terça-feira, 27 de abril de 2010

Um pouco do novo técnico

Eis a imagem do novo técnico do Gama. Ele assistiu a partida em que o Periquito perdeu a chance de figurar entre os quatro melhores do campeonato de profissionais


Este técnico se chama Edson Vieira, bastante conhecido no futebol paulista, onde dirigiu União Barbarense, XV de Piracicaba, União São João de Araras e Lemense, que foi o seu último clube.

Enquanto não começa a fase de treinamentos para a Série C, o treinador se encontra em Londrina (PR). Ele concedeu uma entrevista ao Blogama sobre como pretende trabalhar para subir o Gama para a Segunda Divisão.

Como surgiu o convite para dirigir o Gama?
A indicação foi por meio de um pedido do Wagner Marques ao José Mario Pavan (presidente do União São João). Os dois são muito amigos e então Pavan, que já conhecia meu trabalho, me indicou para o Wagner. Já era para eu ter assumido o Gama há mais tempo. Eu, inclusive, assisti a última partida do Gama no Bezerrão quando foi eliminado (empate em 1 x 1 com o Ceilandense).

Você é conhecido no futebol paulista, no entanto, só dirigiu times de São Paulo. Porque não comandou outros times?
Comandei outros times, sim. Fui técnico do Londrina e do Caxias. E joguei por Botafogo, do Rio, Ceará, Fortaleza e vários clubes do Brasil.

O que sabe sobre o Gama?
Sei que o Gama é o time mais popular de Brasília, que tem a maior torcida e que possui um dos melhores estádios do país. Além disso possui um CT que poucos clubes do Brasil têm, apesar de faltar alguns detalhes. Só que passou por um período ruim e está na terceira divisão. Um clube como esse não pode ficar na Série C. Tem é que estar na Série A.

Qual é o seu estilo de comandar? Disciplinador ou mais parceiro?
Gosto de ser amigo do jogador. Sabe como é, jogador de futebol é normalmente muito individualista, não gosta de se expor. Eu converso com os meus atletas, às vezes até me intrometo na sua vida pessoal, mas sempre com o intuito de trazê-lo para o grupo. Mas já tive jogadores que não aceitaram meu comando. Aí, eu tenho que manter a ordem.

Qual é a sua expectativa? ser campeão, brigar pelo acesso ou chegar nas quartas já será um bom resultado?
Primeiro que as pessoas não têm noção do que é uma série A2 e A3 de São Paulo. Ali nós temos jogadores e técnicos tarimbados que foram até para o exterior. É um campeonato muito forte. Então não tenho medo do que pode vir. A minha expectativa, é claro, só pode ser pelo acesso. Eu sempre que chego em um clube eu estabeleço metas. Vou falar aos jogadores que minha primeira meta será a de não permitir que o Gama seja rebaixado (para a Série D). Alcançada esta meta, vamos brigar pela classificação à proxima fase e assim por diante. O primeiro semestre do Gama começou com sorrisos e terminou com lágrimas. Após um início promissor, o time alviverde, formado por jogadores locais mesclados com aspirantes, mostrou que tinha condições de brigar pelo título candango depois de sete anos de jejum.

Como é o seu relacionamento com a torcida? Para você ela ajuda ou atrapalha?
A torcida para mim é fundamental. Ela te empurra pra cima, eleva o moral da equipe. Eu espero, e muito, contar com o apoio dela quando chegar.

O que você pretende fazer para atingir seus objetivos no Gama?
Primeiro vou montar uma equipe de guerreiros, que não aceitem uma derrota. Pretendo, junto com a diretoria, contratar de 10 a 12 atletas. Quando chegar vou avaliar o atual plantel e definir quem serão os jogadores que farão parte do novo grupo. Pretendo trabalhar com 28 atletas, que para mim é o ideal. Não adianta inchar demais o grupo e acabar tendo jogador sem oportunidades. A imprensa saberá com antecedência os dias e horários de entrevistas. Gosto muito também de realizar treinos com bola parada. Nestes dias eu pretendo fechar os treinos para a imprensa. O Gama precisa aproveitar a chance de subir este ano com o atual formato do campeonato. Ano que vem talvez o formato da competição mude para pontos corridos aí vai ficar mais difícil.

No campeonato deste ano, o Gama teve o ataque mais positivo entre as equipes participantes da primeira fase e mesmo assim não conseguiu se classificar às semifinais. Em que setor você pretende reforçar o grupo?
Eu quero reforços para todos os setores, mas tem muito jogador bom no Gama que eu quero aproveitar. Gostei muito do Edicarlos, achei-o um atacante rápido e habilidoso.

Ano passado o Gama ficou no grupo da morte, tanto que Guaratinguetá e América-MG, que conseguiram o acesso, saíram do grupo do Gama. Você projeta uma vida mais tranquila para o Gama este ano?
Não acho que ano passado o Gama tenha caído no grupo da morte. Para o Guaratinguetá foi um dos piores anos, pois havia sido rebaixado no estadual e teve igualmente muitos problemas financeiros. Então, não dá para dizer que por causa de uma coisa ou outra o grupo vai ser mais fácil ou difícil. No Gama, o presidente me garantiu que não vamos ter problemas financeiros, que o Gama vai ter dinheiro suficiente para manter o grupo até o final da competição.

No Lemense você ralizou um bom trabalho, mas saiu antes do final da primeira fase e o clube acabou brigando para não cair nas últimas rodadas. O que houve de errado?
No Lemense eu tive uma das melhores defesas da competição, mas os meus atacantes não faziam gols. Quando saí do Lemense eu deixei o time em uma situação confortável em relação ao rebaixamento. O que houve lá é que ocorreram problemas financeiros. O clube chegou a atrasar os salários, então perdi alguns para outros times. O presidente do Lemense então me falou que não tinha condições financeiras de disputar a segunda fase. Não concordei com aquilo e pedi para sair.

A torcida do Gama esperava que este ano fosse contratado um técnico mais rodado. Como você fará para driblar a desconfiança da torcida?
Para essas pessoas eu quero dizer que não sou um técnico inexperiente. Eu tenho totais condições de assumir o Gama neste momento.

Você vai trazer toda a comissão técnica?
O Gama possui hoje um preparador físico (Ânderson Nicolau) e um preparador de goleiros (William Stein) com contrato em vigor. Pretendo mantê-los e levar comigo um auxiliar técnico (Cláudio Viotti) que também é preparador físico e que vai ajudar no trabalho da comissão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário