sábado, 30 de abril de 2011

Formosa vive agora um pesadelo

O inacreditável aconteceu. Pela última rodada da segunda fase do Metropolitano, o Formosa recebeu o Botafogo-DF, nesse sábado, no Diogão, e viveu seu pior pesadelo na competição.

Em uma tarde desastrosa em que o time não suportou a pressão pelo resultado, acabou goleado por 4 x 1, perdeu uma invencibilidade de 21 jogos em seu estádio e, de quebra, a vaga na decisão.

O Formosa chegou a abrir o placar com Mattos, na primeira etapa. Mas Vanderlei e Paulo Rene, com dois gols cada, comandaram a virada alvinegra. "Fizemos um jogo impecável", declarou Vanderlei logo depois do apito final do árbitro Nivaldo Nunes.

O primeiro tempo foi equilibrado. Quanto o volante Mattos abriu o placar, aos 14 minutos, após acertar um chute de fora da área, ficou a impressão de que o Formosa iria passar pelo Botafogo com tranquilidade e chegar à final, já que precisava de um simples empate para se garantir.

Entretanto, o time visitante equilibrou as ações após o gol e percebeu que poderia explorar os contra-ataques para mudar a história do jogo.

Na volta do intervalo, aos dois minutos, logo no primeiro contra-ataque articulado pelo Botafogo-DF, Vanderlei recebeu um cruzamento da direita e cabeceou para o gol do Formosa, deixando tudo igual.

Oito minutos mais tarde, Paulo Renê avançou pela direita, driblou dois marcadores e chutou cruzado, para fazer 2 x 1 e colocar o time candango em vantagem.

Após a virada, os jogadores do Formosa sentiram o golpe e com a pressão da torcida começaram a buscar meios de conseguir o empate na base da raça.

Com tranquilidade e sem nenhum tipo de preocupação, o time visitante seguiu explorando as jogadas de velocidade até que, aos 44, um novo contra-ataque deixou Paulo Renê livre na entrada da área, que só teve o trabalho de tocar por cobertura na saída do goleiro André Luiz: 3 x 1 Botafogo.

Foi quando os torcedores do time goiano perderam a paciência, começaram a gritar "olé" para seu time e Vanderlei ainda teve tempo de fazer o quarto do alvinegro.

O próprio atacante explicou. "Exploramos os contra-ataques durante toda a segunda etapa e no final da partida avançamos rápido, o Iron estava em condições de tocar para mim ou para o Paulo Renê. Quando recebi o passe, só tive o trabalho de empurrar para o gol".

Vanderlei falou, ainda, sobre o que faltou para seu time nessa segunda fase.
"Fomos bem em todos os jogos e acho que acabou faltando um pouco de sorte. Contra o Brasiliense fomos melhores e perdemos os dois jogos. Não merecíamos as duas derrotas para o Gama pelo ótimo futebol que apresentamos e hoje mostramos que temos caráter. Fizemos um jogo impecável, mas infelizmente não conseguimos acumular pontos para chegar à final".

A formação do Formosa, alijado das finais do Metropolitano, foi: André Luiz; Marco Aurélio, Eraldo, Luan e Leandro Smith; Mattos, Washington, Baiano (Verona) e Rodrigo Ayres; Luiz Carlos (Kemps) e Nelito (Thiago Faim)

Já o Botafogo se despediu do campeonato com: Mateus; Amaral, Adriano, Índio (Clein) e Bruno; Edimar, Iron, Marquinhos e Adriano Felício (Paraná); Paulo René e Vanderlei.

Futebol candango na berlinda

A falta de crédito do futebol candango quando se trata de competições nacionais é enorme e pelo jeito ainda vai perdurar por algum tempo.

A aventura do Gama pela elite nacional tornou-se uma lembrança distante, assim como pela Copa do Brasil. Com Brasiliense, outro dito grande do nosso futebol, a situação não é muito diferente.

Desde 2002, quando foi vice da Copa do Brasil, e 2005, quando sentiu o gostinho de disputar a Série A do Brasileiro e acabou rebaixado, o time coleciona fracassos. Isso sem citar os vexames de Ceilândia, Brasília, Botafogo-DF, Legião, Dom Pedro e Esportivo Guará nos últimos anos.

Em 2010, o Gama conseguiu ser eliminado ainda na primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro, sem conquistar vitórias. A campanha vergonhosa resultou no rebaixamento do Periquito para a quarta divisão da competição nacional.

Se a torcida já estava infeliz com os últimos resultados, uma nova notícia pode deixá-los ainda mais decepcionados.

O detalhe é que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou o bloqueio das contas e bens de Gama, Brasiliense e até da Federação Brasiliense de Futebol, todos acusados de terem recebido dinheiro de forma irregular do GDF, em 2004.

A medida resultou no afastamento do presidente da FBF, além de impedir que os dois clubes movimentem suas contas bancárias.

Sem poder movimentar as finanças do clube devido ao bloqueio imposto pela justiça, o presidente do Periquito, Paulo Goyaz, revelou que existe a possibilidade de o Gama não participar da Série D do Campeonato Brasileiro, por falta de recursos para custear as despesas e fazer contratações.

"É uma situação real e que pode inviabilizar a Série D desse ano para o Gama", declarou Paulo Goyaz antes de pedir licença do cargo.

E o dirigente foi além. "Os clubes do DF estão praticamente falidos. Não vejo saída a médio, curto e longo prazo para o nosso futebol. Temos um campeonato local que não empolga, um time na Série C, outro na Série D. Nenhum empresário quer associar sua marca a um produto que não vai gerar renda", disparou antes de completar "Sendo assim, os clubes passam a depender do governo, a imprensa segue na mesma linha e sem verba, todos padecem do mesmo mal".

Paulo Goyaz falou, ainda, sobre os motivos que culminaram com a sua saída. "Tentei buscar meios de gerar recursos para o clube. O programa sócio-torcedor começou bem, mas, no último mês, apenas oitenta associados pagaram a mensalidade. Tive que reduzir os preços dos ingressos no Bezerrão por conta das inúmeras reclamações. Não conseguimos articular com nenhum patrocinador e, por fim, o bloqueio das contas pela justiça nos engessou. Estou desanimado e a tendência é que deixe a presidência do time", desabafou.

De acordo com Paulo Goyaz, o Brasiliense também estaria correndo o risco de não participar da Série B ou C pelo mesmo motivo – o clube aguarda pronunciamento do STJD, na tentativa de reverter o imbróglio envolvendo o caso do Duque de Caxias, que teria escalado o jogador Leandro Chaves de forma irregular em duas oportunidades.
No entanto, o mandatário do Jacaré, Luiz Estevão, garante que o time não terá prejuízos.

"Sem dúvida alguma é um problema que existe, mas realmente não me preocupa. O juiz determinou o bloqueio, mas deixou claro que a movimentação bancária para pagamento de salários de jogadores e comissão técnica pode ser feita normalmente. Dessa forma, não teremos prejuízos para a disputa do Campeonato Brasileiro", explicou Luiz Estevão.

Sobre a briga do Brasiliense na justiça desportiva para disputar a Série B em 2011, Luiz Estevão foi reticente. "Ainda não sabemos qual campeonato iremos disputar. Diariamente nossos advogados estão no tribunal em busca de novidades, mas ainda não temos nada de concreto", finalizou o cartola.

Desta forma, os clubes terão seus bens devolvidos pelo Banco Central somente após a dívida ser quitada. A decisão do TJDFT foi em primeira instância e cabe recursos.

O presidente em exercício da Federação Brasiliense de Futebol, Paulo Araújo (afastado temporariamente por improbidade administrativa), admite que Gama e Brasiliense correm o risco de não participar das competições nacionais, por estarem impedidos de utilizar dos bens e verba de patrocinadores, cotas de TV (no caso do Brasiliense disputar a Série B), entre outros, para bancar as contratações e os demais custos.

"Realmente isso pode dificultar muito. Qualquer empresa ou pessoa que tem as contas bloqueadas passa por dificuldades e na Federação a situação nesse sentido está complicada também. Por outro lado, o Miguel (Alfredo de Oliveira Júnior advogado interventor) está na Federação e vem constatando que por lá não existe nada demais", revelou, antes de completar:

"Entrei com recurso para voltar a ter direito de exercer minhas funções. Agora tenho aguardado os prazos legais e o andamento do processo".

Paulo Araújo falou, ainda, sobre a possibilidade da disputa de partidas da Série A de 2011 no DF.

"Não foi feito contato algum das pessoas que estão querendo trazer esses jogos para o DF com a Federação. É preciso lembrar que somos a entidade reguladora do futebol no DF e se não autorizarmos a realização dessas partidas elas não acontecerão. Temos um acordo com o Ministério Público que trata sobre esse assunto. É um erro de qualquer pessoa anunciar esses jogos sem nos consultar antes", disparou.

Por Jânio Gomes e Eduardo Castro/Esporte Candango

Gama se garante na final

Nem todos os problemas vividos pelo Gama fora de campo foram capazes de tirar a equipe da final do Metropolitano da presente temporada.

Como se sabe, o alviverde venceu o Brasiliense no Serejão por 2 x 1 e se classificou em primeiro lugar na segunda fase. Mesmo com a derrota, o Jacaré conseguiu vaga na decisão graças ao tropeço do Formosa, no Diogão.

Gama e Brasiliense representarão o Distrito Federal na Copa do Brasil do próximo ano e nos próximos dois sábados decidem quem será o grande campeão.

Precisando do resultado, o Gama começou melhor a partida e foi para cima do adversário, com Tallys criando duas oportunidades.

A primeira foi aos 4 minutos, com um chute que passou a esquerda do goleiro Gilson. Já aos 9, o meia tentou encaixar um voleio após cruzamento de Allan que passou perto do gol.

O Jacaré respondeu com duas oportunidades. Uma com Bebeto aos 9 minutos que com um chute forte de fora da área, obrigou Vizzotto a fazer boa defesa.

Aos 21, Ruy tabelou com Iranildo, que concluiu para o gol, mas novamente o arqueiro alviverde garantiu.

A partir dos 36 minutos o jogo começou a pegar fogo com o gol de Éderson para o Gama. O volante recebeu cruzamento de Elivelto e concluiu de cabeça para as redes.

Dois minutos depois foi a vez de Hugo receber em velocidade, ganhar na corrida com Deda e ampliar o placar, deixando os torcedores do Brasiliense irados.

A desvantagem acordou o time de Taguatinga, que conseguiu diminuir o marcador aos 43 minutos. Após cruzamento de Ferrugem, o zagueiro Teco subiu mais que todo mundo e fez o gol do Brasiliense.

Faltando 45 minutos para decidir o futuro dos clubes na competição, o Jacaré estava ficando de fora da final e resolveu apertar.

Aos 19 minutos, o atacante Rômulo arriscou um chute que tirou tinta da trave. A partir daí, o lateral Cicinho começou a dar pinta de que podia ser o herói do jogo.

Aos 25, ele cruzou para Fabiano Gadelha, de dentro da área, emendar de primeira, com a bola passando perto do gol.

Logo depois, o lateral, em novo cruzamento, viu Rômulo cabecear para fora. E Cicinho ainda teve uma chance, aos 32, em chute forte de fora da área, que o goleiro alviverde tirou "com os olhos".

O jogo seguiu com pressão até os minutos finais, mas a defesa alviverde virou uma muralha evitando o pior.

No final da partida, os torcedores do Gama que compareceram em peso nas arquibancadas fizeram a festa junto com os jogadores, que não se conteram de alegria.

O Brasiliense foi derrotado com: Gilson; Cicinho, Rafael, Teco e Patrick (Adrianinho); Deda, Ferrugem, Rui e Iranildo (Fabiano Gadelha); Rômulo e Bebeto (Acosta).

Já o vitorioso Gama formou com: Fernando Vizotto; Allan, Da Silva, Rafael Pedro e Dudu; Thiago Gaúcho, Ederson, Thiago Matos (Roan) e Elivelto (Joabe); Hugo (Tiago Fernandes) e Tallys.

O público pagante registrado nas bilheterias do Serejão foi de 5.594 torcedores. A renda anunciada foi de R$ 22.566,00

Ademário Neves foi quem apitou o clássico, tendo em Ciro Chaban e Whestane Cassiano os seus assistentes.

Foram mostrados cartões amarelos para os meio campistas Adrianinho e Ferrugem, do Brasiliense; Allan, Thiago Gaúcho, Roan e Fernando Vizzotto, do Gama.
Com Carlos Júnior Garcia

Surpresas marcam a última rodada

O Gama derrotou o Brasiliense, no Serejão, por 2 x 1. Foi o troco alviverde. Na primeira rodada deste quadrangular, o Jacaré mordeu o Periquito, em pleno Bezerrão, por 3 x 0.

Com este resultado, o alviverde alcançou sua quarta vitória consecutiva na competição. Pelo lado do Jacaré, foi a segunda partida sem vitória, pois antes tinha perdido para o Formosa.

A equipe dirigida por Reinaldo Gueldini, nunca é demais lembrar, perdeu para o Formosa, no Diogão, empatou com o mesmo adversário, no Serejão e esta tarde caiu para o Gama.

No Diogão, o improvável aconteceu. O representante goiano, que há mais de três anos não perdia em seu estádio, foi goleado pelo já eliminado Botafogo-DF, por 4 x 1.

Com os resultados desta tarde, o Gama vai decidir o Metropolitano com o Brasiliense. O Periquito somou 12 pontos contra 10 do Jacaré, que tinha a vantagem sobre o Formosa no saldo de gols.

Para o Gama o resultado positivo, fora de casa, representou a sua habilitação para a Copa do Brasil do próximo ano, independente se ele ganhar o título ou não.

Os dois tradicionais rivais decidirão o campeonato em uma melhor de duas partidas. A primeira delas será disputada no próximo sábado e a decisão propriamente dita oito dias depois.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Retrospecto ruim também no Bezerrão

O período de três anos sem derrota do Brasiliense para o Gama engloba cinco partidas dentro do Serejão. São três vitórias e dois empates.

Mas a situação não anda complicada para o Periquito apenas dentro do Serejão.

A última vitória gamense aconteceu no dia 31 de janeiro de 2010, quando bateu o Jacaré por 3 x 1, com gols de Kabrine, Keké e Ferrugem, que hoje defende o time amarelo. O gol da equipe de Taguatinga foi marcado por Iranildo.

Neste ano, as equipes já se enfrentaram três vezes, com duas vitórias do Brasiliense e um empate. Chama a atenção, o fato das duas vitórias do Jacaré terem sido conquistadas no Bezerrão.

Chama mais atenção ainda, os gols do Brasiliense terem sido todos marcados por um único jogador, o atacante Rômulo, que foi às redes cinco vezes em dois duelos.

Escrita que dura três anos

Sem perder do Gama em casa desde 2008, Jacaré vai à final se mantiver tabu


Sem perder para o principal rival dentro de casa há três anos, o Brasiliense precisa manter a escrita no Serejão, amanhã, para se classificar para a final do Metropolitano.

A última derrota do time de Taguatinga para o Gama, em seus domínios, aconteceu no dia 6 de abril de 2008, em partida válida pelo campeonato daquele ano, quando o Periquito bateu o arquirrival por 2 x 0, com gols de Dendel e Thiago Bezerra.

Os dois jogadores nem defendem mais a equipe gamense. Aliás, jogador algum no atual elenco fez parte daquela vitória.

Já no Brasiliense, cinco dos atletas que compõem o atual time participaram da partida: o goleiro Guto, que segue em recuperação da lesão no cotovelo; o lateral-direito Patrick; o volante Coquinho e os meias Iranildo e Adrianinho.

A última vitória gamense no Serejão já faz tanto tempo que Iranildo, o camisa 10 do Jacaré, havia esquecido do ocorrido e acabou confundindo as datas. “Pelo que eu me lembro, a última vez que perdemos em casa para eles foi em 2001”, especulou Iranildo.

Não faz tanto tempo assim, mas a situação em que ocorreu a derrota pode ter feito com que o experiente jogador tenha esquecido o fato. Na ocasião, o resultado adiou a volta olímpica antecipada do Brasiliense dentro de casa, com direito até a dancinha do “Créu” por parte da torcida alviverde.

Outro fato que pode contribuir para a possível amnésia do ídolo do Jacaré é por ele ter sido substituído por Adrianinho e ter ido embora do estádio antes de a partida acabar, o que gerou um mal-estar com o atacante Jobson, então um garoto revelado pelo clube.

Mesmo sem ter nenhum representante dentro das quatro linhas que tenha participado do jogo, no Gama, há quem recorde da data em meio à comissão técnica.

O massoterapeuta Crioulo já corria para atender os atletas em campo. Com 16 anos de clube, ele lembra de parte daquela emoção.

“Aquele dia foi uma alegria geral, muita gente pensava que o Brasiliense ia ser campeão naquele jogo, mas nós vencemos”, contou.

Se, naquela época, o jogo tinha importância apenas para o Brasiliense, que tentava o pentacampeonato candango, desta vez a situação é mais complicada.

Também em busca de uma vaga na decisão da competição local, o Periquito precisa vencer para ficar com a vaga. Situação que Iranildo não vê como um problema a mais.

“Independentemente de qualquer situação, clássico é sempre clássico e cada um tem uma história diferente. Mas o fato de eles estarem há tanto tempo sem vencer no Serejão deve incomodar bastante por lá”, analisou o Chuchu.

Neste sábado, às 17h, no Serejão, um novo episódio desta história será escrito, com antigos e novos protogonistas, em meio à já conhecida rivalidade que marca os encontros entre Brasiliense e Gama, com a expectativa de que o duelo fique apenas no gramado, com paz nas arquibancadas.

Com: Rafael Pache

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Uniceub abre vantagem sobre Uberlândia

A equipe do Uniceub/BRB/Brasília abriu vantagem na série melhor-de-cinco do playoff –quartas-de-final da terceira edição do Novo Basquete Brasil (NBB) – 2010/2011.

Na noite de ontem, no ginásio da Asceb, voltou a derrotar o Uberlândia, desta vez, por 84 x 72, após estabelecer vantagem no primeiro tempo por 42 x 31.

Este duelo contra os mineiros foi o terceiro dos playoff. Agora, a equipe comandada por José Carlos Vidal soma duas vitórias contra uma do representante das Minas Gerais.

O ala Arthur Belchor, do time brasiliense, cestinha da partida com 21 pontos e mais um rebote e quatro assistências, enalteceu a importância do time vencer as duas em casa.

“Tínhamos que vencer os dois jogos aqui, pois iniciamos a série com derrota e não poderíamos deixar com que Uberlândia voltasse a jogar em casa com vantagem. O time soube se impor, marcando forte e atacando com inteligência”.

Já Guilherme Giovannoini, que anotou 18 pontos, apanhou oito rebotes e deu uma assistência, gostou do desempenho da equipe.

“Conseguimos um bom rendimento e agora estamos na frente, o que nos dá uma tranquilidade maior para o duelo em Uberlândia, que vai ser muito difícil, mas, uma vitória nos dará a classificação e vamos lutar por isso”, disse.

O maior pontuador do Uberlândia foi o norte-americano Robert Day, com 16 pontos anotados.

O quarto jogo, que pode ser o decisivo, será jogado nesta sexta-feira, ás 20h, em Uberlândia (MG). Uma vitória garante a classificação ao Uniceub/BRB/Brasília.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Thiago Gaúcho baixa o nível

Confeço-lhes que estou surpreso com o desabafo do volante do Gama, Thiago Gaúcho (foto), tendo como alvo a própria diretoria do clube.

De acordo com informação publicada ainda a pouco pelo Lancenet.com.br, o jogador, autor de um dos gols na vitória de ontem sobre o Paranoá, desabafou:

“Já chamaram o nosso time de time de m..., mas mostramos que a diretoria é que é de m...”, afirmou o jogador, em entrevista à Rádio Transamérica.

Em outro trecho, o experiente jogador disse: "Chegou a hora de cobrar quem deve ser cobrado, que é essa diretoria de m...”. A gente chega na última rodada mais vivo do que nunca".

Em outras palavras, nem o triunfo sobre o time goiano, que recolocou o Gama na briga pela vaga na final do Metropolitano, acalmou os ânimos no Periquito.

Ainda segundo a nota, o motivo para tamanha falta de compostura do jogador alviverde é o atraso no pagamento dos salários.

Em tempo: o Gama está em terceiro no quadrangular semifinal, com nove pontos. O Brasiliense lidera, com 10 (mesmo número de pontos do vice-líder Formosa). Na última rodada, os rivais vão se enfrentar, sábado, às 17h, no Serejão, em Taguatinga.

Crédito: Mateus Marques

terça-feira, 26 de abril de 2011

Esta imagem produzida pelo competente repórter-fotográfico Ueslei Marcelino, revela a alegria do jogador do Gama após a marcação de mais um gol. Foi para lavar a alma.
O árbitro aponta o centro do campo para uma saída de bola do Formosa. O jogador do Gama corre em sentido contrário, diretamente para os braços da torcida alviverde.

Em noite inspirada, os atacantes do Periquito fizeram a festa no Bezerrão. Até este jogo, eles só tinham feito dois gols. No confronto contra os goianos fizeram cinco. A comemoração entre os jogadores é perfeitamente válida.


Apontar para a torcida após a marcação de mais um gol foi uma constante para os jogadores do Gama. Após os 5 x 3 eles demonstraram que continuam perfeitamente no páreo para chegar às finais do campeonato, o que não ocorre há vários anos.

A defesa do Formosa fez o que foi possível para evitar mais gols. Não foi possível. Agora, o alviverde goiano tem a obrigação de vencer o Botafogo, na última rodada, para selar sua vaga nas finais.


Uniceub iguala série contra Uberlândia

O Uniceub/BRB/Brasília deixou tudo igual na série melhor-de-cinco do playoff – quartas-de-final da terceira edição do Novo Basquete Brasil (NBB) – 2010/2011.

Derrotou o Uberlândia, esta noite, por 109 x 73 (52 x 30 no primeiro tempo), em duelo disputado no ginásio da Asceb, e válido pela segunda rodada. Agora, cada equipe venceu uma na disputa para chegar a semifinal.

O ala/pivô Guilherme Giovannoni foi um destaques da partida, terminando como cestinha, além de registrar um double-double, ficando bem perto de um triple-double – 23 pontos, 10 rebotes, oito assistências e duas bolas recuperadas.

“Esta foi uma vitória muito importante, pois, não poderíamos deixar de aproveitar o mando de quadra para igualar a disputa. Conseguimos um rendimento muito bom desde o quarto inicial, jogando sem oscilações e, com isso, pudemos impor o nosso ritmo, comandando o marcador”, comentou.

Outro nome importante do representante do DF foi Arthur, autor de 22 pontos, apanhou quatro rebotes, deu duas assistências e ainda recuperou duas bolas.

“Fizemos um jogo diferente do que ocorreu em Uberlândia. Marcamos forte, especialmente as bolas de fora, e no ataque conseguimos jogar dentro do nosso ritmo, fazendo aquilo que foi trabalhado nos treinos. O nosso torcedor compareceu e nos ajudou bastante, fato este que precisa ocorrer também no terceiro confronto, que vai desempatar a série”, disse.

O maior pontuador do Uberlândia, que é comandado pelo técnico Marco Aurélio dos Santos (Chuí), foi o experiente armador Valtinho, com 14 pontos anotados.

O terceiro jogo da série melhor-de-cinco, que vai desempatar a série, acontece já nesta quarta-feira, às 20h, novamente no ginásio da Asceb, na 904 sul.

Três clubes, duas vagas

Emoção é o que certamente não faltará para os torcedores de três dos quatro clubes que disputam o quadrangular decisivo do Metropolitano. É o que está reservado para a última rodada, na tarde deste domingo.

Com os resultados desta noite – vitórias do Gama sobre o Formosa por 5 x 3 -, e do Brasiliense em cima do lanterna Botafogo-DF, pela contagem mínima -, a diferença entre o primeiro e o terceiro colocado é de apenas um ponto.

O Jacaré reassumiu a ponta da tabela com 10 pontos em cinco jogos disputados, com três vitórias, um empate e uma derrota. Enquanto seu ataque marcou oito vezes, a sua defesa tomou quatro.

Já o Formosa, que sofreu com vários problemas extra-campo, tem os mesmos 10 pontos do Jacaré, mas perde no saldo de gols. Fez nove e tomou o mesmo número de gols.

Enquanto isso, o Gama vem logo em seguida com nove pontos ganhos. A exemplo dos dois outros competidores, soma três vitórias, todas de forma consecutiva.

Na tarde do próximo domingo, no encerramento do quadrangular, teremos o clássico Brasiliense x Gama, no Serejão, em Taguatinga, enquanto o Formosa recebe a visita do Botafogo-DF, no Diogão.

A luta pelas duas vagas nas finais do Metropolitano, estão abertas. Se o Periquito ganhar do Jacaré e o Formosa fizer o dever de casa contra o alvinegro, será o time amarelo que será alijado dos jogos finais.

Por outro lado, ao Brasiliense bastará um simples empate para conquistar a vaga. Ao Gama só a vitória interessa. O placar igual também favorece o Formosa.

No jogo mais aguardado dessa noite, o Gama fez 5 x 3 no Formosa. Oito gols em uma mesma partida fez a alegria dos torcedores que compareceram ao Bezerrão.

Os primeiros 45 minutos tiveram a vantagem do Periquito: 3 x 2. Alan abriu 1 x 0 para os donos da casa, aos 17 minutos. Éder, aos 21 e Luiz Carlos, aos 24 colocaram os visitantes em vantagem.

Contudo, Elivelto empatou em 2 x 2 aos 34 minutos, enquanto Tallys colocou o Periquito em vantagem aos 43 minutos.

Na segunda etapa, foram marcados mais três gols. Thiago Gaúcho, aos 20 minutos fez 4 x 2 em favor do Gama, enquanto o artilheiro Fábio Silva aumentou a vantagem seis minutos depois.

Mas o Formosa não se entregou. Marcou seu terceiro gol aos 50 minutos, dando números definitivos ao marcador.

No estadinho do Cave, no Guará II, o Botafogo conseguiu segurar o Brasiliense até os 37 minutos do segundo tempo, quando Iranildo fez o gol do Jacaré e construiu o terceiro triunfo do time neste quadrangular.

Uniceub recebe os mineiros

O Uniceub/BRB/Brasília busca igualar a série melhor-de-cinco do playoff – quartas-de-final da terceira edição do Novo Basquete Brasil (NBB) – 2010/2011, logo mais, às 20h, no ginásio da Asceb, encarando o Uberlândia, no segundo confronto.

“Esta será mais uma partida difícil e temos que atuar mais forte defensivamente, além de saber fechar o jogo de forma favorável, coisa que não aconteceu em Uberlândia. Além disso, a torcida brasiliense deve comparecer em grande número e esse apoio acaba sendo importante demais no momento de decidir um playoff”, disse o ala Arthur Belchor.

Já para Guilherme Giovannoni, “este é um jogo fundamental para a nossa equipe, pois jogaremos em casa e precisamos que igualar a disputa. Para isso, temos que conter os arremessos de média e longa distância do Collum e do Day, além de não deixar que o Valtinho jogue da forma como está acostumado”.

Pelos lados do Uberlândia, o técnico Marco Aurélio dos Santos, o Chuí, sabe que as dificuldades serão ainda maiores jogando em Brasília.

“Espero um jogo duro, como ocorreu no primeiro, já que o Uniceub é um adversário muito duro de ser batido quando atua em seu ginásio. Mas, a nossa expectativa é jogar com a máxima atenção defensiva e atacar com consciência, sem dar a chance de contra-ataque, que é uma das fortes características do adversário”, analisou.

Na partida inicial, o time mineiro venceu por 95 x 89, jogando ao lado da sua torcida.

Para dar o troco

Com o objetivo de se recuperar do revés sofrido no último sábado e empatar a série melhor de cinco pelas quartas de final do Novo Basquete Brasil (NBB) contra o Unitri, de Uberlândia, o UniCeub/BRB aposta na defesa no segundo duelo do confronto.

O objetivo principal da equipe é colocar a bola dentro da cesta adversária. Porém, mais importante do que isso, para os brasilienses hoje, às 20h, no ginásio da Asceb (904 Sul), é impedir que os mineiros tenham a mesma eficiência que costumam mostrar quando jogam em casa, no interior de Minas Gerais.

Sendo assim, a ordem entre os candangos é limitar as ações de jogadores como os alas norte-americanos Robert Day e Robby Collum e do armador Valtinho, entre outros, para deixar tudo igual no confronto.

No sábado, o UniCeub/BRB viu o Unitri dominar os rebotes e, mesmo não convertendo tantas bolas de três pontos, chegar à vitória com boa contribuição dos pivôs.

Para o técnico José Carlos Vidal, entretanto, o maior perigo que o rival oferece não são as jogadas perto da cesta.

“O time deles continua dependendo do perímetro. No primeiro turno, levamos 94 pontos. Quando eles vieram para cá (em março), fizeram 74. Essa é a diferença do jogo: deixar o time deles abaixo dos 80”, receitou o comandante.

Com a tática definida pelo treinador, os jogadores sabem o que será preciso fazer dentro de quadra para frear o ímpeto ofensivo do time de Uberlândia.

“Temos que sair mais com os chutadores e tentar limitar o jogo do Valtinho”, avisou o ala-pivô Guilherme Giovannoni, que apontou uma outra deficiência do grupo no sábado.

“Também temos que melhorar o nosso rebote, que não foi tão bom no primeiro jogo. Somos os melhores reboteiros do campeonato e temos que manter o nosso nível para ter um jogo de transição melhor.”

Além dos problemas técnicos e táticos, a questão psicológica também foi destacada por jogadores e técnico como fundamental para o tropeço.

“Temos que ter mais cuidado no fim do jogo. Nosso time é experiente, mas cometemos uns três ou quatro erros nos últimos cinco minutos”, lembrou Vidal.

“Conduzimos o jogo bem até o último quarto, mas o que foi nosso mérito até lá virou nosso defeito na hora de fechar o jogo. Faltou serenidade e tranquilidade”, avaliou o ala Arthur, que atuou por apenas 13min20s antes de ser eliminado com cinco faltas em Uberlândia.

Depois de contar apenas com Márcio Cipriano e Alírio no jogo de sábado, o UniCeub/BRB deve ter o retorno do pivô Lucas Tischer esta noite.

O jogador passou por exames e, segundo o fisioterapeuta do time, Carlos Ewbank, está “clinicamente liberado” para entrar em quadra.

O jogador se recupera de uma lesão na panturrilha esquerda e não atua desde 18 de março, quando se contundiu justamente em um jogo contra o Unitri, pelo returno da fase de classificação do NBB.

Gama descarta greve

Os jogadores do Periquito estão há 15 dias com salários atrasados, mas garantem que vão entrar em campo para encarar o Formosa, esta noite, no Bezerrão. Fora das quatro linhas, a diretoria promete que vai quitar a dívida, com cheques, horas antes da partida.

Desde 10 de abril, os jogadores do Gama aguardam o pagamento dos salários. De lá para cá, o time venceu o Botafogo-DF duas vezes e hoje enfrenta o líder Formosa.

De acordo com os jogadores, o grupo se reuniu com o vice-presidente Carlos Macedo e recebeu a garantia do dirigente de que vão receber o pagamento antes do duelo.

“Conversamos com o Macedo e ele ficou de entregar os cheques amanhã (hoje), na hora do almoço. A gente vem de dois jogos sem receber o salário, não é fácil, mas temos que deixar isso de lado na hora de entrar em campo”, afirmou o volante e capitão Everton.

“Ele falou que só precisava da assinatura do presidente para entregar os cheques, mas não falou nada das datas que vão vir nesses cheques”, preocupou-se o atacante Fábio Silva, que negou que o time vá fazer greve caso a promessa não se cumpra.

“A possibilidade de a gente não entrar em campo nunca existiu. Nós vamos jogar.”
Sobre o duelo, os próprios jogadores do Gama demonstraram não saber muito bem o que esperar da postura do Formosa em campo.

Everton, por exemplo, acredita em um time defensivo. “Acho que eles vão jogar fechados, esperando a gente errar, como eles têm feito quando atuam fora de casa. Até porque eles só precisam do empate para se classificar”, apostou, divergindo do companheiro Fábio Silva.

“Pelo que eu vi do time, eles não sabem jogar atrás. A arma deles é o ataque e eles vão querer selar a classificação de qualquer forma”, arriscou o atacante.

Jacaré defende invencibilidade

O Brasiliense volta a enfrentar o seu maior freguês do futebol do Distrito Federal, nesta terça-feira, no Cave, às 20h30, pela quinta e penúltima rodada do quadrangular semifinal do campeonato candango.

Na lanterna e eliminado, sem nenhum ponto depois de quatro derrotas, o Botafogo-DF é o único time da elite local que jamais ganhou do Jacaré.

Em sete confrontos, todos pelo torneio doméstico, quatro no ano passado e três em 2011, o Brasiliense coleciona quatro vitórias e três empates. Marcou 15 gols e sofreu apenas sete.

Neste ano, os rivais fizeram confrontos equilibrados. Os dois triunfos amarelos foram na Boca do Jacaré e por placar apertado: 1 x 0 na primeira fase e 2 x 1, de virada, no quadrangular. No único duelo no Cave, na etapa de classificação, deu empate por 1 x 1.

No ano passado, as equipes se enfrentaram pela primeira vez logo na abertura, no Cave, que acabou em 1 x 1, em 16 de janeiro.

Na primeira rodada do returno, em 10 de fevereiro, o Brasiliense fez 4 x 2 na Boca do Jacaré. Na abertura do quadrangular semifinal, em 24 de março, o time de Taguatinga goleou por 4 x 0 mesmo no Guará.

O quarto encontro, na rodada decisiva da segunda fase, ficou em 2 x 2, resultado que eliminou o alvinegro, na Boca do Jacaré.

Retrospecto
7 jogos
4 vitórias e 15 gols do Brasiliense
3 empates
0 vitória e sete gols do Botafogo

Fonte: Brasiliensefc.com.br

Uma vitória já dá

O já eliminado Botafogo-DF tem uma parada para lá de indigesta, pela quinta rodada do quadrangular decisivo do Metropolitano.

O seu adversário, a partir das 20h30, no estadinho do Cave, no Guará II, é ninguém mais ninguém menos que o todo poderoso Brasiliense.

Esta será a quarta vez que alvinegros e amarelos estarão frente a frente neste campeonato, sendo duas pelo turno de classificação e outra pela segunda rodada do quadrangular.

O time amarelo venceu duas vezes e na outra aconteceu um empate. Este quarto confronto é decisivo para o Brasiliense.

Nunca é muito lembrar que o orientado por Reinaldo Gueldini, vencendo esta partida, combinado com uma derrota do Gama para o Formosa, garante sua passagem às finais.

Caso ocorra um tropeço esta noite, o Jacaré poderá ser ultrapassado pelo seu maior rival, o Gama, desde que o alviverde ganhe do Formosa.

Já eliminado do quadrangular semifinal do Candangão, o time alvinegro apenas cumpre tabela nas duas últimas rodadas da segunda fase.

O Glorioso candango ainda não conseguiu conquistar pontos, mas promete fazer jogo duro contra o Brasiliense.

“Não conseguimos a classificação, mas temos que procurar terminar o campeonato de uma maneira digna. Ainda temos dois jogos pela frente e vamos jogar com seriedade”, garantiu o meio campista Adriano Felício.

Para este jogo, o técnico Augusto César terá o desfalque do volante Iron, expulso na última rodada. Entretanto, o zagueiro Índio retorna após cumprir suspensão. Dessa forma, Edimar deve ser adiantado para a vaga de Iron, enquanto Índio retorna à defesa.

No Jacaré, o técnico Reinaldo Gueldini terá três desfalques. O zagueiro Moacri, o lateral esquerdo Chiquinho e o volante Ferrugem estão suspensos.

O jovem Vitor, o lateral Patrick e até mesmo o volante André brigam pela vaga na lateral-esquerda. Outra opção seria o deslocamento de Cicinho, com Patrick entrando na direita.

No miolo de zaga, a dupla será formada por Teco e Rafael. Já no meio de campo, Deda
terá a companhia de Ruy Cabeção como dupla de volantes, com Adrianinho e Iranildo formando o setor de criação. No ataque, a dupla será formada por Rômulo e Bebeto.

Com o coração batendo forte

Das duas uma: ou o Gama soma três pontos em cima do Formosa ou diz adeus às esperanças de chegar às finais do Metropolitano.

Tempo para acertar os últimos detalhes e corrigir eventuais erros táticos ou de posicionamento, o Gama teve de sobra.

Entre os quatro semifinalistas do nosso campeonato, o Periquito é o terceiro colocado com seis pontos ganhos, fruto dos dois triunfos em cima do Botafogo-DF.

Não bastassem os feriados e o adiamento da partida que estava marcada para o sábado passado, a equipe está com salários atrasados e alguns atletas chegaram a ameaçar não entrar em campo.

Naturalmente que o apoio dos torcedores será fundamental para que a equipe mantenha acesas as esperanças de chegar às finais.

O alviverde jogará desfalcado de dois jogadores considerados titulares. Bachin está contundido e o volante Éderson, foi expulso da última partida contra o Botafogo-DF.

A boa notícia está na volta de Elivelto, que cumpriu suspensão e deve entrar para jogar ao lado de Fábio Silva, já que Tallys ganhou confiança após realizar bom jogo.

A mais provável formação do Periquito será a seguinte: Vizotto; Hugo, Pedrão, Da Silva e Dudu: Thiago Gaúcho, Thiago Matos, Everton e Tallys; Elivelto e Fábio Silva.

Já o Formosa realizou diversos trabalhos físicos, sendo intensificados com treinos táticos. O técnico Auecione Alves realizou os últimos trabalhos antes da concentração na manhã desta segunda-feira.

Contudo, nem tudo são flores pelos lados do alviverde goiano. Conforme já publicamos, o goleiro André Luis, um dos destaques da equipe, se desentendeu com o treinador Auecione Alves e anunciou a saída do time.

A briga teria acontecido pelo fato do arqueiro voltar aos treinamentos dias depois da programação, e o comandante acabou cortando o atleta da relação para o jogo contra o gama.

O lateral direito Marco Aurélio, expulso no jogo contra o Brasiliense e o zagueiro Luan, que recebeu o terceiro amarelo, não jogarão no Bezerrão. Éder e Ancelmo devem ser os substitutos.

Já o volante Matos, que não teve condições físicas de entrar no jogo passado, deve retornar ao elenco principal para compor o meio campo. Os meio campistas Washington e Verona retornam de suspensão.

Mesmo precisando de apenas um ponto para ir às finais, a filosofia de trabalho do técnico e todos os jogadores é o de vencer o Gama pela primeira vez em seus domínios. Caso isso ocorra, somada à uma vitória do Brasiliense, a rodada se encerra com final definida.

Quem dirigirá o confronto do Bezerrão, esta noite, é Rodrigo Raposa. Os assistentes serão Carlos Emanuel e José Sabino. Vanderlei Soares será o quarto árbitro.

A diretoria gamense estabeleceu os seguintes preços de ingressos:
R$ 5,00 - Arquibancada Sul e Leste
R$ 10,00 - Arquibancada Oeste Inferior
R$ 15,00 - Arquibancada Oeste Superior

Indisciplina no líder

O colega Rener Lopes, uma das vozes da atual geração de narradores do futebol do DF, surpreende nesta manhã de terça-feira.

Segundo ele, o goleiro do Formosa, André Luiz, que até já assinou um pré-contrato com o Brasiliense, largou o time faltando dois jogos para terminar o quadrangular.
Motivo: chegou atrasado à reapresentação, discutiu com a diretoria e com o técnico Auecione Alves.

Em outras palavras, o clima pelos lados do líder do quadrangular não está nada tranquilo, nesta reta final do Metropolitano.

André Luiz foi cortado da relação daqueles jogadores que vestirão a camisa do Formosa, esta noite (20h30), no Bezerrão, diante do Gama.

Segundo relata o Rener Lopes, o goleiro foi incisivo, ao afirmar que não veste mais a camisa do time goiano.

Para justificar o injustificável, e sem demonstrar um pingo sequer de humildade, ele passou a culpar o treinador.

"De uns dias para cá, ele (o treinador) vem fazendo as coisas erradas. Ele deu folga até quarta-feira à tarde e eu discordei. O time quer chegar e vem fazendo as coisas desse jeito?

E foi mais adiante, para justificar porque não se reapresentou juntamente com os demais companheiros.

“Fui para Centralina (Goiás) ver meu avô que estava ruim de saúde. Tudo o que acontecia na equipe era culpa minha. E assim as coisas foram acontecendo. Se ele achou ruim, deveria ter me punido. O presidente me deu o aval para viajar", explicou.

Bateu, levou. Auecione Alves respondeu da seguinte forma às acusações do goleiro:
"Demos uma folga prolongada ao grupo. Eu disse a eles que se obtivessem um bom resultado diante do Brasiliense isso aconteceria. Ele se reapresentou só hoje (ontem) e achamos por bem afastá-lo. A conduta dele foi antiprofissional. Todos foram a meu favor. Ele não se desculpou perante o grupo. Entrou mudo e saiu calado do treino", finalizou.

Uma pergunta que não quer calar: será que não faltou humildade ao goleiro em todo esse episódio?

Outro detalhe: será que o Brasiliense fez bom negócio ao contratá-lo antecipadamente?

Dizem que o André Luiz não é o único que largará o barco do Formosa depois do campeonato.

Comenta-se que o atacante Claudionor também está apalavrado com o Jacaré de Taguatinga.

O lateral direito Marco Aurélio, destaque na posição neste campeonato, também pode seguir para outra equipe. O destino mais provável é o Gama, assim como o zagueiro Eraldo.

Em tempo: o Formosa está garantido na Série D deste ano e provavelmente disputará também a Copa do Brasil de 2012.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O purgatório começa em julho

Só para lembrar aos menos desavisados: a Série D do Campeonato Brasileiro deste ano, tem seu início previsto para acontecer no dia 18 de julho.

Também nunca é demais lembrar que, graças ao rebaixamento obtido no ano passado, o Gama "ganhou" o direito de disputar esta última e desprestigiada divisão do futebol nacional.

Um fato que ficará marcado na mente dos torcedores é que esta será a primeira vez que o outrora “grande” Gama disputará esta competição, considerada a raspa do tacho.

O alviverde, para os menos informados, até então havia disputado somente as séries A, B e C. Em 1995, o Periquito disputou a Série C e terminou na terceira posição na tabela.

Naquele período, a Série B era financeiramente desvantajosa e então o alviverde contou com a desistência do Barra do Garças (MT), segundo colocado, para ascender à segundona.

Com os campeonatos estaduais chegando à sua reta final, os clubes participantes da Série D deste ano vão, aos poucos, sendo definidos. Isto porque, em sua maioria, os Estaduais são classificatórios para a competição.

Neste final de semana, por exemplo, mais três clubes garantiram presença nesta competição: Villa Nova, de Nova Lima (MG), Formosa (DF) e Cruzeiro, de Porto Alegre (RS). Ao todo, já são 26 classificados.

O Villa Nova assegurou a segunda vaga mineira ao empatar com América Mineiro, em 2 x 2. Também no último final de semana, o Rio Grande do Sul conheceu o seu terceiro integrante na Quarta Divisão. O Cruzeiro garantiu a participação ao bater o São Luiz por 2 x 0 e se classificar às semifinais da Taça Farroupilha.

O outro clube na última divisão do Brasileirão é o Formosa, atualmente na liderança do quadrangular semifinal do Metropolitano. Será o único clube de todo o país a disputar um campeonato nacional por uma federação localizada geograficamente fora de seu estado.

Mas não serão apenas clubes debutantes que disputarão a chamada “raspa do tacho”. Vários deles que há pouco tempo estavam disputando a Série A passarão pelo purgatório do futebol brasileiro.

São os casos do pernambucano Santa Cruz, do gaúcho Juventude e o próprio Gama, que freqüentou a chamada elite do futebol nacional entre os anos de 1999 e 2002. O Juventude foi campeão da Copa do Brasil em 1999 e até participou de uma Libertadores.

Além do trio que carimbou vaga neste final de semana, já estavam classificados Coruripe (AL), Metropolitano (SC), Oeste (SP), Mirassol (SP), Anapolina (GO), América (TO), Brusque (SC), CRAC (GO), CENE (MS), Cerâmica (RS) , Gurupi (TO), Penarol (AM), Sampaio Correia (MA), Santa Cruz (PE), Porto (PE), Sendas (RJ), Boavista (RJ), Trem (AP) e Vitória da Conquista (BA), além dos rebaixados da Série C : Alecrim (RN), Gama (DF), São Raimundo (PA) e Juventude (RS).

É bom deixar claro, entretanto, que não basta apenas se qualificar no respectivo estadual para participar da competição. O time que quiser disputar a quarta divisão para buscar ascender para a Série C precisa também de apoio financeiro.

A Quarta Divisão não tem aporte financeiro da Confederação Brasileira de Futebol ( CBF), nem custeio de transporte. Cotas de televisão, então, nem pensar. Por este motivo muitas equipes, mesmo qualificadas, abandonam a competição antes mesmo de ela começar.

Ano passado pelo menos cinco equipes desistiram da famigerada Série D justamente por causa da falta de verbas. Os goianos Anapolina e Santa Helena foram dois deles que desistiram por falta de dinheiro.

Quem também normalmente desiste por falta de apoio são os clubes da região Norte, como são os casos de Roraima e Rondônia. O motivo é, além da falta de recursos, a falta de estrutura dentro e fora dos campos, como transporte, hospedagem e alimentação.

Há ainda o fator político. Os clubes do Piauí, por exemplo, podem não participar devido a confusão envolvendo a federação daquele estado. Durante a eleição da entidade, o candidato perdedor entrou na justiça comum para derrubar o vencedor porque este não havia feito a prestação de contas de sua gestão anterior.

Assim a CBF decidiu suspender a Federação e com isso nenhuma equipe piauiense poderá participar do campeonato até que seja resolvida a pendenga.

Assim como no ano de 2010, quarenta equipes disputarão a competição. Na primeira fase os clubes serão divididos em 10 grupos de quatro clubes cada, agrupados regionalmente. Os dois primeiros de cada grupo classificam-se a fase seguinte.

Na segunda fase os 20 clubes restantes jogaram em sistema eliminatório em jogos de ida e volta, classificando o clube vencedor para a terceira fase.

Na terceira fase os 10 clubes restantes jogam novamente em sistema eliminatório, classificando os vencedores, mais os três clubes perdedores de melhor desempenho para a fase seguinte.

A disputa segue no sistema eliminatório com oito clubes, quatro, até restarem os dois finalistas. Os semifinalistas se garantem na Série C de 2012. Ano passado, o Guarany, de Sobral (CE) foi o campeão.

Com Blogama.com.br

Auecione também reclama

Líder que é líder e que almeja a conquista de um título estadual não pode ter moleza. Isolado na ponta da tabela do Metropolitano, com dez pontos, o Formosa não parou de trabalhar ao longo do feriado de Páscoa.

O Formosa treinou na quarta-feira; em dois períodos na quinta e nas manhãs de sexta e sábado.

Como ninguém é de ferro, o técnico Auecione Alves deu folga para seus comandados, que viajam para Brasília nesta segunda-feira.

Nesta terça-feira, o líder do quadrangular visita o Gama, no Bezerrão, às 20h30, em partida válida pela quinta rodada do quadrangular semifinal.

Embora tivesse alguns dias a mais para trabalhar, devido à alteração que a Federação Brasiliense de Futebol (FBF) fez na tabela por conta dos feriados, Auecione não gostou muito da ideia.

O confronto contra o Periquito, anteriormente marcado para ontem, foi antecipado para o sábado. Logo depois, a FBF fez nova alteração, adiando o jogo para esta terça-feira.

“Essas sucessivas trocas de datas, pelo menos para nós, não trouxe benefício algum. A partida estava programada para domingo, o melhor seria cumprir a tabela normalmente. Mas, como a federação decidiu adiar, temos de acatar”, resignou-se
o comandante da equipe goiana.

Para o treinador do Formosa, esse período sem jogar em nada altera o embalo do time que é a sensação do campeonato.

“Estamos bem centrados, os jogadores sabem dos objetivos. No dia-a-dia da equipe, passamos a importância de estar em uma final como esta”, comentou Auecione.

Contra o Gama, Auecione Alves não poderá contar com duas de suas peças mais importantes do seu esquema. O zagueiro Luan, que levou o terceiro cartão amarelo, e o lateral-direito Marco Aurélio, expulso nos minutos finais da partida contra o Jacaré, cumprem suspensão.

Assim, o treinador deve ir a campo com Ancelmo e Éder desde o início. “Sinceramente, estou mais preocupado com os atletas que não poderão atuar do que com o adiamento do jogo”, concluiu
Auecione Alves.

Patrick aposta em jogo difícil

O lateral-direito Patrick descarta facilidade em sua volta ao Brasiliense mesmo contra o já eliminado Botafogo-DF, nesta terça-feira, às 20h30, no Cave.

"Sabemos que será um jogo difícil. Eles não têm nada a perder. A responsabilidade é toda nossa. Temos que procurar impor o nosso ritmo e conseguir a vitória a todo custo", aposta Patrick, de volta ao time titular graças à suspensão do lateral-esquerdo Chiquinho.

O técnico Reinaldo Gueldini decidiu improvisar novamente o destro Cicinho na esquerda, abrindo brecha para o reserva ganhar nova chance na direita.

Na vice-liderança do quadrangular com sete pontos, o Jacaré tem a obrigação de vencer, se for levada em consideração a situação melancólica do adversário, que apenas cumpre tabela e amarga debandada de jogadores e até de treinador com a crise da falta de pagamento de salários.

Para Rômulo, time precisa ter iniciativa

Artilheiro do Brasiliense na temporada, com nove gols, o centroavante Rômulo prega muita cautela no jogo contra o eliminado Botafogo-DF, pela 4ª rodada do Campeonato Metropolitano.

Este confronto contra os alvinegros, pode ser crucial para as pretensões amarelas de chegar à final do campeonato:

"Temos que estar muito atentos. O Botafogo é uma equipe que não aspira mais nada na competição, mas sabemos que todo mundo quer jogar bem contra a equipe mais visada, de melhor estrutura. Isso cria uma motivação a mais no adversário, porque todo mundo ambiciona estar no maior clube da região", lembrou.

O goleador amarelo acrescentou: "Não podemos entrar na correria e jogar no desespero, porque isso induz todo o time a insistir no erro".

Para Rômulo, o trunfo que o Brasiliense leva para o campo do Cave consiste justamente no elenco tecnicamente superior: "A gente tem que ter mais posse de bola, controlar o jogo e ter a iniciativa de ataque, mesmo sendo visitante".

Ainda de acordo com Rômulo, o Jacaré precisa de doação para anular por completo a possibilidade do Botafogo tornar-se um adversário indigesto:

"Contamos com jogadores de técnica superior, e temos que nos esforçar para que isto desequilibre a partida. Se, além da técnica, igualarmos à vontade que o Botafogo vai entrar em campo, temos a chance de fazer um jogo melhor contra eles".

Tendo marcado dois dos seus oito gols no torneio local sobre a filial botafoguense, Rômulo vive a expectativa de voltar a atormentar o goleiro Vicente Matheus:

"Espero que neste jogo as oportunidades surjam novamente. Quando elas aparecem no decorrer do jogo, fica mais fácil de concluir a gol. Mas vão ser as situações de jogo que vão te dar uma noção como vai ser esta partida. De nossa parte, vamos focados".

Reinaldo Gueldini faz projeção

O técnico do Jacaré, no alto de sua experiência no futebol, colocou panos quentes na partida de amanhã contra o Botafogo e até fez pouco caso do aproveitamento inferior a 16% nos dois últimos jogos do seu time no quadrangular:

Segundo ele, “é perfeitamente natural que haja a quebra na sequência de bons jogos que vínhamos fazendo. A gente tem que parar, corrigir um pouquinho, porque um resultado nos recoloca grandes e fortes na competição”, amenizou.

E o comandante amarelo fez questão de relembrar a campanha do Brasiliense ao longo desta temporada para minimizar a tensão:

“Confio no meu grupo. Fizemos 22 jogos no ano e tivemos apenas dois resultados negativos. Não é fácil conseguir um retrospecto assim, em qualquer campeonato do Brasil”.

Pressão por uma vitória diante do Botafogo, mesmo que seja no Cave, não chega a intimidar o treinador:

“Pode até incomodar um pouco os jogadores, mas, para mim não. O time está criando, está produzindo dentro do que se espera. Estamos a uma vitória do líder, e vamos correr atrás o mais rápido possível”, prometeu.

Com quase dez dias para trabalhar os jogadores, Gueldini promoveu dois coletivos durante a semana para observar a formação que deve mandar a campo.

Com o volante Ferrugem, o zagueiro Moacri e o lateral-esquerdo Chiquinho suspensos, Gueldini testou Adrianinho e Iranildo na criação, Ruy como segundo volante, Patrick na direita, Cicinho na esquerda e Teco, mantido na defesa, ao lado de Raphael.

Jacaré encerra preparativos

O último ensaio técnico do Brasiliense, antes do jogo contra o Botafogo-DF, nesta terça-feira, às 20h30, no Cave (Guará II), será realizada dentro de instantes no Serejão, em Taguatinga.

Já são seis dias de intensos treinamentos para este confronto. Durante este período, os jogadores fizeram treinos regenerativos, físico-técnicos, treino tático em campo reduzido, dois coletivos, treino de finalização e até o tradicional "rachão".

O único dia de folga desde a reapresentação do elenco, na última terça-feira, foi na Sexta-Feira Santa, quando o técnico Reinaldo Gueldini optou por liberar jogadores para o feriado religioso.

O Brasiliense terá três desfalques: o volante Ferrugem, o lateral-esquerdo Chiquinho e o zagueiro Moacri estão fora da partida por cumprirem suspensão.

Segundo se especula pelos lados do Jacaré, os prováveis substitutos serão Adrianinho, Cicinho e Teco, respectivamente.

Com o departamento médico zerado, Reinaldo Gueldini pode contar com o elenco quase completo para o importante duelo - apenas Coquinho (voltando de lesão) e Victor (recuperando-se de uma virose) estão sendo submetidos a cronograma específico para recondicionamento físico.

Nunca é demais lembrar que o time amarelo é o vice-líder do quadrangular semifinal, com sete pontos. A um ponto de garantir-se como o primeiro finalista está o Formosa, que lidera a fase semifinal, com 10 pontos.

O Gama, terceiro colocado, aparece com seis, um a menos que o Brasiliense. Já sem chances de classificação e sem ponto somado em quatro jogos, aparece o Botafogo-DF.

Os dois jogos da quinta rodada do quadrangular (Botafogo-DF x Brasiliense e Gama x Formosa) estão marcados para começar no mesmo horário, ou seja, oito e meia da noite.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Três para duas

O Formosa, o Brasiliense e o Gama dependem apenas de seus resultados a duas rodadas do fim do quadrangular semifinal do campeonato metropolitano na briga pelas duas vagas na decisão.

Dos semifinalistas, apenas o lanterna Botafogo, sem ponto depois de quatro derrotas, já está eliminado. Vejam as chances de cada um dos três sobreviventes na luta pelo título:

Brasiliense
Na segunda posição, com sete pontos, precisa de uma vitória e um empate. Com a melhor campanha da primeira fase, mesmo se a vaga vier com o segundo lugar no quadrangular, o Jacaré tem garantidas as vantagens de atuar pelo empate e fazer a partida de volta da decisão diante de sua torcida.
Jogos que faltam: Botafogo (f), terça-feira; Gama (c), 1º de maio.

Formosa
Na liderança, com 10 pontos, o surpreendente time alviverde está a apenas um ponto da inédita vaga do Entorno na final. Se perder os dois jogos, ainda pode se classificar dependendo do saldo de gols. Tem quatro de superávit, um a mais que o Brasiliense, enquanto o Gama deve dois.
Jogos que faltam: Gama (f), terça-feira; Botafogo, 1º de maio (c), 1º de maio.

Gama
Em terceiro lugar, com seis pontos, o Gama tem de ganhar as duas partidas restantes para voltar a decidir um título depois de oito anos de jejum. Se fizer mais quatro pontos, dependerá de um tropeço do Brasiliense diante do Botafogo ou precisará tirar a diferença de saldo para um dos dois concorrentes. Deve dois gols, contra um superávit de quatro do Formosa e de três do Jacaré.
Jogos que faltam: Formosa (c), terça-feira; e Brasiliense (f), em 1º de maio.

Esquentando a cabeça, Adrianinho?

A única alteração que o técnico Reinaldo Gueldini fez durante o coletivo da tarde de ontem não foi para testar variações no time titular, mas, sim, para conter os ânimos do meia Adrianinho.

Surpreendentemente, o sempre disciplinado meio campista irritou-se com uma falta que sofreu e que não foi marcada e cometeu três duras faltas em seguida.

A primeira "vítima" foi o meia Luiz Fernando, que ia partindo com a bola dominada, mas teve o calção puxado por Adrianinho e empurrado em seguida, o que, de cara, rendeu advertência de Gueldini sobre o fato de Adrianinho estar exagerando.

Da segunda vez, Adrianinho trombou com Valdo para recuperar a bola, e, por fim, empurrou o lateral-direito Jonathan, gerando queixas entre os próprios titulares quanto ao excesso.

O lance foi a gota d'água para Gueldini, que pediu para que o meia deixasse o treino e esperasse o fim do coletivo fora do gramado. Fabiano Gadelha treinou no lugar de Adrianinho nos 15 minutos finais.

Logo depois da retirada de Adrianinho do coletivo, o meia Luiz Fernando também abandonou o treino, sentindo dores depois da pancada que levou. O ala Felipe Matheus entrou para recompor o time reserva, e Jonathan foi deslocado para o meio-de-campo.

Com o término do treino, o treinador reuniu todos os jogadores e comissão técnica no centro do campo para uma conversa particular.

Adrianinho ganha vaga no time titular depois de recuperar-se de lesão na coxa que o deixou fora por um mês. O jogador chegou a entrar no jogo passado, substituindo Ferrugem, e está sendo testado para reassumir a criação do Jacaré, ao lado do meio campista Iranildo. Fabiano Gadelha e Felipe também são alternativas para o setor.

Momento de desencantar

Vida de atacante às vezes é ingrata. Vez por outra um mal momento faz com que seja esquecido de tudo que fez pelo time. E a má fase persegue qualquer atacante, seja do futebol internacional ou da pelada de final de semana.

Situação similar passa o atacante Fábio Silva, do Gama. O jogador que chegou com status de "mais um para compor o elenco" provou que dentro de campo bola na área é caixa.

Além de ter participado da maioria dos jogos do alviverde, o jogador tem mostrado preparo físico e boa saúde, já que dificilmente frequenta o departamento médico.

Com oito gols marcados, Fábio é o artilheiro do campeonato, juntamente com Rômulo, do Brasiliense, mas de um mês para cá a bola não entrou mais.

Seu último gol marcado foi diante do Brasília no Rorizão. Em entrevista recente, Fábio confessou que essa "seca" tem lhe tirado a tranquilidade.

Sobre como ficou o ambiente entre os jogadores depois da segunda vitória sobre o Botafogo, o artilheiro afirmou:

“Aquela vitória aconteceu na hora certa, parece que ela tirou um peso das nossas costas. Foi importante porque fez a gente depender apenas de nós mesmos para chegar à final.

E sobre o jejum de gols, isso lhe incomoda? Eis a sua resposta: “ Incomoda e muito. Atacante vive de gols e quando deixa de marcar é muito ruim. Acho que a marcação no segundo turno está muito mais forte e a ansiedade de marcar também atrapalha. Tive algumas oportunidades nos jogos passados que, se eu tivesse mais tranquilidade, com certeza teria conseguido marcar. Mas é assim mesmo. Até o Fred (atacante do Fluminense) passou por essa fase e comigo não vai ser diferente. Basta eu marcar um gol que a confiança vai voltar. Quem sabe no próximo jogo eu não consigo?”

A esperança é a última que morre

Desde janeiro do ano passado que o Gama não conseguia emplacar duas vitórias consecutivas. E esses dois triunfos foi justamente em cima de um rival que o clube nunca havia vencido na história dos confrontos, o Botafogo.

E é com o pensamento de quebrar tabus que a equipe segue no campeonato Metropolitano.
Após iniciar as semifinais com duas derrotas, o alviverde ganhou sobrevida na competição e agora depende apenas das próprias forças para chegar a final e tentar sair de um jejum de oito anos sem títulos.

O primeiro passo para alcançar esse objetivo é contra o Formosa, time de melhor campanha na segunda fase e que está praticamente garantido na decisão.

"Estamos num momento ali, no fio da navalha, onde não podemos errar. E contra o Botafogo era um jogo que não poderíamos errar, e agora contra o Formosa é a mesma coisa'', analisou o técnico Heriberto da Cunha.

"Temos que trabalhar o jogador nesse pensamento. É atenção redobrada, o posicionamento, a postura dentro de campo tem que ser diferenciada dos outros jogos. Não tem como relaxar. Tem que estar atento os 90 minutos", concluiu.

Para tentar derrubar o líder do campeonato, o Gama conta com a volta do meia Elivelto, que cumpriu suspensão na última partida.

"Ganhando o jogo contra o Formosa fica tudo mais fácil, é uma batalha a menos. Eles têm muita qualidade, mas nosso time é bom e tem total confiança de ganhar o jogo", comentou o camisa 10 gamense, que fez coro para ter Tallys jogando ao lado dele.

"Eu queria jogar junto com o Tallys. É melhor jogar com mais um meia, só com volante é mais difícil, mas isso quem decide é o treinador''.

Com a expulsão do volante Éderson, Tallys que foi um dos destaques do Periquito na vitória sobre o Botafogo-DF. Ele vive a expectativa a expectativa de continuar entre os titulares.

"Eu acho que fiz um bom jogo. Me movimentei bastante e isso é bom, porque prova que quem entra dá conta do recado. O nosso grupo é forte e tem tudo para conseguir a vitória sobre o Formosa".

Mas Heriberto da Cunha não confirmou o desejo dos jogadores, e diz que não tem definido o substituto para Éderson.

"Vamos ver o comportamento dos dois [Tallys e Elivelto]. Mas temos que ter uma equipe equilibrada, que saiba atacar com força e saiba defender com qualidade. Não adianta entrar com um time totalmente ofensivo e lá atrás estar desprotegido", adiantou.

Por Carlos Júnior Garcia

Nada melhor do que um bom descanso

Jogadores e treinadores do Formosa, Gama, Brasiliense e Botafogo-DF – integrantes do quadrangular decisivo da segunda fase do Metropolitano -, ganharam alguns dias para treinos e repouso, por causa do adiamento da quinta rodada do returno e dos feriados.

Os confrontos entre Botafogo x Brasiliense e Gama x Formosa, estão agendados para a noite (20h30) da próxima terça-feira, no Cave e no Bezerrão.

Com os adiamentos, os treinadores ganharam um tempo ainda maior para recuperarem os seus elencos.

Mas nem todos ficaram satisfeitos. O técnico do Gama, Heriberto da Cunha, por exemplo, disse que preferia os jogos no fim de semana.

“Não entendi porque o jogo do Brasiliense foi mudado primeiro para terça-feira. Estava tudo certo para as partidas aconteceram no final de semana. Momento decisivo de campeonato, as coisas têm de acontecer conforme planejado no início. Fazer o quê? Agora é jogarmos na terça-feira”, concluiu.

Pelos lados do goiano Formosa, com 10 pontos, três vitórias e saldo de quatro gols, o time é o virtual primeiro classificado para as finais. O time alviverde só perde a vaga caso aconteça uma verdadeira catástrofe.

Vamos explicar:
O Formosa teria de perder seus dois jogos (Gama fora de casa e Botafogo-DF, no Diogão) e o Gama vencesse seus dois próximos adversários (o próprio Formosa e o Brasiliense).

Some-se a isso, o Brasiliense vencer o Botafogo-DF, ficando com o melhor saldo de gols do que os goianos.

O técnico Auecione Alves tem os retornos de Matos, Washington e Verona. O zagueiro Luan e o lateral direito Marco Aurélio, estão suspensos.

O Jacaré é o segundo colocado com sete pontos, duas vitórias, saldo de quatro gols. Precisa de quatro pontos para se garantir matematicamente nas finais. Pode se classificar antecipadamente, ganhando do Botafogo-DF e caso o Formosa vença o Gama, no Bezerrão.

Reinaldo Gueldini não conta com Chiquinho, Moacri e Ferrugem, todos suspensos. O atacante Claudionor, destaque do Formosa, pode ser a novidade da equipe, após o campeonato.

O goleiro André Luiz já tem um pré-contrato assinado e deixa o interior goiano para se integrar ao time ao fim do campeonato.

O Gama é o terceiro colocado, com seis pontos ganhos, duas vitórias e saldo de menos dois gols. Para ir às finais, tem de vencer ao Formosa, em casa, e o Brasiliense, no Serejão.

O meia Elivelto retorna de suspensão. Porém, o volante Éderson está fora do jogo por conta da expulsão diante do Botafogo-DF. O atacante Bachin está entregue ao departamento médico.

Dois jogadores deixaram o elenco: o volante Cláudio e o meia Diogo Kronhardt. As saídas foram confirmadas pela CBF.

Quanto ao Botafogo, ele vai apenas cumprir tabela, pois ainda não pontuou no quadrangular. Pode ser o fiel da balança, pois pode tirar pontos de Brasiliense e Formosa. O técnico Augusto Cesar terá o retorno de Índio, mas Iron está suspenso.
Tudo bem que o São Paulo ganhou do Goiás, no Serra Dourada. Mas, mesmo na capital paulista, no jogo da volta, o Tricolor não terá moleza. O time goiano é experiente.
Neste lance, o volante Jean tenta chutar, mas o lateral do Goiás chega para evitar a conclusão. Os próprios são-paulinos reconhecem que, para passarem de fase, terão que se desdobrar para dobrarem o alviverde goiano.



A marcação sempre foi um dos pontos fortes do Goiás. Os jogadores do São Paulo, no jogo de ida no Serra Dourada, não tiveram espaços para criar suas jogadas. Bom jogo é esperado na volta.





Carlinhos Paraíba (caindo) sentiu o quanto o Goiás é um time valente, atuando tanto dentro dos seus domínios como fora dele. O Tricolor joga por um simples empate para abançar.
Crédito: Francisco Stuckert







quinta-feira, 21 de abril de 2011

Para Dagoberto, São Paulo será "coisa linda" com Luís Fabiano



O renomado repórter-fotográfico Adalberto Marques, da Agif, esteve ontem em Goiânia para mostrar, em imagens, o que foi o triunfo são-paulino em cima do Goiás. Logicamente que o destaque da partida, Dagoberto, mereceu toda a sua atenção




O destaque do São Paulo na partida de ontem contra o Goiás, no Serra Dourada, o atacante Dagoberto colocou a equipe em vantagem nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Para consolidar a classificação no Morumbi, semana que vem, o time paulista contará com dois importantes reforços no setor ofensivo: Lucas, que volta de suspensão, e Luís Fabiano. A estreia do Fabuloso, por sinal, empolga o camisa 25.

"Estamos ansiosos (para a estreia de Luís Fabiano). Sempre falo no CT que vai ser uma honra atuar junto dele. Vai ficar uma coisa linda de se ver", festejou o artilheiro da equipe na temporada, com 11 gols.

O retorno do camisa 9 aos campos com a camisa tricolor ainda não está completamente confirmado. Carpegiani vai analisar o desempenho dele nos treinamentos a partir desta quinta-feira e conversará com ele antes de definir a escalação.

Enquanto aguarda pela nova companhia, Dagoberto vibra com a boa fase e sabe que propostas do exterior podem aparecer em breve. No entanto, garante que não muda o foco por causa disso.

"Não penso nisso, mas para acontecer alguma coisa tem que ser bom para todos. Estou muito feliz pelo momento, pela minha vida. Graças a Deus as coisas estão acontecendo", acrescentou.

No início deste ano, Dagoberto chegou a ser colocado na lista de jogadores "negociáveis" após se desentender com o técnico Carpegiani durante a vitória por 3 x 2 sobre o Linense, pelo Paulistão. Multado pela diretoria, ele se desculpou e, de lá para cá, tornou-se o artilheiro do time com 11 gols na temporada.

Que coisa horrorosa!

O futebol nacional e internacional foi manchado, em uma mesma noite, com cenas de pugilato, como há muito tempo não se viam nos estádios.

Em Floripa, após o empate por 1 x 1 entre Avaí e Botafogo, jogo que eliminou o alvinegro carioca da Copa do Brasil, as cenas mostradas pela tevê mais pareciam aquelas que envolviam times de pelada e jogadores amadores, isto há dezenas de anos.

No plano internacional, também ontem, após a brilhante vitória do Fluminense sobre o Argentinos Juniors, o pau comeu solto. Os argentinos, orgulhosos como sempre, não aceitaram facilmente os 4 x 2 impostos pelo Tricolor das Laranjeiras e baixaram o sarrafo.

Não resta dúvida que foi uma batalha campal o que se transformou o gramado do estádio Diego Armando Maradona. O resultado prejudicou o clube tricolor e quatro jogadores sofreram escoriações.

O volante Diguinho foi quem teve o maior prejuízo, com um corte na cabeça e um inchaço no olho devido a um golpe sofrido na briga. Já o zagueiro Gum, o meia Conca e o atacante Fred tiveram apenas ferimentos leves.

Outros dois seguranças do clube também acabaram atingidos. Um deles teve sangramentos na cabeça, enquanto o outro teve o olho ferido.

Na saída do vestiário, após o duelo, o técnico Enderson Moreira lamentou o incidente. "Viemos para cá jogar futebol. Isso não cabe mais. Estamos com jogadores e seguranças machucados. Nossa integridade física foi ameaçada. Isso nos deixa muito tristes", comentou.

Ao que me consta, ainda bem, nenhum dos feridos foi encaminhado para os hospitais de Buenos Aires.

Brasileiro no DF?

O experiente jornalista e, não por acaso, o nosso presidente da Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos (ABCD), Jorge Martins, me envia a notícia que, se for realmente concretizada, movimentará o nosso combalido futebol.

Segundo o bravo Jorginho, a Secretaria de Esportes do DF deverá concluir neste final de semana os detalhes para a aquisição de um pacote contendo 22 jogos do Campeonato Brasileiro.

Ainda segundo a notícia do nosso presidente, esses jogos, naturalmente, seriam disputados no Bezerrão, na cidade do Gama.

O primeiro jogo, dia 22 de maio, deverá ser Botafogo e Palmeiras. Para tanto, já na próxima semana o GDF iniciará algumas obras de melhoramentos naquele estádio.
Consta que neste pacote, estão jogos de clubes cariocas, paulistas, mineiros e gaúchos.

Teste para cardíacos

“É dose para elefante”. Esta frase citada no título desta matéria é de domínio público e serve para definir o alto grau a que um coração está exposto durante algum acontecimento, de qualquer nível.
Foi o que me ocorreu na noite passada, quando assisti ao meu Fluminense contrariar todos os prognósticos, mesmo os mais otimistas, em passar para a próxima fase da Libertadores.
Antes de a bola começar a rolar no estadinho de Buenos Aires, os matemáticos de plantão diziam que o atual campeão brasileiro tinha apenas oito por cento de possibilidades de se classificar. E não é que eles foram contrariados?
O Fluminense quase matou seus apaixonados torcedores do coração, inclusive eu, mas venceu o Argentinos Juniors por 4 x 2. Os dois gols de vantagem de que precisava, só foram conquistados nos minutos cruciais do confronto.
Os brasileiros fizeram 1 x 0 com Júlio César em ótima triangulação pelo lado esquerdo. Mas, em seguida, o árbitro viu pênalti de Gum – eu mesmo não marcaria -, e os argentinos empataram.
Fred fez 2 x 1 em um chute (forte) de fora da área, que contou com a preciosa ajuda do goleiro. Em seguida, o nosso volante, o Valencia, rebateu um bola nos pés de um atacante.
Deu tudo errado, pois além de ter rebatido errado, no chute do argentino, a bola desviou no nosso volante, “matando” o goleiro Berna: 2 x 2.
Aos 23 minutos do segundo tempo, Rafael Moura pegou rebote de uma cabeçada de Valência e deixou o Flu na frente, 3 x 2.
Em Montevidéu, no mesmo instante, Nacional e América empatavam sem gols. Com este resultado, o Flu precisava de mais um gol para conseguir sua histórica classificação.
Faltando apenas dois minutos para a partida terminar, o volante Edinho, improvisado como zagueiro de área, recebeu passe na frente, invadiu a área e foi tocado pelo Navarro. Penalti!
Fred mostrou toda a sua categoria e acertou o ângulo direito do goleiro. A torcida tricolor, então foi para a loucura: 4 x 2.
Era o suficiente. Mais uma vez o Fluminense desafiou a matemática e saiu-se vencedor de mais uma batalha.
Fred, o artilheiro da noite com dois gols, resumiu a incrível noite de quarta: “Falei para o grupo que, com o nosso time unido, ficaria muito difícil segurar a gente. As coisas consideradas impossíveis, conseguiríamos reverter”, disse o capitão tricolor.
É isso aí, Fred, Fluminense classificado! E como diria Nelson Rodrigues: "Sente-se a interferência do Sobrenatural de Almeida na estúpida tentativa de comprometer o triunfo tricolor. Mas o torpe indivíduo sempre perdeu para o nosso venerando e falecido Gravatinha".

São Paulo fica muito perto



Dagoberto marcou o único gol da vitória tricolor por 1 x 0, contra o Goiás, no Serra Dourada. Na quarta que vem, time joga pelo empate
Crédito: Francisco Stuckert/Futura Press



O São Paulo está a um empate das quartas de final da Copa do Brasil. Jogando com muita autoridade e dominando boa parte da partida, o Tricolor venceu o Goiás por 1 x 0, ontem, no Serra Dourada, em Goiânia.

Como já tem virado rotina, o grande destaque foi Dagoberto que, na semana em que completou quatro anos de clube, acertou um belo gol de pé direito e chegou ao seu 50º gol pelo time do Morumbi, desde que foi contratado do Atlético-PR em 2007.

Com esta vitória, o time terá dois resultados a seu favor na partida da próxima quarta-feira, no Morumbi e que marcará a reestreia do atacante Luis Fabiano pelo Tricolor.

Para o Goiás, vale uma vitória por um gol de diferença, desde que marcando pelo menos dois ou repetir o placar do primeiro jogo, o que levaria a decisão para os pênaltis.

Vale lembrar que, quem passar desse confronto, enfrentará o Avaí na próxima fase. Nesta quarta-feira, o time comandado por Silas empatou com o Botafogo (RJ) e se classificou.

O primeiro tempo de Goiás e São Paulo pode ser dividida em duas partes. A primeira, que teve a exata duração de 22 minutos, mostrou dois times ofensivos, jogando em alta velocidade e buscando o gol a todo instante.

Tanto esmeraldinos quanto tricolores entraram em campo no esquema 3-5-2. Só que no Goiás havia uma dificuldade.

Sem poder contar com o lateral-esquerdo Diogo, que não pode atuar por pertencer ao time do Morumbi, o técnico Artur Neto não quis apostar suas fichas no garoto João Carlos, de 17 anos. Ele escalou o volante Amaral no meio-campo e determinou um revezamento na posição.

Ora caía pelo setor o zagueiro Marcão, ora o volante Carlos Alberto. Do lado são-paulino, Carpegiani mandou a campo o time esperado, com Ilsinho e Marlos, nas vagas de Lucas, suspenso, e Fernandinho, machucado.

Os momentos de emoção começaram cedo no Serra Dourada. O primeiro ataque de perigo foi do Goiás, aos sete, com Marcelo Costa, que desceu pela direita e cruzou na medida para Carlos Alberto, que cabeceou à esquerda de Ceni.

O São Paulo respondeu com dois lances em seguida. Aos nove, Casemiro chutou à direita de Harlei. Dois minutos depois, Marlos recebeu de Jean, passou por dois e bateu de pé esquerdo, obrigando o goleiro adversário a fazer boa defesa.

O Goiás chegou com perigo novamente aos 13, em cobrança de falta de Marcelo Costa, que desviou na barreira e quase enganou Rogério Ceni.

Aos 15, o camisa 1 do Tricolor teve uma chance de bola parada na entrada da área, pelo lado esquerdo, mas bola saiu à esquerda de Harlei.

O time da casa tinha voluntariedade, mas deixava claros espaços para o São Paulo que não soube aproveitar. O time mostrava dificuldade em atuar pelas laterais.

Na direita, Jean não aproveitava a falta de um especialista no time adversário pelo lado esquerdo. Do outro, Juan, apesar dos seguidos gritos de Carpegani, não fazia a jogada de ultrapassagem.

A história do jogo começou a mudar aos 22, quando o atacante Felipe Amorim, que havia levado cartão amarelo três minutos antes, fez falta em Carlinhos Paraíba no meio-campo e foi acertadamente expulso.

O que deveria ser o prenúncio de um jogo ainda mais emocionante causou efeito totalmente contrário. Isso porque, sem muita alternativa, o Goiás abdicou do ataque e passou a se preocupar com a marcação.

E o São Paulo, mesmo com a enorme barreira adversária, seguiu tentando jogar pelo meio. O jogo, com isso, caiu de produção. Tanto que uma nova chance só surgiu aos 30, quando Jean aproveitou falha de Carlos Alberto e bateu cruzado, pelo lado direito, com muito perigo.

O São Paulo passou a ter muita posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. Tanto que o zagueiro Rhodolfo resolveu subir ao ataque aos 38 e, em chute de fora da área, exigiu bela defesa de Harlei.

Irritado com a falta de objetividade de sua equipe em alguns momentos, Carpegiani mexeu no intervalo, sacando o volante Casemiro e colocando Henrique para funcionar como referência ofensiva.

E o Tricolor não precisou mais do que dois minutos para abrir o marcador. Ilsinho tocou para Dagoberto, que arrancou pelo meio e bateu cruzado, no canto direito de Harlei. Festa para o camisa 25, que marcou o seu 50º gol pelo Tricolor.

Com a vantagem, a partida praticamente se definiu. Isso porque o Goiás não tinha a menor força ofensiva e estava mais preocupado em não tomar o segundo gol.

Que só não saiu em duas oportunidades porque Harlei fez grandes defesas em chutes de Henrique, Ilsinho e Rhodolfo. Aos 22, Carpegiani sacou o apagado Marlos para colocar Rivaldo. No Goiás, Artur Neto tentou dar novo gás ao seu ataque, sacando Hugo e colocando Guto.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fim de semana sem futebol

A Federação Brasiliense de Futebol (FBF) mudou pela segunda vez a data da partida Gama x Bosque-GO, no Bezerrão, pela quinta e penúltima rodada do quadrangular semifinal.

Depois de antecipar o duelo do próximo domingo para a véspera, em comunicado divulgado na sexta-feira da semana passada, a entidade passou, nesta segunda-feira, o confronto para o dia 26 de abril, terça-feira da próxima semana, às 20h30.

A nova alteração serve para que o jogo ser disputado ao mesmo tempo de Botafogo x Brasiliense, no Cave.

A quinta rodada pode definir Bosque e Brasiliense como os finalistas do torneio.
Na liderança, com 10 pontos, o time goiano joga pelo empate para carimbar a vaga. Em segundo lugar, com sete, o Jacaré precisa ganhar e torcer por derrota do Gama, terceiro colocado, com seis pontos. O Botafogo já está eliminado, em último, sem ponto.

Patrimônio abandonado





Muito apropriada a matéria produzida por Lucas Magalhães sobre o abandono a que está relegado o internacional Nelson Piquet, fato reconhecido, não só pelos amantes do automobilismo como o público em geral.

Eis a matéria na íntegra:

"O Autódromo Internacional Nelson Piquet sediou no último domingo a etapa inaugural do Campeonato Brasiliense de Motovelocidade.

Infelizmente, o que se viu e foi atestado pelas quase mil pessoas que acompanharam as provas foi um autódromo com a estrutura bastante abaixo do esperado, com mato alto próximo à pista e áreas de escape inadequadas para realização de grandes eventos.

O circuito, que recebe o Campeonato Brasiliense de Motovelocidade, também é sede de eventos para os amantes do automobilismo, como a Stock Car e a Fórmula Truck.

Vale ressaltar que a pista foi sede brasileira do Campeonato Mundial de Fórmula 1, em 1974, prova vencida pelo piloto Emerson Fittipaldi.

Célio René, Secretário de Esporte e Lazer do Distrito Federal, conversou com a reportagem do Clube do Esporte DF sobre o assunto.

Perguntado sobre a falta de cuidados do autódromo, o secretário explicou o motivo e prometeu ajeitar a casa.

“A gente (governo de Agnelo Queiroz) já pegou o autódromo nessas condições. Não só o autódromo, como Brasília inteira. Nós fizemos uma licitação há pouco tempo para uma empresa de manutenção que vai ser responsável por cuidar de todos os nossos complexos e vilas olímpicas. Assim que acabar a manutenção dos complexos, a empresa vem para cá. Já entramos em contato com a Novacap que vai fazer a limpeza do espaço. Foi feito um serviço-tarefa para o aniversário de Brasília, não sendo possível então a vinda da Novacap aqui”, disse o secretário.

Sobre a falta de público - foram aproximadamente 1000 pessoas na etapa de ontem do Campeonato Brasiliense de Motovelocidade -, Célio René explicou que não é algo que a Secretaria de Esporte e Lazer possa fazer sozinha.

“Para resolver essa questão tem que haver um trabalho de parceria. A Secretaria de Esporte tem que atuar nisso, mas ela sozinha não tem como trazer o público pra cá. Nós temos que fazer um projeto de divulgação do automobilismo, para que a gente possa trazer a comunidade pra frequentar o autódromo”, ressaltou.

O secretário também explicou que tipo de projeto será feito para revitalizar o autódromo e, mais uma vez, trazer o público para comparecer às dependências do circuito.
“Primeiro estamos fazendo um levantamento das reformas básicas necessárias. No final deste mês a gente já vai ter esse levantamento em mãos. Vamos priorizar a questão da segurança no primeiro momento, os pontos mais críticos do autódromo, e depois vamos conversar com a comunidade do automobilismo para saber o que essa comunidade específica quer e de que forma a gente pode auxiliar esse projeto do automobilismo”, afirmou.

A próxima etapa do Campeonato Brasiliense de Motovelocidade acontece no dia 14 de junho.

Deu branco no preto

Crédito: Ueslei Marcelino



Já assisti dezenas de vezes às imagens da partida Brasiliense x Formosa, sábado, no Serejão, em Taguatinga. E confeço-lhes que até agora não entendi o que ocorreu com o árbitro-Fifa, Sandro Meira Ricci, que apitou esse encontro entre candangos e goianos.


No momento do pênalti, deu para ver claramente que, quem fez a falta dentro da área foi o camisa 6 da equipe goiana.


Ainda de acordo com as imagens, o para mim ainda competente apitador, mostrou cartão amarelo para o volante Cássio.


Em outro lance do ataque do Jacaré, o mesmo Cássio foi penalizado com o segundo amarelo. Logicamente que, com dois amarelos, ele teria de receber o vermelho.


Estranhamente, Ricci limitou-se a acumular os cartões amarelos sem expulsar o volante do Formosa. Os dois auxiliares nada fizeram para auxiliar o árbitro, tão pouco o quarto árbitro.


O samba do “criolo doido” continuou esta manhã, quando um repórter da Rede Globo indagou-lhe sobre o deslize. Para deixar as coisas ainda mais confusas, Ricci esclareceu que o primeiro dos dois cartões amarelos, aquele do pênalti, lembram-se, foi dado ao quarto zagueiro Luan, que sequer estava no lance.


Esta série de equívocos de Sandro Meira Ricci, em um jogo só, absolutamente não lhe tiram a condição de um dos melhores árbitros da nova geração do futebol brasileiro.


Não quero neste espaço justificá-lo, mas ele é um ser humano e está perfeitamente passível de erro, por mais absurdo que posso parecer.


Só fico na torcida para que Ricci, no ambiente do seu lar, possa, a esta altura dos acontecimentos, ter visto e revisto o lance e dar “a mão a palmatória”, como se diz no jargão popular.


“Errar é humano, mas persistir no erro é burrice”.

Estrangeiros dominam abertura do Brasiliense de Motovelocidade





O repórter-fotográfico Ueslei Marcelino registrou toda a movimentação da motovelocidade, ontem, no nosso autódromo internacional. O profissional se revelou que é deplorável o estado de abandono em que o local se encontra. O leitor pode tirar suas conclusões pelas imagens feitas por Ueslei.


Amantes das duas rodas, com suas máquinas potentes, os fãs de motovelocidade se encontraram, ontem, no Autódromo Internacional Nelson Piquet para acompanhar a abertura do Campeonato Brasiliense de Motovelocidade.


A primeira etapa da competição foi marcada pela presença maciça de pilotos de fora do Distrito Federal. Foram registradas inscrições de mais cinco estados, além do Distrito Federal: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Sergipe e Pernambuco.


E a presença dos “forasteiros” foi refletida na maioria das provas disputadas nesta etapa. Na primeira bateria, foram disputadas provas das 600cc, SuperBike (até 1000cc) e SuperBike Light (mais de 1000cc).


Em seguida, as motos de 125cc, 135cc e 250cc entraram na pista, em busca da vitória. Já na terceira e última série de provas, as motos de 600cc, SuperBike e SuperBike Light voltaram ao asfalto.


Nas 600cc, José Henrique dos Santos (BA) largou em segundo e tirou a primeira posição de Diego Maciel (MG). Na terceira posição chegou o brasiliense Patrick Matos, que havia largado em quinto.


Já na categoria SuperBike, Mário Sérgio (MG) largou na última posição entre cinco motos e surpreendeu, vencendo a prova. José Humberto (MG) largou em terceiro e tirou a segunda posição do brasiliense Norton Masera, que completou o pódio.


Fechando a primeira bateria, na categoria SuperBike Light, Fernando Cunha Júnior (DF) largou na frente, mas com problemas no motor, abandonou a prova na sétima volta. Com isso, José Renato Ferrúcio (BA) assumiu a liderança e carimbou a primeira vitória, seguido por Raphael Silva Marques (MG) e Washington Gomes Araújo (SE).


Na competição das motos consideradas de baixa cilindrada, foi a vez dos goianos marcarem território vencendo as provas. Na categoria 125cc, Weder Chaves (GO) faturou o primeiro lugar, seguido pelo brasiliense Patrick Matos - que correu na sua categoria original -, e pelo goiano Eder Bueno Oliveira.


A categoria 135cc teve apenas dois competidores. E os dois são do estado de Goiás. Roberto Raiza Júnior venceu e Lucas Silva chegou em segundo lugar. Já na competição de 250cc, a que teve mais pilotos concorrendo - 16 no total -, três goianos e dois candangos estiveram no pódio.


A vitória foi de Sandi Júnior de Oliveira (GO). Com apenas 161 milésimos de segundo de diferença, Mário Santos ficou em segundo lugar. Fecharam o pódio das 250cc, os pilotos Rafael Soares (GO), Robson de Lima (DF) e André Gama (GO). A disputa foi acirrada de ponta a ponta da prova e os três pilotos apontaram praticamente juntos na linha de chegada.


De volta às pistas, os pilotos das 600cc, SuperBike e SuperBike Light agitaram as quase mil pessoas que estiveram no Autódromo Internacional Nelson Piquet. Contudo, nem tudo foram flores.


Após a largada, na curva 07, o piloto Washington Araújo (BA) passou direto na curva e caiu. O corredor sentiu apenas escoriações no braço e na mão e foi prontamente atendido pela ambulância do Corpo de Bombeiros. A largada foi suspensa por 30 minutos pela organização da etapa.


De volta ao grid, os pilotos disputaram apenas oito voltas com pegas espetaculares. Na categoria 600cc, José Henrique dos Santos (BA) confirmou o favoritismo e também venceu a segunda prova do dia, com o brasiliense Patrick Matos chegando em segundo, apenas três segundos de diferença, com o mineiro Diego Marcel em terceiro.


Na categoria SuperBike, Edson Morales (GO) também confirmou o favoritismo e venceu a segunda bateria seguida. Em segundo lugar chegou Norton Masera (DF), que reverteu a terceira posição da primeira etapa e José Humberto (MG) completou o pódio. Os dois estão empatados na classificação geral da categoria.


A última prova do dia envolveu os pilotos da categoria SuperBike Light e o brasiliense Fernando Cunha Júnior não fez feio. Após abandonar a primeira prova, o candango venceu a segunda, de ponta a ponta. Fecharam o pódio os pilotos José Renato Ferrucio (BA) e Raphael Silva Marques (MG).


A próxima etapa do Campeonato Brasiliense de Motovelocidade acontecerá no dia 19 de junho, novamente no Autódromo Nelson Piquet, em Brasília. As provas sempre terão entrada franca. Por Rener Lopes