terça-feira, 31 de agosto de 2010

Será que Roberval ganha a primeira?

Jacaré encara a Macaca na tentativa de encerrar o incômodo jejum de vitórias longe do Serejão

Neste seu retorno ao Brasiliense, o técnico Roberval Davino ainda não conheceu o sabor de uma vitória. Mas, em compensação, ele não sabe o que é perder. Explico-lhes: todos os jogos que ele esteve no banco de reservas o Brasiliense empatou.

Não resta a menor dúvida que a tarefa fica cada vez mais difícil, na medida em que o adversário do Jacaré atende pelo nome de Ponte Preta, jogará no seu estádio, o Moisés Lucarelli, e vem numa crescente sob o comando do ex-palmeirense Jorginho.

Desanimador, e é preciso de citamos neste espaço, é que nas oito partidas que o Brasiliense disputou até agora longe do Serejão, os atacantes anotaram apenas sete vezes. Em compensação, sofreu 18. Vitória que é bom nem pensar.

Vamos fazer justiça. O time até que tem criado chances de gol, mas, parece, que a ansiedade tem prejudicado às conclusões na chamada última bola.

Se diante do Náutico o goleiro Glédson deu trabalho ao ataque amarelo, contra a Ponte Preta não será diferente. A muralha da vez será Eduardo Martini, que está em ótima fase e é um dos pilares da melhor defesa da competição, vazada 15 vezes. Destes, apenas quatro foram sofridos dentro do Moisés Lucarelli.

Ter a melhor defesa do torneio também deixa os paulistas em posição confortável na tabela. Com 29 pontos, a Ponte se aproximou das equipes que ocupam o G-4 (Coritiba, Bahia e América-MG, com 30 pontos cada e Figueirense, líder, com 34).

A boa colocação da Macaca deve complicar a trajetória do Brasiliense, que faz campanha irregular, com apenas 21 pontos, estacionado na 14º colocação.

Embora os resultados ainda não tenham aparecido, há de se destacar que o comandante Roberval Davino não tem escalado os jogadores fora das posições de origem e, com isso, o futebol da equipe melhorou.

Na partida contra o Náutico, o meia Iranildo liderou os ataques do Jacaré, e contou com participações constantes do lateral-direito Cicinho, do meia Ruy e do atacante Aloísio. A linha de frente funcionou bem contra o Timbú, mas o gol não saiu.

Com o esquema definido no 3-6-1 para a partida desta noite, a maior dor de cabeça para Roberval Davino será com as finalizações.

Entre os titulares, uma das dúvidas é se Deda será escalado como volante ou zagueiro, como tem atuado ultimamente. Além dele, por sinal ex-jogador da própria Macaca, o treinador também levou Dezinho, Moacri, Miltão e Fábio Braz para o setor.

O meia Adrianinho voltou a ser relacionado e poderá enfrentar o clube onde iniciou a carreira. No ataque, Iranildo deve atuar próximo do único atacante escalado, Aloísio.

O conforto para a torcida amarela é que o Jacaré não perde há quatro jogos – desde que Roberval Davino assumiu –, enquanto a Ponte Preta vem de derrota para o Icasa, por 2 x 0, em Juazeiro do Norte, na última rodada. Jogando em casa, a equipe campineira perdeu apenas uma vez, na sétima rodada, para o Figueirense, por 2 x 1.

A Ponte Preta tem a melhor defesa da Série B e vem de uma sequência de bons resultados, mas nem isso foi capaz de deixar o técnico Jorginho tranquilo. Isso porque a equipe campineira tem nada menos que quatro defensores fora do confronto desta noite.

O lateral-direito Eduardo Arroz sofreu um estiramento na coxa direita e foi vetado pelo departamento médico. Além dele, as outras baixas no setor por conta de lesão são os zagueiros Diego Jussani e Léo Oliveira. Outro defensor, Leandro Silva, segue como dúvida.

O também zagueiro Naldo cumpre suspensão pelo terceiro amarelo. O volante Galiardo e o atacante Amauri, pouco aproveitados pelo treinador, foram dispensados do elenco da Macaca, ontem.

Galiardo pertence ao São Caetano e foi emprestado para o Guaratinguetá. Já o atacante Amauri, formado nas categorias de base do alvinegro de Campinas, teve poucas chances durante a temporada e foi liberado do contrato.

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