quarta-feira, 25 de maio de 2011

A festa é toda nossa

Crédito: Ueslei Marcelino


Vagner Vargas/Nádia Medeiros/Correio Braziliense

Desta vez, a festa da torcida brasiliense, que lotou o Ginásio Nilson Nelson mais uma vez, não terminou quando o relógio zerou.

A vitória por 77 x 68 sobre Franca, ontem à noite, foi apenas o começo da alegria dos milhares de brasilienses que foram incentivar a equipe.

O triunfo deu aos candangos o terceiro título nacional, o segundo consecutivo no Novo Basquete Brasil (NBB). Após a conquista, o ala-pivô Guilherme Giovannoni, o melhor das finais, pegou o microfone e se dirigiu aos torcedores: “Obrigado, galera!”

A fórmula é antiga: defesa forte e pressão sob o adversário o tempo todo. Quando o arremesso sai torto e dá rebote, saída rápida no contra-ataque, com lançamentos longos e cestas fáceis.

Foi assim mais uma vez que o UniCeub/BRB superou Franca no primeiro quarto. Forçando os erros dos rivais, os candangos saíram na frente nos 10 primeiros minutos.

Quando os francanos escapavam da marcação, quem defendia eram os torcedores. Com muitas vaias, as arquibancadas ajudaram a impedir alguns pontos dos visitantes, especialmente em lances livres.

Empurrados pela torcida, os jogadores da casa seguiram melhor. Embora o ritmo tenha diminuído e os contra-ataques também, o UniCeub/BRB continuou marcando com extrema eficiência.

O time errou muitas bolas de três, mas compensou as falhas com rebotes ofensivos. O ponto alto do quarto - e talvez da série -, veio no fim do período.

Nezinho deu um passe sensacional para o pivô Lucas Tischer, que pegou no ar e completou a ponte aérea com uma cravada que incendiou o ginásio. Empolgados, os candangos acabaram o primeiro tempo na frente por 34 x 21.

O ala Arthur foi um dos destaques do UniCeub/BRB na conquista do tricampeonato. Muito bem na defesa e nos rebotes, o camisa 4 ainda foi fundamental para matar a reação francana no último quarto.

Das mãos dele vieram os cinco pontos consecutivos que puseram fim no ânimo do time paulista. Ele terminou o jogo com 15 pontos e cinco rebotes.

Enquanto os brasilienses não se abalaram ao jogar no lotado e barulhento Pedrocão, Franca parece ter sentido a pressão da torcida candanga, como no primeiro jogo. Perdidos em quadra, os paulistas só viram a desvantagem aumentar no terceiro quarto.

Em contra-golpes, bolas de três e infiltrações, o UniCeub/BRB pontuava como queria e os visitantes tinham extrema dificuldade. Dominando o jogo, os candangos chegaram a abrir mais de 20 pontos. Com uma reação no fim, Franca diminuiu a diferença para 51 x 38.

O último suspiro francano veio com o quarto final. Impulsionados por Benite, até então apagado, e Ricardo Probst, o time de São Paulo reduziu a desvantagem para oito pontos. Mas a torcida mal teve tempo para ficar preocupada.

Com bolas de três de Nezinho e Arthur, o UniCeub/BRB disparou novamente no placar e recomeçou a festa nas arquibancadas. A vitória por 77 x 68 só confirmou o que a torcida já vinha gritando antes de o cronômetro zerar: “Tricampeão!”

Celebração para a torcida, para o time e para Guilherme Giovannoni, eleito o melhor das finais e que recebeu o troféu das mãos do governador do DF, Agnelo Queiroz.

Os legítimos tricampeões

O terceiro título nacional dos brasilienses foi especial para todo o grupo que participou da campanha. Mas apenas cinco jogadores do atual elenco têm lembranças de cada uma das conquistas. Nezinho, Alex, Arthur, Márcio Cipriano e Rossi participaram de todas elas e estavam em quadra para comemorar e levantar o terceiro troféu ontem.

Em 2007, ainda antes da criação do NBB, o então Universo venceu Franca por 3 x 1, fechando a série no Pedrocão.

Naquela conquista, outro jogador do time atual também entrou em quadra. Foi o pivô Alírio, que na temporada passada estava no Flamengo e foi vice-campeão com o rubro-negro.

Grande destaque do jogo decisivo, em 29 de junho de 2007, Arthur foi o cestinha, com 22 pontos, na vitória por 93 x 88. Alex e Nezinho fizeram 20 cada, enquanto Cipriano e Rossi anotaram seis.

Depois daquele ano, os candangos foram vice-campeões por duas temporadas seguidas, perdendo ambos os títulos para o Flamengo. Ali nasceu a rivalidade entre as equipes.

Mas em 2009-2010, o time do DF deu o troco e foi campeão, mais uma vez com ajuda de Nezinho, Alex, Arthur, Cipriano e Rossi.

Os hoje tricampeões levantaram a taça em 6 de junho do ano passado, vencendo o Flamengo em um jogo emocionante, decidido no fim, por 76 x 74. Alex, com 23 pontos, foi o principal pontuador da partida, sendo decisivo mais uma vez.

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