segunda-feira, 16 de maio de 2011

Jacaré vence por sete a dois







Neste trabalho fotográfico de Ueslei Marcelino, fiz questão de mostrar nas três primeiras imagens, de baixo para cima, a desolação por parte do técnico do Gama, Heriberto da Cunha e dos seus jogadores após a perda do título. As três seguintes, na mesma ordem, representam a alegria de quem conquistou mais um título, terminando com a mostragem dos troféus que estiveram em disputa ao longo do campeonato.


Na primeira divisão do futebol local desde 2001, um ano depois de ser criado, o Brasiliense ampliou a vantagem sobre o arquirrival Gama para 7 a 2 em títulos nesse período em que os dois disputam o nosso principal campeonato.

O Jacaré levou a pior nas três primeiras temporadas, quando o alviverde, fundado em 1975, foi campeão duas vezes (2001 e 2003), ambas vencendo o time amarelo na final.

O CFZ ganhou em 2002, com o Gama como vice, o que deixaria o Brasiliense de fora da Copa do Brasil pela primeira e única vez em sua história, na edição de 2003.

A partir de 2004, o Brasiliense deu o troco com juros e correção monetária. O Jacaré abocanhou sete títulos em oito anos, perdeu apenas o de 2010, para o Ceilândia.

Em todos esses anos, foram quatro conquistas em cima do Gama: 2004, 2005, 2006 e 2011. O alviverde só conseguiu ser vice duas vezes: 2006 e 2011.

Amargou ainda um terceiro (2004, 2007, 2008 e 2009), três quartos (2005) e um quinto lugar (2010), sua pior colocação desde 1992.

Com a perda do título para o Brasiliense, a fila do tradicional Gama aumentou para oito anos. Ainda recordista de conquistas locais, com 10, o alviverde segue sem levantar a taça desde 2003.

Diga-se de passagem que é o segundo maior jejum da equipe criada em 1975, atrás somente da década entre seus dois primeiros troféus: 1979 e 1990.

Em seguida, vêm os três anos até a terceira volta olímpica, em 1994, e da estreia na elite, em 1976, até a primeira comemoração.

O vice-campeonato de 2011 é apenas segundo nesses oito anos de jejum. Curiosamente, o outro também foi com Heriberto da Cunha como treinador, quando o Gama perdeu o título também com um 0 x 0, na última rodada do quadrangular final de 2006, no Mané Garrincha.

Da mesma forma que neste ano, o Brasiliense jogava pelo empate e comemorou o título em cima do arquirrival.

Com o empate sem gols, sábado, no Serejão, pela segunda e última partida da final do nosso campeonato, o Brasiliense manteve as duas vitórias de vantagem sobre o Gama.

Agora, em 45 clássicos, o time amarelo ganhou 16, empatou 15 e perdeu 14. Fez 56 gols e sofreu 46. Praticamente os números finais deste ano, uma vez que os dois não se enfrentam mais na temporada, em que o Brasiliense vai disputar a Série C do Brasileiro, enquanto o Gama está na quarta divisão.

Em seis duelos neste ano, foram duas vitórias amarelas, três empates e uma derrota, com sete gols a favor e quatro contra.

Curiosamente, os dois times não perderam como visitantes nos clássicos. O Brasiliense teve suas duas vitórias sobre o rival no Bezerrão: 2 x 1, de virada, na primeira fase, e 3 x 0 na abertura do quadrangular - o duelo de ida da final acabou em 1 x 1.

Na Boca do Jacaré, o Gama ficou invicto: 0 x 0 na primeira fase e na decisão, além do 2 x 1 na última rodada da segunda fase.

O Brasiliense ganhou os dois primeiros clássicos da história: 3 x 1 no Mané Garricha e 2 x 0 no Bezerrão, na primeira fase do campeonato de 2001.

Depois disso, o Gama se recuperou. Tanto que chegou a ter cinco vitórias de frente no clássico por duas vezes: 7 x 2 e 8 x 3, graças a dois anos de invencibilidade, de 2001 a 2003, ao ganhar sete vezes e empatar outras três em 10 jogos.

Somente a partir dos 2 x 0 no Serra Dourada, em Goiânia, pela Série B de 2003, quando o adversário cumpriu punição, o Brasiliense começou a se recuperar. Daí conseguiu no máximo empatar o retrospecto até ultrapassar o adversário em 2009.

Em 2011, o Jacaré conseguiu abrir um recorde de três vitórias de frente até a derrota pela última rodada da segunda fase.

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