sábado, 19 de setembro de 2009

Empate e briga no Cruzeiro

O pequeno estádio do Cruzeiro sempre vira um caldeirão em dias de jogos do time da casa. Para aumentar ainda mais a pressão, o risco de rebaixamento do time azul transformou a partida contra o Ceilandense em questão de vida ou morte para os atletas e dirigentes.

Gol do Ceilandense, marcado já nos acréscimos pelo pequeno e veloz Edicarlos, detonou uma batalha entre torcedores e jogadores.

Por isso, o empate em 1 x 1, com o gol do Ceilandense marcado aos 46 minutos do 2º tempo, foi um banho de água fria nas pretensões do Cruzeiro em continuar na segundona em 2010.

Para piorar, torcedores do time visitante e jogadores cruzeirenses brigaram em campo após o apito final. Enquanto isso, um desolado Risada, fumava no banco de reservas, e se eximia de analisar a atuação do árbitro Sérgio Santos que, para alguns diretores do time azul, foi extremamente tendencioso no segundo tempo.

O Ceilandense, que passou o tempo todo no ataque, merecia até melhor sorte do que um simples empate, mas, nas circunstâncias em que o resultado ocorreu, pode-se dizer que foi o vencedor moral de uma partida sem muito brilho.

Nos primeiros minutos, o domínio foi do time visitante, que na base dos “chuveirinhos” tentava chegar ao gol defendido por Abraão. Mas, depois que o Cruzeiro conseguiu se acalmar, obrigou a defesa do Ceilandense a ficar mais atenta.

Giovani recebeu livre na área e chutou para fora, aos 10 minutos. Aos 19, foi a vez de Zé Ricarte arriscar uma bola traiçoeira, para o goleiro Veloso espalmar com dificuldade.

Tanta pressão deu resultado aos 25 minutos. Em cobrança de escanteio, Giovani subiu sozinho para cabecear no canto: 1 x 0 Cruzeiro. A rigor, o Ceilandense teve pouquíssimas chances de empatar a partida ainda no primeiro tempo.

O segundo tempo foi bem mais movimentado. Logo aos 3 minutos, Djalminha raspou de cabeça e a bola bateu no travessão, perdendo ótima chance de empatar. O troco do Cruzeiro veio com o reserva Rodrigo Alves, que fez bela jogada, mas cara a cara com o goleiro, chutou torto, para fora.

O panorama da partida mudou aos 15 minutos. Foi quando o meia Magrão deu um carrinho por trás no lateral Romário e foi expulso pelo árbitro Sérgio Santos. A partir daí, inferiorizado, o Cruzeiro resolveu fechar-se na defesa e esperar os ataques do Ceilandense.

Entretanto, a desorganização do time da Ceilândia foi o maior empecilho. Só aos 27 minutos, uma chance real de gol foi criada, mas Edicarlo desperdiçou, cabeceando por sobre o gol. Logo em seguida, foi Keké que também testou a bola por sobre a meta de Abraão.

O nervosismo tomava conta dos jogadores, dos torcedores e dos treinadores, principalmente porque o árbitro marcava mais faltas para o Ceilandense do que para o Cruzeiro. Numa delas, Djalminha teve a chance do empate, mas acertou a barreira.

O tempo ia se esgotando quando o zagueiro Pedrão barrou a passagem do reserva Leonardo e levou cartão vermelho. Acabava aí a vantagem numérica do Ceilandense.

Curiosamente, foi atuando com dez jogadores que o time conseguiu o empate, que já fazia por merecer há bastante tempo. Aos 46 minutos, em cruzamento para a área, o baixinho Edicarlo, de cabeça, deixou tudo igual: 1 x 1.

Não havia tempo para mais nada. Ou melhor, houve tempo apenas para os torcedores do Ceilandense pularem o alambrado e irem para cima dos jogadores do Cruzeiro, numa cena lamentável, que não foi reprimida pelos três policiais que estavam presentes ao estádio.

O resultado mantém o Ceilandense entre os quatro primeiros colocados e deixa o Cruzeiro na lanterna da competição com apenas um ponto em quatro jogos, rumo ao rebaixamento.

Fonte: Esporte Candango

Nenhum comentário:

Postar um comentário