terça-feira, 6 de março de 2012

Chegada de treinador faz o clima melhorar

Normalmente, uma derrota em clássico costuma alterar o clima de qualquer elenco. Caras amarradas, pouca conversa e olhares concentrados são algumas das reações dos atletas. Quando essa derrota vem acompanhada da demissão do treinador, o clima fica ainda pior.

Entretanto, esse não foi o retrato da reapresentação do Brasiliense, que enfrenta o Guarani pela Copa do Brasil, amanhã, às 20h30. Os jogadores exibiam sorrisos e brincavam uns com os outros, dando um ar mais leve ao ambiente.

Depois da tradicional “resenha”, o grupo desceu para um dos campos do Centro de Treinamentos e conversou por cerca de 40 minutos com o novo treinador, Luiz Carlos Barbieri.

O comandante, que estava no Anapolina-GO, chegou para substituir o rigoroso Edson Gaúcho. Após o bate-papo, quem comandou os trabalhos foi o preparador-físico Fernando Ribeiro, que desembarcou em Brasília junto com Barbieri.

Se depender das palavras do novo comandante, ventos agradáveis devem voltar a reinar no Jacaré. “A gente vive bem mais aqui no campo de jogo do que com nossas famílias. Então, por que não fazer um ambiente saudável, de respeito, onde as pessoas possam realmente sorrir, chegar com alegria? É isso o que a gente vai tentar fazer para ganhar o grupo”, afirmou o técnico.

Assim com Edson Gaúcho e Argel Fucks – os dois últimos treinadores da equipe – Barbieri também nasceu no Rio Grande do Sul, na cidade de Erechim. Perguntado se o estilo de trabalho dele se assemelha ao dos colegas gaúchos, ele avisou.

“Exigir eu vou. Sou um cara que procura cobrar muito dentro das quatro linhas, mas, sobretudo, sou muito amigo. Sou cara de peito aberto com os jogadores, brigo por eles, estou junto nos momentos mais difíceis,” garantiu Barbieri.

Mesmo sem nunca ter trabalhado com ele, o atacante Bachin se mostrou contente com o novo chefe. “Parece que ele é amigo de jogador, parceiro sempre. O treino de hoje (ontem) já foi mais solto, a mudança melhora todo o grupo”, c o m e m o r o u .

Feliz, Bachin pode retornar contra o ex-clube Guarani, mas terá de driblar dois empecilhos. Primeiro, a suspensão de dois jogos que levou durante a Série C, quando foi expulso na partida contra o Ipatinga. Segundo, o resultado do exame da lesão no ombro sofrido no clássico contra o Gama no último sábado.

“A ressonância sai amanhã (hoje). Quero muito jogar contra o Guarani, nem que eu tenha que entrar todo amarrado (enfaixado)”, disse.

Barbieri é o quinto treinador no intervalo de um ano no Brasiliense. Antes dele, Edson Gaúcho, Argel Fucks, Marcos Soares e Reinaldo Gueldini passaram pela Boca do Jacaré.

Luiz Carlos Barbieri chega ao Brasiliense com apoio de boa parte do grupo. Do atual elenco, ele trabalhou com o volante Ferrugem e o meia Elivelto, no Gama, em 2009. “É um excelente treinador. Espero que dê tudo certo. O Barbieri tem capacidade de moldar o time ao seu estilo rapidamente. Pela sua experiência, confio que vá diminuir o problema da falta de tempo”, afirmou Ferrugem.

Titular absoluto do Jacaré, o volante prevê um ânimo ainda maior para os atletas que não vinham sendo relacionados por Edson Gaúcho. “Toda mudança de técnico serve para aumentar o gás do elenco. Quem estava de fora quer mostrar serviço para ser titular. E quem já era titular tem que correr dobrado para seguir na equipe”, completou.

O jovem Elivelto também se mostrou contente. “Trabalhei com ele somente em dois jogos, mas deu para notar que é um cara que conversa muito, é amigo dos atletas”, garantiu.

Sempre político, o meia Adrianinho lamentou a saída de Gaúcho, mas elogiou a contratação do novo treinador. “A cobrança do Edson era dentro de campo, durante os treinos. Fora do ambiente de trabalho é um cara bacana. O Barbieri também não vai deixar de cobrar, pois isso é fundamental no futebol. Ele é experiente e pode minimizar alguns problemas”, concluiu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário