Crédito: Adriana Esteves/Justiça Desportiva
Decididamente este dia 19 de janeiro de 2010 ficará para sempre na memória de Jóbson, jovem revelação das categorias de base do Brasiliense e que, em pouco tempo, se destacou com a camisa do Botafogo, do Rio, no Campeonato Brasileiro do ano passado.
Foi exatamente nesta data que o jogador foi punido com dois anos de suspensão por conta do duplo doping por uso de substâncias ilícitas durante a competição da última temporada.
Só para relembrar: os auditores da Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiram punir o jogador do Jacaré, supercampeão do DF.
Durante seu depoimento, Jobson confessou que fez uso de crack e não cocaína, como foi colhido em seu exame antidoping realizado nas partidas contra Coritiba e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, causando espanto nos presentes na sede do tribunal.
A decisão foi por maioria dos votos e a suspensão por dois anos foi decidida apenas no voto do presidente Paulo Valed Perry após o auditor-relator Marcelo Tavares e José Perez optarem pela punição por dois anos e Otacílio Araújo e Francisco Pessanha por um.
O julgamento foi o primeiro de muitos que ainda podem acontecer. É que a defesa do jogador, ao que se anuncia, deve recorrer da decisão. Assim, o caso ainda será julgado no Pleno, podendo, posteriormente, chegar até a Corte Arbitral do Esporte (CAS), como aconteceu com Dodô.
Acompanhando a sessão ao lado dos dirigentes Maurício Assumpção e Luis Estevão, de Botafogo e Brasiliense, respectivamente, Jobson viu seu advogado Carlos Portinho tentar anular o processo, alegando que a Fifa estabelece um kit próprio para a colheita da urina dos jogadores e que este não foi usado pela comissão antidopagem da CBF. A preliminar foi rejeitada, por unanimidade, pelos auditores da Segunda Comissão Disciplinar.
Na defesa, Portinho disse que a cocaína não é capaz de dar um melhor condicionamento físico e que isso é afirmado pela própria Fifa. O advogado citou até o caso de Giba, que foi flagrado por uso de maconha e depois de cumprir a punição voltou a atuar em alto nível e dá exemplo para os mais jovens.
“O Jóbson foi inexperiente e precisa de tratamento. Uma punição acabaria com a sua carreira, pois a única coisa que ele sabe fazer é jogar bola”, disse Portinho durante sua sustentação.
O patrono do Brasiliense, clube que detém os direitos federativos do atacante, Luis Estevão, também usou a tribuna para manifestar sua opinião. O ex-senador ressaltou que o crack destrói a vida dos jovens brasileiros e que o lugar onde Jóbson morava e suas companhias o levaram a usar a droga.
O drama de Jóbson começou na vitória do Botafogo sobre Coritiba, no dia 8 de novembro, quando o exame antidoping apontou resultado positivo para um metabólico da cocaína, substância proibida pela Agência Mundial Antidopagem (Wada) e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Para piorar, no dia 6 de dezembro, depois que o Botafogo derrotou o Palmeiras pela última rodada do Campeonato Brasileiro, ele mais uma vez foi pego no doping pela mesma substância.
Com a divulgação dos resultados, o atacante foi suspenso preventivamente no dia 17 de dezembro e denunciado pela Procuradoria do STJD no Código Mundial Antidopagem, no artigo 2.1 (Aplicação de sanções disciplinares por uso de substâncias ou métodos proibidos), que prevê suspensão de até dois anos ou, em caso de reincidência, o banimento do esporte.
Logo após a sessão, a defesa do jogador garantiu que entrará com recurso para que um novo julgamento seja marcado.
A expectativa do advogado Carlos Portinho é que no Pleno, Jóbson possa ter a pena diminuída ou até mesmo ser absolvido, uma vez que vê o futebol como a única solução para que estes problemas não se repitam na vida do jogador.
“Não é passar a mão na cabeça do jogador, até porque quem usa crack não merece isso. Mas acho que o futebol tem que ter a mesma preocupação com a saúde do jogador e com sua recuperação. Não se pode fechar uma porta”, disse Portinho logo após a decisão da Segunda Comissão Disciplinar do STJD.
Decididamente este dia 19 de janeiro de 2010 ficará para sempre na memória de Jóbson, jovem revelação das categorias de base do Brasiliense e que, em pouco tempo, se destacou com a camisa do Botafogo, do Rio, no Campeonato Brasileiro do ano passado.
Foi exatamente nesta data que o jogador foi punido com dois anos de suspensão por conta do duplo doping por uso de substâncias ilícitas durante a competição da última temporada.
Só para relembrar: os auditores da Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiram punir o jogador do Jacaré, supercampeão do DF.
Durante seu depoimento, Jobson confessou que fez uso de crack e não cocaína, como foi colhido em seu exame antidoping realizado nas partidas contra Coritiba e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, causando espanto nos presentes na sede do tribunal.
A decisão foi por maioria dos votos e a suspensão por dois anos foi decidida apenas no voto do presidente Paulo Valed Perry após o auditor-relator Marcelo Tavares e José Perez optarem pela punição por dois anos e Otacílio Araújo e Francisco Pessanha por um.
O julgamento foi o primeiro de muitos que ainda podem acontecer. É que a defesa do jogador, ao que se anuncia, deve recorrer da decisão. Assim, o caso ainda será julgado no Pleno, podendo, posteriormente, chegar até a Corte Arbitral do Esporte (CAS), como aconteceu com Dodô.
Acompanhando a sessão ao lado dos dirigentes Maurício Assumpção e Luis Estevão, de Botafogo e Brasiliense, respectivamente, Jobson viu seu advogado Carlos Portinho tentar anular o processo, alegando que a Fifa estabelece um kit próprio para a colheita da urina dos jogadores e que este não foi usado pela comissão antidopagem da CBF. A preliminar foi rejeitada, por unanimidade, pelos auditores da Segunda Comissão Disciplinar.
Na defesa, Portinho disse que a cocaína não é capaz de dar um melhor condicionamento físico e que isso é afirmado pela própria Fifa. O advogado citou até o caso de Giba, que foi flagrado por uso de maconha e depois de cumprir a punição voltou a atuar em alto nível e dá exemplo para os mais jovens.
“O Jóbson foi inexperiente e precisa de tratamento. Uma punição acabaria com a sua carreira, pois a única coisa que ele sabe fazer é jogar bola”, disse Portinho durante sua sustentação.
O patrono do Brasiliense, clube que detém os direitos federativos do atacante, Luis Estevão, também usou a tribuna para manifestar sua opinião. O ex-senador ressaltou que o crack destrói a vida dos jovens brasileiros e que o lugar onde Jóbson morava e suas companhias o levaram a usar a droga.
O drama de Jóbson começou na vitória do Botafogo sobre Coritiba, no dia 8 de novembro, quando o exame antidoping apontou resultado positivo para um metabólico da cocaína, substância proibida pela Agência Mundial Antidopagem (Wada) e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Para piorar, no dia 6 de dezembro, depois que o Botafogo derrotou o Palmeiras pela última rodada do Campeonato Brasileiro, ele mais uma vez foi pego no doping pela mesma substância.
Com a divulgação dos resultados, o atacante foi suspenso preventivamente no dia 17 de dezembro e denunciado pela Procuradoria do STJD no Código Mundial Antidopagem, no artigo 2.1 (Aplicação de sanções disciplinares por uso de substâncias ou métodos proibidos), que prevê suspensão de até dois anos ou, em caso de reincidência, o banimento do esporte.
Logo após a sessão, a defesa do jogador garantiu que entrará com recurso para que um novo julgamento seja marcado.
A expectativa do advogado Carlos Portinho é que no Pleno, Jóbson possa ter a pena diminuída ou até mesmo ser absolvido, uma vez que vê o futebol como a única solução para que estes problemas não se repitam na vida do jogador.
“Não é passar a mão na cabeça do jogador, até porque quem usa crack não merece isso. Mas acho que o futebol tem que ter a mesma preocupação com a saúde do jogador e com sua recuperação. Não se pode fechar uma porta”, disse Portinho logo após a decisão da Segunda Comissão Disciplinar do STJD.

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