sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O problema é a idade

O Brasiliense tem uma nova pedreira pela frente, esta noite, no estádio do São Caetano, diante do Azulão. Um assunto que tem sido lembrado em todas as rodas do futebol local, diz respeito à condição física dos jogadores do Jacaré, particularmente nesta Série B do Brasileiro.

Com a saída do prepador físico Flávio Trevisan, há três meses, o rendimento do Brasiliense caiu drasticamente nas partidas. Aquele nível de preparo "invejável" por outros clubes e comemorado dentro do Jacaré, voltou a condição inicial: à deriva.

Os sucessores tentaram, de certa forma, e a maneira deles, evitar o desgaste do elenco, porém, não conseguiram impor o mesmo ritmo de cobrança e trabalho de recuperação implantados por Trevisan.

Ciente desse grave problema, principalmente porque o time ocupa a 17ª posição, o técnico Andrade, há pouco mais de uma semana no cargo, pediu a contratação imediata de Alexandre Sanz, seu colega na vitoriosa campanha do Flamengo no Brasileiro.

"Não adianta falar do passado e, sim, trabalhar", esquivou-se Sanz, que diz desconhecer o trabalho de Flávio Trevisan, colega de profissão. "Vamos analisar o nível de preparação dos atletas e traçar uma estratégia para corrigir essas deficiências [físicas]. Identificar o por que tiveram essa perda de rendimento para que possamos voltar as conquistas. Mas só vou fazer essas avaliações no cotidiano, pois não posso parar o elenco todo e fazer isso [relatório físico]", acrescentou o novo preparador físico do Jacaré.

A pedido do comandante Andrade, Alexandre Sanz desembarcou na capital federal no começo da semana, a tempo de assistir a partida contra o Bragantino e ter uma idéia da situação dos jogadores.

A primeira impressão, segundo deixou claro, foi positiva, mesmo com a goleada vexatória, em casa. "Quando o time joga e se posiciona mal o culpado é sempre do preparador físico", critica. "Mas o grupo é muito bom e mostra querer trabalhar. Contudo, preciso ver o que foi feito a nível de treinamento. Se teve treino de mais ou de menos", argumentou Sanz.

Além de ter que enfrentar o desgaste físico de alguns jogadores como um dos principais problemas no clube, o técnico do Brasiliense tem outro vilão a ser batido. Desta vez, o desafio é lutar contra um elenco experiente. Ou melhor, maduro na idade.

Dos atuais 29 jogadores, 13 estão na casa dos 30 anos, 14 dos 20 e dois de 10, sendo Victor, 18, e Celso, 19. Aliás, na última rodada, dos sete dos 11 titulares eram titios. Aposta arriscada, pois a resistência e o desempenho era previsível: só nos primeiros 45 minutos.

"O grupo de jogadores que eu encontrei são dessa idade. Jogadores de qualidade, mas já acima de 30 anos. E o que eu tenho para trabalhar são esses", justificou-se Andrade. "Temos alguns jogadores como Thiaguinho (26), Cicinho (21), Willian (22) e o Ferrugem (22), que são jogadores mais jovens. Então a minha intenção era a de mescalar a experiência com a juventude. Mas eu necessito de algum tempo para fazer isso", lamentou o técnico.

Para Alexandre Sanz, o jogador jovem tem recomposição mais fácil de uma partida para outra, ao contrário de um de veterano. "Por isso um atleta com idade avançada não treina como o que tem menos. Tem perda na secreção de hormônios, enquanto nos de 25 a 28 são imperceptíveis", explica o prepador físico.

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