O primeiro das duas decisões, entre Ceilândia e Brasiliense, amanhã, às 16h, no Abadião, está mexendo com a cabeça de quem é obrigado a pensar mais friamente o esquema tático a ser colocado em prática, no caso, o técnico do Gato, Adelson Almeida.
Nos últimos dias ele tem demonstrado preocupação, às vezes irritação. E não é para menos. Depois de passar os últimos seis anos dirigindo os juniores do Jacaré, agora do outro lado, ele está muito perto de levar o Ceilândia ao lugar mais alto do pódio, o título do Metropolitano.
Além do confronto em si, contra um dos melhores times do DF nas últimas temporadas, o que tem tirado o sono do treinador são os desfalques. Panda, William e Daniel não podem atuar no duelo de amanhã.
Adelson Almeida compreende que as ausências afetam e muito a espinha dorsal da equipe. Para o lugar de Panda não há dúvida. Celso entra na defesa. Com isso, o Ceilândia ganha um jogador com boa estatura no confronto com a forte jogada de bola aérea do adversário.
Os problemas aumentam na hora de substituir William. Não há no elenco do Ceilândia nenhum jogador com as mesmas características ofensivas do habilidoso lateral esquerdo do Gato.
Uma opção seria improvisar um meio-campista na lateral esquerda. É pouco provável que Adelson faça isto. Há uma preocupação especial com o lado direito do Brasiliense.
É por ali que o meia Iranildo, quando joga, ou Pedro Ayub, fazem o um-dois sobre o lateral adversário, permitindo o ataque pela direita ou a inversão para o lado esquerdo, conforme o sistema defensivo do adversário é desarticulado. O mais provável é que Augusto entre na lateral esquerda.
O maior problema é o substituto de Daniel. O nome mais certo seria Tezelli. Outra opção é Liel. Nenhuma das opções agrada ao torcedor. Tanto Liel, zagueiro de origem, quanto Tezelli têm problemas com o passe.
A ausência de William complica ainda mais a saída de bola. A vantagem de Liel é que o Ceilândia pelo menos fica mais forte na disputa da segunda bola.
As opções deixam Adelson muito preocupado. Os jogadores são guerreiros, mas não se vence um campeonato apenas na base da vontade. Com esse time o Ceilândia dependerá e muito da velocidade de Cafu contra a defesa pesada do Brasiliense.
A sensação que fica é a de que, se o Ceilândia sair na frente, será difícil para o Brasiliense empatar, mas se o contrário ocorrer, as opções não revelam uma grande capacidade de reação do Gato. Amanhã veremos.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
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