terça-feira, 31 de maio de 2011

Uns chegam, outros saem

Confeço-lhes minha surpresa com a notícia vinda dos bastidores do Jacaré, dando conta que Rômulo, o artilheiro do time no último Metropolitano, está querendo sair.

Enquanto o time amarelo anunciou seis novidades: Edinho; Padovani; Elivelto, Allan, Éderson e Bachin, comenta-se que o experiente jogador conversa com o dono do Brasiliense, Luiz Estevão, objetivando sair de forma amigável.

Pelo menos até este momento, se desconhece o desfecho das conversações. Se for confirmada a saída, será uma perda muito grande para o grupo amarelo.

Ao mesmo tempo, temos que reconhecer que Rômulo é um jogador “muito caro” para um time que disputará a terceira divisão do futebol nacional.

Acredito que este também seja o pensamento tanto do jogador como de Luiz Estevão. O jogador tem espaços em clubes das séries A e B. Mantê-lo aqui, insatisfeito, não é bom para ninguém.

Outro que também está querendo sair é o lateral-esquerdo Chiquinho. Já o lateral direito Patrick, sem espaço no clube, também está, segundo dizem, de malas prontas para deixar o Brasiliense.

Quem foram o auxiliar de preparação física, Ernesto Matias, e o massagista Marcos Tatú, que já iniciaram seus trabalhos com os jogadores do Jacaré.

O técnico Marcos Soares conta com 33 atletas neste início de trabalhos, visando a estréia na Série C, no dia 17 de julho, no Serejão, diante do Madureira.

Eis o novo grupo de jogadores do Brasiliense:
Goleiros: André Luís, Guto, Julião e Welder
Laterais-direitos: Allan e Cicinho
Zagueiros: Miltão, Moacri, Padovani, Raphael e Teco
Laterais-esquerdos: Edinho e Victor
Volantes: Coquinho, Daniel, Deda, Diego Tezelli, Ederson, Ferrugem e Valdo
Meias: Adrianinho, Elivelto, Fabiano Gadelha, Felipe, Jonathan, Luiz Fernando e Ruy
Atacantes: Acosta, Bachin, Bebeto, Celso, Djavan e Diego Lira

Bachin quer voltar em duas semanas

Ainda reclamando de dores que o atormentaram durante quase todo o Campeonato Metropolitano, o atacante Bachin – anunciado como novo reforço do clube para a disputa da Série C -, começou a alinhavar o trabalho de recuperação com o departamento médico do Brasiliense:

"Conversei com o doutor (Gustavo Orrico, médico do Brasiliense) e creio que em duas semanas já estou apto a fazer todas as atividades físicas", projeta o mais novo contratado, vice-campeão pelo Gama.

Bachin deposita no trabalho do setor de recuperação do Jacaré a confiança de que poderá pôr fim a uma incômoda sequência de lesões que o acompanha:

"Acho que tem um pouco de culpa minha nas minhas lesões, mas também tive que forçar a recuperação para jogar as finais, e isso acabou sobrecarregando mais ainda a musculatura. Infelizmente o meu corpo não agüentou. Mas agora é fazer o tratamento correto, respeitando o tempo estimado, para poder jogar a Série C inteira".

Brigando por vaga no ataque do Jacaré com Bebeto, Acosta, Djavan e Diego Lira, Bachin pondera:

"Todos esses jogadores são de grande qualidade e vejo que vai ser uma briga sadia, mas dura. Eu vim para o Brasiliense para buscar meu espaço. Se não fosse para ser titular e tentar jogar, não teria vindo".

Ainda envolvido com o imbróglio judicial para acertar sua rescisão de contrato com o Gama, Bachin afirma que a intenção dele e da diretoria do Brasiliense é firmar um contrato de dois anos:

"Vou procurar honrar a camisa do Brasiliense e dar muitas alegrias para a torcida, que merece muito. A gente viu a festa que eles fizeram na final. Agora é tratar da lesão para voltar aos treinos o mais rápido possível".

O técnico Marcos Soares tem 32 jogadores à sua disposição para o início dos trabalhos da intertemporada amarela. O Brasiliense, que está no Grupo C da Série C, estreia na competição no dia 17 de julho, quando recebe o Madureira, às 16h, na Boca do Jacaré.

Elivelto é o mais rápido

Elivelto é uma das novidades do Jacaré. Jogador foi um dos destaques do Gama no último Metropolitano

Cláudio Bispo / Brasiliensefc.com.br



Recém-chegado do arquirrival Gama, o meia Elivelto foi o mais rápido entre os 30 jogadores do Brasiliense no teste de 3.200m no campo auxiliar da Boca do Jacaré, na manhã desta terça-feira.

Mais jovem do elenco, o mineiro de 19 anos deu as 10 voltas pelo gramado em 11min13, três segundos na frente do lateral-direito Cicinho, o segundo colocado.

O volante Ferrugem (11min19) e o meia Jonathan (11min20) foram os outros dois com tempos abaixo dos 12min, faixa considerada normal. Elivelto também fez a melhor volta, na primeira de sua série, com apenas 57seg.

Em recuperação de cirurgia no ombro, feita em janeiro, o goleiro Guto também participou, entre os 30 jogadores divididos em seis grupos de cinco.

O meia Rui e o atacante Bachin, outro contratado ao Gama, foram os dois únicos ausentes, ambos ainda no departamento médico. O atacante Celso, por sua vez, negocia a rescisão contratual.

Por Roberto Naves

Dilma faz reunião com prefeitos

Presidenta da República vai cobrar detalhes sobre andamento das obras dos estádios

A Copa do Mundo de 2014 é tema de uma reunião esta tarde da presidenta Dilma Rousseff com os prefeitos de 11 das 12 cidades nas quais ocorrerão os jogos.

Comenta-se que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, não comparecerá ao encontro marcado por Dilma. A reunião está marcada para dentro de instantes, no Palácio do Planalto.

A expectativa é que Dilma Rousseff cobre dos prefeitos detalhes sobre o andamento das obras dos respectivos estádios.

Na semana passada, o ministro do Esporte, Orlando Silva, criticou o governo de São Paulo por usar um estádio diferente do previsto inicialmente para a Copa das Confederações, que ocorre um ano antes do Mundial.

As autoridades paulistas reconheceram que o estádio do Corínthians, chamado de Itaquerão, não deverá estar pronto em tempo hábil. São Paulo é uma das cidades que pode ser escolhida para a abertura da Copa de 2014.

As cidades onde as seleções mundiais jogarão são: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, São Paulo, Salvador, Curitiba, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.

Porém, em várias dessas cidades há atrasos nas obras, como São Paulo e Natal. Pelas informações das prefeituras de Salvador e Belo Horizonte, as obras nesses locais estão dentro dos prazos.

No último dia 27, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) informou que o Rio de Janeiro vai sediar o Centro de Mídia do Mundial. A expectativa de alguns dos organizadores do evento era que São Paulo coordenaria o centro.

No próximo dia 7 de junho, há uma reunião marcada, em Curitiba, com os organizadores da Copa de 2014 para a discussão sobre os preparativos do evento. Reuniões semelhantes estão marcadas até o final de julho em Porto Alegre, Brasília e Salvador.

Vitória para aliviar

Neste jogo de imagens produzidas pelo renomado e competente repórter-fotográfico Francisco Stuckert, dá para se ter uma idéia do quanto a marcação foi uma marca registrada no duelo entre os rubro-negros do Atlético e os tricolores do Fluminense.
Passa a bola, mas o adversário, não. Pelo menos é o que se deduz desta imagem do ex-gordo Stuckert. O Fluminense, um time grande, jogando como se fosse um time pequeno, tal a disposição como se lançava nas jogadas.

Tudo bem que o espetáculo entre rubro-negros e tricolor não foi essas coisas de encher os olhos. Mas, convenhamos, se faltou o primor de técnica, sobrou disposição. Começo de Brasileiro é assim mesmo.

O impetuoso Pituca, cria do Dom Pedro, aqui do DF, pelo menos neste lance, foi cercado e derrubado pelo zagueiro Gum.


Apesar do desempenho abaixo do esperado, ainda repercute o triunfo do Fluminense sobre o Atlético-GO, no domingo passado, ainda repercute positivamente nas Laranjeiras.

Os jogadores mais experientes do grupo, entre os quais Fred, Leandro Euzébio, Conca e Deco, “a vitória, fora de casa, serve para tirarmos o peso das costas, em decorrência da derrota sofrida para o São Paulo”.

O comentário feito por Deco, um dos mais elogiados depois da partida no Serra Dourada, reflete o bom momento vivido pelo Tricolor com os três pontos conquistados.

“Fizemos a nossa parte”, disse o experiente Fred, capitão da equipe. “O triunfo foi uma homenagem, para lá de justa, ao Enderson (técnico interino), que cumpriu bem o seu papel fora das quatro linhas”.

O próximo desafio do Fluminense será no próximo fim de semana, diante do Cruzeiro, no Engenhão. Será a primeira vez que o auxiliar-técnico de Abel Braga, Leomir, orientará a equipe, enquanto o novo comandante não chega do exterior.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Deu para o gasto

A torcida tricolor fez a sua parte, ontem, no Serra Dourada. Com seus gritos, incentivou os jogadores, cantou os hinos tradicionais e demonstrou que continua ao lado do time.
Gilson foi um marcador implacável sobre o atacante Fred. Não lhe espaços e ainda usou de força física para conter as jogadas do maestro tricolor. Foi um bom duelo no Serra Dourada.

O tanque do Atlético-GO não teve boa vida com a presença do central Gum. A exemplo de Gil e Fred, os dois travaram um duelo de titãs do estádio goiano.

Logo no início da partida, Leandro Euzébio usou a cabeça para construir a vantagem tricolor. Ele levou as mãos para os céus, como que agradecendo pelo feito em terras goianas.

O apagado Rodriguinho, que é atacante, conseguiu fazer falta no volante Agenor, do Atlético-GO. O atacante tricolor está longe de merecer uma vaga de titular no time carioca.

Crédito: AdalbertoMarques.com



Não resta a menor dúvida que o meu Fluminense está muito longe – põe longe nisso -, de ser aquele time que encanta a sua torcida e amedronta os seus adversários.

Um espelho disso foi o duelo de ontem, em Goiânia, diante do Atlético. Na despedida do seu técnico interino, o Tricolor das Laranjeiras jogou apenas o trivial para sair do Serra Dourada com os tão ambicionados três pontos.

A sua defesa foi muito exigida. O meio campo e o ataque do rubro-negro goiano colocaram em xeque a eficiência dos defensores.

E, a julgar pelo placar – 1 x 0 -, ela, a defesa, se saiu muito bem. Taticamente, o Flu agiu certo ao prender os laterais Mariano e Júlio César.

Os dois ajudaram, e muito, os volante Valencia e Edinho, a conterem os avanços do time bicampeão goiano. Isto sem falar nos “cercos” de Deco e Conca na saída de bola adversária.

Na frente, contudo, estava o ponto fraco do Fluminense. Rodriguinho, nem de longe lembra aquele atacante impetuoso do Santo André. Foi uma peça facilmente contida pelos defensores atleticanos.

E Fred? Sinceramente, está muito distante da sua forma física ideal. Rendeu muito tempo. Demonstrou, por outro lado que, além de estar mal fisicamente, ainda estava com os olhos voltados para a Seleção Brasileira.

Enfim, foram os dois primeiros pontos. Ressalte-se que foram conquistados longe do Rio de Janeiro, mas, que ficou devendo à sua torcida, não resta a menor dúvida.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Centro Internacional de Transmissão terá sede no Rio de Janeiro

No encerramento da segunda reunião do Conselho de Administração do COL/FIFA na sede da Fifa, em Zurique, nesta sexta-feira, a entidade e o Comitê Organizador Local anunciaram que o Centro Internacional de Transmissão (IBC) da Copa do Mundo de 2014 terá sua sede no Rio de Janeiro. O local escolhido foi o Riocentro.

A decisão do conselho foi baseada num processo altamente competitivo, que contou com análises detalhadas de diversos especialistas em transmissão da FIFA, tendo os três candidatos – Brasília, São Paulo e a futura sede do IBC – apresentado propostas de excelente qualidade.

O Rio de Janeiro foi escolhido por diversas razões, incluindo a qualidade da infraestrutura, a diversidade de acomodações e atividades disponíveis na cidade, bem como pelo desejo manifestado com ênfase para fornecer todo apoio possível ao IBC e seus usuários.

“Posso afirmar que foi uma decisão difícil. Todos os candidatos apresentaram alta qualidade e demonstraram um enorme compromisso. Mas infelizmente só podemos escolher uma sede e consideramos que, em geral, o melhor para a Fifa foi o Rio de Janeiro’.

Quem deu essa explicação foi o secretário geral da Fifa, Jérôme Valcke, que presidiu a reunião juntamente com o presidente do COL, Ricardo Teixeira.

Ainda segundo o dirigente da Fifa, o IBC será um dos centros de informações mais avançados do mundo durante os meses de junho e julho de 2014.

“É um componente vital, que estabelece a ligação entre a Copa do Mundo e o resto do mundo e garante que as pessoas ao redor do planeta tenham a melhor e mais atualizada cobertura do nosso belo esporte”, explicou.

O evento como um todo, no qual o IBC tem um papel importante, deixará um legado para além do Mundial em termos de infraestrutura de telecomunicações de ponta que poderá ser usada em eventos futuros no país.

Para se ter uma ideia da escala do IBC, em 2010, 179 emissoras de televisão e rádio de mais de 70 países tinham equipes na África do Sul, envolvendo 13 mil funcionários.

“Posso afirmar que foi uma decisão difícil. Todos os candidatos apresentaram alta qualidade e demonstraram um enorme compromisso. Mas infelizmente só podemos escolher uma sede e consideramos que, em geral, o melhor para a Fifa foi Rio de Janeiro”.

Outros tópicos discutidos na reunião do conselho incluíram as preparações para o sorteio preliminar da Copa do Mundo, que ocorrerá na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, no dia 30 de julho de 2011.

"Estamos muito contentes com o progresso alcançado e ansiosos para receber os times e a imprensa mundial para o primeiro grande evento a caminho de 2014. Prometemos um grande show para os convidados no local, e também para os que assistirão na TV. Fomos informados de que este sorteio preliminar quebrará um novo recorde em termos de transmissões ao vivo”, explicou Ricardo Teixeira.

O conselho de administração do COL/FIFA também recebeu relatórios detalhados sobre diversas áreas operacionais, incluindo o progresso na construção e melhorias dos estádios, com a maioria das atividades no rumo certo.

Entretanto, foi determinado na reunião que apenas cidades com previsão de conclusão das obras nos estádios até o início de 2013 serão consideradas para sediar partidas da Copa das Confederações.

Consequentemente, São Paulo e Natal não são mais consideradas como potenciais sedes para a Copa das Confederações.

Permanecem as questões relacionadas à operação e capacidade dos aeroportos, assim como à infraestrutura de transporte, que foram tratadas com as mais altas autoridades brasileiras.

“É crucial que todos os locais que sediarão a Copa do Mundo tenham infraestrutura adequada, que atenda aos milhares de espectadores e possibilite que eles se movimentem pela cidade para irem a um jogo. Se esse não for o caso, não poderemos sediar jogos nessas cidades”, enfatizou o secretário geral da Fifa no encerramento da reunião.

A próxima reunião do conselho de administração da Fifa/COL está agendada para o dia 26 de julho, no início da semana das atividades do sorteio preliminar, no Rio de Janeiro.

Os locais da Copa das Confederações e a programação dos jogos do Mundial serão apresentados no dia 29 de julho deste ano, após a primeira reunião do Comitê Organizador da Copa do Mundo no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Brasília é bicampeão do NBB



Equipe dominou a partida contra o Franca do início ao fim e fez a festa com os 18 mil torcedores presentes na capital federal
Crédito: AdalbertoMarques.com

Lancenet

Franca fez o que pôde, mas estava impossível segurar o Brasília nesta decisão de NBB. Apoiada por 18 mil torcedores no Nilson Nelson, a equipe, que sobrou em todas as partidas e por pouco não fechou a série em 3 a 0, quando o Franca se salvou vencendo a terceira partida na prorrogação no Pedrocão, conquistou o bicampeonato do Novo Basquete Brasil ao vencer os paulistas por 77 x 68 e consolidar o triunfo por 3 a 1 na final, na noite desta terça-feira.

As equipes entraram nervosas em quadra e demonstraram dificuldade nas conclusões. Mais de um minuto depois do início de partida Guilherme Giovannoni, melhor jogador da competição e cestinha do último jogo da final com 17 pontos, inagurou o placar, que a partir daí passou a ser alterado constantemente. Franca deu a resposta e virou com uma cesta de três de Márcio, mas parou por aí.

A equipe da casa passou a sufocar os rivais até que Tischer converteu quatro pontos seguidos para deixar o duelo em 8 x 3.

Os líderes da primeira fase do torneio pareciam sem chão, obrigando Hélio Rubens a ser ríspido com os jogadores durante tempo técnico. E surtiu efeito.

Após erro de marcação, que deixou Giovannoni sozinho no garrafão para fazer 14 x 7, os francanos reagiram e com cinco pontos seguidos diminuíram a diferença para dois.

Porém, o Brasília não estava disposto a deixar o título escapar dentro de sua casa e mostrando que o jogo estava sob controle, aumentou novamente a superioridade no placar, fechando o primeiro quarto em 19 x 12. A impressão que ficou foi a de um Franca totalmente abatido e rendido.

No fim do primeiro tempo os bicampeões trataram de comprovar a tese do primeiro quarto. Demonstrando muita confiança e tranquilidade, a equipe ia conquistando a cada cesta a marca de maior vantagem da partida.

Novamente Franca esboçou uma reação no fim, mas a superioridade no resultado do Brasília já estava grande demais. Segundo quarto fechado em 15 x 9 e números finais de 34 x 21 no primeiro tempo, com o Brasília colocando as mãos no título.

O cartão de visitas do terceiro quarto mostrou que a conquista estava em boas mãos. O Brasília manteve a pegada e por pouco não abriu 20 pontos, com cesta de três de Giovannoni que deixou a partida em 42 x 23.

Quando esta barreira foi quebrada, com 21 pontos, Hélio Rubens voltou a pedir tempo, mas, a essa altura, o placar já estava difícil de ser alcançado.

Durante o terceiro quarto a arbitragem interrompeu a partida por conta da utilização de lasers na direção dos jogadores do Franca. Os donos da casa logo se prontificaram a pedir para a torcida parar e o jogou continuou.

Após a pausa, o show continuou. Franca passou a abdicar de qualquer tática e o Brasília se aproveitou do desespero dos rivais, mantendo a vantagem em 50 x 29.

Em seu melhor momento na partida, os visitantes converteram sete pontos seguidos e deixaram o duelo em 50 x 36, ficando 15 pontos atrás do Brasília.

Nos últimos segundos, Franca conseguiu fazer mais uma cesta e foi para os dez minutos finais perdendo por 51 x 38.

Após o toque do cronômetro Helinho e Giovannoni começaram a discutir em quadra, após desentendimento do número 12 contra Ricardo, mas logo foram separados pela arbitragem e pelos jogadores.

No último quarto o Franca demonstrou uma postura que ainda não havia colocado em quadra. A equipe diminuiu a vantagem para 11 pontos no início, mas era tarde demais.

Com cinco minutos para o fim, Brasília fez 63 x 51. Só um milagre obrigaria o quinto jogo, no Pedrocão. Vitória por 77 x 68 e Brasília bicampeão do Novo Basquete Brasil.

A festa é toda nossa

Crédito: Ueslei Marcelino


Vagner Vargas/Nádia Medeiros/Correio Braziliense

Desta vez, a festa da torcida brasiliense, que lotou o Ginásio Nilson Nelson mais uma vez, não terminou quando o relógio zerou.

A vitória por 77 x 68 sobre Franca, ontem à noite, foi apenas o começo da alegria dos milhares de brasilienses que foram incentivar a equipe.

O triunfo deu aos candangos o terceiro título nacional, o segundo consecutivo no Novo Basquete Brasil (NBB). Após a conquista, o ala-pivô Guilherme Giovannoni, o melhor das finais, pegou o microfone e se dirigiu aos torcedores: “Obrigado, galera!”

A fórmula é antiga: defesa forte e pressão sob o adversário o tempo todo. Quando o arremesso sai torto e dá rebote, saída rápida no contra-ataque, com lançamentos longos e cestas fáceis.

Foi assim mais uma vez que o UniCeub/BRB superou Franca no primeiro quarto. Forçando os erros dos rivais, os candangos saíram na frente nos 10 primeiros minutos.

Quando os francanos escapavam da marcação, quem defendia eram os torcedores. Com muitas vaias, as arquibancadas ajudaram a impedir alguns pontos dos visitantes, especialmente em lances livres.

Empurrados pela torcida, os jogadores da casa seguiram melhor. Embora o ritmo tenha diminuído e os contra-ataques também, o UniCeub/BRB continuou marcando com extrema eficiência.

O time errou muitas bolas de três, mas compensou as falhas com rebotes ofensivos. O ponto alto do quarto - e talvez da série -, veio no fim do período.

Nezinho deu um passe sensacional para o pivô Lucas Tischer, que pegou no ar e completou a ponte aérea com uma cravada que incendiou o ginásio. Empolgados, os candangos acabaram o primeiro tempo na frente por 34 x 21.

O ala Arthur foi um dos destaques do UniCeub/BRB na conquista do tricampeonato. Muito bem na defesa e nos rebotes, o camisa 4 ainda foi fundamental para matar a reação francana no último quarto.

Das mãos dele vieram os cinco pontos consecutivos que puseram fim no ânimo do time paulista. Ele terminou o jogo com 15 pontos e cinco rebotes.

Enquanto os brasilienses não se abalaram ao jogar no lotado e barulhento Pedrocão, Franca parece ter sentido a pressão da torcida candanga, como no primeiro jogo. Perdidos em quadra, os paulistas só viram a desvantagem aumentar no terceiro quarto.

Em contra-golpes, bolas de três e infiltrações, o UniCeub/BRB pontuava como queria e os visitantes tinham extrema dificuldade. Dominando o jogo, os candangos chegaram a abrir mais de 20 pontos. Com uma reação no fim, Franca diminuiu a diferença para 51 x 38.

O último suspiro francano veio com o quarto final. Impulsionados por Benite, até então apagado, e Ricardo Probst, o time de São Paulo reduziu a desvantagem para oito pontos. Mas a torcida mal teve tempo para ficar preocupada.

Com bolas de três de Nezinho e Arthur, o UniCeub/BRB disparou novamente no placar e recomeçou a festa nas arquibancadas. A vitória por 77 x 68 só confirmou o que a torcida já vinha gritando antes de o cronômetro zerar: “Tricampeão!”

Celebração para a torcida, para o time e para Guilherme Giovannoni, eleito o melhor das finais e que recebeu o troféu das mãos do governador do DF, Agnelo Queiroz.

Os legítimos tricampeões

O terceiro título nacional dos brasilienses foi especial para todo o grupo que participou da campanha. Mas apenas cinco jogadores do atual elenco têm lembranças de cada uma das conquistas. Nezinho, Alex, Arthur, Márcio Cipriano e Rossi participaram de todas elas e estavam em quadra para comemorar e levantar o terceiro troféu ontem.

Em 2007, ainda antes da criação do NBB, o então Universo venceu Franca por 3 x 1, fechando a série no Pedrocão.

Naquela conquista, outro jogador do time atual também entrou em quadra. Foi o pivô Alírio, que na temporada passada estava no Flamengo e foi vice-campeão com o rubro-negro.

Grande destaque do jogo decisivo, em 29 de junho de 2007, Arthur foi o cestinha, com 22 pontos, na vitória por 93 x 88. Alex e Nezinho fizeram 20 cada, enquanto Cipriano e Rossi anotaram seis.

Depois daquele ano, os candangos foram vice-campeões por duas temporadas seguidas, perdendo ambos os títulos para o Flamengo. Ali nasceu a rivalidade entre as equipes.

Mas em 2009-2010, o time do DF deu o troco e foi campeão, mais uma vez com ajuda de Nezinho, Alex, Arthur, Cipriano e Rossi.

Os hoje tricampeões levantaram a taça em 6 de junho do ano passado, vencendo o Flamengo em um jogo emocionante, decidido no fim, por 76 x 74. Alex, com 23 pontos, foi o principal pontuador da partida, sendo decisivo mais uma vez.

Brasília passa pelo Franca e conquista bicampeonato do NBB

Crédito: Cadu Gomes/Divulgação


O Uniceub/BRB/Brasília sagrou-se bicampeão do NBB na noite desta terça-feira. No jogo quatro da final, a equipe da capital federal derrotou o Franca por 77 x 68, no Ginásio Nilson Nelson, e chegou a terceira vitória na série melhor de cinco partidas.

O Brasília não encontrou dificuldades e sempre esteve na liderança do marcador desde o começo da partida. O time francano ainda tentou reagir a partir do terceiro quarto, mas não conseguiu evitar o bicampeonato do adversário.

Nenhum jogador se sobressaiu. O conjunto do Brasília usou a experiência, o talento e, com autoridade, saiu de quadra com a taça. Guilherme Giovanonni manteve a regularidade e foi o cestinha do confronto, com 17 pontos.

O jogo

Jogando com o apoio de sua torcida (que lotou o Ginásio Nilson Nelson), o atual campeão nacional tinha a vantagem de decidir em seus domínios.

E o fator casa surtiu efeito. Logo no primeiro quarto, o quinteto anfitrião fez 19 x 12 nos visitantes e deu uma amostra de que o título continuaria na capital federal.

Na parcial seguinte, o jogo ficou pegado, cheio de faltas e de erros. No entanto, o Brasília continuou superior e foi ao intervalo com uma vantagem considerável de 11 pontos.

Na volta do vestiário, o Franca, do técnico Hélio Rubens, veio mais afim, ofereceu mais resistência, porém apenas empatou por 17 x 17 e não conseguiu amenizar a diferença para o quarto derradeiro.

No fim do terceiro período, o pivô Guilherme Giovanonni e o armador Helinho se estranharam e deram início a um entrevero, que, em poucos minutos, foi dissolvido pela turma do deixa disso.

A temperatura dos atletas se transferiu à partida nos últimos dez minutos. Na base do tudo ou nada, o Franca partiu para cima, buscando o triunfo e, consequentemente, levar a decisão para o interior de São Paulo.

Já o Brasília, aproveitando-se dos espaços, adotou uma postura inteligente e contra-atacou com eficiência. Resultado: o Franca não chegou nem a ameaçar o grito de bicampeão da torcida local.

Os dois títulos seguidos do Brasília coroam o desempenho do clube que é finalista da competição há cinco temporadas. O último bicampeão nacional foi o Flamengo, que conquistou o NBB em 2008 e 2009.

Brasília supera Franca dentro de casa e é bicampeão nacional

Com defesa eficiente e domínio nos rebotes, equipe da capital federal conquista terceira vitória na série e comemora título do NBB
Crédito: Ueslei Marcelino

iG São Paulo

Brasília sagrou-se campeão da temporada 2010/11 do Novo Basquete Brasil (NBB) nesta terça-feira.

Apoiado pelos 18 mil torcedores que lotaram o ginásio Nilson Nelson, a equipe do Distrito Federal aplicou uma forte defesa sobre Franca na primeira metade, abriu vantagem no marcador e manteve-se à frente durante o restante da partida.

Com a vitória por 77 x 68, conquistou o segundo título nacional consecutivo.

Guilherme Giovannoni marcou 17 pontos e pegou nove rebotes. A atuação acabou por coroar a ótima temporada do ala-pivô do Brasília, eleito ao final do jogo o melhor jogador da temporada.
O ala brasiliense Arthur contribuiu com 15 pontos e ainda pegou cinco rebotes. O armador Nezinho também teve boa participação no triunfo ao somar 12 pontos, cinco rebotes e cinco assistências.

O principal anotador de Franca foi Vitor Benite. Mesmo bem marcado por Alex Garcia, o jovem ala-armador anotou 16 pontos. O pivô Drudi apareceu com 14 pontos e três rebotes. Já o armador Helinho contabilizou 12 pontos, três rebotes e três assistências.

Os rebotes fizeram a diferença em favor de Brasília. A equipe pegou 41, 16 a mais do que Franca, que apanhou somente 25.

O jogo

Franca parece ter sentido a pressão das arquibancadas no início da partida. A equipe precipitava a posse de bola no ataque e errava bastante, ao passo que a defesa não conseguia conter as investidas do adversário.

Melhor para o Brasília, que soube aproveitar a situação para abrir 10 x 3 no placar.

O técnico Hélio Rubens pediu tempo para tentar ajustar o time, mas a conversa pouco adiantou. Os mandantes mantiveram a vantagem de sete pontos e encerram o primeiro quarto ganhando por 19 x 12.

O sistema ofensivo dos francanos teve um desempenho ainda pior no segundo período. Com aproveitamento de apenas 33% nos arremessos, produziu somente nove pontos.

Desta maneira, o time da casa conseguiu estender a superioridade para 11 pontos: 32 x 21. A distância no marcador poderia ter ficado ainda mais dilatada caso os mandantes também não tivessem errado bastante no ataque.

Disposto a se manter vivo na luta pelo título, Franca voltou dos vestiários com o ataque muito mais eficiente, que pouco lembrava o desempenho da primeira metade.

Mas sempre que o time ameaçava se aproximar de forma perigosa no placar, os brasilienses respondiam de maneira imediata e esfriavam a reação do rival.

A diferença de dois dígitos em favor dos mandantes permanecia no placar na medida em que o jogo se aproximava do fim. Nos minutos finais, Franca ainda conseguiu se aproximar, mas nada que ameaçasse a vitória do Brasília.

A torcida que lotou o Nilson Nelson esperou a sirene soar para comemorar o bicampeonato da equipe.

Brasília vence Franca e fatura o bi do NBB

Time da capital federal fechou série melhor de cinco jogos da liga de basquete em 3 a 1
Crédito: Francisco Stuckert
Do R7, com informações da Gazeta Press

O Brasília soube aproveitar o fato de jogar em casa e conquistou o bicampeonato do NBB, a liga nacional masculina de basquete, com uma vitória fácil sobre o Franca por 77 x 68 .

A equipe da Capital Federal fechou a série melhor de cinco jogos em 3 a 1 para faturar o título.

O título da equipe brasiliense foi comandado pelo trio formado pelo armador Nezinho, o ala Alex e o pivô Guilherme Giovannoni.

O time do interior paulista , que fez a melhor campanha da fase de classificação, não conseguiu se impor na série decisiva.

Nos dois jogos disputados na Capital Federal, foram duas derrotas com placares elásticos.

Em casa, a equipe equilibrou os confrontos, mas uma derrota tirou a vantagem de jogar uma partida a mais em seu ginásio.

Jogando com o apoio de sua torcida (que lotou o Ginásio Nilson Nelson), o atual campeão nacional tinha a vantagem de decidir em seus domínios.

E o fator casa surtiu efeito. Logo no primeiro quarto, o quinteto anfitrião fez 19 x 12 nos visitantes e deu uma amostra de que o título continuaria em Brasília.

Na parcial seguinte, o embate ficou pegado, cheio de faltas e de erros. No entanto, o Brasília continuou superior e foi ao intervalo com uma vantagem considerável de 11 pontos.

Na volta do vestiário, o Franca, do técnico Hélio Rubens, veio mais afim, ofereceu mais resistência, porém, apenas empatou por 17 x 17 e não conseguiu amenizar a diferença para o quarto derradeiro.

No fim do terceiro período, o pivô Guilherme Giovanonni e o armador Helinho se estranharam e deram início a um entrevero, que, em poucos minutos, foi dissolvido pela turma do deixa disso.

A temperatura dos atletas se transferiu à partida nos últimos dez minutos.

Na base do tudo ou nada, o Franca - equipe que fez melhor campanha na primeira fase -, partiu para cima, buscando o triunfo e, consequentemente, levar a decisão para o interior de São Paulo.

Já o Brasília, aproveitando-se dos espaços, adotou uma postura inteligente e contra-atacou com eficiência. Resultado: o Franca não chegou nem a ameaçar o grito de bicampeão da torcida local.

Os dois títulos seguidos do Brasília coroam o desempenho do clube que é finalista da competição há cinco temporadas. O último bicampeão nacional foi o Flamengo (do ala Marcelinho Machado), que conquistou o NBB em 2008 e 2009.

Uniceub confirma hegemonia, vence o Franca e é bicampeão do NBB

Do UOL Esporte
Crédito: AdalbertoMarques.com

A hegemonia do basquete brasileiro é de Brasília. Dominante durante toda a série, o time do Distrito Federal fez a festa dos 18 mil torcedores que lotaram o ginásio Nilson Nelson ao vencer o Franca por 77 x 68, nesta terça-feira, em Brasília, e se sagrar bicampeão do Novo Basquete Brasil.

Esta foi a quinta final consecutiva do Uniceub em torneios nacionais, com três títulos (dois deles sobre Franca).

A equipe do Distrito Federal ainda quebrou um tabu e se tornou a primeira na história do NBB a quebrar a vantagem do mando de quadra do rival para se sagrar campeã.

Guilherme Giovannoni, chorando após a partida, desabafou: “Foi merecido esse título por tudo o que fizemos neste campeonato. Quase todos os títulos que tenho, esses caras, Nezinho, Arthur, Cipriano, estão todos juntos. É um ponto positivo que temos e que faz a diferença na hora da decisão”.

O jogo

O Uniceub aproveitou o apoio da torcida para mandar no primeiro quarto. Com uma forte marcação, dominou os rebotes (13 a 5 no período) e abriu 10 x 3 no placar.

Mesmo com uma falta técnica cometida por Nezinho, que permitiu quatro pontos seguidos de Franca, o time do Distrito Federal soube manter a diferença e encerrou o período vencendo por 19 x 12.

A marcação do time do DF seguiu fazendo a diferença no segundo quarto, com apenas nove pontos de Franca no período.

Apesar da experiência de seu elenco, o time do interior paulista sentiu o nervosismo e cometeu muitos erros ofensivos. Os donos da casa aproveitaram o bom momento e abriram 34 x 21 antes do intervalo, com direito a uma bela ponte aérea entre Nezinho e Tischer.

A pausa não esfriou o ritmo do Uniceub, que abusou dos contra-ataques para ampliar sua vantagem para 23 pontos. Quando parecia que o time do Distrito Federal caminharia para a vitória por larga margem, o Franca reagiu. Mudou sua defesa e, com boas infiltrações de Helinho, trouxe novamente a diferença para 13 pontos.

Os visitantes viveram seu melhor momento na partida no início do último quarto. As jogadas de garrafão com Drudi e as infiltrações de Benite fizeram com que o Franca cortasse a diferença para apenas oito pontos.

A reação, porém, parou por aí. O Uniceub equilibrou o confronto e, na base do contra-ataque, voltou a ampliar sua vantagem na metade do período para 13 pontos. Franca ainda lutou bravamente, mas não teve forças para impedir a festa no Nilson Nelson.

NÚMEROS DO CONFRONTO
35 rebotes do Uniceub contra apenas 17 de Franca, uma das chaves para a vitória

1 acerto em 11 chutes foi o desempenho de Franca nos arremessos de longa distância

12 pontos no último quarto foi o que fez Nezinho, que terminou com 14 pontos na partida


PERSONAGENS
Guilherme Giovannoni
Cestinha do jogo e MVP do campeonato

Fundamental para a vitória do campeão nos dois primeiros jogos, o ala voltou a comandar a equipe ofensivamente. Foi o cestinha da partida com 17 pontos.

O bom desempenho nos playoffs, principalmente nas finais, garantiu o prêmio de melhor jogador do NBB3 ao ala-pivô do Uniceub.


Vitor Benite
Destaque de Franca com 16 pontos

O armador fez duas faltas logo no início da partida e ficou boa parte do primeiro tempo no banco de reservas.

A ausência de Benite em quadra foi sentida pelo Franca nos dois primeiros quartos, quando o Uniceub construiu a vantagem que administrou até o fim.

“Nossa equipe teve muitos altos e baixos, mas este é um grupo que tem prazer de jogar junto. Tenho muito orgulho de jogar com esses caras. A vontade que eles têm de ganhar é imensa”.

Uniceub mostra quem manda no basquete




Com o Nilson Nelson mais uma vez lotado, time da capital conquista o bi do NBB e vai ao topo do cenário nacional pela terceira vez nos últimos cinco anos

No domingo, bateu na trave. Com a arquibancada jogando contra no Pedrocão, O Uniceub tentou, suou, sofreu na prorrogação, mas não conseguiu fechar a tampa.

Questão de tempo. Na noite desta terça-feira, o time brasiliense mostrou quem é que manda no basquete brasileiro.

A torcida, de novo, cumpriu sua missão: invadiu o Nilson Nelson e plugou o ginásio na tomada em 220 volts do início ao fim.

Tanta energia, claro, vazou para a quadra, e o time da casa respondeu com um incontestável 77 x 68 em cima de Franca, liderando do início ao fim. Desta vez, com um agradável bônus: o bicampeonato do Novo Basquete Brasil (NBB).

O basquete de Brasília conquista seu terceiro título nacional em cinco anos, período em que chegou à decisão todas as vezes.

De quebra, consolida a capital do país como um fortíssimo polo de basquete, lotando duas vezes sua arena na série final.

Destaque do Uniceub com 17 pontos na partida decisiva, Guilherme Giovannoni fechou o campeonato como herói.

Carregou o time na série final com atuações fantásticas, arremessos espíritas e um incrível senso de liderança dentro da quadra.

Nesta terça-feira, ele contou com muita ajuda: Arthur fez 15, Nezinho foi a 12, assim como Tischer, e Cipriano ficou com 11.

Alex, outro grande destaque da campanha, anotou oito pontos e compensou com cinco rebotes e três assistências.

“Quero dedicar esta brilhante conquista a toda minha família, especialmente a minha esposa Gabriela, além de todos da cidade de Brasília. Quero agradecer aos integrantes deste grupo maravilhoso, que foram sensacionais durante toda temporada. Tanto que parece que passou rápido demais, tamanha é a afinidade que possuímos nesta equipe”, afirmou Giovannoni.

Com a bola no alto, o time francano ficou atrás do placar do início ao fim, viveu momentos de descontrole em quadra, mas não se entregou em nenhum momento.

Benite foi o cestinha dos visitantes com 16 pontos, seguido pelos 14 de Drudi e os 12 de Helinho.

Com pressa para colocar a mão na taça, o time de branco começou o jogo correndo. E cumpriu a missão de emplacar seus contra-ataques, fazendo assim oito dos seus primeiros dez pontos.

Enquanto isso, Franca tinha apenas três, e ainda amargava a saída de Benite, que começou como titular, mas fez duas faltas em menos de um minuto.

Giovannoni, autor da primeira cesta, pontuava e ajudava nos rebotes, enquanto Cipriano fazia o trabalho sujo embaixo da cesta.

Com uma bola de três de Rogério, a vantagem caiu para três pontos, mas voltou para sete ao fim do primeiro quarto: Brasília 19 x 12.

Na metade inicial do segundo período, o time da casa continuou dominando os rebotes, e a vantagem pulou para 12, mas Franca emplacou dois contra-ataques, cortou para oito e forçou Vidal a pedir tempo.

Logo, logo, tudo voltou a ser como era. A vantagem subiu e chegou a 13 numa ponte aérea monumental de Nezinho para Tischer, que tirou a torcida das cadeiras. Na saída para o intervalo, 34 x 21.

Alex, que tinha acertado dois dos seis arremessos, foi o primeiro a voltar do vestiário. Ficou calibrando a mão e ganhou a companhia de Arthur.

Aos poucos, os outros companheiros retornaram, sabendo que a taça estava a dois quartos dali. A diferença logo saltou para 19 pontos, com uma cesta de três de Guilherme, e pouco depois foi a 21.

Apático e desnorteado, Franca errava passes bobos, Lewis levava toco do aro, e tudo dava errado para os visitantes, que viam a chance do título escorrendo pelos dedos.

Foi quando a torcida, enlouquecida, começou a gritar “o campeão voltou”. E àquela altura tinha voltado mesmo.

O jogo até deu uma esfriada, quando alguém apontou laser para a quadra e a organização interrompeu as ações para fazer um apelo aos torcedores.

Os brasilienses aproveitaram a pausa para soltar os tradicionais elogios a Helinho e pararam para festejar a bola de três de Alex, que manteve a diferença na casa dos 20.

Franca ainda lutou e cortou a diferença, mas ao fim do terceiro quarto, o Uniceub ainda tinha uma mão na troféu dourado: 51 x 38.

Na volta para o último quarto, coube a Nezinho a punhalada de três que abriu 15 de novo. Mas duas cestas seguidas no garrafão esfriaram a torcida no Nilson Nelson e cortaram para 11.

Benite ainda reduziu para oito, com um tiro certeiro de três, respondido na mesma moeda por Nezinho. A gangorra continuou ativa, e o time da casa abriu 14.

A torcida gritava a cada cesta, mas se calava quando os rivais retrucavam.

Quando faltavam quatro minutos, veio o canto de "está chegando a hora". Em seguida, "bicampeão".

Franca se recusava a deixar o tempo passar, mas não havia mais o que fazer, e a torcida mal olhava o que acontecia dentro da quadra.

Os donos da casa - e da bola - controlaram o jogo até o fim, mantendo a diferença na casa dos 10 pontos.

Abraçaram-se emocionados quando o relógio ainda mostrava 23 segundos para o fim. E quando a sirene tocou, tudo foi festa na capital. Do basquete.




terça-feira, 24 de maio de 2011

Se é por falta de um adeus, até logo

Desde 1995, esta será a primeira vez que o futebol do DF ficará sem um representante nas séries A e B do Brasileiro.

Lamentável, muito lamentável, não resta a menor dúvida. Vários foram os fatores que levaram os nossos tradicionais clubes a serem rebaixados, consecutivamente, para as divisões mais baixas do futebol tupiniquim.

Faltaram dinheiro, investimento por parte do empresariado, bons jogadores, falta de profissionalismo fora das quatro linhas e por aí vai.

O Brasiliense, reconhecidamente, o nosso clube mais forte, pelo menos a nível local, disputará a Série C este ano.

O Gama estará na quarta divisão, juntamente com o Formosa, da cidade do mesmo nome, no estado de Goiás, que representará o Distrito Federal na competição.

Como as estreias das equipes que representarão o futebol local somente acontecerá em julho, os três clubes estão fazendo uma reformulação em seus elencos e não poderia ser diferente.

No Jacaré, por exemplo, o zagueiro Célio Lima e o atacante Raylan, além do meia Iranildo, deixaram o time de Taguatinga.

Dizem que o antes intocável lateral-direito Patrick aguarda o desfecho de sua situação, mas que já foi sondado pelo ABC, de Natal.

O treinador do time amarelo, conforme já foi anunciado, será Marcos Soares. A reapresentação do elenco ocorrerá no dia 30 deste mês.

Já no Periquito, que está em recesso até o dia seis de junho, o técnico Heriberto da Cunha não confirmou se retorna ou não ao time do alviverde.

Por seu lado, o preparador físico, Anderson Nicolau, foi anunciado como o mais novo reforço do Ipatinga, de Minas Gerais, para as disputas da Série C.

O volante Thiago Gaúcho, que foi um dos destaques da equipe alviverde no campeonato que terminou recentemente, não deve permanecer no clube. Já o goleiro Léo acertou sua rescisão de contrato, voltando para o Sul.

Já o Formosa, que ficou com a terceira posição no Metropolitano desde ano, simplesmente desfez seu elenco.

O técnico Aucione Alves já foi anunciado como o novo técnico do Iporá. Ele levou consigo jogadores de sua confiança, como são os casos dos laterais Éder e Leandro Smith; do zagueiro Eraldo; volantes Washington e Matos; atacantes Rodrigo Ayres e Claudionor, sendo que este último tinha sondagens tanto de Gama, como do Brasiliense.

Enquanto isso, o goleiro André Luiz, um dos destaques do time goiano no último campeonato, deve se apresentar ao Brasiliense no dia 30, para o início dos preparativos.

O Anápolis, clube goiano que tem em seu comando o técnico Vitor Hugo, conta em suas fileiras com o lateral-direito Marco Aurélio; o volante Goeber, além do meia Adriano Felício, ex-Botafogo-DF e o atacante Adriano Magrão, que passou pelo Gama.

A Jataiense, também do interior de Goiás, apresentou o atacante Edicarlos, que atuou por Gama, Brasíia e que estava no Sertãozinho, de São Paulo. O zagueiro Rizzo foi outro que passou pelo futebol candango, atuando pelo Ceilândia.

O técnico do Brasiliense, Marcos Soares, afirmou que primeiro definirá os atletas que irão embora do clube, para depois começar as definições de contratação de atletas.

"Temos um grupo com 34 atletas. Caso trouxéssemos mais jogadores, ficaríamos com um grupo muito grande. Primeiro vamos confirmar aqueles que irão embora", antecipou o treinador amarelo.

Com Sérgio Porto

Com os pés e mãos no chão

Além de contar com o apoio dos seus fanáticos torcedores, o Uniceub, esta noite diante do Franca, terá a seu favor a técnica e a experiência de dois jogadores, que têm feito a diferença nesta competição nacional: Guilherme Giovannoni (foto) e Arthur.

Giovannoni, um dos indicados ao prêmio de melhor jogador do torneio, é realista:

“Vai ser um jogo duro”. E acrescentou: “Conseguimos vencer uma partida em Franca e trouxemos a decisão para Brasília, onde temos o apoio em larga escala da nossa torcida”.

O ala/pivô antecipa a melhor forma de bater o adversário: “Temos que entrar em quadra pensando em fazer o nosso jogo, sem esquecer os cuidados defensivos, objetivando brecar as principais ações do nosso adversário”.

Já o ala Arthur conclama a presença maciça do torcedor brasiliense, nesta jogo 4 da decisão do Novo Basquete Brasil:

“O apoio da torcida, que é o nosso sexto jogador, vai ser importante demais, pois a tendência é de mais um jogo duro, equilibrado e decidido no final”.

Apesar da vantagem de jogar no Nilson Nelson, Arthur é bastante realista: “Temos que corrigir os erros que tivemos no último jogo para buscar a vitória e garantir a conquista do bi jogando em casa”, disse.

Os resultados dos três jogos disputados até aqui foram estes: 92 x 72 e 80 x 75, em favor do Uniceub; e 93 x 92, em favor do Franca.

Arthur quer mais, muito mais

Ala do Uniceub tem certeza que Nilson Nelson ficará pequeno no confronto desta terça

Na quinta-feira da semana passada, Uniceub e Franca abriram a final do Novo Basquete Brasul (NBB) diante de 18 mil torcedores fanáticos na capital do país.

Quatro dias se passaram, e chegou a hora de repetir a festa. Com a liderança de 2 a 1 na série, a equipe brasiliense volta para casa e conta com o apoio da torcida para o jogo contra Franca, às 21h desta terça-feira.

Após a derrota de domingo passado, antes mesmo de deixar o ginásio Pedrocão, o ala Arthur já previa o cenário.

“Ah, agora 18 mil vai ser pouco. O Nilson Nelson vai ficar pequeno, tenho certeza de que a festa vai ser imensa. A gente vai ter que corresponder na quadra da melhor forma”, avisou.

Na primeira experiência com 18 mil no Nilson Nelson, o time da casa passeou e venceu por 20 pontos.

Ainda abriu 2 a 0 no jogo de sábado, em Franca, mas não conseguiu fechar a série no domingo e marcou mais um encontro com sua torcida. Arthur sabe que não dá para ficar pensando na derrota.

“A gente já conversou no vestiário. Perdemos o jogo e, da mesma forma como esquecemos as vitórias, também temos que esquecer a derrota rapidinho. Playoff é assim. É descansar, ver os erros e consertar”, avaliou.

A bola sobe às 21h desta terça-feira. Se o Uniceub vencer, comemora o título em casa. Se der Franca, o jogo 5 decide o título às 10h de sábado, no interior paulista.

Uniceub tenta matar a série e festejar o bi

Atual campeão do NBB conta com o Nilson Nelson lotado para buscar o título esta noite; Franca precisa da vitória para forçar o quinto jogo no sábado

Arthur já avisou que “18 mil vai ser pouco”. Helinho incluiu na bagagem o pedido do torcedor: “Traz o jogo 5”.

Cada um com sua missão, os jogadores de Uniceub e Franca voltam à quadra esta noite para a quarta partida da final do Novo Basquete Brasil (NBB).

Os dois times já sabem qual cenário vão encontrar quando a bola subir, a partir das 21h: um Nilson Nelson apinhado de fanáticos como no jogo 1.

E, das duas, uma: ou a multidão brasiliense comemora o bicampeonato em caso de vitória do time da casa, ou volta para casa com a pulga atrás da orelha sabendo que a decisão ficou para sábado, no Pedrocão.

Após vencer a terceira partida da série, em Franca, a equipe do interior paulista evitou o título do rival e respirou no confronto.

Agora tem a árdua missão de arrancar uma vitória na casa do adversário, que só precisa vencer mais uma vez para comemorar o título em sua quinta decisão nacional consecutiva.

Para o Uniceub, o triunfo significa o título na sua casa, diante dos seus torcedores. Não há dúvidas de que a torcida vai superlotar o ginásio mais uma vez.

E o time da casa, treinado por José Carlos Vidal, sabe que a hora de fechar a série e levantar a taça é esta, já que o jogo 5 seria disputado no caldeirão francano.

Para o time do interior paulista, o duelo de hoje significa a sobrevivência e a inversão do favoritismo.

Uma vitória esta noite significaria não só manter a esperança de título como recuperar a condição de favorito, carregando a partida-chave para o tradicional Pedrocão.

Ricardo Probst, ala-pivô do Franca, comentou o que ele e os companheiros esperam da partida dessa noite:

“Tem um fator fundamental que é o desgaste físico. Nosso grupo tem um elenco maior, e esse fator pode ser muito importante no quarto jogo.”

Sobre este assunto, o técnico do Uniceub, José Carlos Vidal, se posicionou assim: “O desgaste dos meus jogadores foi um pouco excessivo por causa da prorrogação no jogo 3. Mas são dois dias para recuperar, todos são atletas profissionais, e vamos para o jogo”.

Apesar da derrota no jogo 3, domingo passado, o representante de Brasília foi melhor que Franca no aproveitamento de arremessos: 33% a 27% de três, 55% a 51% de dois, e 92% a 86% nos lances livres.

Mesmo com a fama de pegar poucos rebotes, Franca superou os brasilienses na terceira partida, por 31 a 30. Ganhou também nas bolas recuperadas, com 9 a 6.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O gaúcho volta ou não?

Depois do acerto financeiro realizado pela diretoria, os jogadores do Gama ganharam folga e somente se reapresentam no dia seis de junho, quando iniciam os preparativos para a Série D do Brasileiro.

Convém lembrar aos desavisados que o Periquito estrea no dia 24 de julho diante do Anapolina, no Jonas Duarte, em Anápolis.

Durante este período será definida a situação dos atletas que conquistaram o vice-campeonato candango desta temporada.

Vários jogadores podem estar dando adeus ao Gama, embora o clamor da torcida seja pela manutenção do elenco. Um dos jogadores que se identificaram com a massa alviverde foi o volante Tiago Gaúcho (foto acima).

Natural de Ijuí (RS), Tiago Stragliotto apesar de ter apenas 26 anos, já tem uma boa bagagem na carreira.

O volante começou a jogar nas categorias de base do Grêmio. Depois começou sua carreira como profissional no América, do Rio e logo depois foi jogar no Tampico, do México.

Na seqüência, rodou por Ceará; Pelita Jaya, da Indonésia; Crac, de Catalão (GO); Vila Nova (GO) e finalmente chegou ao Gama.

Devido às suas boas atuações e demonstrando muita regularidade, raça e garra, Tiago Gaúcho conquistou a torcida do Gama.

O volante ficou conhecido por peitar a diretoria alviverde na questão do atraso de salários quando disse na imprensa que o Gama tinha uma "diretoria de merda".

A caminho de sua terra natal para rever amigos e família, Tiago Gaúcho comentou que recebeu sondagens do arquirrival Brasiliense e afirmou que devido à identificação que tem pelo torcedor gamense recusou o convite.

Apesar de ter mágoas da atual diretoria gamense, Gaúcho não descartou uma volta ao clube neste segundo semestre.

Crédito: Marcelo Gonçalo

Treinar (muito) é com ele mesmo

Dono da melhor pontaria do Uniceub, ala Arthur (4) costuma chegar cedo e sair tarde do ginásio para treinar arremessos.

Apesar do sobrenome de cantor, não é fácil ouvir a voz de Arthur Luiz Belchior. Quase sempre tranquilão, o ala do Uniceub mantém o tom sereno o tempo todo e, geralmente, só fala alto com as mãos.

É dele o melhor aproveitamento de arremessos do time na temporada, seja perto da cesta ou lá atrás, na linha de três pontos.

Nascido em Brasília 28 anos atrás, ele se orgulha de defender a cidade na final do NBB. E isso não é nenhuma novidade. Nas últimas cinco decisões nacionais ele estava lá com a equipe.

Ontem, Arthur manteve a mão calibrada, acertou quatro dos seus cinco chutes e terminou com 15 pontos na impressionante vitória sobre Franca.

Se contarmos a disputa que foi parar na Justiça em 2006, entre Ribeirão Preto e Franca, esta é a sua sexta decisão de Nacional consecutiva. Como isso se explica? Comprou um passaporte eterno para as finais?
ARTHUR: (Risos) "É claro que meus times sempre tiveram bons jogadores, de Seleção Brasileira. Foram fatores positivos, deu tudo certo para mim. Esta sexta final seguida eu quero coroar com o título, fico feliz pela cidade. Os dois títulos que conquistamos, até as derrotas que a gente teve, a série que não terminou, eu lembro bastante de todos esses detalhes. Mas a mais marcante foi mesmo a do ano passado. A gente vinha de duas derrotas para o Flamengo, com uma pressão psicológica muito grande. Conseguir vencer foi um fato muito importante para mim".

Acontece com frequência de o treino acabar e você ficar arremessando sozinho, ou chegar mais cedo ao ginásio para treinar. Hoje você é o melhor do time no aproveitamento dos chutes de dois e de três. É fruto desse trabalho?
"Eu sempre gostei, desde cedo, de ficar arremessando bola sozinho. É claro que quando você é moleque acaba fazendo mais, está mais empolgado. Mas até hoje eu faço. Às vezes chego mais cedo, às vezes mais tarde, meia hora, uma hora batendo bola. É a minha característica. Eu dependo muito dos arremessos, então meu aproveitamento tem que ser bom. Como neste ano estou indo quadra, no ambiente com o grupo, em tudo".

Este momento deve ser ainda mais especial para você, que nasceu em Brasília. É um sentimento diferente disputar tantas finais representando a sua cidade?
"Estar numa final de qualquer jeito, por um time de ponta, já é muito importante. Estando na sua cidade, esse sentimento duplica, felicidade dobrada. Minha família, meus amigos de infância, todo mundo sente orgulho de ter um representante da cidade no time. Fico muito motivado com isso, em todo lugar que eu vou o povo comenta".

Como começou sua relação com o basquete em Brasília?
"Eu sempre fiz esporte desde moleque, futebol, natação, vôlei. Gostava de todos, mas com 13 anos fui fazer basquete. Já no segundo treino a técnica me chamou para jogar na equipe da minha idade. Aí eu não ia pagar escolinha, que minha mãe pagava. Parei com todos os outros esportes e me dediquei só ao basquete. Eu era alto e isso também foi importante. Comecei a jogar em 1995 e não parei mais".

Você começou a aparecer pouco depois, em Ribeirão, mas acabou voltando a Brasília. Jogando há tanto tempo na cidade, o que curte fazer nas horas de folga?
"Em época de temporada não faço muita coisa. Tem muito amigo que deixo de ver, perco muito evento de família. A primeira coisa que eu faço nas férias é participar de tudo quanto é coisa da família: aniversário, festas. Dormir mais tarde e acordar tarde sem compromisso também. Gosto também de viajar, sem ser para jogar, sem me preocupar com horário, viajar com a namorada, a família".

Melhores da Temporada

Crédito: Ueslei Marcelino

A Liga Nacional de Basquete (LNB) divulgou, ontem, a lista com os nomes dos candidatos aos Melhores da Temporada 2010/2011 do NBB.

A eleição foi feita pelos treinadores e assistentes dos 15 clubes participantes, personalidades do basquete e membros da imprensa especializada.

A cerimônia de premiação dos Melhores da Temporada será realizada no dia 31 de maio, terça-feira, no Paulistano, em São Paulo.

Além da seleção do campeonato, composta por um armador, dois alas e dois pivôs, a LNB premiará também o Melhor Jogador (MVP), o Melhor Técnico, o Jogador Revelação, o Sexto Homem, o Melhor Defensor e o Atleta que Mais Evoluiu nesta temporada, além do melhor Jogador das Finais.

Para essas premiações foram selecionados três candidatos por categoria.

A LNB ainda premiará os jogadores que lideraram as estatísticas de alguns fundamentos nesta edição do NBB, como o cestinha, o melhor reboteiro e o jogador que deu mais assistências.

Os outros prêmios individuais serão o Craque da Galera (escolhido pelo Sportv), o melhor trio de arbitragem e o árbitro revelação.

Nas premiações coletivas, além do campeão, vice e terceiro colocado, as equipes que tiveram o melhor ataque, a melhor defesa e a melhor conduta (Fair Play) durante esta edição do NBB também serão homenageadas.

Confira a lista com os nomes dos candidatos em cada categoria:

Armador
Helinho (Franca)
Larry (Bauru)
Nezinho (Brasília)

Alas (2)
Alex (Brasília)
Marcelinho (Flamengo)
Marquinhos (Pinheiros)
Robert Day (Uberlândia)
Robby Collum (Uberlândia)
Shamell (Pinheiros)

Pivôs (2)
Guilherme Giovannoni (Brasília)
Jeff Agba (Bauru)
Murillo (São José)
Olivinha (Pinheiros)
Teichmann (Flamengo)
Tischer (Brasília)

Melhor Sexto Homem
Benite (Franca)
Cipriano (Brasília)
Raulzinho (Minas)

Melhor Técnico
Guerrinha (Bauru)
Hélio Rubens (Franca)
José Vidal (Brasília)

Revelação
Benite (Franca)
Erick (Paulistano)
Gui (Bauru)

Jogador que Mais Evoluiu
Benite (Franca)
Douglas Nunes (Bauru)
Morro (Pinheiros)

Melhor Defensor
Alex (Brasília)
Eric Tatu (Limeira)
Figueroa (Pinheiros)

Melhor Jogador
Alex (Brasília)
Guilherme Giovannoni (Brasília)
Marquinhos (Pinheiros)

Agora é a vez do Pedrocão

Crédito: Ueslei Marcelino

Depois da bonita festa que mais de 18 mil torcedores fizeram em Brasília, chegou a hora dos francanos lotarem o Ginásio Pedrocão nos Jogos 2 e 3 da Final

A torcida brasiliense lotou o Ginásio Nilson Nelson no primeiro jogo da Final do NBB e contribuiu bastante para que o Uniceub saísse de quadra com a vitória, por 92 x 72.

Dessa mesma forma, o Franca espera poder contar com o apoio nas arquibancadas do Pedrocão nos Jogos 2 e 3 dessa série decisiva.

Em Franca, não será possível colocar 18 mil pessoas dentro do Pedrocão como em Brasília. Porém, com cerca de sete mil, que é a capacidade do ginásio, os francanos conseguem fazer uma pressão fortíssima no adversário.

Nesta edição do Novo Basquete Brasil, o Franca perdeu apenas uma partida dentro de casa. Foi contra o Universo, de Uberlândia, por 93 x 83, na quarta rodada do segundo turno. Desde então, eles mantém a invencibilidade de 11 jogos no seu próprio ginásio.

Com esse retrospecto e apoiado pelo apaixonado torcedor francano, o time do técnico Hélio Rubens pretende mudar a cara dessa série final.

“Estamos acostumados com situações como essa. Agora vamos para nossa casa, jogar diante da nossa torcida, para reverter a série e poder trazer a decisão para o Jogo 4 aqui em Brasília”, comentou o ala/armador, do Franca, Vitor Benite.

O Brasília sabe que as duas partidas em Franca serão diferentes da que foi disputada em Brasília. Por isso, a atenção será redobrada para esses dois novos desafios.

“Você jogando em casa, num ginásio com 18 mil pessoas é fundamental. Agora vamos jogar dois jogos em Franca, sabendo que é a casa deles. Acho que o jogo que eles fizeram aqui vai ser totalmente diferente do que vão fazer lá. Mas se a gente conseguir impor nosso ritmo de jogo, principalmente na parte defensiva, a gente vai ter sucesso”, afirmou o ala Alex, do Uniceub.

Nada está perdido

Crédito: Ueslei Marcelino



O título acima se refere à situação do Franca. Perdedor da primeira partida das finais do NBB contra o Uniceub, em Brasília, o time do interior paulista se encontra em desvantagem de 1 a 0.

O próximo duelo entre os dois finalistas está previsto para acontecer na noite deste sábado (21h30), desta vez no Ginásio Pedrocão.

Em tempo: esta será a primeira das duas partidas consecutivas em casa para o time francano – a segunda será no domingo, no mesmo horário.

Para seguir com chances de conquistar o título da competição nacional, o time do técnico Hélio Rubens precisa de, ao menos, uma vitória para forçar a realização de um quarto jogo, em Brasília.

Apesar da diferença de 20 pontos no Jogo 1, os francanos confiam na força da equipe dentro do Pedrocão. No ginásio, o time perdeu apenas uma vez na temporada. No entanto, a defesa parece ser a principal preocupação dos jogadores.

“Nossa equipe defensivamente tomou muitos contra-ataques, cestas fáceis e isso machuca um pouco, porque você tem que ir para o ataque tendo que fazer a cesta. Então você joga com a pressão um pouco maior. Mas jogo de final é assim. Se der uma bobeira, der mole, a outra equipe abre 20 pontos”, analisou o ala/armador Vitor Benite.

Para os brasilienses, o objetivo é conseguir ao menos uma vitória como visitante, para ter a oportunidade de fechar a série no quarto jogo, no Nilson Nelson.

Para que tal ocorra, esperam manter o mesmo ritmo conseguido na convincente vitória de ontem no ginásio Nilson Nelson.

“Temos que imprimir o mesmo ritmo, para dificultar o trabalho da equipe de Franca, que é uma grande equipe. Estamos focados e não podemos vacilar, pois Franca é um time perigoso, não podemos deixar que eles entrem no jogo”, comentou o armador Nezinho.

Giovannoni derrama-se em agradecimentos

Destaque do Brasília na inapelável vitória sobre Franca, ala-pivô se desculpa pelas cobranças aos colegas e elogia a torcida que lotou o ginásio: ‘Fantástica’


Guilherme Giovannoni é chato. Bem chato. E quem afirma isso com tanta certeza é ele mesmo. Poucos minutos após a sonora vitória do Uniceub sobre o Franca no jogo 1 da final do NBB, ontem, o ala-pivô tentava entender o que tinha acabado de acontecer.

Ainda enxugando no rosto o suor que lhe rendeu 16 pontos, sete rebotes e três roubos de bola, ele deixou a “chatice” de lado e se voltou aos companheiros e à torcida. Para agradecer.

“Agradeço aos meus companheiros, porque às vezes eu sou bem chato. Às vezes não, sempre. Sou bem chato com algumas coisas, algumas manias. Passo um pouquinho do limite. O detalhe para mim é muito importante. Converso todas as coisas com o Zé (o técnico José Carlos Vidal), ele tenta me acalmar, tem esse mérito grande”, explicou Guilherme.

Enquanto falava, o jogador de 30 anos olhava para as arquibancadas já vazias. Durante o jogo, elas estavam abarrotadas com 18 mil torcedores. E nem foi preciso escolher muito as palavras para descrever a torcida brasiliense.

“Fantástica. Fantástica. A única palavra que eu posso dizer é fantástica. Colocamos 18 mil pessoas aqui. A gente sabe que, contra o Flamengo, a torcida deles também tinha peso. Mas não acredito que havia muitos torcedores de Franca aqui. Isso mostra que o povo brasiliense adotou a nossa equipe e está cada dia mais apaixonado pelo basquete. Eu só tenho a agradecer”.

A emoção após o jogo está longe de significar relaxamento. Já neste sábado, Guilherme volta à quadra, desta vez em Franca, para o jogo 2 da série.

A terceira partida é no domingo, e se o Brasília vencer ambas, conquista o bicampeonato. Caso perca ao menos uma, o confronto retorna à capital federal na terça-feira para o jogo 4.

Mesmo elogiando a maneira como o time se comportou, o ala-pivô sabe que não convém comemorar muito o feito.

“Nós treinamos durante a semana exatamente o que executamos no jogo. Está todo mundo de parabéns. Mas sem enaltecer muito, porque essa vitória é só uma, numa série que vai ser longa. Vamos para Franca com a mesma concentração”, prometeu.

Por Rodrigo Alves/Globo.com

Show em quadra e na arquibancada

Com o Nilson Nelson lotado, o UniCeub/BRB arrasa o Franca no primeiro jogo da decisão do NBB, por 92 x 72, e embarca para o interior paulista com vantagem e moral


No dia anterior à primeira partida da final do Novo Basquete Brasil (NBB), os jogadores de UniCeub/BRB e Franca disseram que o equilíbrio marcaria a série.

Mas no primeiro confronto, ontem, no Ginásio Nilson Nelson, os brasilienses atropelaram os visitantes. Venceram por 92 x 72 e abriram 1 x 0 no duelo.

Aplaudidos de pé pela barulhenta torcida, os candangos viajam hoje para o interior paulista. Amanhã, às 21h30, as equipes se enfrentam no Pedrocão.

Antes de a bola começar a subir, a torcida do UniCeub/BRB deu show. Lotou completamente as arquibancadas e fez uma festa espetacular para o time. Dentro de quadra, os jogadores seguiram o ritmo dos torcedores.

A empolgação se transferiu do público para os atletas. Com defesa implacável e contra-ataques mortais, os brasilienses abriram boa vantagem no placar. Nezinho e Guilherme Giovannoni comandaram as ações e ajudaram a equipe a vencer o primeiro quarto por 22 x 17.

O que já tinha dado certo no primeiro período só melhorou no segundo. Alex e Lucas Tischer se destacaram na defesa e ajudaram a transformar os erros francanos em cestas fáceis do outro lado.

Sem conseguir armar as jogadas, os paulistas viraram alvo fácil para os candangos, que foram para o vestiário com inapeláveis 53 x 33 no marcador.

O panorama se manteve no reinício da partida, com o UniCeub/BRB mantendo a vantagem na casa dos 20 pontos. No quarto final, Franca estava nitidamente nocauteado.

Sem poder de reação, os paulistas viram os donos da casa fazerem a festa dos milhares de torcedores ao administrar o placar.

A marcação, sempre dobrando na hora certa e dificultando as ações dos francanos, ditou o ritmo do time de Brasília até o fim.

Sem pressa para finalizar e aos gritos de “olé” das arquibancadas, os candangos souberam matar o rival e abrir vantagem na decisão do NBB com uma impressionante vitória de 92 x 72.

Vagner Vargas/Nádia Medeiros/Mariana de Paula/Especial para o Correio Braziliense

Uniceub joga bem e larga na frente

A assessoria de imprensa do Uniceub, o nosso representante no Novo Basquete Brasil (NBB), enviou-me a matéria do primeiro duelo contra o Franca, ocorrido ontem à noite, no Nilson Nelson, abrindo às finais da competição.
Crédito: Cadu Gomes/Divulgação


Eis o texto:

O Uniceub/BRB/Brasília saiu na frente na série melhor-de-cinco do playoff – final da terceira edição do Novo Basquete Brasil (NBB) – 2010/2011 ao derrotar o Vivo/Franca BC, na noite desta quinta-feira, por 92 x 72 (53 x 33 no primeiro tempo), atuando no ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF).

O time brasiliense conseguiu um trabalho defensivo muito bom, o que permitiu a abertura de vantagem de 20 pontos nos dois quartos iniciais.

Nos dois períodos seguintes, o representante do Distrito Federal soube administrar bem e garantiu o resultado favorável.

“Iniciamos o jogo com uma defesa muito forte, conseguindo neutralizar os pontos fortes de Franca e realizando vários contra-ataques, o que nos deu a chance de abrir vantagem no marcador. Vencemos a primeira e temos que nos concentrar para seqüência da série, já que os duelos em Franca serão bem duros”, comentou Guilherme Giovannoni, ala/pivô do time brasiliense, que anotou 16 pontos, apanhou sete rebotes, deu três assistências e recuperou ainda três bolas.

“Temos que dedicar este primeiro resultado aos nossos torcedores, que lotaram o Nilson Nelson e deu um verdadeiro show”, complementou Giovannoni.

Já Arthur, também da equipe de Brasília, enalteceu a atuação regular de sua equipe.

“Atuamos de maneira regular durante os 40 minutos, sem oscilar, e com participação importante do elenco, já que todos os jogadores que estiveram em quadra, deram a sua parcela de contribuição. Outro ponto positivo foi a nossa marcação, que funcionou bem”, analisou o ala, que marcou 15 pontos, deu duas assistências e recuperou ainda três bolas.

Pelo time francano, o ala Dedé, com 22 pontos anotados, foi o destaque de sua equipe e o cestinha da partida.

O segundo confronto acontece no sábado, às 21h30, no ginásio Municipal Pedro Murilla Fuentes (Pedrocão), na cidade de Franca (SP).

Uniceub atropela Franca

Empurrado por 18 mil fanáticos torcedores, atual campeão do NBB abre a decisão com atuação dominante no Nilson Nelson; jogo 2 é neste sábado, no Pedrocão
Crédito: Cadu Gomes


Um trator movido a 18 mil fanáticos. Foi assim, com o pé no acelerador e destruindo tudo pelo caminho, que o Uniceub abriu a final do Novo Basquete Brasil (NBB), ontem à noite.

Empurrado por uma torcida elétrica que lotou o Nilson Nelson, o time da casa retribuiu na mesma moeda.

Simplesmente aniquilou o time francano no primeiro tempo, administrou a diferença de 20 pontos no segundo e só estacionou quando a vitória por 92 x 72 estava garantida.

Com a vantagem de 1 a 0 na série, o atual campeão viaja agora para o interior de São Paulo, palco das duas partidas seguintes no fim de semana.

O jogo 2 está marcado para às 21h30 de amanhã, e o 3 para o mesmo horário no domingo. Se Franca vencer pelo menos um deles, a série retorna a Brasília na terça-feira para a quarta partida.

Com uma defesa sufocante e um ataque bem distribuído, o Uniceub viu seis jogadores marcando pelo menos 12 pontos. Guilherme e Nezinho foram os cestinhas com 16, sendo que o primeiro adicionou sete rebotes, e o segundo, sete assistências.

Alex, autor de 14 pontos, também pegou sete rebotes e deu quatro passes. Arthur fez 15 pontos, seguido pelos 13 de Lucas Tischer e os 12 de Márcio Cipriano, mais um que pegou sete rebotes. Apesar da derrota, Dedé, do Franca, foi o cestinha da partida, com 22 pontos.

Alex, um dos astros da equipe brasiliense, comentou depois do duelo diante do Franca.

“O ginásio estava cheio e isso nos ajudou. Nossa defesa funcionou. Foi uma bela vitória. A defesa é o que leva o time ao título. Franca também tem uma ótima defesa, que não funcionou neste primeiro jogo. Agora temos trabalhar a cabeça. Sabemos que temos essa grande responsabilidade dos dois jogos lá”.

Durante a tarde, ainda se especulava se a torcida conseguiria lotar o Nilson Nelson. Quando a bola subiu, a dúvida já tinha ido para o espaço.

No início do primeiro quarto, ainda entrava gente pelos portões do ginásio, e a impressão era de que não caberia nem mais um mosquito.

O barulho completava o cenário: os torcedores vibravam a cada erro dos visitantes e ainda mais a cada cesta do time da casa – com duas enterradas sonoras de Lucas Tischer, os decibéis foram nas alturas.

Erros, aliás, não foram exclusividade francana no início do jogo. As duas equipes pareciam tensas tanto nos passes como nos arremessos, e as defesas falaram mais alto.

Os paulistas terminaram o primeiro quarto com 2/8 da linha de três. E se Brasília também não brilhava de longe (1/3), ao menos compensava nas bolas perto da cesta, com ótimo aproveitamento.

Amparados nos sete pontos de Tischer e nos seis de Arthur, os donos da festa viraram a primeira parcial na frente: 22 x 17.

Na volta para o segundo período, um ataque pesado aos tímpanos. Com a sequência de 6 x 0 para o time da casa, a torcida incendiou de vez o ginásio.

A receita ao redor da quadra era simples: bastões infláveis, palmas e, principalmente, garganta. Com essa trilha sonora, a vantagem pulou para 17, graças a um chute de três de Nezinho, um dos grandes nomes do segundo quarto.

Na base da defesa, o atual campeão sobrava. E isso porque Alex só foi fazer seus primeiro ponto a quatro minutos do intervalo.

Pouco depois disso, Guilherme, outro destaque do período, escapou no contra-ataque e enterrou. Vinte pontos de vantagem, torcida elétrica. Na saída para o vestiário, estava feito o estrago nas pretensões francanas: Brasília 53 x 33.

Na volta para o segundo tempo, os visitantes ainda abriram 5 x 0, mas não conseguiram frear o rival por muito tempo. Nem a torcida, que continuava gritando e cantando sem parar.

No ritmo de Alex, que tinha sido discreto nos pontos até o intervalo, a diferença continuou na casa dos 20 e ficou em 22 na virada para o último quarto: 72 x 50.

E quem esperava um certo relaxamento se deu mal. O Uniceub manteve o ritmo forte no período final e, diante de um Franca aniquilado, ainda fez a vantagem subir para 28 pontos.

A cinco minutos do fim, a festa já era total no Nilson Nelson, e a torcida vibrava por qualquer coisa. Afinal, a vitória garante que a série vai retornar à Capital Federal. A não ser que o trator continue embalado em Franca e feche em 3 a 0.

Por Rodrigo Alves/Globo.com

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sai Flamengo, entra Franca

Depois de 28 jogos na primeira fase, cinco nas quartas de final e quatro nas semi, o UniCeub chegou à final do Novo Basquete Brasil (NBB).

Agora, as 26 vitórias do time durante a temporada ficam para trás e o que valem são os próximos cinco possíveis jogos contra Franca na decisão do campeonato.

A primeira partida da série será em Brasília, na próxima quinta-feira, no Ginásio Nilson Nelson.

Em casa e com a ajuda da torcida, os candangos têm a chance de abrir a série com vantagem e viajar com o moral elevado para tentar resolver o campeonato na casa do adversário, já que os jogos três e quatro serão no interior paulista.

Apesar de o UniCeub ter carimbado o passaporte para a final do NBB, o técnico José Carlos Vidal é categórico ao dizer que os jogadores não podem entrar em quadra como fizeram, principalmente, nos dois últimos jogos diante do Pinheiros.

“O time entrou sem energia. Costumamos sempre marcar forte e fazer uma transição rápida, mas não conseguimos isso. Neste último jogo, acabamos tomando 14 pontos logo de cara e o resto da partida acabou se resumindo a buscar essa diferença. Em casa, sempre temos que jogar forte desde o início”, avalia Vidal.

“Os erros cometidos no fim do último quarto, quando cedemos o empate, são erros que não devem ser cometidos nunca em um jogo ganho. Temos que evitar e acertar isso”, comentou o técnico, se referindo às duas roubadas de bola do Pinheiros nos últimos segundos da partida, quando o time do DF estava em vantagem no placar.

Porém, para Vidal, é normal os atletas oscilarem entre os jogos, alternando dias bons e ruins. O que importa, segundo ele, é o poder de reação e a atitude que jogadores como Alex, por exemplo, tiveram durante o jogo.

O ala havia marcado apenas dois pontos no primeiro tempo, mas conseguiu uma recuperação inacreditável e anotou 21 no segundo e mais oito na prorrogação, tornando-se um dos responsáveis pela virada e pela vitória na sexta.

“Eles saem fortalecidos de quadra quando isso acontece. Esta é uma equipe com grande poder de reação. No basquete, você só recupera placar quando encaixa a defesa. E a nossa, quando tem que funcionar, funciona”, afirma Vidal.

Já pensando na final, o técnico destaca que a principal diferença a partir de agora nos confrontos com Franca será justamente a defesa do time paulista.

“Eles marcam muito mais do que a do Pinheiros. Será defesa contra defesa. Quem conseguir adaptar melhor o ataque, vai se dar bem.”

Pela terceira vez consecutiva, a equipe do DF tem a chance de disputar uma final do Novo Basquete Brasil, isso sem contar com as duas outras decisões nos anos anteriores (2007 e 2008) que o time também participou, mas no antigo Campeonato Brasileiro de Basquete.

Já no novo formato, pelo NBB, na temporada de 2009/2010, perdeu o título para o Flamengo. No ano seguinte, porém, teve sua revanche e foi campeão em cima da equipe carioca.

Com os cariocas eliminados da competição pelo Franca, o UniCeub encara o rival em uma final depois de quatro anos.

Quando o time ainda se chamava Universo, enfrentou os paulistas na decisão do Brasileiro de 2007. Na época, os cadangos fizeram quatro jogos contra os francanos e fecharam a série em 3 a 1.