjamin recebeu a bola no campo adversário, deu um chapéu em dois adversários e chutou de bico. O Brasil novamente estava na frente, e André conseguiu pela primeira vez que a seleção tivesse mais de um gol de vantagem.

Ele conseguiu isso graças a um “frango” de Isa, que aceitou um chute de muito longe e sem força. No fim do primeiro tempo, Daniel deixou o Brasil ir para o intervalo com uma boa vantagem, ao acertar uma cabeçada certeira após cobrança de escanteio: 5 x 2.

No início da segunda parte do jogo, o Brasil deu a entender que ia conseguir um placar bem mais elástico. Bruno chutou de longe, a bola subiu muito depois de quicar em um montinho de areia e enganou Isa. Foi a certeza de que a vitória chegaria.

O sétimo gol demorou a sair, e Sidney ainda teve que brigar muito para marcá-lo. Faltando um minuto para o término do período, o jogador recebeu passe, passou pelo marcador e ficou na cara do arqueiro nigeriano. No primeiro chute, melhor para Isa; mas na segunda tentativa não teve jeito: uma bomba, sem chance de defesa.

O Brasil abriu 8 x 2 com Bruno, logo a um minuto. Aos dois, Daniel aproveitou rebote do goleiro nigeriano e marcou o nono com a baliza aberta. Depois de boa jogada de Benjamin, Bruno fez o seu terceiro gol e o décimo do Brasil na partida em um chute prensado, que Isa chegou a defender, mas a bola acabou entrando devagarzinho, chorando.

Aos quatro minutos, com a torcida já gritando “olé”, Betinho marcou o 11º gol do Brasil. O jogador recebeu passe na cara de Isa e ampliou o marcador.

A Nigéria diminuiu o estrago com dois gols em seqüência, marcados por Tale e Olawale: 11 x 4. O ritmo da partida diminuiu e Ibenegbu marcou o quinto dos nigerianos após fazer boa jogada na defesa brasileira. Fim de papo em Dubai: 11 x 5.

Nesta terça-feira, o Brasil encara o Bahrein pela segunda rodada da fase de grupos. O jogo começa às 15h, pelo horário de Brasília.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quando a maré não está para peixe...

Em partida em que o árbitro Evandro Rogério Roman foi obrigado a marcar três pênaltis, o Brasiliense não conseguiu somar os tão sonhados três pontos, no duelo dessa tarde diante do São Caetano, em Taguatinga, por 2 x 2.

O jogo, válido pela 35ª rodada da Série B, foi remarcado por causa da falta de luz na Boca de Jacaré nesta terça-feira. Com o empate, o Jacaré ganhou três posições na tabela e saiu da zona de rebaixamento. Já o Azulão já não tem mais grandes ambições na temporada.

Logo no início do primeiro tempo, o árbitro Evandro Rogério Roman marcou um pênalti a favor do Jacaré. O lateral Júlio César cobrou e acertou a trave, perdendo a chance de abrir o placar para o time da casa.

O Azulão, como o São Caetano é chamado, aproveitou a oportunidade desperdiçada pelo Jacaré e foi para cima. Aos 15 minutos, Cascata recebeu livre dentro da área e mandou uma bomba para o gol, fazendo 1 x 0.

Após sofrer o gol, o Brasiliense seguiu apático e sem criar oportunidades. Tanto que ainda no primeiro tempo, o treinador Reinaldo Guledini tirou Didão da equipe. Na saída para o intervalo, os jogadores ainda saíram vaiados pelos poucos torcedores presentes na Boca do Jacaré.

O início da segunda etapa começou da mesma forma que a primeira: com pênalti para o Brasiliense. Novamente, Júlio César foi para a cobrança, só que desta fez o lateral acertou o gol e igualou o marcador.

Após o gol, o Brasiliense passou a jogar melhor e criar as melhores oportunidades. Só que aos 24, Júlio César fez falta dentro da área, e o árbitro marcou pênalti para o São Caetano. Eduardo Ramos bateu forte e desempatou o marcador.

O Jacaré ignorou o revés e seguiu pressionando e foi recompensado aos 41 minutos. Lucio Flavio ganhou a bola na raça e mandou uma bomba para o gol, empatando novamente o placar.

Na próxima rodada, sábado, o Brasiliense enfrenta o rebaixado ABC, em Natal. No mesmo dia, o São Caetano recebe o ameaçado Juventude, no interior de São Paulo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Problemas e mais problemas

Tudo indica que o maestro Iranildo será mais um desfalque do Jacaré contra o Azulão
Crédito: Francisco Stuckert



O técnico Reinaldo Gueldini está cheio de problemas para enfrentar o Azulão, nesta terça-feira, às 21h50, no Serejão, em Taguatinga. O principal deles seguramente atende pelo nome de Iranildo, o verdadeiro maestro do time, mas que ultimamente vem sofrendo com uma contratura muscular.

O jogador tem se esforçado, feito tratamento, mas parece que a dor permanece. Esta tarde ele apenas assistiu a movimentação dos companheiros. No seu semblante, contudo, dava para se notar aquele ar de desapontamento, como que dizendo: dificilmente vou para o jogo.

É lamentável que tal ocorra, mas é isso mesmo que ocorre com a vida de qualquer atleta, que sofre com um calendário extenuante e que, praticamente, é obrigado a entrar em campo em cada rodada, uma vez que ele é a figura central do grupo.

Enquanto aguarda a posição dos médicos sobre a lesão do principal jogador do time, o treinador procura um substituto para o volante Juninho, que está suspenso por ter sido expulso na partida diante da Ponte Preta.

Para não fugir à regra, nesses momentos de dificuldades, o sistema defensivo também preocupa o comandante do Jacará. É que os zagueiros Moacri e Padovani estão entregues aos cuidados do departamento médico e dificilmente, a exemplo de Iranildo, serão liberados para o jogo.

A preocupação do competente Gueldini aumenta cada vez mais, na medida em que ele próprio se depara com números que não deixam dúvida: a zaga tem sido a culpada pelos três últimos maus resultados nesta Série B.

A defesa tomou 11 gols. Foram cinco do Atlético-GO, em Goiânia; quatro do Figueirense, lá mesmo na Boca do Jacaré e mais dois diante da Ponte Preta, em Campinas na semana passada.

O pior dessa história toda é que o ataque também não funcionou. O solitário Fábio Júnior deixou sua marca diante dos goianos, depois que recebeu um cruzamento de Edinho. Torço para que a coisa dê certo contra o Azulão, isto é, que a defesa jogue compacta, que os volantes marquem, que os meias joguem para a frente e que os atacantes façam o seu papel.





Azulão tenta subir na tabela contra o Jacaré

O zagueiro Marcelo Batatais está confirmado na zaga do São Caetano diante do Brasiliense


Como em muitas outras competições em sua curta história, o São Caetano segue tendo como destaque o seu setor defensivo. O Azulão tem uma das defesas menos vazadas da Série B, algo que será testado nesta terça-feira. É que o time do Grande ABC encara o Brasiliense, às 21h50, em Taguatinga, para também subir na tabela.

Atualmente a equipe possui a terceira melhor defesa do torneio, com apenas 34 gols sofridos em 34 jogos, média de um gol por jogo. Ela só perde para a dos dois primeiros colocados do torneio: Vasco (25) e Ceará (27).

Neste jogo, o técnico Antônio Carlos Zago terá a volta do capitão, o zagueiro Marcelo Batatais, e do seu companheiro de zaga, Douglas, que cumpriram suspensão no empate sem gols com o Ipatinga. Outro que fica à disposição é o volante Diogo Orlando, também suspenso e já liberado.

“Hoje temos uma defesa sólida, bem postada. Contra o Brasiliense, que precisa da vitória, já que corre risco de rebaixamento, temos de entrar bem posicionados e usar a velocidade para voltarmos a vencer”, disse o goleiro Luiz, que atuou as 53 partidas do Azulão em 2009.

Fonte: Anderson Rodrigues/Assessoria de Imprensa

São Caetano joga completo em Taguatinga

STJD absolve técnico Antônio Carlos (foto). Jogadores Adriano e Eduardo Ramos também estão liberados
Crédito: Gustavo Penna

O São Caetano teve saldo altamente positivo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na noite desta segunda-feira. O técnico Antônio Carlos e os jogadores Eduardo Ramos e Adriano estão livres para seguir na equipe na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro.

Em decisão unânime da Primeira Comissão Disciplinar, o comandante do Azulão foi absolvido, assim como seu jogador Adriano. Eduardo Ramos foi suspenso por uma partida, mas, como já cumpriu a pena automaticamente, também está liberado como seu companheiro Adriano.

Com a absolvição, o técnico fica disponível das suas atividades na reta final da Série B. Enquanto os jogadores poderão estar em campo no próximo desafio do time do ABC, contra o Brasiliense, em Taguatinga, nesta terça-feira.

O comandante do Azulão respondeu após o relato do árbitro que apitou a derrota do time paulista para o Duque de Caxias. Antônio Carlos teria dito: “Você conseguiu o que queria? Está satisfeito com o que fez? Você conseguiu o que você queria? Parabéns, seu Eurico. Parabéns, seu Eurico. Não precisava fazer isso”.

Em depoimento no tribunal, Antônio Carlos disse que houve um pênalti marcado contra sua equipe que, na sua opinião, foi mal assinalado. O técnico relatou que, ao se aproximar do árbitro, apenas perguntou se o mesmo não estava contente com o que havia acontecido em campo e se precisava ainda expulsar um jogador após o apito final. Ele afirmou que em nenhum momento proferiu a palavra "Eurico".

O treinador do Azulão disse também que não havia um clima de maior animosidade na partida e que nem sabia ter recebido o cartão vermelho, uma vez que estava tirando seus jogadores de perto do árbitro. “Eu tirei um ou outro jogador e já fomos embora”.

O meia Eduardo Ramos foi denunciado por reclamação (artigo 251 do CBJD), após ter dito as seguintes palavras ao árbitro, após o apito final: “Você é horrível. Você é fraco. Fez uma arbitragem horrível”. Já Adriano respondeu por ato desleal – artigo 250 do CBJD – por calçar um adversário. Os dois cumpriram a suspensão automática na derrota para o Paraná, por 2 x 1.

Em 10º lugar com 46 pontos, o São Caetano está de “férias”. Isto porque o time do ABC paulista não tem mais chances de conseguir o acesso, porém, também não corre mais o risco de ser rebaixado.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Universo se supera e bate o Paulistano

Alex mais uma vez fez valer sua experiência na virada do Universo sobre o time paulista, em São Paulo
Foto: Luiz Doro / Divulgação


Time do DF fica atrás no placar até o fim do terceiro quarto, mas garante vitória com a ajuda do elenco montado para esta temporada

A dificuldade chegou cedo. Logo na segunda partida do Universo no Novo Basquete Brasil 2009/10, a superação da equipe já foi exigida e conquistada com louvor. Em um jogo equilibrado, os comandados de Lula Ferreira fizeram a diferença e venceram o Paulistano por 75 x 67 (39 x 35), em São Paulo, para chegar à liderança do campeonato.

A equipe paulista, sempre apoiada nas jogadas de Baby, dominou a partida até o fim do terceiro quarto. Porém, nem mesmo o pivô, cestinha do jogo, com 23 pontos e 14 rebotes, foi capaz de parar o trio adversário, formado por Guilherme (17), Alex (15) e Valtinho (12).

Esses três jogadores, que contaram com a ajuda de Nezinho no fim do duelo, foram os responsáveis pela virada no placar e a consequente conquista da segunda vitória na competição.

Apesar do bom resultado, o técnico Lula Ferreira esperava mais de sua equipe, que, segundo ele, não fez um jogo de qualidade

“Foi muito sofrido. Não começamos bem e o Paulistano mandou no placar até o terceiro quarto. Tínhamos de reverter. E quando não vai na técnica, vai na marra, na raça, no coração, na categoria dos jogadores”, disse o treinador.

O Paulistano começou melhor, vencendo o primeiro quarto por 21 x 17, se aproveitando do baixo rendimento do ataque brasiliense. No entanto, na volta à quadra, os atuais vice-campeões do NBB mostraram que realmente estão dispostos a subir um degrau nesta temporada e melhoraram seu jogo. Assim, o segundo período terminou empatado em 18 pontos.

Já no início do terceiro quarto, foi a vez de Baby brilhar. O pivô marcou cinco pontos seguidos nos primeiros minutos do período, com direito até a arremesso certeiro de três pontos. Mas, do outro lado, Alex começou a responder no mesmo nível e Guilherme, que até então, estava apagado na partida, apareceu no garrafão para aproveitar os lances livres conquistados com o excessivo número de faltas do Paulistano – 30 no total, que deram 26 pontos para o Universo.

No último período, a equipe paulista já não contava com dois jogadores, eliminados, Fernando e Betinho, além de o técnico João Marcelo Leite ter sido obrigado a poupar Felipe, segundo melhor pontuador do time, pela quarta falta cometida. Com o adversário parado em quadra, o trio brasiliense aproveitou para abrir vantagem no placar e somar mais dois pontos para a equipe na classificação.

O técnico do Paulistano, João Marcelo Leite, lamentou a diferença final de oito pontos após o time liderar a partida até o terceiro quarto. Porém, acredita que a segunda derrota da equipe no NBB não terá grande influência nas próximas atuações.

“Foi muito disputado, mas não tivemos equilíbrio para seguir vencendo até o fim. Felizmente, temos tempo para a recuperação e vamos seguir trabalhando”, afirmou.

Como este duelo foi antecipado, Paulistano e Universo terão 13 dias para descansar, já que seus próximos jogos serão apenas no dia 15. O time paulista enfrentará o Vila Velha/Cetaf e o vice-campeão brasileiro jogará contra o Franca.

domingo, 1 de novembro de 2009

A terceirona está logo ali

Literalmente o Figueirense atropelou o Jacaré. Time de Taguatinga amarelou diante dos catarinense
Crédito: Francisco Stuckert

Se os jogadores do Brasiliense não reagirem, eles ficarão conhecidos como os responsáveis pela queda do supercampeão do DF para a terceira divisão. O papel deles neste sábado, contra o Figueirense, foi de dar arrepios.

A goleada por 4 x 0 diz bem como as coisas ocorreram dentro das quatro linhas. Parecia que o Figueira estava jogando em Floripa, com o apoio da sua apaixonada torcida.

Seus jogadores encontraram espaços, generosos, diga-se de passagem, para executar as jogadas, principalmente as de ataque. Os gols, por sinal, foram marcados com uma facilidade incrível.

Não podemos deixar de registrar que, a esta altura dos acontecimentos, os jogadores do Jacaré estão com a moral lá nos pés, sem forças para reagir, sequer para lutar para permanecer na Série B.

Para tornar as coisas mais difíceis, o time do DF agora terá pela frente outra parada indigesta. Vai até Campinas se digladiar contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli.

Dizem que “recordar é viver”. Apesar do mau resultado, vale a pena registrar como saíram os gols do Figueirense no passeio dado no Serejão.

Aos 31 minutos, Egídio fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Rafael Coelho, que na marca do pênalti cabeceou sem chances de defesa para Guto.

Quando eram jogados 10 minutos do segundo tempo, saiu o segundo gol com Egídio. O lateral-esquerdo recebeu dentro da área e sem ângulo chutou forte, a bola desviou na zaga do Brasiliense e enganou o goleiro Guto.

Num rápido contra-ataque aos 34 minutos, Fernandes recebeu no meio de campo, avançou sozinho até a entrada da área, esperou o goleiro Guto sair e, com categoria, tirou a bola do alcance do jogador do Brasiliense.

Aos 44 minutos, em bela jogada, o atacante Rafael Coelho deixou o lateral Anderson caído no chão e de dentro da área marcou o gol mais bonito da partida para fechar a grande exibição alvinegra.

Ficha técnica

Brasiliense 0
Guto; Anderson Santos (Matheus), Moacri, Alisson e Edinho; Pedro Ayub (Eder), Coquinho, Didão e Iranildo; Chimba (Ricardinho) e Fábio Júnior.
Técnico: Reinaldo Gueldini

Figueirense 4
Wilson; Toninho, João Filipe (Alê) e Edson; Lucas (Anderson Luis), Paulinho (Diego Paulista), Roberto Brum, Fernandes e Egídio; Maicon e Rafael Coelho.
Técnico: Márcio Araújo

Árbitro: Wagner Dos Santos Rosa, auxiliado por Cláudio José de Oliveira Soares e Luiz Muniz de Oliveira.
Público: 2.226
Renda: R$ 5.509,00

Com a ajuda dos reforços, Universo derrota o Pinheiros

O estreante Guilherme Geovannoni ajudou o Universo com 23 pontos na vitória deste domingo
Crédito: Luiz Doro / Divulgação


Para quem está disposto a abandonar o posto de vice-campeão e subir um degrau, a primeira rodada do Novo Basquete Brasil mostrou que o investimento vale a pena. Na estreia da segunda edição do torneio, neste domingo, o Universo se impôs fora de casa e bateu o Pinheiros por 98 x 92, com atuação decisiva de seu maior reforço: Guilherme Giovannoni anotou 23 pontos, apareceu em lances capitais e mostrou que o retorno da Europa já rende frutos.

O cestinha da equipe brasiliense foi Alex, com 24 pontos. O ala Arthur anotou 15, e o armador Nezinho, que também chegou para reforçar o elenco, contribuiu com 14.

Antes da partida, Guilherme prometeu que, se o time vencesse, pagaria um churrasco para todo o elenco. Com o resultado assegurado, ele não fugiu da cobrança: “O pessoal fez por merecer e agora vou cumprir o que prometi, com muita satisfação”.

Outro estreante da equipe, Nezinho ficou satisfeito com o rendimento. “As equipes estão de parabéns, foi um jogo de altíssimo nível. Era uma partida difícil, porque o Pinheiros já está em ritmo de playoff no Campeonato Paulista. Todos os times se reforçaram e querem vencer. O Universo já tinha um elenco forte e se reforçou ainda mais para levar esse caneco”, avaliou o armador.

Pelo lado do Pinheiros, o destaque veio de dois novos contratados. O americano Shamell brilhou com 24 pontos, seguido pelos 17 de Diego, ex-jogador do time da capital federal.

“A gente já sabia a dificuldade que seria jogar contra o Universo. Faltou valorizar a posse de bola. Por estar em casa, deveríamos ter um pouco mais de paciência. Mas foi um bom começo, um espetáculo bonito”, afirmou o pivô Luiz Fernando, do time paulista.

Os dois primeiros pontos do NBB 2009/10 vieram pelas mãos do pivô Morro, que colocou o Pinheiros na frente com dois lances livres. A resposta veio em dose dupla com Guilherme. O ala do Brasília virou o jogo com duas execuções perfeitas de contra-ataque – uma cravada e uma bandeja.

Os visitantes aproveitaram a qualidade do elenco e fecharam o primeiro quarto com a boa vantagem de 33 x 25.

Veio o segundo período e, com ele, a reação do time da casa. A defesa do Pinheiros melhorou, o ataque ficou mais distribuído e o equilíbrio apareceu. Na saída para o intervalo, a vantagem do Brasília era de apenas dois pontos: 52 x 50.

Guilherme foi para o vestiário reclamando da defesa no segundo período, e ao que parece a conversa no vestiário surtiu efeito. No terceiro quarto, a marcação funcionou bem, e a vantagem voltou para a casa dos 10 pontos.

O melhor lance defensivo, no entanto, veio pelas mãos de um jogador do Pinheiros: Valtinho partiu livre no contra-ataque, mas Olivinha surgiu do nada e, na corrida, deu um toco espetacular no armador. O lance levantou a torcida, mas o placar continuava a favor dos visitantes na virada para o último quarto: 77 x 69.

Logo no início do período final, a diferença caiu para cinco pontos. De erro em erro dos visitantes, a vantagem continuou despencando. Na metade do período, chegou a dois, graças a um chute certeiro de Shamell, mas Arthur respondeu sem seguida com o tiro de três. A partir dali, o Universo conseguiu controlar o ritmo e ainda abriu oito pontos antes de selar a vitória.

Na segunda rodada, o supercampeão do DF continuará em São Paulo. A equipe enfrenta o Paulistano às 19h desta segunda-feira.