sexta-feira, 30 de abril de 2010

Brasiliense é o melhor mandante do Candangão

Um duelo "pegado". É o que se espera do jogo decisivo deste sábado. O Ceilândia tem uma pequena vantagem sobre o Brasiliense
Crédito: AdalbertoMarques.com
Precisando de uma vitória por dois gols de diferença, o Brasiliense pode se inspirar em seu próprio retrospecto como mandante para conquistar seu sétimo título seguido.

Jogando na Boca do Jacaré, o Brasiliense foi derrotado apenas uma única vez nesta edição do Metropolitano: ainda na sexta rodada da primeira fase, o time amarelo perdeu para o Brasília por 2 x 1. De lá para cá, o Brasiliense tem feito valer o mando de campo e crescido para cima dos adversários quando as partidas são realizadas em Taguatinga.

Dos dez jogos que mandou no campeonato, o Jacaré obteve sete vitórias e dois empates, o que significa que o time tem 70% de aproveitamento nas partidas que realizou em casa.

E jogar na Boca do Jacaré parece ajudar os jogadores a encontrar o caminho do gol: em 40% das partidas ocorridas na casa do Brasiliense, a equipe venceu por dois gols de diferença, soma mínima que precisa para sagrar-se campeã neste sábado.

Por exemplo, isso aconteceu em Brasiliense 4 x 2 Botafogo, Brasiliense 2 x 0 Ceilandense, Brasiliense 2 x 0 Gama e Brasiliense 5 x 1 Luziânia.

Os dois times de Ceilândia são os segundos colocados no quesito melhor mandante. Ceilândia e Ceilandense estão empatados com cinco vitórias em partidas disputadas no Abadião.

Dos dois jogos que disputou contra o Gato na Boca do Jacaré, o Brasiliense empatou uma, em 0 x 0, na primeira fase, e venceu a segunda, já no quadrangular semifinal, por 1 x 0.

Foram definidos os valores dos ingressos da partida entre Brasiliense e Ceilândia, a segunda da final. Os ingressos serão vendidos a partir de 12h nas bilheterias da Boca do Jacaré. Os valores são referentes à meia-entrada:

Arquibancada norte ou leste: R$ 5
Arquibancada oeste: R$ 10
Cadeira: R$ 20
Arquibancada sul (destinado à torcida do Ceilândia): R$ 5

O árbitro dessa partida decisiva será Alexandre Andrade, que terá em Enio Carvalho e José Reinaldo os seus assistentes. Já Wales Martins será o árbitro reserva. O observador será o ex-árbitro Jamir Garcez.

Aloísio diz que a obrigação é ser campeão

O experiente atacante Aloísio não vê outra opção para ele e seus companheiros, a não ser correr atrás de mais um título, na partida decisiva deste sábado diante do Ceilândia, no Serejão
Crédito: AdalbertoMarques.com

Experiente e com um currículo de campeão, Aloísio Chulapa é categórico: "A nossa obrigação é ser campeão dentro do nosso estádio. Não nos falta nada e vamos jogar com o apoio da nossa torcida. Sempre que nossos torcedores nos incentivam, o time cresce e joga junto com eles. Este título é importante para nós, jogadores, e para o Brasiliense". O matador endossa a linha otimista dos demais jogadores do time. "Temos que pensar que vamos ser campeões".

Lembrado por seus gols em momentos-chave das competições que já participou, o jogador afirma que, se Roberto Fernandes o escalar como titular, saberá corresponder.

"Estou treinando há um mês e meio, tenho entrado no decorrer das partidas, jogando um tempo inteiro, meia hora... estou preparado para jogar quanto tempo o professor desejar. Ele sabe que estou à disposição".

Mas, por outro lado, conta que é o primeiro torcedor de seus companheiros de ataque. "Se entrar Vanderlei, Ricardinho, Bebeto, Beto, seja quem for, o importante é ter paciência e aproveitar as oportunidades que surgirem".

Aloísio também afirma que é compreensível estar no banco de reservas em virtude da grande fase de Vanderlei. "Não me incomoda ficar na reserva porque sei que o Vanderlei está muito bem e tem feito os gols que precisamos. Não é porque ele não marcou o dele no jogo de sábado que desmerece tudo que ele fez ao longo do campeonato. Nós dois jogamos na mesma função, que é a de pivô, e ficaria difícil jogar com ele. O treinador opta por escalar um jogador mais rápido, que apóie pelos lados, para complementar o ataque".

Quanto aos erros da equipe e à bronca do treinador, Aloísio reconhece: "O que foi conversado no vestiário, fica lá dentro, mas levamos um grande e merecido puxão de orelha. Cedemos um resultado e deixamos o jogo fácil".

O atacante enumera as falhas do time no sábado. "Faltou atenção e concentração. Quem errou fomos nós, que estávamos dentro de campo. Deveríamos estar ligados durante os 90 minutos da partida, porque sabíamos que o Ceilândia se retranca bem e tem um treinador experiente, que já passou, inclusive, pelas categorias de base daqui".

Chulapa pediu atenção aos jogadores que desequilibraram a última partida. "Serviu como um alerta para a gente. Não dá para deixar o Allan Delon e o Dimba jogarem sozinhos. O Dimba é um jogador que sabe segurar a bola e sair para o jogo".

Questionado sobre a possível suspensão do atacante do Gato, que vai à julgamento esta noite, analisou: "Se isso acontecer, o Ceilândia perde a experiência e o comando de um capitão. Mas temos que pensar no jogo independente de quem esteja lá", diz, lembrando de uma vantagem que o Jacaré pode ter. "O campo aqui é maior, então fica mais difícil para eles jogarem lá atrás".

O atacante ensina como o Brasiliense deve proceder para se recobrar do tombo. "A melhor resposta agora é o silêncio. Não existe crise, porque qualquer time sempre quer ganhar uma final. É a hora de estarmos lado a lado, um ajudando o outro. Um título sempre valoriza o jogador, soma no currículo e agrega visibilidade. Isso é a nossa vida, temos que dar tudo de nós na final e jogar com raça".

Por fim, Chulapa pontua uma importante lição que trouxe de sua trajetória bem sucedida em clubes brasileiros e estrangeiros. "Quando o time perde, o grupo inteiro é quem falhou, não importa se você está jogando ou não. Se vencermos, a vitória é de todo mundo. Foi assim que conquistei importantes títulos na minha carreira e quero conquistar mais este".

Tribunal julga Dimba hoje

Além da contusão no tornozelo esquerdo, Dimba ainda corre o risco de ficar de fora da decisão, uma vez que será julgado esta noite pelo TJD/DF, em reunião inédita
Crédito: AdalbertoMarques.com

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-DF) marcou para esta noite, véspera da final do Metropolitano, o novo julgamento do atacante Dimba, artilheiro do Ceilândia no torneio.

Ele será julgado por causa de declarações divulgadas na imprensa sobre os membros do próprio tribunal e, em caso de condenação, ficará de fora da final.

O atleta foi indiciado nos artigos 243-F e 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, "por ofender a honra de alguém por fato relacionado diretamente ao desporto".

Em caso de punição, Dimba pode levar um gancho de seis jogos e ainda pagar multa de até R$ 100 mil. Pior do que todas as punições anteriores, o artilheiro do Gato ficaria de fora da final do campeonato, neste sábado, contra o Brasiliense.

Almir de Almeida, diretor de futebol do Gato, também será julgado por conta de declarações sobre os membros do tribunal. Em caso de punição, o clube pode ser obrigado a pagar multa de até R$ 10 mil.

O técnico Adelson de Almeida disse que já trabalhou uma opção no ataque, em caso de suspensão para o atacante Dimba. “O Cássius, que também é um jogador experiente, o maior artilheiro do Ceilândia, está pronto. Se acontecer, eu lamento por perder um líder, mas o Cássius também é um grande jogador”, disse Adelson.

O treinador também falou sobre o clima entre os atletas do Gato Preto, que já entraram no esquema de concentração. “Já estamos concentrados e eu não vejo ninguém nervoso ou ansioso. O clima entre os atletas é muito bom”, avaliou o técnico do Ceilândia.

O Ceilândia, que venceu o primeiro jogo por 3 x 1, sábado passado, no Abadião, pode até perder por um gol de diferença que ainda assim será campeão.

Gérson Vieira até 2011

Apesar do longo período sem jogos oficiais, o promissor técnico Gérson Vieira está com emprego garantido até o final do campeonato da próxima temporada do DF
Crédito: AdalbertoMarques.com

Fiquei muito feliz ao tomar conhecimento que o jovem técnico Gérson Vieira estará no comando do Botafogo-DF até o final do campeonato do próximo ano.

A diretoria do alvinegro do DF acertou um contrato mais longo com Gérson Vieira, para que ele possa comandar o time em amistosos e torneios externos, além de coordenar as categorias de base e peneiras para buscar novos talentos, até o início do campeonato de 2011.

Presidente do Botafogo-DF, Walter Teodoro, deixou claro que os trabalhos do clube vão continuar no futebol e serão ampliados para outras categorias e modalidades esportivas.

Quando questionado sobre a atuação dos treinadores que passaram pelo clube, ele deixou claro: "Somos gratos ao professor Marquinhos Bahia que colocou o Botafogo-DF na primeira divisão e gratos também ao professor Reinaldo Gueldini que levou o time a semifinal. Ambos entraram e sairam pela porta da frente e possuem grande credibilidade dentro do Botafogo-DF", ressaltou.

Jobson aguarda propostas para jogar depois da Copa

Atacante vem treinando no Brasiliense e quer marcar um gol para poder homenagear o filho, nascido no início do ano

A pena pela suspensão por doping foi reduzida de dois anos para seis meses, e o atacante Jobson poderá retornar ao futebol no dia 20 de julho, nove dias depois da final do Mundial.

Aliviado com o fato de ter de ficar fora dos gramados por menos tempo do que estava previsto no julgamento em primeira instância, o jogador agora só pensa em voltar a treinar e entrar em forma para entrar em campo em um jogo oficial.

Jobson tem contrato com o Brasiliense registrado na CBF até 10 de dezembro de 2011. Se não der para jogar na Série A ainda este ano, o jogador não vê problemas em recomeçar a carreira no Jacaré.

"Vamos ver se aparece algo para mim, mas, se não tiver proposta, estou no Brasiliense, que é o clube que me estendeu a mão e está me dando tudo. Meu filho nasceu agora, e eles me ajudaram em todos os sentidos. Agradeço também ao Botafogo pelo apoio moral e ao advogado do clube, que esteve presente no julgamento", disse o jogador.

Uma das grandes motivações para Jobson tomar um novo rumo tanto na vida pessoal quanto na profissional é o filho, Vitor Leandro, nascido no dia 22 de janeiro.

Pego no antidoping com a presença de "Benzoilecgoinine, Methylecgonine", metabólico da cocaína, na urina, o atacante quer se ver livre das drogas e ir bem dentro das quatro linhas para homenagear o menino.

"(Um filho) muda totalmente a cabeça da pessoa. Às vezes eu fazia coisas e não pensava em nada, hoje penso no meu filho. Ele vai me ver jogando e isso vai ser logo. Espero em breve poder fazer um gol para ele".

Obras da Arena das Dunas começam em maio


Enquanto aguarda o final da licitação, Natal inicia a terraplenagem no entorno do estádio

As obras do Estádio das Dunas para a Copa de 2014, em Natal, começarão no próximo dia 18 de maio. Quem garante é Fernando Fernandes, secretário da Secopa, nova pasta recentemente criada pelo governo estadual para discutir, executar e fiscalizar as ações de preparação do Mundial.

Segundo Fernandes, serão realizadas duas etapas. O primeiro edital com data de abertura prevista para a próxima terça-feira, tem como objetivo escolher uma empresa que será responsável pela terraplanagem de uma área adjacente ao estádio Machadão e ao ginásio Machadinho, localizada na entrada do Centro Administrativo, além da demolição do pórtico desta entrada e de todo o seu entorno.

“São obras necessárias para que se possa realizar a segunda etapa, que é a demolição do Machadão e a construção propriamente dita do Estádio das Dunas/Novo Machadão”, esclareceu Fernando Fernandes.

Para a segunda fase da obra, por lei, tem que ser realizada uma consulta pública. A primeira audîência pública acontece nesta sexta-feira. Segundo Fernandes, depois de discutido o projeto com a sociedade, há um prazo de até 30 dias para que o edital possa ser publicado.

“O prazo é de 30 dias, mas geralmente se publica um edital nestas condições em oito ou dez dias”, afirmou Fernandes. Em Natal, o modelo definido para o Estádio das Dunas foi o de Parceria Público-Privada.

Levando em consideração o prazo máximo de 30 dias, a partir da audiência pública até o lançamento do edital, a abertura das propostas deve ocorrer 45 dias depois. Ou seja, Natal possivelmente conhecerá a empresa ou consórcio responsável pela obra do estádio em meados de julho, dois meses e meio depois da realização da audiência pública. A segunda etapa das obras do estádio, neste caso, começaria em julho.

A empresa ou consórcio vencedor da PPP será responsável pela construção, gestão e operação da praça esportiva por um período de 30 anos. Por enquanto, sete empresas ou consórcios mostraram interesse em participar da licitação em Natal: OAS, Queiroz Galvão/Somag/Carioca, Mendes Jr., A. Gaspar/HBN, Kallas/Encalso, EIT/Marquise.

Com um custo inicial da ordem de R$ 309 milhões, a obra do Estádio das Dunas, reajustada, já tem uma nova estimativa de custo, que gira em torno dos R$ 400 milhões.

O fato de Natal extrapolar o segundo prazo determinado, ou seja, 3 de maio, pelo COL/CBF para o início das obras do estádio, de acordo com Fernando Fernandes, não vai tirar Natal do mapa da Copa.

“Natal não corre o risco de ficar de fora da Copa porque todos os prazos estão sendo rigorosamente cumpridos, tanto que iniciamos o processo de PPP desde dezembro do ano passado. Mas, a máquina estatal precisa cumprir todos os trâmites legais. O atraso é muito culpa da burocracia”, explicou.

O que está rigorosamente dentro dos prazos em Natal são os projetos de mobilidade urbana. Com a autorização da Assembleia Legislativa, na última quarta-feira, o governo estadual providenciou a papelada para receber o empréstimo de R$ 77 milhões da Caixa Econômica, necessários para a viabilidade dos cinco projetos – no universo de 16 projetos - de mobilidade urbana e infraestrutura de trânsito, de responsabilidade estadual.

São eles: três intervenções na Estrada de Ponta Negra, inclusive, com a construção de um viaduto ligando a Avenida à Via Costeira; finalização do prolongamento da Avenida Prudente de Morais até o Aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim (obras já iniciadas); e construção da via que liga o novo aeroporto de São Gonçalo ao Estádio das Dunas. A expectativa é para que já na próxima semana sejam lançados os editais para estas obras.

Governo pede aceleração das obras

O ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu às autoridades municipais e regionais responsáveis pelas construções necessárias para a Copa de 2014 para que acelerem o ritmo das obras.

"A Copa será um sucesso, mas é necessário apressar o passo. Temos de cumprir um cronograma bem definido", afirmou Silva em audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado no começo da semana.

O ministro advertiu que, quanto mais demorarem para concluir as obras, maiores serão os custos para Estados e municípios.

"Estou insistindo para acelerarem a preparação para a Copa porque o evento tem data marcada para começar. Se não antecipamos o serviço agora, teremos de aumentar os investimentos para acabar as obras quando tivermos menos tempo", disse.

Orlando Silva também afirmou que nas últimas semanas viajou para várias das cidades que serão sede da Copa para discutir sobre o atraso. Na última quarta-feira ele entregou um relatório sobre o avanço das obras ao presidente Lula.

Além disso, ele sugeriu que o Presidente convoque prefeitos e governadores para uma reunião a fim de pedir pressa no cronograma das obras.

Segundo o ministro, a construção ou a adaptação dos estádios no tempo estipulado foi um dos compromissos que o Brasil assumiu junto à Fifa, quando foi escolhido para organizar o torneio.

O cronograma da Fifa prevê que as obras nos estádios se iniciem antes do dia 3 de maio deste ano e algumas das cidades ainda estão discutindo projetos ou buscando recursos.

Orlando Silva admitiu que, caso alguma cidade não realize as obras no tempo estipulado, será possível discutir a possibilidade de reduzir o número de sedes.

O Brasil organizará a Copa em 12 sedes, apesar da recomendação da Fifa é que a competição seja realizada em um máximo de dez cidades.

"O número de sedes é problema da Fifa. São 12 cidades porque o Brasil entendeu que era necessário estender a todo o país a realização da Copa. Mas é necessário que as cidades e os estados cumpram seus compromissos", afirmou o ministro.

Falta verba para construção do estádio

Relatório do TCDF aponta que faltarão R$ 23 milhões para a primeira etapa de obras

Relatório publicado na última terça-feira pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) mostra que Brasília não terá verba suficiente, neste ano, para a construção do Estádio Nacional, um dos palcos da Copa 2014 que disputa com o Morumbi a abertura do torneio.

O documento em questão também aponta para outras falhas no edital de concorrência do estádio, como, por exemplo, a ausência de projeto básico.

Mesmo assim, o tribunal autorizou o início da licitação da obra, estimada em R$ 740 milhões e alvo de suspeitas de superfaturamento levantadas pelos próprios membros do órgão.

Segundo o governo, o edital deve sair na próxima semana. Nos bastidores, a pressa do tribunal em lançar a concorrência mesmo tendo identificado falhas de documentação é considerada uma resposta às pressões da Fifa, que exige o início das obras na próxima segunda-feira.

Segundo o Tribunal de Contas faltam R$ 23 milhões para a obra que deverá custar R$ 103 milhões só neste ano –isso se a reforma começar realmente em maio.

No planejamento enviado pela Novacap, empresa responsável pela licitação, o novo estádio custaria em 2010, R$ 80 milhões. No entanto, o relatório do Tribunal aponta que a obra, neste ano, custaria cerca de R$ 83 milhões mas, considerados os gastos indiretos, o valor aumentaria em cerca de R$ 20 milhões.

A Novacap informou ao TCDF que a verba restante viria de um convênio com a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). O governo do DF ainda esbarra na legislação que impede o aumento do orçamento em ano eleitoral.

O relatório ainda aponta que há dúvidas sobre se a Terracap poderá investir 33% do orçamento anual na construção do estádio. De acordo com o TCDF, o gasto seria feito “com um projeto que, aparentemente, não se coaduna com a finalidade primordial daquela companhia”.

A Terracap se comprometeu com o tribunal em investir somente um terço do valor (11%). O projeto, ainda segundo o documento, não prevê os gastos com cadeiras, gramado e cobertura do estádio, o que dificulta o cálculo do preço final do estádio.

“A disponibilidade financeira representa a principal componente dos estudos de viabilidade econômica. Essa avaliação deve garantir que, após iniciado o empreendimento, não venhamos a sangrar recursos de atividades críticas (segurança, saúde, educação, infraestrutura e controle ambiental) para concluirmos a obra no prazo estipulado pela FIFA”, afirma o conselheiro Ronaldo Costa Couto no relatório.

A licitação ficou parada por quase dois meses no TCDF sob alegação de que havia irregularidades no edital, como inexistência de orçamento detalhado dos custos unitários da obra; não definição dos serviços passíveis de subcontratação; ausência de projeto básico do empreendimento, incluindo os projetos arquitetônicos, de estrutura e de instalações; além da exigência de um visto do Conselho Regional de Engenharia de Arquitetura do DF.

O Estádio Nacional de Brasília será construído no mesmo terreno do Mané Garrincha, que será demolido. O projeto prevê capacidade de 71 mil lugares.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lei do Silêncio

É provável que o goleador Aloísio início a partida decisiva deste sábado contra o Gato. O técnico do Jacaré ainda não confirmou a saída do artilheiro Vanderlei
Crédito: Francisco Stuckert

A notícia é desta quarta-feira, mas como ela é atual, faço questão de reproduzir neste espaço. O foco é o novo momento vivenciado pelos jogadores do Brasiliense, às vésperas da partida decisiva contra o Ceilândia, que vale o título da temporada no DF.

Encerrado o treinamento dos jogadores do Brasiliense, nesta quarta-feira, no Serejão, como é rotina, os profissionais de imprensa escolheram três jogadores para participarem da entrevista coletiva. O goleiro Guto, o atacante Vanderlei e o volante Pedro Ayub foram os solicitados a comparecem na sala de imprensa.

Para a surpresa dos integrantes da imprensa esportiva presentes ao Serejão, os três jogadores não quiseram falar. O responsável pela logística do clube, Leandro, tentou explicar o motivo da ausência dos atletas.

O técnico Roberto Fernandes, que saia do estádio em seu carro, foi abordado pelos integrantes da imprensa e afirmou: “Não existe proibição nenhuma por parte da comissão técnica e nem pela diretoria, para que os atletas não concedam entrevistas. Isto é de iniciativa dos jogadores”. O treinador do Brasiliense desceu do seu carro e voltou aos vestiários.

Os atacantes Bebeto e Ricardinho, então, participaram das entrevistas coletivas, juntamente com o recém contratado, Rosembrinck. Os jogadores afirmaram que respeitavam a posição de seus companheiros de clube, mas estavam ali na sala de imprensa para falar sobre o jogo decisivo com o Ceilândia, no próximo sábado.

O atacante Ricardinho disse: “Precisamos marcar muitos gols para buscarmos o título. Para isso, temos de ter tranqüilidade, para não sermos surpreendidos. O Ceilândia vai ficar nos esperando”, concluiu o jogador, que pode ter chances de atuar, pois Roberto Fernandes poderá até mesmo utilizar três atacantes.

Na tarde desta quarta-feira, os jogadores assistiram ao vídeo do último jogo. Foram analisadas as falhas cometidas e, após muita conversa, o grupo subiu para o gramado principal do Serejão.

O meia Iranildo, com dores no dedo, saiu mais cedo dos trabalhos. O atacante Vanderlei, com dores musculares não participou das atividades. O Brasiliense precisa vencer ao Ceilândia por dois gols de diferença, para poder comemorar o título de hepta campeão do DF.

Por Sérgio Porto

Últimos ajustes

Esta é uma cena que os jogadores do Ceilândia esperam repetir neste sábado, quando haverá a decisão do nosso campeonato diante do todo poderoso Brasiliense


O Ceilândia fez os últimos ajustes treinando no Mané Garrincha. A opção pelo estádio do Plano Piloto se deve às dimensões do Serejão, quinze metros mais comprido e sete metros mais largo que o Abadião.

O técnico Adelson de Almeida tem dúvidas nos três setores do time, ou seja, na defesa, no meio campo e no ataque. Na defensiva, a principal dúvida está entre Bruno e Diogo.

Bruno é um jogador mais técnico e poderia ser útil num jogo em que o time precisa de qualidade no passe e tranquilidade para sair jogando, para administrar o jogo.

Já Diogo é mais de força e seria mais útil na marcação. Não é uma equação fácil de resolver. Diogo leva vantagem por estar jogando e vir de boas apresentações.

No miolo de zaga não há o que fazer: Celso Moraes entra no lugar de Panda. O time perde em velocidade no combate, mas ganha em estatura.

Uma alteração certa na defesa é a entrada de William. Augusto foi muito bem contra o Brasiliense nos últimos jogos. Apesar disto, Adelson deve manter William como titular.

Na cabeça de área o mais provável é que Daniel volte. Liel foi bem na primeira partida, mas padece da falta de condições físicas. A diferença é que Daniel tem velocidade, enquanto que Liel ganha na qualidade do passe.

Na frente, Dimba ainda se recupera de uma lesão no tornozelo. Foi poupado durante a semana, mas vai para o jogo nem que for de muletas, segundo garantiu.

Edinho sofreu uma pancada no rosto numa disputa de bola com o companheiro Rodrigo Melo. Edinho está bem, apesar do edema criado e vai para o jogo.

Jobson volta depois da Copa

STJD reduz pena para seis meses e a partir de julho, jogador pode voltar aos gramados. Jobson volta antes mesmo do que se esperava

Em julgamento ocorrido no início da tarde de hoje, no Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), os auditores decidiram, por maioria dos votos, reduzir de dois anos para seis meses a punição ao atleta, flagrado em exame antidoping pelo uso de cocaína, apesar de, em depoimento, ter relatado o consumo de crack.

Com esta decisão, Jobson, que tem passe pertencente ao Brasiliense, está livre para voltar aos campos no dia 20 de julho e de forma oficial depois da Copa do Mundo.

O julgamento, que durou cerca duas horas, terminou com final feliz para o jogador, que acompanhou atentamente a sessão e estava bem mais à vontade, do que quando foi julgado pela primeira vez, quando demonstrava tensão e até chorou em depoimento.

Também estiveram presentes o patrono do Brasiliense, o ex-senador Luiz Estevão, e também Aníbal Rouxinol, advogado do Botafogo, clube onde Jóbson jogava no ano passado, quando foi flagrado no exame antidoping, que conversou bastante com o jogador.

A defesa foi novamente feita pelo advogado Carlos Portinho, que relembrou outros casos de doping por droga, no esporte brasileiro, como o do jogador de vôlei Giba e do agora zagueiro do São Paulo, Renato Silva.

"Viciado nega que usa drogas, o que não foi o caso do jogador", falou Portinho durante sua sustentação.

Na hora dos votos, os auditores se mostraram bastante divididos. Três deles: Caio Rocha, José Mauro Couto e o presidente em exercício do STJD, Virgílio Val, votaram pela redução para seis meses.

Já Alberto Puga optou por reduzir para um ano, enquanto o relator Alexandre Quadros manteve o resultado da Segunda Comissão Disciplinar, que puniu Jobson, em janeiro, por dois anos.

Os problemas de Jobson tiveram início depois da vitória do Botafogo sobre Coritiba, no dia 8 de novembro de 2009, quando o exame antidoping realizado pelo atacante apontou resultado positivo para um metabólico da cocaína, substância proibida pela Agência Mundial Antidopagem (Wada) e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Se já não bastasse isso, no dia 6 de dezembro, depois que o Botafogo derrotou o Palmeiras pela última rodada do Brasileiro, Jobson foi pego novamente no antidoping, e pela mesma substância.

Em 11 de dezembro, o atleta foi suspenso preventivamente e denunciado pela Procuradoria do STJD com base no artigo 2.1 (Aplicação de sanções disciplinares por uso de substâncias ou métodos proibidos) do Código Mundial Antidopagem, que prevê suspensão de até dois anos ou, em caso de reincidência, o banimento do esporte.

Em 19 de janeiro de 2010, por maioria de votos, os auditores da Segunda Comissão Disciplinar do STJD decidiram suspender Jóbson por dois anos. Em depoimento, o jogador confessou o uso de crack e se emocionou.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Orlando Silva cobra agilidade em obras

O ministro Orlando Silva esteve no Senado esta manhã e não escondeu sua preocupação com o andamento das obras visando o Mundial de 2014, principalmente os estádios


O ministro do Esporte, Orlando Silva, ao participar esta manhã de uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, cobrou dos estados que agilizem as obras para o Mundial de 2014, principalmente nos estádios de futebol.

Esta tarde, em audiência, o ministro reuniu-se com o presidente Lula quando propôs para maio um novo encontro com prefeitos e governadores para tratar do assunto.

“A Copa vai ser um sucesso. Agora, é preciso apertar o passo, é preciso ter um cronograma bem definido. Com tempo maior para executar as obras mais se pagará por ela”, ressaltou o ministro.

Na reunião com Lula, o ministro detalhou o andamento das obras, tanto de responsabilidade do governo quanto dos estados e municípios.

Orlando Silva tem viajado aos estados para discutir os problemas causadores de atrasos nas obras de preparação para a Copa do Mundo de 2014.

Amanhã, ele tem um encontro previsto com o governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, para discutir o assunto.

“A capital da República é fundamental para a realização da Copa. O que posso fazer é tentar ajudar a resolver os problemas”, disse o ministro, após explicar que as reformas dos estádios de futebol são compromissos dos estados com a Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Orlando Silva ressaltou ainda que, no âmbito federal, o assunto tem sido analisado de forma sistemática com os órgãos responsáveis pela execução das obras compromissadas com a Fifa.

Ele citou, como exemplo, as reformas dos aeroportos, que considera fundamentais para garantir a estrutura necessária para a realização do evento.

No dia 11 de maio, ele terá um encontro com representantes dos órgãos responsáveis pela fiscalização do governo federal, no caso o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público. O objetivo, segundo o ministro, é estabelecer uma parceria que possa “fortalecer o andamento dos trabalhos”.

Orlando Silva defendeu que os órgãos federais responsáveis pela execução das reformas, elaborem de forma detalhada os investimentos que serão realizados para reduzir possíveis questionamentos e até interrupção no cronograma previsto nos órgãos fiscalizadores.

Desta forma, o ministro ressaltou que a Copa do Mundo tem data marcada e cabe ao governo federal, estados e municípios cumprirem a meta.

Com: Marcos Chagas/Agência Brasil

terça-feira, 27 de abril de 2010

Um pouco do novo técnico

Eis a imagem do novo técnico do Gama. Ele assistiu a partida em que o Periquito perdeu a chance de figurar entre os quatro melhores do campeonato de profissionais


Este técnico se chama Edson Vieira, bastante conhecido no futebol paulista, onde dirigiu União Barbarense, XV de Piracicaba, União São João de Araras e Lemense, que foi o seu último clube.

Enquanto não começa a fase de treinamentos para a Série C, o treinador se encontra em Londrina (PR). Ele concedeu uma entrevista ao Blogama sobre como pretende trabalhar para subir o Gama para a Segunda Divisão.

Como surgiu o convite para dirigir o Gama?
A indicação foi por meio de um pedido do Wagner Marques ao José Mario Pavan (presidente do União São João). Os dois são muito amigos e então Pavan, que já conhecia meu trabalho, me indicou para o Wagner. Já era para eu ter assumido o Gama há mais tempo. Eu, inclusive, assisti a última partida do Gama no Bezerrão quando foi eliminado (empate em 1 x 1 com o Ceilandense).

Você é conhecido no futebol paulista, no entanto, só dirigiu times de São Paulo. Porque não comandou outros times?
Comandei outros times, sim. Fui técnico do Londrina e do Caxias. E joguei por Botafogo, do Rio, Ceará, Fortaleza e vários clubes do Brasil.

O que sabe sobre o Gama?
Sei que o Gama é o time mais popular de Brasília, que tem a maior torcida e que possui um dos melhores estádios do país. Além disso possui um CT que poucos clubes do Brasil têm, apesar de faltar alguns detalhes. Só que passou por um período ruim e está na terceira divisão. Um clube como esse não pode ficar na Série C. Tem é que estar na Série A.

Qual é o seu estilo de comandar? Disciplinador ou mais parceiro?
Gosto de ser amigo do jogador. Sabe como é, jogador de futebol é normalmente muito individualista, não gosta de se expor. Eu converso com os meus atletas, às vezes até me intrometo na sua vida pessoal, mas sempre com o intuito de trazê-lo para o grupo. Mas já tive jogadores que não aceitaram meu comando. Aí, eu tenho que manter a ordem.

Qual é a sua expectativa? ser campeão, brigar pelo acesso ou chegar nas quartas já será um bom resultado?
Primeiro que as pessoas não têm noção do que é uma série A2 e A3 de São Paulo. Ali nós temos jogadores e técnicos tarimbados que foram até para o exterior. É um campeonato muito forte. Então não tenho medo do que pode vir. A minha expectativa, é claro, só pode ser pelo acesso. Eu sempre que chego em um clube eu estabeleço metas. Vou falar aos jogadores que minha primeira meta será a de não permitir que o Gama seja rebaixado (para a Série D). Alcançada esta meta, vamos brigar pela classificação à proxima fase e assim por diante. O primeiro semestre do Gama começou com sorrisos e terminou com lágrimas. Após um início promissor, o time alviverde, formado por jogadores locais mesclados com aspirantes, mostrou que tinha condições de brigar pelo título candango depois de sete anos de jejum.

Como é o seu relacionamento com a torcida? Para você ela ajuda ou atrapalha?
A torcida para mim é fundamental. Ela te empurra pra cima, eleva o moral da equipe. Eu espero, e muito, contar com o apoio dela quando chegar.

O que você pretende fazer para atingir seus objetivos no Gama?
Primeiro vou montar uma equipe de guerreiros, que não aceitem uma derrota. Pretendo, junto com a diretoria, contratar de 10 a 12 atletas. Quando chegar vou avaliar o atual plantel e definir quem serão os jogadores que farão parte do novo grupo. Pretendo trabalhar com 28 atletas, que para mim é o ideal. Não adianta inchar demais o grupo e acabar tendo jogador sem oportunidades. A imprensa saberá com antecedência os dias e horários de entrevistas. Gosto muito também de realizar treinos com bola parada. Nestes dias eu pretendo fechar os treinos para a imprensa. O Gama precisa aproveitar a chance de subir este ano com o atual formato do campeonato. Ano que vem talvez o formato da competição mude para pontos corridos aí vai ficar mais difícil.

No campeonato deste ano, o Gama teve o ataque mais positivo entre as equipes participantes da primeira fase e mesmo assim não conseguiu se classificar às semifinais. Em que setor você pretende reforçar o grupo?
Eu quero reforços para todos os setores, mas tem muito jogador bom no Gama que eu quero aproveitar. Gostei muito do Edicarlos, achei-o um atacante rápido e habilidoso.

Ano passado o Gama ficou no grupo da morte, tanto que Guaratinguetá e América-MG, que conseguiram o acesso, saíram do grupo do Gama. Você projeta uma vida mais tranquila para o Gama este ano?
Não acho que ano passado o Gama tenha caído no grupo da morte. Para o Guaratinguetá foi um dos piores anos, pois havia sido rebaixado no estadual e teve igualmente muitos problemas financeiros. Então, não dá para dizer que por causa de uma coisa ou outra o grupo vai ser mais fácil ou difícil. No Gama, o presidente me garantiu que não vamos ter problemas financeiros, que o Gama vai ter dinheiro suficiente para manter o grupo até o final da competição.

No Lemense você ralizou um bom trabalho, mas saiu antes do final da primeira fase e o clube acabou brigando para não cair nas últimas rodadas. O que houve de errado?
No Lemense eu tive uma das melhores defesas da competição, mas os meus atacantes não faziam gols. Quando saí do Lemense eu deixei o time em uma situação confortável em relação ao rebaixamento. O que houve lá é que ocorreram problemas financeiros. O clube chegou a atrasar os salários, então perdi alguns para outros times. O presidente do Lemense então me falou que não tinha condições financeiras de disputar a segunda fase. Não concordei com aquilo e pedi para sair.

A torcida do Gama esperava que este ano fosse contratado um técnico mais rodado. Como você fará para driblar a desconfiança da torcida?
Para essas pessoas eu quero dizer que não sou um técnico inexperiente. Eu tenho totais condições de assumir o Gama neste momento.

Você vai trazer toda a comissão técnica?
O Gama possui hoje um preparador físico (Ânderson Nicolau) e um preparador de goleiros (William Stein) com contrato em vigor. Pretendo mantê-los e levar comigo um auxiliar técnico (Cláudio Viotti) que também é preparador físico e que vai ajudar no trabalho da comissão.

Arquibancada norte é o lugar

O Gama sempre foi conhecido como time do povão. E como a grana sempre andou curta, os torcedores mais humildes sempre que podiam davam um "jeitinho" para entrar de graça e assistir as partidas so Gama. Pular muros, dar carteiradas, dizer que é parente da diretoria, usar carteira de sócio-torcedor passada pela grade...a imaginação é o limite.

A evasão de renda sempre foi considerado um dos problemas crônicos do Periquito. Mas sempre faltou por parte da diretoria uma iniciativa de normalizar as gratuidades concedidas por lei para determinadas pessoas.

Assim, o presidente Paulo Goyaz teria proposto na última assembléia, dia 9, que estas pessoas tivessem sua situação regularizada e que fosse designado um lugar para assistir aos jogos.

Então, o site oficial do clube noticiou que a proposta teria sido aprovada. Com exceção dos cadeirantes, agora todas as gratuidades deverão ter acesso à arquibancada norte que normalmente é reservada à torcida visitante.

Terão direito à gratuidade os idosos acima de 60 anos, crianças menores de 14 anos, mulheres, atletas da base do Gama e familiares (incluindo aí os atletas dos núcleos), portadores de necessidades especiais, sócios patrimoniais, sócios remidos, sócios contribuintes e ex-atletas do Gama.

Os cadeirantes e seus respectivos acompanhantes continuam tendo acesso à arquibancada Oeste em local apropriado. Porém para usufruir do benefício o indivíduo deverá adquirir a carteira específica na sede administrativa do clube localizada no Bezerrão. O valor da carteira é de R$ 30 com validade até o final do ano.

Séries A e B têm seminário de abertura

A CBF realizou nesta terça-feira no Rio de Janeiro, o seminário de abertura do Brasileiro deste ano das séries A e B.

Com a presença de presidentes, dirigentes e profissionais de futebol dos 40 clubes participantes da competição, o Seminário teve o primeiro pronunciamento a cargo do presidente Ricardo Teixeira.

Ele compôs a mesa principal com Alcino Rocha, assessor especial de futebol do Ministério do Esporte, representando o ministro Orlando Silva.

O presidente Ricardo Teixeira destacou alguns aspectos que tornaram o Campeonato Brasileiro um sucesso de público e mérito esportivo, como a competitividade proporcionada pelo já consolidado sistema de pontos corridos, o seu planejamento e organização, traduzidos pelo fiel cumprimento do regulamento, assim como a divulgação com antecedência da tabela e do calendário.

Esses fatores levaram em consequência ao crescimento das receitas de patrocínios de clubes, o que pode ser comprovado notadamente nesses dois últimos anos.

O fortalecimento da Série B, verificado a cada ano, foi outro ponto destacado pelo presidente Ricardo Teixeira.

No Seminário foram realizados debates e palestras, a começar pela Mesa-Redonda I, com a participação do diretor de Competições da CBF, Virgílio Elísio, que tratou do tema "Aspectos do Regulamento", e do diretor de Registro e Transferências, Luís Gustavo Vieira de Castro, que falou sobre "Aspectos dos Registros de Contratos", ambos feitos de maneira didática e com orientações aos representantes dos clubes.

O assessor jurídico da CBF, Valed Perry, tratou do tema "Aspectos legais", seguido do procurador geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schimtt, que abordou o tema "Aspectos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva".

Schmitt ilustrou a palestra com exemplos práticos e chegou a propor a realização de outros encontros em que estará à disposição para prestar orientação aos clubes. Marcelo Campos Pinto, da Globo Esportes, foi o mediador do debate.

O diretor da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, ressaltou as iniciativas tomadas pelo presidente Ricardo Teixeira, como cursos de aprimoramento, avaliações físicas e teóricas, entre outras atividades, na busca da melhora do nível da arbitragem brasileira.

Ao final da Mesa Redonda I, houve a participação dos presentes com perguntas.
À tarde, foi realizada a Mesa-Redonda II, com o tema "Competitividade na disputa do Campeonato" sendo abordado na visão de esportistas como o presidente do Vasco da Gama, Roberto Dinamite; o presidente do Coritiba, Jair Cirino; o técnico do Botafogo, Joel Santana; o diretor de futebol do Cruzeiro, Eduardo Maluf, e por um executivo de TV, Telmo Zanini, da Globo Esportes.

Universo já trabalha pensando nas semifinais

O elenco do Universo/BRB/Financeira Brasília se reapresentou na manhã desta terça-feira, na academia Cia. Athletica, ao técnico Lula Ferreira, quando realizou um trabalho de musculação. No período da tarde, os jogadores participaram de um treino técnico/tático, no ginásio da Asceb, na 904 Sul.

Nesta quarta-feira, o time brasiliense segue trabalhando, já visando à série melhor-de-cinco do playoff – semifinal da segunda edição do Novo Basquete Brasil (NBB) – 2009/2010, contra o Pitágoras/Minas.

Serão três períodos de treinamentos: treino físico (10h), treino tático (11h15) e treino técnico/tático (17h às 19h), todos no ginásio da Asceb.

“Esta série semifinal contra o Minas será muito difícil, pois este foi o único adversário que nos venceu em casa. Mas, estamos nos empenhando bastante nos treinamentos para fazer bons jogos e chegar à decisão”, comentou o ala Arthur, que teve grandes atuações nas quartas-de-final, quando o Universo/BRB/Financeira Brasília eliminou o Bauru, com três vitórias consecutivas.

Já Guilherme Giovannoni sabe que serão jogos iguais e decididos no detalhe. “O campeonato vem apresentando um equilíbrio muito grande. Mesmo com as quatro séries terminando em três a zero, a maioria dos jogos foi parelho. A expectativa é trabalhar duro nos treinamentos para manter a mesma performance que tivemos contra Bauru, pois o Minas é um adversário tradicional e composto por jogadores de qualidade”, analisou o ala/pivô.

Os demais treinos agendados por Lula Ferreira, foram os seguintes:

29 de abril (quinta-feira)
17h às 19h: treino tático, com local a definir

30 de abril (sexta-feira)
10h: musculação, na academia Cia. Athletica
11h15: treino técnico, com local a definir
17h às 19h: treino tático, com local a definir

1º de maio (sábado)
10h às 12h: treino tático, com local a definir

Rosembrick é mais um

Rosembrick é mais um jogador que vai reforçar o Jacaré na sua difícil tarefa de ascender à Primeira Divisão. Jogador chega com vontade de ajudar o grupo



Agora é oficial: Rosembrick, ex-Ypiranga (PE), é jogador do Brasiliense até maio de 2011. O jogador, de 31 anos, desembarcou em Brasília na noite de ontem e acertou os últimos detalhes para vestir a camisa do hexacampeão do Distrito Federal.

A vinda do meia-atacante era um desejo antigo da diretoria e da comissão técnica, que chegou a acertar prioridade na aquisição nos direitos do jogador.

Como o vínculo de Rosembrick com o antigo clube encerrou-se, o acordo com o Brasiliense não demorou a ser celebrado.

"A negociação começou depois que atuei no empate em 2 x 2 contra o Sport. No mesmo dia, já conversei com o Roberto Fernandes, que disse que gostaria de contar com meu futebol aqui. Foi a terceira vez que ele me procurou, e agora deu certo", comemora.

Rosembrick, que já vestiu a camisa do Palmeiras em 2006, é um velho conhecido do atual comandante do Jacaré.

"Já joguei muito contra ele e o fiz passar bastante raiva. Agora só quero dar alegria", brinca. "Esta oportunidade de jogar no Brasiliense apareceu na minha carreira no momento certo. O Brasiliense não é time de segunda divisão, é de primeira. Quero dar o máximo de mim para fazer com que o time volte à Primeira Divisão".

O fato de o jogador estar vivendo um grande momento na sua carreira e brigando por prêmios individuais impediu que a negociação pudesse ser concretizada antes.

"Não vim mais cedo porque estava brigando pela artilharia e pelo prêmio de melhor jogador do Campeonato Pernambucano. Só que como o Ypiranga não se classificou para a fase seguinte, abreviei minha vinda. Fiz um campeonato maravilhoso por lá este ano".

E, se dependesse exclusivamente dele, já iria para o jogo de sábado: "Era só me colocar para treinar que eu já ia brigar para ser titular. Mas infelizmente não tem mais como ser inscrito neste campeonato".

O treinador do Jacaré reforçou o bom momento que o novo contratado vive atualmente. "O Rosembrick é um jogador que já defendeu grandes equipes. A carreira dele já passou por altos e baixos, mas agora ele vive um excelente momento. Ele tem tudo para ser uma peça fundamental, que pode nos ajudar bastante nesta Série B".

Para Rosembrick, o acerto com o Brasiliense vai ser um marco em sua carreira, pois sua transferência para o time amarelo vai ao encontro de uma nova fase em sua vida.

"O Brasiliense é um novo lar para mim. Depois que passei a me dedicar à minha família, minha esposa e meu filho, as coisas mudaram muito e eu engrenei numa fase de coisas boas, que culminou nesta contratação", pontua.

"Mesmo sem conhecer o grupo direito, sei que pode ser um time que vai fazer a diferença na minha história. Só depende de mim. Chego com força de vontade e determinação, logo, não tem como dar errado".

O meia-atacante destaca, como uma de suas virtudes, o fato de ser um jogador que joga pelo grupo.

"Não tenho estrelismo, estou sempre me doando para o time. Quero o melhor para o Brasiliense sempre. Não adianta nada eu ter uma atuação brilhante e ser o melhor em campo se o time estiver perdendo. Todo o esforço vai ter sido em vão".

E adianta que não quer fazer sombra a ninguém na briga por um espaço entre os 11 titulares: "Vai ser uma disputa sadia. Estou muito satisfeito de ter a oportunidade de jogar ao lado de um jogador como o Iranildo, por exemplo. Chego para ser amigo de todo mundo, mas, é óbvio, brigar pelo meu espaço".

Nome: Rosembrick José Bezerra de Lira
Apelido: Rosembrick
Último clube: Ypiranga (PE)
Nascimento: 03/04/1979, em São Lourenço da Mata (PE)
Posição: Meia-atacante
Carreira: Sport (PE), Santa Cruz (PE), São Caetano (SP), Palmeiras (SP) e Ypiranga (PE)
Altura: 1m82
Peso: 62kg
Contrato: maio/2011

Por: BrasilienseFC.com.br

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Demora em obras para o Mundial preocupa

O ministro do Esporte, Orlando Silva, demonstrou preocupação com o retardamento do início das obras nas 12 cidades-sede do Mundial de 2014, no Brasil
Crédito: Aldo Dias/ME


O ministro do Esporte, Orlando Silva, se disse preocupado com a demora de estados, municípios e do próprio governo federal em acelerar o cronograma de obras previstas para que a Copa do Mundo de 2014 no Brasil seja um sucesso.

O ministro participou hoje, em Curitiba, da primeira audiência pública sobre as modificações da Lei Geral do Esporte, a chamada Lei Pelé, promovida pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

“Tem temas como aeroportos, por exemplo, que competem exclusivamente ao governo federal, tais como garantir investimentos, obras e serviços adequados para que a copa funcione adequadamente. O alerta que faço é no sentido de acelerar obras, cumprir os prazos determinados porque minha preocupação é que o não cumprimento desses cronogramas possa repercutir nos gastos públicos”, advertiu.

Orlando Silva disse que sua expectativa é que o Paraná, formado por várias tradições culturais diferenciadas, que, no campeonato, serão representadas por vários países, tenha um papel central no evento.

Ele disse que vai debater o assunto ainda hoje com o governador do estado, Orlando Pessuti e com o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci.

O governador adiantou que, no Paraná, muitas obras já estão avançadas. Os trabalhos do Comitê Executivo, que organiza as questões da Copa do Mundo, continuam a pleno vapor, conforme garantiu.

No início do ano, o governo federal autorizou o repasse de quase R$ 500 milhões para o governo paranaense, recursos aprovados em forma de projetos, que darão à Curitiba e região mais mobilidade.

"O Clube Atlético Paranaense já está com 70% das obras concluídas”, disse Pessuti.

Sobre a Lei Pelé, o ministro disse que a principal alteração proposta é a valorização do clube formador de atleta.

“A lei foi importante porque deu liberdade para os atletas profissionais exercerem suas atividades, mas da forma que está não garante a um clube que, por exemplo, investir na preparação de um jovem de 14 anos, tenha a remuneração adequada. A lei também reconhece características peculiares às atividades do futebol, que exigem flexibilidade em alguns temas da legislação, e procura endurecer em relação à gestão temerária no futebol”, explicou.

O ministro destacou a exigência de mais transparência, com a divulgação dos balancetes e a punição dos dirigentes responsáveis por gestão que cause prejuízos aos clubes.

Para o relator do projeto de lei, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o essencial é a proteção aos clubes, que ficaram fragilizados diante da forte presença de empresários nas transações referentes ao futebol.

A proposta torna nulos os contratos celebrados entre agentes (empresários) e jogadores ou entre agentes e clubes, muitas vezes, prejudicando o jogador. “É a organização da administração do futebol nessa área” afirmou.

O projeto determina que até 5% dos valores pagos pelos clubes compradores nas transferências nacionais de jogadores de futebol, definitivas ou temporárias, sejam repassados aos clubes formadores.

Os clubes que ajudam na formação de atletas, com idade entre 14 e 17 anos, terão 1% do valor da transferência para cada ano de investimento no jovem, dentro desse período.

Já os clubes que formarem jogadores entre os 18 e 19 anos terão 0,5% por ano. O senador acha que o projeto pode sofrer as alterações necessárias, voltar para a Câmara dos Deputados e ser aprovado em até uma semana. “Porque nós podemos fazer isso em 15 dias e a Câmara não pode. É só uma questão de entendimento.”

A audiência promovida hoje pela CCJ do Senado foi proposta pelo relator do projeto de lei (PL 09/2010), com o objetivo de colher sugestões e opiniões para possíveis alterações no texto.

Por: Lúcia Nórcio/Agência Brasil

sábado, 24 de abril de 2010


Allain Dellon e Dimba (foto acima) vibram muito após o gol espírita (abaixo) marcado por Dimba. A tarde do Gato foi memorável diante do superpoderoso Brasiliense

Como forma de homenagear o Ceilândia, que brilhantemente derrotou o favorito Brasiliense, esta tarde, no Abadião, publico matéria produzida pelo site do Gato. Ei-lo:

"Foi um resultado épico e que pode deixar os guerreiros com um lugar cativo na história. Não é todo dia que se chega a uma final contra um gigante, hexacampeão do Distrito Federal.

Não é todo dia que se consegue um resultado, humilde, é verdade, que lhe permita chegar à última partida com reais chances de ser campeão. Sonhar não custa nada, mas os sonhos somente se conquistam com trabalho, suor e lágrimas.

Foi um jogo atípico, como é todo jogo de decisão. Os primeiros movimentos demonstravam que o Brasiliense iria impor o seu volume de jogo.

A sorte desta vez estava do lado do Ceilândia num dia em que tudo parecia que daria errado. Logo aos seis minutos, o lateral Edinho do Brasiliense errou a saída de bola.

Na seqüência, Allain Dellon, que prometera ser decisivo, roubou a bola, saiu cara a cara com o goleiro Guto e abriu o marcador para a festa da torcida do Gato.

Após o gol o Brasiliense assumiu o comando da partida. Apesar do domínio, o time amarelo não foi capaz de criar situações claras de gol. Na verdade o árbitro Rodrigo Raposo apitava todas as jogadas em que o jogador do Brasiliense desistia da jogada e chamava a falta.

Esse tipo de jogo facilitava para a defesa do Ceilândia porque a bola não corria. Aos 40, o Ceilândia mostrou como se faz. Allain Dellon cobrou falta na lateral esquerda e Dimba, de nuca, ampliou para o Gato: 2 x 0.

Até aquele momento o Ceilândia desperdiçara as melhores chances de gol. O placar poderia ser maior. Aí veio a lição de sempre: não se deve cutucar os gigantes com vara curta. O Brasiliense diminuiu com Thiaguinho.

No segundo tempo o panorama da partida foi o mesmo. O Brasiliense tinha o domínio da bola e o Ceilândia contra-atacava com perigo.

Foi tudo tão igual que Allain Dellon, aos 6, fez o terceiro gol do Gato em lance muito parecido com o primeiro: saiu cara a cara com o goleiro e tocou no canto: Ceilândia 3 x 1.

O que se viu até o final do jogo foi o Brasiliense insistir nas mesmas jogadas de sempre e a defesa do Ceilândia ganhando todas pelo alto. O Ceilândia poderia ter ampliado, mas o Brasiliense também desperdiçou oportunidades para diminuir.

No final das contas ficou a sensação de que o Ceilândia poderia ter matado o campeonato hoje. Ninguém esperava por isso.

O resultado é que o Ceilândia reverteu a vantagem, mas engana-se quem acreditar que o Brasiliense fará duas partidas seguidas como a de hoje. Em suma: os alvinegros estão contentes, mas sabem que o gigante pode se reerguer a qualquer hora.
Não importa. Há que se manter os pés no chão e o sonho vivo".

Dimba encantou a torcida do Gato


O Ceilândia largou na frente do Brasiliense na primeira das duas decisões do título. Longe de parecer uma provocação, as comemorações foram em frente à torcida do Jacaré
Crédito: Francisco Stuckert

Coincidência ou não, Allain Dellon e Dimba foram comemorar seus gols, ambos no primeiro tempo, em frente à torcida organizada do Brasiliense.

Num primeiro momento, pode parecer provocação, mas, acredito que não tenha sido. Foi simples coincidência, uma vez que os lances ocorreram onde os torcedores estavam posicionados.

Em tempo, é bom lembrar que os dois experientes jogadores já foram ídolos no Jacaré em temporadas passadas e são bastante reverenciados por todos na Boca do Jacaré.

Dimba, até sair de campo machucado no tornozelo esquerdo, também viveu uma tarde memorável. Foi um terror constante para os defensores do time amarelo.

Fora das quatro linhas, comenta-se que ele tem aspirações políticas para as eleições desse ano. Quer chegar à Câmara Legislativa. Vamos aguardar para ver.

Allain Dellon arranca o couro do Jacaré




Três momentos do primeiro gol da partida marcado pelo experiente jogador. As imagens são de AdalbertoMarques.com, esta tarde no Abadião


O experiente meio campista Allain Dellon fez toda a diferença no primeiro duelo do Ceilândia diante do Brasiliense, na abertura das finais do Campeonato Metropolitano.

Ele simplesmente deu uma aula de aplicação tática, de técnica apurada, de um fôlego de fazer inveja a qualquer garoto e comando os menos experientes no Abadião.

Para coroar a sua bela apresentação ainda contribuiu com dois gols, ambos em jogadas de contra-ataques, decisivos no triunfo do Gato sobre o Jacaré por 3 x 1.

Quem marcou o outro gol foi Dimba, o segundo do time, desviando de cabeça uma bola cruzada na pequena área do Brasiliense.

Nunca é demais lembrar que Allain Dellon, é assim mesmo que se escreve o seu nome, já vestiu a camisa do supercampeão do DF.

O bom baiano provou novamente que não está acabado para o futebol, como muitos podem imaginar. Esta sua passagem pelo Ceilândia representa a sua redenção.

Universo está próximo das semifinais

Na partida de ontem, novamente o Universo, de Guilherme Geovannoni, estabeleceu um placar centenário diante do Bauru. A classificação pode sair ainda hoje
Crédito: Paulo de Araújo/CB/DA Press

O Universo/BRB/Financeira Brasília abriu dois a zero na série melhor-de-cinco do playoff, que são as quartas-de-final da segunda edição do Novo Basquete Brasil (NBB) – 2009/2010. Na noite de ontem, derrotou o Bauru, com certa tranqüilidade, por 118 x 78 (67 x 34 no primeiro tempo), no ginásio da Asceb, pela segunda rodada.

O time brasiliense começou a partida em um ritmo muito forte. Rapidamente conseguiu estabelecer uma vantagem de 20 pontos, fechando o quarto inicial com o placar apontando 39 x 16.

No período seguinte, o panorama seguiu o mesmo e a equipe do DF fez a vantagem crescer ainda mais, chegando aos 33 pontos na parada para o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, o Universo seguiu na frente, fechando o quarto com mais dez pontos de vantagem. Apenas nos últimos dez minutos, a agremiação de Bauru procurou reagir, mas conseguiu apenas três pontos a mais que o rival.

“Conseguimos fazer uma boa partida, abrindo vantagem já no quarto inicial, o que nos deu tranqüilidade para o restante da partida. O time encarou esta partida com a seriedade que ela merecia”, comenta Lula.

Os principais nomes do time brasiliense na partida foram Arthur (22 pontos, seis rebotes e duas assistências), Rossi (18 pontos, um rebote, quatro assistências e uma bola recuperada) e Guilherme Giovannoni (16 pontos, seis rebotes, quatro assistências e uma bola recuperada).

Já o lateral Fernando Fischer, com 31 pontos, foi o maior pontuador do representante do Estado de São Paulo.

“O nosso time foi muito bem taticamente, marcando forte e saindo com rapidez para o ataque e isso permitiu logo uma abertura de vantagem. Depois, procuramos manter isso. Pessoalmente, consegui um bom aproveitamento nos arremessos de três pontos, mas foi à força do grupo que nos conduziu ao segundo resultado favorável na série”, analisou o armador Rossi, que, ao lado do ala Arthur, no meio do último quarto, entrou em quadra com a bandeira de Brasília, para saudar a cidade que comemorou 50 anos de existência no último dia 21 de abril.

Além da segunda vitória na série, o Universo registrou a pontuação mais alta de uma equipe nesta edição do NBB: 118 pontos.

O terceiro confronto, que pode ser o decisivo, será jogado dentro de instantes, novamente no ginásio da Asceb. Uma vitória garante aos comandados de Aluisio Ferreira, o Lula, a classificação à semifinal.

“Fizemos uma vantagem de dois a zero na série, mas não tem nada garantido. O terceiro jogo começa zero a zero e temos que jogar da forma como fizemos neste segundo confronto, com o máximo de seriedade e procurando impor o nosso ritmo, sem deixar de respeitar o adversário, que tem um time muito bom e perigoso”, disse Guilherme Giovannoni.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Governo admite plano B

O ministro Orlando Silva (c) demonstrou preocupação com o atraso da construção e reforma dos nossos estádios visando o Mundial de 2014 no Brasil
Crédito: Francisco Medeiros/Ascom ME

O Mundial de 2014, no Brasil, corre risco de sofrer alterações em seu projeto inicial. O ministro do Esporte, Orlando Silva, admitiu nesta sexta-feira que o Governo pensa em um plano B para a competição, com a redução de 12 para oito as cidades brasileiras que receberão jogos do torneio.

O ministro foi claro: “Caso não se cumpra o prazo de início das obras, o plano B para a Copa será a exclusão de cidades”, afirmou durante a sua participação no Fórum Empresarial de Comandatuba (Bahia).

A principal preocupação do Governo se refere à construção e à reforma dos estádios previstos para abrigar jogos do Mundial.

“Posso assegurar que, se uma cidade não cumprir com o prazo de início das obras, em 3 de maio, corre o risco de ser excluída da Copa”, disse.

Orlando mandou um recado para Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Recife, Fortaleza, Natal e Cuiabá – as futuras cidades-sede.

“A decisão de fazer a Copa em 12 cidades foi do presidente Lula, para que todas as regiões do Brasil recebessem partidas. No entanto, a Fifa precisa apenas de oito cidades, pois são oito grupos de seleções. Nosso plano de contingências é eliminar quem não cumprir esta data”, alertou.

A Fifa já havia apontado problemas no Morumbi (em São Paulo) e Maracanã (no Rio de Janeiro). No estádio paulistano, houve diversas críticas referentes ao projeto das obras.

Problemas de visibilidade e de infraestrutura no entorno da arena também foram citados pela entidade mundial.

As reclamações forçaram uma mudança no projeto, mas a polêmica continua - e seguem as discussões sobre se o Morumbi tem condições ou não de receber o jogo da abertura e uma das semifinais da Copa.

Existe inclusive a possibilidade de se construir um novo estádio na região de Pirituba, na zona Norte da capital paulista.

A entidade também apontou problemas no projeto de reforma do Maracanã, o que levou a um novo adiamento da licitação da obra.

Entre os pontos levantados pela Fifa, estão questões como visibilidade, acesso dos torcedores e impermeabilização do gramado e dos vestiários.

Uma reunião entre representantes do COL (Comitê Organizador Local) e do governo do Estado está marcada para o próximo dia 30.

Os custos das reformas no estádio, inicialmente previstos em R$ 430 milhões, já estão estimados em R$ 600 milhões e devem aumentar ainda mais.









Três desfalques confirmados

O primeiro das duas decisões, entre Ceilândia e Brasiliense, amanhã, às 16h, no Abadião, está mexendo com a cabeça de quem é obrigado a pensar mais friamente o esquema tático a ser colocado em prática, no caso, o técnico do Gato, Adelson Almeida.

Nos últimos dias ele tem demonstrado preocupação, às vezes irritação. E não é para menos. Depois de passar os últimos seis anos dirigindo os juniores do Jacaré, agora do outro lado, ele está muito perto de levar o Ceilândia ao lugar mais alto do pódio, o título do Metropolitano.

Além do confronto em si, contra um dos melhores times do DF nas últimas temporadas, o que tem tirado o sono do treinador são os desfalques. Panda, William e Daniel não podem atuar no duelo de amanhã.

Adelson Almeida compreende que as ausências afetam e muito a espinha dorsal da equipe. Para o lugar de Panda não há dúvida. Celso entra na defesa. Com isso, o Ceilândia ganha um jogador com boa estatura no confronto com a forte jogada de bola aérea do adversário.

Os problemas aumentam na hora de substituir William. Não há no elenco do Ceilândia nenhum jogador com as mesmas características ofensivas do habilidoso lateral esquerdo do Gato.

Uma opção seria improvisar um meio-campista na lateral esquerda. É pouco provável que Adelson faça isto. Há uma preocupação especial com o lado direito do Brasiliense.

É por ali que o meia Iranildo, quando joga, ou Pedro Ayub, fazem o um-dois sobre o lateral adversário, permitindo o ataque pela direita ou a inversão para o lado esquerdo, conforme o sistema defensivo do adversário é desarticulado. O mais provável é que Augusto entre na lateral esquerda.

O maior problema é o substituto de Daniel. O nome mais certo seria Tezelli. Outra opção é Liel. Nenhuma das opções agrada ao torcedor. Tanto Liel, zagueiro de origem, quanto Tezelli têm problemas com o passe.

A ausência de William complica ainda mais a saída de bola. A vantagem de Liel é que o Ceilândia pelo menos fica mais forte na disputa da segunda bola.

As opções deixam Adelson muito preocupado. Os jogadores são guerreiros, mas não se vence um campeonato apenas na base da vontade. Com esse time o Ceilândia dependerá e muito da velocidade de Cafu contra a defesa pesada do Brasiliense.

A sensação que fica é a de que, se o Ceilândia sair na frente, será difícil para o Brasiliense empatar, mas se o contrário ocorrer, as opções não revelam uma grande capacidade de reação do Gato. Amanhã veremos.

Mais ingressos

Reconhecidamente, a capacidade de público do estadinho da Ceilândia é mínima. O desconforto é total, tendo em vista a existência de um pequeno lance de arquibancada.

Soubemos esta manhã que a Polícia Militar autorizou a venda de quatro mil ingressos para a partida Ceilândia x Brasiliense. Desse total, mil entradas são destinadas a torcida do time visitante.

O dispositivo de segurança começou a ser montado nesta sexta-feira (uma barreira de metal está sendo colocada com o claro objetivo de separar as torcidas).

Os ingressos serão vendidos a 10 reais – preço único. O estádio tem a capacidade formal estipulada em 1.500 lugares sentados. O maior público do Abadião foi registrado em 22 de março de 1987, no empate sem gols com o Brasilia, na decisão do primeiro turno daquele ano. Naquele dia foram vendidas 5.011 entradas.

Gato aposta no histórico do seu técnico







Adelson Almeida é conhecido por ser um técnico irriquieto. Mesmo fora das quatro linhas, suspenso, ele demonstra nas imagens de AdalbertoMarques.com o quanto participa



Depois de vencer o clássico diante do Ceilandense, no sábado passado, o Ceilândia está nos preparativos finais para o inédito confronto diante do Brasiliense, nas duas partidas finais do Metropolitano.

É interessante chamar a atenção do leitor que o Gato já tem presença garantida na Série D do Brasileiro deste ano, e ainda terá direito de disputar a Copa do Brasil do próximo ano.

A equipe tem em seu comando o técnico Adelson de Almeida, que comandou as divisões de base do Brasiliense e que, no dia sete de setembro de 2007 dirigiu o time principal do Brasiliense diante do Gama, vencendo o clássico por 2 a 1.

Também foi o campeão da Terceira Divisão à frente do Capital. O treinador ainda é o único das oito equipes deste campeonato de Brasília da Primeira Divisão que permaneceu à frente do time. As outras sete equipes trocaram de treinador.

Adelson Almeida não esconde a expectativa. "Estou duplamente feliz, pois estou em uma final comandando o Ceilândia, enfrentando o Brasiliense, equipe que me deu grandes oportunidades. O presidente Luiz Estevão sempre me ajudou, por isto estou muito satisfeito. Agora é buscar este título inédito para a nossa torcida do Ceilândia", disse.

Confrontos:
Número de jogos: 20
Vitórias do Brasiliense: 13
Vitórias do Ceilândia: 2
Número de empates: 5

Últimas partidas entre as equipes:
11/04/2010 - Ceilandia 2x1 Brasiliense – Campeonato Metropolitano
28/03/2010 - Brasiliense 1x0 Ceilândia – Campeonato Metropolitano

A Copa será um sucesso

Joseph Blatter, o principal mandatário da Fifa, acredita firmemente que o Mundial da África do Sul alcançará plenamente os seus objetivos


A 48 dias do início da África do Sul, o presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, convidou jornalistas de todo o mundo para uma conferência de imprensa na sede da FIFA em Zurique, que também foi transmitida através de videoconferência para Johanesburgo na África do Sul. Juntamente com o secretário-geral da entidade máxima do futebol, Jérôme Valcke, Blatter abordou diversos temas referentes à primeira Copa do Mundo da FIFA disputada no continente africano.

Leia os principais trechos

Presidente da FIFA, Joseph S. Blatter:
Sobre a Copa do Mundo da África do Sul
Quando assumi a presidência em 1998, o meu grande objetivo era levar a Copa do Mundo da FIFA para a África. Sem a adoção do princípio do rodízio isso nunca teria sido possível. Demorou muito, mas finalmente faremos justiça ao continente africano por tudo o que ele fez pelo futebol no passado. A Copa do Mundo será um sucesso. No entanto, ninguém pode garantir que tudo correrá perfeitamente. Com a Copa do Mundo da FIFA, queremos deixar um legado à África. O nosso principal foco é o combate à pobreza, ao analfabetismo e também à problemática da saúde. Vamos combater esses fatores através das iniciativas Football for Hope e 20 centros para 2010, além da campanha 1Goal – Educação para Todos.

Sobre o perigo da manipulação de resultados
Desenvolvemos o "Early Warning System" (EWS – Sistema de Aviso Antecipado), que já contribuiu muito nesse sentido. O EWS trabalhou juntamente com organizações oficiais de apostas e o sistema foi ampliado em colaboração com a UEFA, com a Federação Alemã de Futebol e com o apoio da Interpol. Seremos avisados com antecedência se alguma coisa errada acontecer durante a Copa do Mundo da FIFA. Acordos ilegais só podem ser combatidos através de intervenções estatais e do apoio de entidades governamentais.

Sobre os efeitos sociopolíticos
O único esporte que une todas as culturas é o futebol. Nenhuma outra modalidade esportiva é capaz disso. Todos esperamos que Nelson Mandela realize o sonho de assistir à partida de abertura da Copa do Mundo. O Mundial possibilitará a total integração das pessoas na África do Sul.

Sobre o significado da Copa do Mundo
A intenção nunca deveria ser organizar o Mundial onde for mais fácil. A Copa do Mundo da FIFA é um patrimônio do planeta, ela pertence a todas as pessoas que jogam futebol. Dessa forma, qualquer um que consiga preencher os requisitos básicos tem o direito de se candidatar a sediar o evento.

Sobre a segurança
Não temos qualquer tipo de dúvida sobre a capacidade de preservar a segurança durante o torneio. Onze milhões de turistas visitam a África do Sul todos os anos. Por que justamente na Copa do Mundo alguma coisa iria mudar?

Sobre as chances da seleção sul-africana
Se eles jogarem da mesma forma que no amistoso da última quinta-feira contra a Coreia do Norte, quando empataram em 0 x 0, não vão marcar gols na Copa do Mundo. O objetivo do futebol é marcar gols. Se os sul-africanos quiserem chegar longe, obviamente eles precisam balançar as redes.

Sobre o legado para a África
A FIFA sozinha não pode deixar legado nenhum. Precisamos do apoio e do empenho dos governos. Há dois anos, nos encontramos com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown. Eles têm nos apoiado na promoção do ensino e da educação. Os governos desses países se comprometeram a investir um milhão de dólares em escolas e educação. Desde então, muitos outros países se juntaram a nós, como a Espanha, Holanda, Brasil, Bélgica e Alemanha. Além disso, também criamos a campanha 1Goal – Educação para Todos, que é conduzida pela rainha Rania da Jordânia. No entanto, precisamos também da ajuda dos representantes dos países da União Europeia. Estamos estabelecendo as bases, mas o resto do edifício deve ser construído por outras entidades.

Sobre a grande evasão de jogadores africanos para a Europa
Com o projeto Vencer na África com a África queremos ajudar as nações pequenas a estabelecerem ligas profissionais ou semi-profissionais para que os jogadores também possam ter certas condições de viver do futebol nesses países. Além disso, a Confederação Africana de Futebol criou um torneio do qual podem participar apenas jogadores que atuam na África. Essas iniciativas devem ajudar a diminuir a saída dos jogadores africanos do continente, mas a África também precisa se organizar. Para impedir a transferência de jovens com menos de 18 anos é preciso que os jogadores sejam registrados, do contrário não é possível protegê-los.

Sobre as chances das seleções da África na Copa do Mundo
O talento do futebol africano é pelo menos igual ao dos europeus ou sul-americanos. As únicas coisas que faltam às vezes são tática e continuidade. Outra dificuldade é que há apenas seis participantes africanos na Copa do Mundo, enquanto há 18 seleções da Europa e América do Sul, que obviamente estão em vantagem nesse aspecto. Acredito que o mundo do futebol gostaria muito de ver um selecionado africano nas semifinais do Mundial. Basta lembrar de Camarões em 1990 ou de Senegal em 2002. A Copa do Mundo Sub-17 da FIFA já foi vencida cinco vezes pelos africanos e, recentemente, Gana foi campeã da Copa do Mundo Sub-20. O futebol africano está se desenvolvendo, mas é difícil evoluir se os seus melhores jogadores sempre são levados para fora. Agora, as seleções africanas terão a oportunidade de mostrar em campo do que elas são capazes.

Secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke:
Sobre a situação da organização, restando 48 dias para o início da Copa
Acredito que poderíamos começar a Copa do Mundo nos próximos dias. Os alojamentos e centros de treinamento estarão terminados quando as seleções chegarem e os estádios estão prontos para o pontapé inicial no dia 11 de junho.

Sobre a venda de ingressos
Definitivamente, não vamos distribuir ingressos nem vendê-los a preços reduzidos. Nos últimos oito dias, liquidamos 200 mil ingressos na quinta e última fase de vendas. Estamos confiantes de que pelo menos 95% dos bilhetes serão negociados. Não tivemos 100% de vendas nem mesmo na Alemanha 2006. No entanto, deveríamos ter começado mais cedo as vendas de ingressos na África do Sul. Além disso, cada pessoa podia comprar apenas quatro entradas, mas muitos queriam assistir aos jogos em grupos maiores. Isso também é algo para se pensar no futuro. Sem dúvidas, precisamos ser mais flexíveis. Talvez devêssemos abrir centros de vendas de ingressos nos países classificados. Nesse sentido, a África do Sul 2010 será certamente um importante aprendizado para o Brasil 2014.

Por: FIFA.com

Foi pouco, muito pouco

Por causa do seu pífio desempenho com a camisa alvinegra, certamente Túlio não deixa saudades. Diretoria botafoguense teve, apenas, boa intenção
Crédito: AdalbertoMarques.com


Túlio é desses jogadores de quem o clube, a torcida e a imprensa esperam gols, muitos gols. Afinal, ao longo de sua longa carreira foi isso que mais ele soube fazer, e bem.

Contudo, a passagem desse grande ídolo do Goiás, Corinthians, Botafogo entre outros, pela filial do Botafogo, do Rio, foi um verdadeiro fiasco.

Ao longo dos 20 jogos do nosso campeonato de profissionais, ele contribuiu com apenas cinco míseros gols. Foi pouco, muito pouco, convenhamos.

Marqueteiro de primeira, ele valeu-se do projeto de alcançar os 900 gols na sua carreira profissional, para se manter na mídia, nacional inclusive, apesar de, nas quatro linhas, não corresponder às expectativas.

Não podemos, a esta altura dos acontecimentos, “tapar o sol com a peneira”. Túlio não passou de um autêntico chupa-sangue. Ele não corria, pouco se empenhava e, se a bola chegasse até ele, tudo bem, chutava, ou, pelo menos tentava.

Comenta-se nos bastidores do Botafogo que Túlio, o Maravilha, ganhava R$ 60 mil, para chegar na cidade vindo de Goiânia apenas na quinta-feira, com as despesas com hospedagem e transporte custeadas pelo clube brasiliense.

O custo benefício desse misto de jogador e marqueteiro não trouxe resultados positivos para a filial do Botafogo carioca. O time sequer foi campeão da Série B do ano passado e agora não se habilitou nem mesmo para as finais do campeonato.

A contratação de Túlio foi um autêntico “tiro no pé” na diretoria do Bota. O dinheiro foi mal empregado e o resultado foi pífio.

Jacaré no inferno

Ceilândia e Brasiliense sempre fizeram bons duelos, quer sejam jogando no Abadião, como o que vai acontecer amanhã, ou no Serejão, a casa do Jacaré
Crédito: Cláudio Bispo


Calma, gente! Não tirem conclusões precipitadas. O título dessa postagem é apenas uma antecipação do que o Brasiliense vai sofrer quando tiver que enfrentar proximamente o Ceilândia.

Por sinal, esse novo encontro já tem dia e horário para acontecer. Será neste sábado, às quatro da tarde, no Abadião, na progressista cidade de Ceilândia.

Quando faço referência ao inferno que o time amarelo viverá é por causa da temperatura bastante elevada que normalmente faz no horário do jogo, a pressão que o técnico Adelson de Almeida faz sobre a arbitragem, isto sem contar com o potencial do próprio grupo de jogadores do Gato.

Atuando no Abadião, o Ceilândia costuma ser um “osso duro de roer”. O time corre o tempo todo, a marcação, principalmente dos homens encarregados de dar proteção aos zagueiros, costuma ser na base do “homem a homem”, sem tempo para deixar o adversário respirar.

Pode ser até que o Brasiliense, neste que será o primeiro jogo da decisão, saia de campo com os três pontos, mas que será difícil, muito difícil, disso eu não tenho a menor dúvida.

Sem dispor das mesmas condições que o Jacaré oferece aos seus jogadores, o Ceilândia não vai baixar a cabeça para o inimigo, “vai cair com a cabeça erguida”, como deixou claro um dos seus experientes jogadores.

Quem viver, verá.

Melhorou muito

Tudo indica que o goleador Vanderlei reencontrou à sua velha forma. É o artilheiro do campeonato e uma ameaça constante para os defensores

No mundo do futebol existe uma frase que diz: “artilheiro não esquece o caminho do gol”. Esta, por exemplo, é a situação vivenciada pelo goleador do Brasiliense, Vanderlei.

Ele desembarcou na Boca do Jacaré sem o melhor de suas condições físicas, sem ritmo de jogo e durante a pior fase que o time atravessava no nosso campeonato.

Criticado por alguns, notadamente por causa da falta de gols, mas compreendido por outros, por considerarem que ele poderia “deslanchar”, o experiente atacante, aos poucos, foi dando a volta por cima.

Ao longo da competição ele foi ganhando confiança, os gols foram surgindo, o Jacaré foi melhorando o posicionamento na tabela e todos foram felizes para sempre.

Coincidência ou não, outro fator que contribuiu para que Vanderlei pudesse crescer, foi a chegada de Aloísio. Nada melhor do que uma boa sombra para o “pisca alerta” seja acionado.

Na partida de ontem, contra o Botafogo-DF, ele não deixou sua marca, mas, em compensação, ele deu uma perfeita assistência para o zagueiro Dezinho testar e decretar o segundo gol da sua equipe.

Para o bem do Brasiliense, de Vanderlei e do futebol candango, que a boa fase dele continue e que na Série B o nosso supercampeão possa fazer excelente figura e que retorne à elite do nosso futebol.