quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Um título para dar tranquilidade



Não podemos esconder que a possível conquista do chamado Superclássico das Américas é meramente simbólica. Ao pensarmos em termos de 2014, o “amistoso” deste fim de noite entre Brasil e Argentina igualmente pode ser taxado de uma importância apenas limitada, já que os dois times não contam com os jogadores que atuam no exterior.

Contudo, uma derrota no principal clássico sul-americano, em Resistência, sempre é motivo de turbulência, principalmente no caso do técnico Mano Menezes, que segue sem despertar a confiança da torcida.

“Esse jogo tem o mesmo peso do ano passado, não vai resolver os problemas da seleção, mas é ótimo vencer a Argentina, sempre é difícil jogar contra eles. Para esse grupo, vai significar o aumento de confiança, um enfrentamento forte, cada um vai tirar proveito, a gente vai tirar na proporção que significa”, garantiu o técnico brasileiro.

Independentemente da importância do título, o elenco brasileiro utiliza um discurso que valoriza o confronto. O fato de a partida ser realizada na cidade de Resistência, com um estádio que lembra um caldeirão, faz os atletas esperarem uma grande pressão.

“Acho que vai ter muita disputa, catimba, com muita rivalidade, é claro. Só esperamos que o torcedor tenha a mesma postura do jogo em Goiânia. Sabemos que confusões são normais em campo, mas não pode ter pedras ou confusão”, comentou o meia campista Thiago Neves.

Na teoria, o Brasil carrega algumas vantagens no confronto. Primeiro, sua base nacional é considerada mais forte. Além disso, a equipe de Mano Menezes venceu o jogo de ida por 2 x 1 e tem a vantagem do empate para levantar o bicampeonato do Superclássico.

A Argentina necessita, por sua vez, de um triunfo por dois gols de diferença para ser campeã. Se ganhar por margem mínima, leva a decisão para os pênaltis. “É difícil falar sobre favoritismo em uma partida como essa. Quando começa o jogo, a porcentagem das equipes é a mesma”, minimizou o volante Arouca.

Na escalação, o técnico Mano Menezes sinalizou mudanças até no esquema. No último treino antes da viagem para a Argentina, a Seleção Brasileira atuou no esquema 4-4-2. O meio-campo contou com Ralf, Paulinho, Arouca e Thiago Neves, que tinha a função de abastecer o ataque com Lucas e Neymar.

No entanto, o técnico evita confirmar a escalação de forma antecipada. Assim, ele deixa aberta a chance de escalar Leandro Damião no ataque, na vaga de Arouca.

Na Argentina, a tendência é que o ataque siga com uma dupla conhecida dos brasileiros, formada por Martínez, do Corinthians, e Barcos, do Palmeiras. Ainda assim, a ideia é modificar a postura dentro de campo.

"Devemos fazer uma partida diferente e ser protagonistas perante o Brasil, apesar de que o nosso treinador ter manifestado estar contente com o desempenho da equipe no jogo de Goiânia", avisou Barcos.

No confronto de ida, a Argentina apostou em uma forma de jogo defensiva e chegou a se defender com até nove jogadores de linha. “Estamos ajustando algumas coisas na parte tática e esperamos que seja diferente do primeiro encontro. Vamos tentar pressionar”, prometeu o meio-campista Maxi Rodríguez.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA x BRASIL

Local: Estádio Bicentenário, em Resistência (Argentina)
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Enrique Ossés (Chile) Assistentes: Francisco Mondria e Carlos Astroza (Chile)
ARGENTINA: Ustari; Peruzzi, Lisandro López, Sebá Dominguez, Desábato e Clemente Rodríguez; Maxi Rodríguez, Braña e Guiñazu; Martínez e Barcos. Técnico: Alejandro Sabella.
BRASIL: Jefferson; Lucas Marques, Dedé, Réver e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Arouca (Leandro Damião) e Thiago Neves; Lucas e Neymar. Técnico: Mano Menezes.

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