quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mudanças de clima durante a Copa podem gerar problemas de saúde

A grande variação de distâncias e temperaturas ao longo do território brasileiro durante a disputa do Mundial de 2014 pode gerar não só incômodo aos jogadores, como prejuízo ao desempenho deles e até mesmo problemas de saúde.

É o que afirma Turíbio Leite, especialista em fisiologia do esporte e doutor em fisiologia do exercício pela Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

O Mundial será disputado entre junho e julho, no inverno. Época de muito frio na Região Sul do país, mas que não altera o quadro de calor constante do Norte e Nordeste.

“Sem dúvida é uma diferença de temperatura grande, somada a uma viagem que também vai ser outro fator determinante”, disse Turíbio, analisando, por exemplo, o caso do quarto representante do grupo E, que começa a Copa em Porto Alegre e Curitiba, capitais mais frias do país e encerra a fase de grupos em Manaus, onde pode enfrentar até 35°C.

“Com certeza não é a situação ideal para se ter um bom desempenho físico. É uma amplitude muito grande e vai, sim, trazer prejuízos, principalmente pensando nos 35°C de Manaus. A possibilidade de se ter problemas respiratórios e gripes é outro fator complicante.”

Além da seleção que será obrigada a jogar no Sul e no Norte em curto espaço de tempo, outras equipes terão que mudar repentinamente de Curitiba para Cuiabá - no também quente Centro-Oeste -, ou de Cuiabá para Porto Alegre.

Além disso, segundo o especialista, o tempo de cinco dias de intervalo entre uma partida e outra na Copa do Mundo também não é o ideal. “Se a gente imaginar uma variação de 8°C para 35°C - diferença entre as médias de Curitiba e Manaus no meio do ano -, é algo que deveria ter uma semana de adaptação.”

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