quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Depois de dois meses de especulação, a governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) confirmou que vai renunciar ao cargo. O ato acontecerá na manhã da próxima terça-feira (9).

Ela fez o anúncio oficial a deputados estaduais da base aliada, na residência do Palácio dos Leões, em São Luís, durante almoço ontem. Nesta quinta-feira, ela fez a despedida aos integrantes do Judiciário e Ministério Público.

Com a saída de Roseana, quem assume o governo até o dia 1º de janeiro de 2015 é o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB). Isso ocorre porque o vice-governador, Washington Oliveira, renunciou ao cargo, no final do ano passado, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.

"A governadora não entrou em detalhes. Disse apenas que ia sair, que ia deixar tudo saneado, falou das emendas dos deputados. Ela entrega a carta às 9h da terça-feira, na Assembleia", afirmou o deputado César Pires (DEM), líder do governo no Legislativo.

Segundo o líder do governo na Assembleia, a governadora disse que iria passar uma temporada de quatro meses de descanso após a renúncia fora do país. "Em seguida, ela disse que volta a São Luís. 

O grande fato novo foi que ela garantiu que vai seguir na vida política, não vai deixar", afirmou.
Em junho, a governadora anunciou que não iria mais concorrer a cargos públicos e iria se dedicar mais à família.

César Pires afirmou ainda que, ao contrário do que era especulado, não há problemas de saúde com Roseana que justifiquem sua saída do cargo. "Não é nada de saúde. Ela estava muito alegre por sinal. Normalmente, ela conversa conosco e dá detalhes. Foi uma decisão pessoal, ela quer sair mesmo, não vejo nenhuma vantagem a ninguém pela renúncia", declarou.

Segundo políticos maranhenses, a hipótese mais provável para a renúncia de Roseana a pouco mais de 20 dias de terminar o mandato é por conta da derrota nas urnas em outubro, quando Flávio Dino (PC do B) foi eleito governador ainda no primeiro turno, derrotando o senador Edison Lobão Filho (PMDB). Ela não gostaria de participar da cerimônia de posse e passar a faixa ao novo chefe do Executivo.

Em entrevistas, Dino tem feito duras críticas ao governo Sarney. A equipe de transição de governo também reclamou que não estaria recebendo informações sobre a situação e projetos do Estado.


Nova equipe econômica toma posse na próxima semana

A nova equipe econômica, liderada por Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, deve tomar posse na próxima semana, depois de baixar a poeira da batalha da presidente Dilma Rousseff para afrouxar as metas fiscais deste ano, disse uma fonte do governo.

Após uma extensa votação, o Congresso aprovou o projeto que amplia os descontos da meta de superavit primário (economia para pagar os juros da dívida), na madrugada desta quinta-feira, apesar das inúmeras manobras da oposição, que explorou à exaustão os instrumentos regimentais para alongar a sessão.

No entanto, ainda falta analisar uma última emenda da oposição, que deve ser votada em sessão na próxima terça-feira.

A demora na aprovação atrasou a posse do novo ministro da Fazenda devido à necessidade de protegê-lo de ações legais e políticas por não atingir a meta fiscal. Levy deve assumir após a conclusão da votação da mudança orçamentária para "evitar um problema legal", disse a fonte, que falou sob condição de anonimato.

A nova equipe, que inclui Nelson Barbosa como ministro do Planejamento, poderia assumir na quinta-feira ou sexta-feira da próxima semana, disse a fonte, e o restante da equipe assumiria em 1º de janeiro, quando começa o segundo mandato da presidente Dilma.


Levy está trabalhando em um escritório no Palácio do Planalto em planos para aumentar as receitas fiscais que incluem um mix de aumento de impostos e eliminação de desonerações, segundo a fonte.

PT promete ter candidato à presidência da Câmara




O líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (PT), disse nesta quinta-feira (4) que o partido deverá apresentar o seu candidato à presidência da Casa na próxima terça-feira (9). A apresentação promete esquentar ainda mais o clima em torno da disputa já que PMDB lançou, na última terça-feira a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para o cargo. Questionado sobre se Cunha teria perfil para presidir a Casa, Vicentinho ironizou. "Prefiro responder que temos nomes melhores."
O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, Vicentinho, afirmou que a legenda vai se reunir na semana que vem com lideranças do seu partido. O líder não citou nenhum nome, mas nos bastidores, os mais cotados dentro do partido são: Arlindo Chinaglia (PT-SP), José Guimarães (PT-CE) e o do deputado eleito Patrus Ananias (PT-MG), que tomará posse no ano que vem.
Segundo o petista, a candidatura do partido não representa uma "afronta" ao nome de Eduardo Cunha, conhecido por ser crítico ao governo Dilma. 
"Não pode ser considerada afronta (...) os maiores partidos sempre fizeram um rodízio, e nós do Partido dos Trabalhadores imaginávamos e queríamos que essa indicação fosse natural. Mas não falaram nada conosco e nos sentimos no direito", disse Vicentinho.
Nos últimos anos, um acordo estipulava que as duas maiores bancadas se revezassem na presidência da Câmara, mas a candidatura de Cunha, segundo Vicentinho, quebrou esse acordo.
Vicentinho disse ainda que o PT poderá apoiar um candidato de outro partido para a disputa com o PMDB.
"Queremos que o nome que a gente apresente seja para a reflexão  com os outros partidos e nessa reflexão com outros partidos um outro nome de outro partido poderá surgir.  Tenho certeza de que teremos uma unidade seja lá qual for o nome", afirmou.
Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília