Desde a primeira edição do torneio, em 1992, as rodadas inaugurais da Copa das Confederações tiveram alguns resultados surpreendentes. A seguir, vamos relembrar alguns desses momentos, formando uma lista que o Brasil não vai querer repetir neste sábado, quando enfrentará o Japão na abertura desta edição.
As três primeiras edições foram disputadas na Arábia Saudita, um país que, até aquele ano de 1992, jamais tinha jogado uma Copa do Mundo. No jogo de abertura daquele ano, os sauditas enfrentaram uma seleção dos Estados Unidos que chegava em alta, depois de disputar a Copa do Mundo de 1990 e de ganhar a Copa Ouro 1991.
Treinados por Bora Milutinovic, os norte-americanos contavam com uma boa geração de jogadores, entre os quais se sobressaíam Tony Meola, Tab Ramos e Marcelo Balboa, o que os tornavam favoritos à vitória.
Mas os anfitriões não se importaram com nada disso. Liderados pela categoria de Sami Al Jaber e com gols de Fahad Al Bishi, Youssef Al Tunayan e Khaled Al Muwallid, se impuseram com inapeláveis 3 x 0, provocando assim a primeira grande surpresa da história do torneio.
Para muitos, a goleada foi o cartão de visitas do futebol saudita no cenário internacional, já que aquela equipe não apenas chegou à final do torneio, mas também abriu caminho para quatro participações seguidas no Mundial da FIFA.
Na terceira edição do torneio, em 1997, a rodada de abertura da Copa das Confederações contou com outro resultado pouco esperado: a vitória da Austrália sobre o México por 3 x 1.
Os mexicanos vinham de um bicampeonato continental e chegavam ao torneio com uma seleção que combinava jogadores de renome, como Claudio Suárez, Ramón Ramírez e Luis García, com jovens talentos, como Oswaldo Sánchez, Cuauhtémoc Blanco e Luis Hernández. Desse modo, nada levava a crer que um tropeço semelhante pudesse ocorrer.
Além disso, os australianos tentavam digerir o fracasso das eliminatórias para a Copa do Mundo da França de 1998, após caírem na repescagem contra o Irã. Apesar de tudo, a Austrália bateu o México, com destacadas atuações de Mark Viduka e John Aloisi, dando o primeiro passo para uma participação histórica que a levaria à final, quando foi derrotada pelo Brasil.
"Dominamos o primeiro tempo e parecíamos ter tudo controlado, nada mais nos faltava para definir o jogo", explicou após o jogo o técnico mexicano, Manuel Lapuente, que no ano seguinte levaria o México às oitavas de final da França, em 1998. "Porém, acho que fomos confiantes demais. Nos fizeram um gol e vieram para cima."
Em 1999, foi a Alemanha a protagonista de outro resultado surpreendente: a derrota por 4 x 0 diante do Brasil no torneio disputado no México. É certo que os alemães foram ao torneio sem alguns dos seus melhores jogadores da época, mas naquele dia, em Guadalajara, atuaram nomes como Jens Lehmann, Lothar Matthäus e Michael Ballack.
"Não pudemos levar todas as nossas estrelas, e por isso alguns jogadores fizeram duas ou três partidas com a seleção naquele torneio e depois poucas chances receberam", lembrou, anos depois, o então técnico da Alemanha, Erich Ribbeck. "Os brasileiros estavam muito preparados, e nós fomos criticados duramente."
Zé Roberto, Ronaldinho e Alex (duas vezes) marcaram os gols do Brasil naquela que é, até hoje, a maior goleada brasileira na história diante da Alemanha. Embora aquele selecionado treinado por Luxemburgo tenha perdido a final contra o México, vários dos seus jogadores compuseram a base que foi campeã mundial na Coreia do Sul/Japão 2002, com Luiz Felipe Scolari.
Desde então, nenhuma outra rodada inicial da Copa das Confederações da FIFA teve um resultado tão surpreendente como os mencionados. O Japão, no entanto, tem planos de entrar na lista.
sábado, 15 de junho de 2013
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