Paulo Goyaz implora para que parem de pegar no seu pé e passem a cobrar de Heriberto da Cunha Crédito: Carlos Moura/CB/
Ao longo do clássico que o Gama disputou sábado passado contra o Brasiliense, na derrota por 3 x 0, o presidente do clube alviverde, Paulo Goyaz, acabou se transformando em alvo da ira da torcida do Periquito.
Facilmente, das arquibancadas do Bezerrão, era visível a massa alviverde mostrando dinheiro ao cartola, cantarolando músicas depreciativas ao trabalho do dirigente e outras coisas mais.
Ontem, durante uma entrevista dada ao Correio Braziliense, Goyaz resolveu desabafar e pedir para que também seja contestado o trabalho de Heriberto da Cunha.
"Ele é um técnico top. Ainda mais para quem está na Série D. Foi ele quem contratou todo o elenco. O único que pedi que ficasse foi o Paulo Renê (da base), mas fui voto vencido. E agora a culpa é minha pelo time ser goleado pelo Brasiliense em casa? Se o salário estivesse atrasado ou tivesse contratado um técnico de m..., poderiam até me culpar. Mas, mesmo sem ajuda do governo nem de ninguém, tenho feito a minha parte", defendeu-se Goyaz.
O discurso feito pelo presidente deixa a entender nas entrelinhas que o relacionamento entre a diretoria e a comissão técnica não é mais o mesmo.
No entanto, Goyaz nega de forma veemente que esteja ocorrendo alguma coisa de anormal entre a diretoria e o seu treinador.
"Não penso na saída do Heriberto. Já disse que é um técnico top. Mas acho que cada um deve ser cobrado pelo que faz ou não. É apenas esse o meu desejo. Não quero ser o vilão, e como ainda estamos bem vivos, espero que essa situação mude. Não jogo bola, por isso não faço gol", comentou Goyaz.
A maior torcida do DF, a massa alviverde lotou o Bezerrão. Incentivou o time do início até o fim... do primeiro tempo. Nos acréscimos, Rômulo fez 1 a 0 e, logo no início da etapa final, o mesmo atacante fez o segundo.
Foi o estopim para o fim do apoio da galera e início das críticas justamente a Goyaz. "É engraçado mesmo. Mostraram dinheiro e tal. Mas os salários estão em dia. Se quiserem ajudar e fazer doações, melhor ainda. Mas criticar por criticar, é demais. Ninguém sente mais do que eu quando o time perde, principalmente em casa. A torcida reclama de preço alto dos ingressos. E mesmo com preço baixo, querem que eu tenha dinheiro para montar um time do nível de um Milan?", exagerou, respondendo à torcida.
Por: Petronilo Oliveira - Correio Braziliense
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