Após polêmica com o árbitro Carlos Simon, Luiz Gonzaga Belluzzo pega gancho de nove mesesCrédito: Folha Imagem
Falou mais do que devia. Estou me referindo ao todo-poderoso presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Beluzzo, do Palmeiras, que não escapou de uma punição severa pelas polêmicas declarações contra o árbitro Carlos Eugênio Simon.
Nesta terça-feira, o dirigente falastrão foi julgado e condenado a 270 dias de suspensão pelo STJD depois de chamar o juiz gaúcho de "vigarista, safado e crápula" na semana passada.
Talvez sentindo-se “intocável”, acima do bem do mal, Beluzzo sequer se deu ao trabalho de viajar ao Rio de Janeiro para se defender no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Tomou ferro para que, na próxima oportunidade, segure a onda.
Belluzzo foi enquadrado em seis artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Além de acusar Simon, ele também respondeu por levantar suspeitas contra o STJD no julgamento de Vagner Love. Ao todo, ele poderia ter sido suspenso do futebol por até 2.530 dias, ou seja, mais de seis anos.
Os auditores do STJD, no entanto, julgaram que Belluzzo estava alterado após a partida e optaram por uma pena inferior. Ainda assim, a defesa do presidente alviverde irá apelar da decisão.
Mesmo após ter sido indiciado, Belluzzo mostrou pouca preocupação já que ele não tem como ser retirado da presidência do Palmeiras. Ou seja, o dirigente segue no comando do clube, apenas com restrições para certos assuntos ligados ao futebol, como a assinatura de documentos oficiais, que serão assumidos pelo vice-presidente Salvador Hugo Palaia até o dia 6 de agosto de 2010.
A polêmica em torno do mandatário alviverde começou quando Belluzzo demonstrou indignação com a atuação de Simon na derrota do Palmeiras para o Fluminense no Maracanã. Além de acusar o árbitro de mal intencionado, ele disse que o agrediria se o encontrasse na rua.
Na última segunda-feira, o Palmeiras também viveu um dia de apreensão no STJD. Isso porque o goleiro Marcos e o zagueiro Danilo foram julgados por lances no clássico contra o Corinthians do dia 1º de novembro e poderiam ficar suspensos até o fim do Brasileiro, mas, no fim, foram aliviados da punição e não serão desfalques para Muricy Ramalho.
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