terça-feira, 29 de setembro de 2009

Paraná desafia má pontaria e descaso

Ainda sem ter feito nenhum gol, Adriano será o único atacante paranista contra o Jacaré
Crédito: Valterci Santos/Gazeta do Povo

Má pontaria e falta de comprometimento. Esses são os problemas que o Paraná precisará reverter nesta terça-feira, às 19h30, contra o Brasiliense, na Boca do Jacaré, em Taguatinga. Ainda cambaleando por causa do duro golpe sofrido no sábado (goleada por 4 x 0 para o Figueirense), o Tricolor terá de mudar de postura e aumentar o aproveitamento ofensivo para se afastar da área de risco.

Apesar de estar cinco posições acima da zona de rebaixamento, a pontuação tricolor é preocupante. Apenas quatro pontos separam a equipe do técnico Roberto Cavalo da degola e, caso não vença o Jacaré, poderá terminar a rodada somente um ponto acima do rebaixamento.

Roberto Cavalo vai alterar o sistema tático. O objetivo é repetir o bom resultado contra o Ceará, também fora de casa. O 3–6–1 volta, mas com dois volantes. A novidade será a volta do meia Davi, recuperado de uma pancada na coxa direita. Ao lado de Rafinha, ele será o responsável por criar jogadas para Adriano, substituto do suspenso Wellington Silva.

O trio defensivo do Paraná poderá ser totalmente novo. Com Gabriel suspenso e Élton ainda como dúvida por conta de um cansaço muscular, Montoya, Luís Henrique e Leandro poderão ser os titulares.

Para evitar o pior, será preciso corrigir duas situações. A primeira, mais recente, é o excesso de descontração do elenco. Nem mesmo após a humilhante goleada o clima no vestiário paranista ficou agitado ou nervoso. Pelo contrário, continuou muito tranquilo.

Tanto que o diretor de futebol, Paulo Welter, e o gerente de futebol, Beto Amorim, cobraram do treinador uma mudança de atitude dos jogadores.

“Precisamos trabalhar sério e não ficar fazendo festa e sorrindo. Nossa situação não é das melhores”, respondeu Roberto Cavalo, que se mostrou nem um pouco satisfeito com o excesso de brincadeiras do grupo.

“Coloquei para eles que temos de ter consciência de que temos família, um nome a zelar. Quando, por exemplo, o Beto chegou em casa, viu o filho chorando porque o Paraná tinha perdido”, completou.

Outro problema é a ineficiência do ataque. Sem contar o gol de mão de Wellington Silva contra o Ceará, os atacantes não marcam há três rodadas. Contra o Jacaré, a missão do ataque paranista (o sétimo pior da Série B) é superar a quarta melhor defesa competição.

“Falta um atleta tranquilo para fazer a bola entrar. Se não estivéssemos criando chances, seria culpa do treinador, mas como elas estão aparecendo e não conseguimos concluir, temos de ver o que está acontecendo e corrigir”, garantiu o comandante.

Sem gols dos atacantes, a esperança tricolor fica com os meias ofensivos Rafinha e Davi, que volta após se recuperar de uma pancada na coxa direita. Ou mesmo do banco de reservas, que terá a volta dos atacantes Wando e Bebeto.

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