O experiente atacante Aloísio não vê outra opção para ele e seus companheiros, a não ser correr atrás de mais um título, na partida decisiva deste sábado diante do Ceilândia, no SerejãoCrédito: AdalbertoMarques.com
Experiente e com um currículo de campeão, Aloísio Chulapa é categórico: "A nossa obrigação é ser campeão dentro do nosso estádio. Não nos falta nada e vamos jogar com o apoio da nossa torcida. Sempre que nossos torcedores nos incentivam, o time cresce e joga junto com eles. Este título é importante para nós, jogadores, e para o Brasiliense". O matador endossa a linha otimista dos demais jogadores do time. "Temos que pensar que vamos ser campeões".
Lembrado por seus gols em momentos-chave das competições que já participou, o jogador afirma que, se Roberto Fernandes o escalar como titular, saberá corresponder.
"Estou treinando há um mês e meio, tenho entrado no decorrer das partidas, jogando um tempo inteiro, meia hora... estou preparado para jogar quanto tempo o professor desejar. Ele sabe que estou à disposição".
Mas, por outro lado, conta que é o primeiro torcedor de seus companheiros de ataque. "Se entrar Vanderlei, Ricardinho, Bebeto, Beto, seja quem for, o importante é ter paciência e aproveitar as oportunidades que surgirem".
Aloísio também afirma que é compreensível estar no banco de reservas em virtude da grande fase de Vanderlei. "Não me incomoda ficar na reserva porque sei que o Vanderlei está muito bem e tem feito os gols que precisamos. Não é porque ele não marcou o dele no jogo de sábado que desmerece tudo que ele fez ao longo do campeonato. Nós dois jogamos na mesma função, que é a de pivô, e ficaria difícil jogar com ele. O treinador opta por escalar um jogador mais rápido, que apóie pelos lados, para complementar o ataque".
Quanto aos erros da equipe e à bronca do treinador, Aloísio reconhece: "O que foi conversado no vestiário, fica lá dentro, mas levamos um grande e merecido puxão de orelha. Cedemos um resultado e deixamos o jogo fácil".
O atacante enumera as falhas do time no sábado. "Faltou atenção e concentração. Quem errou fomos nós, que estávamos dentro de campo. Deveríamos estar ligados durante os 90 minutos da partida, porque sabíamos que o Ceilândia se retranca bem e tem um treinador experiente, que já passou, inclusive, pelas categorias de base daqui".
Chulapa pediu atenção aos jogadores que desequilibraram a última partida. "Serviu como um alerta para a gente. Não dá para deixar o Allan Delon e o Dimba jogarem sozinhos. O Dimba é um jogador que sabe segurar a bola e sair para o jogo".
Questionado sobre a possível suspensão do atacante do Gato, que vai à julgamento esta noite, analisou: "Se isso acontecer, o Ceilândia perde a experiência e o comando de um capitão. Mas temos que pensar no jogo independente de quem esteja lá", diz, lembrando de uma vantagem que o Jacaré pode ter. "O campo aqui é maior, então fica mais difícil para eles jogarem lá atrás".
O atacante ensina como o Brasiliense deve proceder para se recobrar do tombo. "A melhor resposta agora é o silêncio. Não existe crise, porque qualquer time sempre quer ganhar uma final. É a hora de estarmos lado a lado, um ajudando o outro. Um título sempre valoriza o jogador, soma no currículo e agrega visibilidade. Isso é a nossa vida, temos que dar tudo de nós na final e jogar com raça".
Por fim, Chulapa pontua uma importante lição que trouxe de sua trajetória bem sucedida em clubes brasileiros e estrangeiros. "Quando o time perde, o grupo inteiro é quem falhou, não importa se você está jogando ou não. Se vencermos, a vitória é de todo mundo. Foi assim que conquistei importantes títulos na minha carreira e quero conquistar mais este".
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