Ainda repercute na mídia, os lamentáveis acontecimentos verificados no domingo passado, quando o Universo recebeu o Flamengo no Ginásio Nilson Nelson, no terceiro confronto entre essas duas equipes, valendo às finais do Novo Basquete Brasil (NBB).
Estou recebendo um artigo assinado pelo técnico de basquete, Carlos Alex Soares, que nos oferece uma outra versão para o pós-jogo no nosso principal ginásio. Ele tem 40 anos, é professor de educação física, é natural de Bagé, mas que reside atualmente em Pelotas, ambas no interior do Rio Grande do Sul.
Eis o que este profissional escreveu e tirem suas conclusões:
“As declarações do presidente da Liga Nacional, Kouros Monadjemi, divulgadas pela Globo, no Globo Esporte de hoje, e a nota divulgada, ainda no domingo, pela assessoria de imprensa do Marcelinho (Flamengo) responsabilizavam a torcida do Brasília pelas atrocidades ocorridas após o jogo e a equipe de Brasília pela desorganização.
Mas aí surge o Correio Brasiliense de hoje (ontem) com a notícia: “BASQUETE: Violência ofusca festa do Universo”.
A equipe do Super Esporte, do Correio Braziliense, teve acesso ao vídeo do circuito interno do Ginásio Nilson Nelson que mostram, claramente, o jogador Wagner agredindo um torcedor e dando início ao fiasco que seguiu a primeira agressão, até deixarem um torcedor desmaiado em quadra.
Torcedor de basquete é fã de nossos atletas, mesmo que ele torça para outra equipe, diferente daquela que joga o atleta – vejam as imagens no link abaixo e percebam que tem um jogador do Flamengo no centro da quadra, tirando fotos com torcedores do Brasília.
O basquete não transgride a quadra e não se transforma em violência como as provocadas pelas torcidas organizadas do futebol.
Atleta de basquete não é boxeador. Agredir – diante de câmaras – e depois dizer que foi agredido com latas é covardia de quem tem espaço na mídia.
Usar assessoria de imprensa, que tem acesso aos jornais do país, para desqualificar a organização de equipe adversária e criar clima de guerra para o(s) próximo(s) jogo(s) é irresponsabilidade e até má-fé.
E o Sr. Marcelo Machado (Marcelinho) não é novato nessas atitudes. Não esqueçamos do Torneio Início em Joinville que, por decisão deste atleta, o Flamengo não retornou a quadra e prejudicou um evento que saudava o basquete brasileiro.
Espero que, na seleção, sua postura seja diferente. Parece que está revivendo o nosso ídolo maior que, ao se aproximar do final da carreira, teve algumas atitudes que ofuscavam o brilho das suas últimas atuações, como jogador e dirigente.
A assessoria deveria orientá-lo melhor nesse aspecto para que perceba que tem sido inadequadas as suas atitudes, incluindo as reclamações constantes e incoerentes com as arbitragens.
E agora, Sr. Kouros, sabendo a origem dos fatos, pensando em sua declaração e a cobrança de Marcelinho exigindo providências para os fatos? O Flamengo vai ser absolvido de tudo isso?
Mais uma vez... vamos lembrar que o Regulamento do NBB 2009/2010 permite que a torcida entre em quadra (Item 48, Artigo VII) “após o término da partida, a quadra também poderá, a critério de cada equipe mandante, ser liberada para acesso do público, desde que os árbitros, oficiais de mesa e equipes adversárias já tenham deixado a mesma em segurança”.
Isso é comum, em qualquer lugar, por que o basquete brasileiro não é de violência. Não nos moldes que os jogadores do Flamengo provocaram no domingo. Torçamos que isso não se repita no Rio e no possível quinto jogo em Brasília volte a ocorrer”.
Por favor, tirem as suas conclusões!
terça-feira, 1 de junho de 2010
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