Mesmo com passagem pelo Brasiliense no início do ano, Mauro Fernandes, técnico do América-MG, conhece pouco sobre o Jacaré que encara a equipe mineira hoje, após o recesso da Copa do Mundo
Roberto Wagner
Petronilo Oliveira
Reencontrar a equipe em que trabalhou há menos de seis meses estando do outro lado é na maioria das vezes motivo de alegria para os ex-treinadores. Afinal, a pesquisa sobre as qualidades e defeitos do rival fica muito facilitada.
No entanto, para Mauro Fernandes, que esteve no Brasiliense até fevereiro deste ano, a receita não valerá muito. De volta a Brasília para comandar o América-MG no confronto de hoje, às 19h30, contra o Jacaré, pela Série B, ele verá um time totalmente modificado em relação ao que comandou no início de 2010.
"Tentei profissionalizar algumas coisas no clube, mas não deu certo. O que mata o Brasiliense é essa filosofia de mudar muito." O comentário feito por Mauro Fernandes em tom de desabafo, coincide com a realidade atual do clube.
Ele deixou o Brasiliense no dia 1º de fevereiro, um dia após a derrota no clássico diante do Gama, por 3 x 1. Na ocasião, o ex-comandante do Jacaré levou a campo o time formado por Osmair; Marcos Aurélio, Moacri e César Gaúcho; Arlindo Maracanã, Charles Vagner, Didão, Iranildo e Edinho; Vanderlei e Bebeto. Desses, apenas Marcos Aurélio, Moacri, Iranildo e Bebeto permanecem na equipe. Entre os titulares, somente Iranildo.
Em segundo lugar nesta Série B com o América-MG, Mauro nega qualquer gosto especial em conquistar uma vitória sobre o ex-time. "Agradeço muito ao Luiz Estevão, que para mim é um dos melhores dirigentes do futebol brasileiro. Por isso, não tem essa de sabor especial. Eu é que pedi para sair. Não tenho nenhum problema com o Brasiliense. Muito pelo contrário, sempre gostei de trabalhar lá", confessa Mauro.
Depois de alguns desentendimentos com Iranildo em sua primeira passagem pelo Brasiliense, Mauro Fernandes fez as pazes com o camisa 10 do Jacaré. O técnico conhece bem a qualidade do meia, mas avisa: "Vamos ter cuidado com ele, sim. Mas não vai ter um jogador em cima dele. Além disso, eles também precisam se preocupar com a nossa equipe".
Na vice-liderança da Série B, o América Mineiro pode ultrapassar o Paraná em caso de triunfo diante do Brasiliense. "Lógico que é bom ser líder. Mas o importante mesmo é estar sempre na briga. Não temos pressa em chegar lá. Vamos manter a calma", discursa Fernandes.
terça-feira, 13 de julho de 2010
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