segunda-feira, 9 de maio de 2011

Briga de cachorro grande

Após fazer o dever de casa no jogo 1, o Uniceub tinha pela frente uma jornada dupla em São Paulo contra o Pinheiros, dono da melhor campanha da primeira fase. Logo na primeira oportunidade, mostrou que não está disposto a fazer cerimônia no quintal do adversário.

Atual campeão do Nobo Basquete Brasil (NBB), o time do DF arrancou uma vitória dramática por 90 x 89, ontem, na capital paulista e abriu 2 a 0 na série semifinal. Agora só precisa de mais um triunfo para avançar à decisão e brigar pelo bicampeonato.

Só para rememorar:
O triunfo brasiliense só veio no último instante. O ala Marquinhos, do Pinheiros, teve a chance de mandar o jogo para a prorrogação, mas precisava acertar seus três lances livres e errou o último, deixando seu time numa enrascada.

Por causa do seu erro, agora o Pinheiros terá que vencer três vezes seguidas para continuar vivo no campeonato. Na outra semifinal, o Franca lidera por 2 x 0 a série diante do Flamengo.

“O time mostrou muita perseverança. Foi sofrido, mas playoff é assim mesmo, a equipe está de parabéns”, festejou Guilherme Giovannoni, do Uniceub.

Com 21 pontos e 11 assistências, Nezinho foi o maior destaque do time brasiliense. Guilherme foi o cestinha com 23 pontos, enquanto Arthur contribuiu com 17 e Alex fez 14. Pelo lado pinheirense, Olivinha liderou com 19 pontos, e Shamell fez 17.

Marquinhos terminou com 14, mas precisava daquele 15º no lance livre para evitar a derrota. “Não tem o que falar. A partida podia ir para a prorrogação, mas acabei errando. Basquete é isso”, lamentou o jogador paulista.

Memória
Perdendo a série por 1 a 0, o Pinheiros entrou ligado em quadra e abriu 8 x 0 para começo de conversa. A alegria da torcida durou pouco. O Uniceub logo virou, aproveitando os buracos na defesa do rival. Ao fim do primeiro período, a vantagem já era dos visitantes: 23 x 19.

Com Nezinho e Guilherme inspirados, o time do DF chegou a abrir sete pontos, mas viu o dono da casa reagir. Shamell e Morro pontuavam bem pelo time paulista, que cortou a diferença no placar e foi para o intervalo perdendo por apenas um ponto: 42 x 41.

A gangorra continuou no terceiro quarto, quando os visitantes abriram nove pontos, sua maior vantagem na partida. Desta vez, até que conseguiram segurar, virando para o último quarto com 66 x 61 no placar.

Mas nos dez minutos finais, o time da casa reagiu de novo, no embalo da torcida. Nezinho abriu quatro pontos com uma bandeja, mas Alex errou um arremesso, e Shamell sofreu uma falta na sequência para empatar com 34 segundos no relógio.

A partir dali, o jogo virou uma batalha de lances livres. Guilherme acertou dois, e Shamell podia ter respondido, mas errou um dos seus. Alex sofreu falta com três segundos no relógio e abriu três pontos.

Sem pedidos de tempo, o Pinheiros fez a bola chegar a Marquinhos, que cavou uma improvável falta da linha de três pontos, com sete décimos no cronômetro. Nezinho foi ao desespero, alegando que a falta não tinha sido no ato do arremesso.

Mas a arbitragem marcou, e o destino do jogo estava na mão de Marquinhos, que precisava acertar os três lances livres para forçar a prorrogação. Ele converteu os dois primeiros, mas errou o terceiro, para tristeza da torcida e festa dos jogadores do DF, que comemoraram muito a vitória no centro da quadra.

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