Não podemos esconder que a possível conquista do chamado Superclássico
das Américas é meramente simbólica. Ao pensarmos em termos de 2014, o “amistoso”
deste fim de noite entre Brasil e Argentina igualmente pode ser taxado de uma
importância apenas limitada, já que os dois times não contam com os jogadores que
atuam no exterior.
Contudo, uma derrota no principal clássico sul-americano, em
Resistência, sempre é motivo de turbulência, principalmente no caso do técnico Mano
Menezes, que segue sem despertar a confiança da torcida.
“Esse jogo tem o mesmo peso do ano passado, não vai resolver
os problemas da seleção, mas é ótimo vencer a Argentina, sempre é difícil jogar
contra eles. Para esse grupo, vai significar o aumento de confiança, um
enfrentamento forte, cada um vai tirar proveito, a gente vai tirar na proporção
que significa”, garantiu o técnico brasileiro.
Independentemente da importância do título, o elenco
brasileiro utiliza um discurso que valoriza o confronto. O fato de a partida
ser realizada na cidade de Resistência, com um estádio que lembra um caldeirão,
faz os atletas esperarem uma grande pressão.
“Acho que vai ter muita disputa, catimba, com muita rivalidade,
é claro. Só esperamos que o torcedor tenha a mesma postura do jogo em Goiânia. Sabemos
que confusões são normais em campo, mas não pode ter pedras ou confusão”, comentou
o meia campista Thiago Neves.
Na teoria, o Brasil carrega algumas vantagens no confronto.
Primeiro, sua base nacional é considerada mais forte. Além disso, a equipe de
Mano Menezes venceu o jogo de ida por 2 x 1 e tem a vantagem do empate para
levantar o bicampeonato do Superclássico.
A Argentina necessita, por sua vez, de um triunfo por dois
gols de diferença para ser campeã. Se ganhar por margem mínima, leva a decisão
para os pênaltis. “É difícil falar sobre favoritismo em uma partida como essa.
Quando começa o jogo, a porcentagem das equipes é a mesma”, minimizou o volante
Arouca.
Na escalação, o técnico Mano Menezes sinalizou mudanças até
no esquema. No último treino antes da viagem para a Argentina, a Seleção
Brasileira atuou no esquema 4-4-2. O meio-campo contou com Ralf, Paulinho,
Arouca e Thiago Neves, que tinha a função de abastecer o ataque com Lucas e
Neymar.
No entanto, o técnico evita confirmar a escalação de forma
antecipada. Assim, ele deixa aberta a chance de escalar Leandro Damião no
ataque, na vaga de Arouca.
Na Argentina, a tendência é que o ataque siga com uma dupla
conhecida dos brasileiros, formada por Martínez, do Corinthians, e Barcos, do
Palmeiras. Ainda assim, a ideia é modificar a postura dentro de campo.
"Devemos fazer uma partida diferente e ser
protagonistas perante o Brasil, apesar de que o nosso treinador ter manifestado
estar contente com o desempenho da equipe no jogo de Goiânia", avisou
Barcos.
No confronto de ida, a Argentina apostou em uma forma de
jogo defensiva e chegou a se defender com até nove jogadores de linha. “Estamos
ajustando algumas coisas na parte tática e esperamos que seja diferente do
primeiro encontro. Vamos tentar pressionar”, prometeu o meio-campista Maxi
Rodríguez.
FICHA TÉCNICA
ARGENTINA x BRASIL
Local: Estádio Bicentenário, em Resistência (Argentina)
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Enrique Ossés (Chile) Assistentes: Francisco
Mondria e Carlos Astroza (Chile)
ARGENTINA: Ustari; Peruzzi, Lisandro López, Sebá Dominguez,
Desábato e Clemente Rodríguez; Maxi Rodríguez, Braña e Guiñazu; Martínez e
Barcos. Técnico: Alejandro Sabella.
BRASIL: Jefferson; Lucas Marques, Dedé, Réver e Fábio
Santos; Ralf, Paulinho, Arouca (Leandro Damião) e Thiago Neves; Lucas e Neymar.
Técnico: Mano Menezes.
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