Com Guilherme Giovannoni em noite inspirada, atual campeão do NBB sofre, mas arranca a vitória dentro de casa nos últimos segundos do jogo 1Dez pontos separavam o Uniceub do Pinheiros. Diferença que preocupava o técnico José Carlos Vidal, que via seu time em noite pouco inspirada e dependente demais de Guilherme Giovannoni.
Ainda assim, o atual campeão do NBB soube se superar. Conseguiu sair de uma situação desconfortável no terceiro período e, apesar do sufoco no fim, fez valer o seu mando de quadra para fazer 1 a 0 na melhor de cinco, válida pelas semifinais do campeonato.
Aos gritos de "o campeão voltou" vindos da arquibancada, o time de Guilherme, responsável por 36 pontos e 12 rebotes, venceu por 84 a 80 (36 x 40). O próximo confronto será neste domingo, às 20h, em São Paulo.
“A concentração da equipe foi muito boa, e consegui roubar essa última bola. Fiquei satisfeito com a vitória. Não fizemos um bom jogo na produção de ataque, mas vencemos. Temos que esfriar a cabeça para estarmos mais fortes no domingo”, comentou o armador Nezinho.
Apesar do início equilibrado, o Uniceub soube tirar melhor proveito de seu poderio ofensivo. Os anfitriões trabalhavam melhor a bola no ataque e tinha Guilherme Giovannoni como seu maior destaque, que anotou 11 pontos só no primeiro quarto.
Com a mão calibrada do ala-pivô, a raça de Alex e as antecipações de Cipriano, a equipe fez 16 x 9. O Pinheiros demorou, mas começou a se encontrar no final do período, cortando a vantagem para apenas um (17 x 16). Mas Guilherme manteve sua equipe à frente ao anotar uma sequência de cinco pontos: 23 x 18.
Só não podia esperar que o adversário fosse reagir com tanta força. Se o Pinheiros ainda não contava com as cestas de Shamell, zerado na partida, Olivinha tratava de contribuir com as suas.
Sem encontrar marcação da linha de três pontos, ele encurtava o caminho do time e ajudava na virada: 26 x 25. Shamell também desencantou e deu sua colaboração com um chute longo preciso.
O Uniceub não se abateu e foi buscar o empate, com uma defesa mais agressiva (36 x 36). Mas não conseguiu manter o placar assim até o final, indo para o vestiário em desvantagem: 40 x 36.
A situação começou a ficar complicada no terceiro quarto. Se o time paulista seguia consistente, o adversário mostrava fragilidade emocional. Alex tomou uma falta técnica por reclamação e viu pouco depois o Pinheiros abrir 52 x 42.
José Carlos Vidal parou o jogo. Precisava colocar ordem na casa. Deu certo. Dali em diante, seus comandados fizeram 7 x 0 depois de quatro ataques seguidos desperdiçados pelos visitantes (52 x 49).
Para piorar, tinham o armador Figueroa no banco pendurado com quatro faltas. A frente confortável estava a um passo de escapar das mãos do Pinheiros: 58 x 57.
Alírio veio para o jogo e tratou de voltar a pressão para Olivinha e seus companheiros, fazendo a cesta da virada (59 x 58).
Figueroa deixou o banco, Marquinhos respondia do outro lado, mas Guilherme tratava de frear qualquer tentativa de reação com duas bolas de três (70 x 63).
A essa altura, com 34 pontos na conta, ele não encontrava resistência e seguia passeando pelo garrafão. O time do DF abriu 75 x 66 e parecia ter a vitória sob controle. Parecia. Alex foi eliminado ao cometer a quinta falta e o Pinheiros não se dava por vencido.
Restando pouco mais de um minuto, Shamell colocou a equipe no jogo novamente (81 x 78) e tirou proveito de uma saída de bola errada para encostar de vez: 81 x 80.
A 34s do fim, Nezinho perdeu um ataque e fez o ginásio se desesperar. O erro de André e a falta em Arthur o fez respirar. O ala acertou o lance livre e abriu 82 x 80.
Shamell ainda tinha um ataque que poderia fazer o Pinheiros fazer 1 a 0 na série, mas viu a bola ser roubada por Nezinho quando faltavam apenas 5s de jogo.
“Essa vitória em casa era fundamental para sequência da disputa e agora temos que manter o mesmo foco para os jogos fora. Mesmo com alguns altos e baixos durante o jogo, crescemos de produção no final e conseguimos vencer”, disse Guilherme.
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