O torcedor do Paysandu ficou mais uma vez decepcionado. O seu time do coração não conseguiu o acesso e ainda perdeu dentro de casaCrédito: Everaldo Nascimento
Eis o que a imprensa paraense escreveu sobre mais um vexame do Paysandu, que foi batido dentro do seu estádio e diante dos seus fanáticos torcedores.
Pelo quarto ano consecutivo, não deu. No jogo decisivo, o Paysandu não teve raça, força de vontade e foi castigado pela humildade de um adversário até então desconhecido, mas que jogou futebol suficiente para vencer.
Jogando na manhã deste domingo, em um estádio da Curuzu totalmente lotado, o Papão perdeu de 3 x 2 para o Salgueiro (PE) e está fora do Campeonato Brasileiro da Série C. De quebra, não conseguiu o objetivo traçado em 2010: o acesso para a Série B de 2011.
Esta é uma final de campeonato para o Paysandu. Por isso, com o apoio da sua torcida, que lota as dependências da Curuzu, o Papão não se intimidou e partiu para cima do Salgueiro. Logo no início de jogo, Bruno Rangel, livre na entrada da área, perdeu mais um gol feito na competição.
De início, a única peça que mostrava nervosismo pelo lado bicolor era o zagueiro Da Silva, que vivia um momento de decisão em um tempo tão curto de carreira.
E com os gritos eufóricos de “Vamos Subir Papão”, o time da casa não demorou a abriu o placar. Depois que Tiago Potiguar chutou cruzado, a bola sobrou nos pés do atacante Bruno Rangel que, com a ponta da chuteira, fez a alegria da Fiel, aos 10 minutos de jogo: Paysandu 1 x 0.
Contudo, cinco minutos depois, o Salgueiro quase empata o placar. Em erro de marcação, Júnior Ferrim recebeu, sozinho, cara a cara com o goleiro Alexandre Fávaro, mas, para a sua sorte, a bola foi na trave.
Depois do gol, nitidamente o Paysandu caiu de produção. Os salgueirenses partiram para cima e logo igualaram o jogo. Aos 18 minutos, Fagner recebeu na área, teve a opção de tocar para Júnior Ferrim, mas arriscou. A bola ainda bateu na trave antes de entrar: 1 x 1.
O lado esquerdo do Papão era a grande saída para as investidas dos pernambucanos, já que Aldivan se jogava ao ataque e esquecia da marcação.
A partir dos 20 minutos, o Paysandu começou a ceder espaço para o Salgueiro, mostrando acentuado nervosismo. Bosco, recém recuperado de contusão, não era o ala de antes. Já Fernandão se destacava negativamente como a peça mais nula do bicolor paraense.
Preocupados, os torcedores do Papão abafaram os gritos de incentivo. Enquanto isso, dentro de campo, Fávaro salvou um gol feito de Júnior Ferrim. A coisa estava complicada para a equipe de Charles Guerreiro, que assistia, atônito, a atuação ruim do seu time. Se persistisse esse resultado, a partida irá para os pênaltis. Final do primeiro tempo: 1 x 1.
Era necessária garra, vontade e muita determinação para o segundo tempo. Com uma mudança – saída de Fernandão para a entrada de Marquinhos -, o Paysandu voltou muito mais aceso e decidido.
Em três lances seguidos, em menos de três minutos, já dava para o Papão sair na frente. A torcida acordou e voltou a incentivar o time. Em mais uma oportunidade perdida, Fabrício, de cabeça, tocou errado dentro da área salgueirense.
Contudo, em lances esporádicos, o Salgueiro criava grandes chances de marcar. Primeiro, Cléberson bateu, livre de marcação, a bola desviou e foi para escanteio. Em seguida, na cobrança, Júnior Ferrim veio por trás e cabeceou, aos 14 minutos, para deixar o time pernambucano na frente: 2 x 1. O torcedor não acreditava no que via e, pela segunda vez, a Curuzu silenciou.
Sem o apoio da Fiel e com um futebol medíocre, não demorou muito para o Salgueiro fazer o terceiro gol. Edu Chiquita aproveitou rebote, depois de boa defesa do goleiro Alexandre Fávaro, e marcou, aos 21 minutos: 3 x 1.
Teve torcedor que abandonou o estádio, não acreditando no que acontecia. Mas, dois minutos depois, em cobrança de escanteio, o “Papa Títulos do Norte” ainda teve um suspiro. Paulão cabeceou forte: 3 x 2. Os bicolores precisavam de mais dois gols pela vaga à Série B.
Muita apreensão. O técnico Charles Guerreiro não sabia o que fazer. Perdido, o Paysandu partia na base da bola alçada na área. Em lance pela esquerda, Tiago Potiguar chutou forte, mas o goleiro Marcelo saiu para segurar a bola.
A última mudança do treinador foi colocar Lúcio na partida, para a saída de Fabrício. E nada mudou. Era desespero dos bicolores e muita calma dos pernambucanos. Final de jogo: Salgueiro 3 x 2 Paysandu. O Papão estava eliminado da Série C e, pelo quarto ano consecutivo, não consegue subir para a Série B.
Paysandu: Alexandre Fávaro; Bosco, Da Silva, Paulão e Aldivan; Tácio, Sandro (Vaninho), Fabrício (Lúcio) e Thiago Potiguar; Bruno Rangel e Fernandão (Marquinhos). Técnico: Charles Guerreiro.
Salgueiro: Marcelo; Rogério Rios (Rogério Serra), Eridon, Ney Carioca e Serginho; Rodolfo Potiguar, Pio, Edu Chiquita e Cléberson (Lismar); Júnior Ferrim (Wendel) e Fágner. Técnico: Cícero Monteiro.
Local: Estádio Leônidas Castro (Curuzu), em Belém (PA)
Árbitro: José de Caldas Souza (DF)
Auxiliares: Jander Rodrigues Lopes (AM) e Marcos Santos Vieira (AM)
Cartão amarelo: Serginho, Edu Chiquita e Rodolfo (SAL); Marquinhos e Da Silva (PAY)
Cartão vermelho: Edu Chiquita e Rodolfo (SAL)
Pelo quarto ano consecutivo, não deu. No jogo decisivo, o Paysandu não teve raça, força de vontade e foi castigado pela humildade de um adversário até então desconhecido, mas que jogou futebol suficiente para vencer.
Jogando na manhã deste domingo, em um estádio da Curuzu totalmente lotado, o Papão perdeu de 3 x 2 para o Salgueiro (PE) e está fora do Campeonato Brasileiro da Série C. De quebra, não conseguiu o objetivo traçado em 2010: o acesso para a Série B de 2011.
Esta é uma final de campeonato para o Paysandu. Por isso, com o apoio da sua torcida, que lota as dependências da Curuzu, o Papão não se intimidou e partiu para cima do Salgueiro. Logo no início de jogo, Bruno Rangel, livre na entrada da área, perdeu mais um gol feito na competição.
De início, a única peça que mostrava nervosismo pelo lado bicolor era o zagueiro Da Silva, que vivia um momento de decisão em um tempo tão curto de carreira.
E com os gritos eufóricos de “Vamos Subir Papão”, o time da casa não demorou a abriu o placar. Depois que Tiago Potiguar chutou cruzado, a bola sobrou nos pés do atacante Bruno Rangel que, com a ponta da chuteira, fez a alegria da Fiel, aos 10 minutos de jogo: Paysandu 1 x 0.
Contudo, cinco minutos depois, o Salgueiro quase empata o placar. Em erro de marcação, Júnior Ferrim recebeu, sozinho, cara a cara com o goleiro Alexandre Fávaro, mas, para a sua sorte, a bola foi na trave.
Depois do gol, nitidamente o Paysandu caiu de produção. Os salgueirenses partiram para cima e logo igualaram o jogo. Aos 18 minutos, Fagner recebeu na área, teve a opção de tocar para Júnior Ferrim, mas arriscou. A bola ainda bateu na trave antes de entrar: 1 x 1.
O lado esquerdo do Papão era a grande saída para as investidas dos pernambucanos, já que Aldivan se jogava ao ataque e esquecia da marcação.
A partir dos 20 minutos, o Paysandu começou a ceder espaço para o Salgueiro, mostrando acentuado nervosismo. Bosco, recém recuperado de contusão, não era o ala de antes. Já Fernandão se destacava negativamente como a peça mais nula do bicolor paraense.
Preocupados, os torcedores do Papão abafaram os gritos de incentivo. Enquanto isso, dentro de campo, Fávaro salvou um gol feito de Júnior Ferrim. A coisa estava complicada para a equipe de Charles Guerreiro, que assistia, atônito, a atuação ruim do seu time. Se persistisse esse resultado, a partida irá para os pênaltis. Final do primeiro tempo: 1 x 1.
Era necessária garra, vontade e muita determinação para o segundo tempo. Com uma mudança – saída de Fernandão para a entrada de Marquinhos -, o Paysandu voltou muito mais aceso e decidido.
Em três lances seguidos, em menos de três minutos, já dava para o Papão sair na frente. A torcida acordou e voltou a incentivar o time. Em mais uma oportunidade perdida, Fabrício, de cabeça, tocou errado dentro da área salgueirense.
Contudo, em lances esporádicos, o Salgueiro criava grandes chances de marcar. Primeiro, Cléberson bateu, livre de marcação, a bola desviou e foi para escanteio. Em seguida, na cobrança, Júnior Ferrim veio por trás e cabeceou, aos 14 minutos, para deixar o time pernambucano na frente: 2 x 1. O torcedor não acreditava no que via e, pela segunda vez, a Curuzu silenciou.
Sem o apoio da Fiel e com um futebol medíocre, não demorou muito para o Salgueiro fazer o terceiro gol. Edu Chiquita aproveitou rebote, depois de boa defesa do goleiro Alexandre Fávaro, e marcou, aos 21 minutos: 3 x 1.
Teve torcedor que abandonou o estádio, não acreditando no que acontecia. Mas, dois minutos depois, em cobrança de escanteio, o “Papa Títulos do Norte” ainda teve um suspiro. Paulão cabeceou forte: 3 x 2. Os bicolores precisavam de mais dois gols pela vaga à Série B.
Muita apreensão. O técnico Charles Guerreiro não sabia o que fazer. Perdido, o Paysandu partia na base da bola alçada na área. Em lance pela esquerda, Tiago Potiguar chutou forte, mas o goleiro Marcelo saiu para segurar a bola.
A última mudança do treinador foi colocar Lúcio na partida, para a saída de Fabrício. E nada mudou. Era desespero dos bicolores e muita calma dos pernambucanos. Final de jogo: Salgueiro 3 x 2 Paysandu. O Papão estava eliminado da Série C e, pelo quarto ano consecutivo, não consegue subir para a Série B.
Paysandu: Alexandre Fávaro; Bosco, Da Silva, Paulão e Aldivan; Tácio, Sandro (Vaninho), Fabrício (Lúcio) e Thiago Potiguar; Bruno Rangel e Fernandão (Marquinhos). Técnico: Charles Guerreiro.
Salgueiro: Marcelo; Rogério Rios (Rogério Serra), Eridon, Ney Carioca e Serginho; Rodolfo Potiguar, Pio, Edu Chiquita e Cléberson (Lismar); Júnior Ferrim (Wendel) e Fágner. Técnico: Cícero Monteiro.
Local: Estádio Leônidas Castro (Curuzu), em Belém (PA)
Árbitro: José de Caldas Souza (DF)
Auxiliares: Jander Rodrigues Lopes (AM) e Marcos Santos Vieira (AM)
Cartão amarelo: Serginho, Edu Chiquita e Rodolfo (SAL); Marquinhos e Da Silva (PAY)
Cartão vermelho: Edu Chiquita e Rodolfo (SAL)
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