sexta-feira, 5 de março de 2010

Cão que late não morde

O título e a frase acima são de domínio público. E eles se aplicam ao experiente jogador Iranildo, do Brasiliense. Como sempre faz às vésperas de uma partida importante, como a que acontecerá neste domingo diante do Gama, no Serejão, o jogador se utiliza de algumas frases de efeito, com o claro objetivo de levar público ao estádio e alimentar uma rivalidade.

A esta altura dos acontecimentos, não existe a necessidade que tal ocorra para que os torcedores compareçam ao estádio de Taguatinga. A história dos confrontos entre os dois clubes fala por sí só.

Iranildo, esse tipo de atitude pública, e até se justificava, ocorria há dezenas de anos, quando a mídia não dispunha da rapidez que nos tempos atuais tem à disposição.

Agora, Iranildo se utiliza do resultado e dos acontecimentos do confronto do primeiro turno, para "turbinar" o reencontro. O Jacaré, naquela oportunidade, perdeu por 3 x 1, seu principal jogador teve um desentendimento com um gandula, o caso foi parar na delegacia do Gama, mas ficou só nisso. Não houve maiores consequências.

Sabiamente, o técnico do clube alviverde, Gérson Vieira, já alertou os seus jogadores para que encarem o jogo de domingo como outro qualquer dentro da competição. E mais: que eles não entrem no clima hostil, "da boca para fora", provocado por Iranildo, aliás, sem razão de ser.

Um lembrete para o xodó do Jacaré: e se o Gama utilizar seus comentários revanchistas para se motivar? E se o Brasiliense perder novamente? E se você esquecer de jogar e não ajudar seus companheiros? Quem vai ser tachado como culpado pelo revés?

Diz uma frase originária dos campos de futebol: "o jogo só acaba quando termina", ou, poderia ser traduzida da seguinte forma: "não se ganha jogo antes que ele comece".

Iranildo, cão que late não morde, só balança o rabo!

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