A nova equipe econômica, liderada por Joaquim Levy no
Ministério da Fazenda, deve tomar posse na próxima semana, depois de baixar a
poeira da batalha da presidente Dilma Rousseff para afrouxar as metas fiscais
deste ano, disse uma fonte do governo.
Após uma extensa votação, o Congresso aprovou o projeto que
amplia os descontos da meta de superavit primário (economia para pagar os juros
da dívida), na madrugada desta quinta-feira, apesar das inúmeras manobras da
oposição, que explorou à exaustão os instrumentos regimentais para alongar a
sessão.
No entanto, ainda falta analisar uma última emenda da
oposição, que deve ser votada em sessão na próxima terça-feira.
A demora na aprovação atrasou a posse do novo ministro da
Fazenda devido à necessidade de protegê-lo de ações legais e políticas por não
atingir a meta fiscal. Levy deve assumir após a conclusão da votação da mudança
orçamentária para "evitar um problema legal", disse a fonte, que
falou sob condição de anonimato.
A nova equipe, que inclui Nelson Barbosa como ministro do
Planejamento, poderia assumir na quinta-feira ou sexta-feira da próxima semana,
disse a fonte, e o restante da equipe assumiria em 1º de janeiro, quando começa
o segundo mandato da presidente Dilma.
Levy está trabalhando em um escritório no Palácio do
Planalto em planos para aumentar as receitas fiscais que incluem um mix de
aumento de impostos e eliminação de desonerações, segundo a fonte.
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