segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Nezinho conduz Uniceub ao título

Armador mostra amadurecimento na posição e, com sua regularidade, foi peça fundamental na conquista inédita da equipe na Liga Sul-Americana

Sentado em uma cadeira, Nezinho observava com um sorriso no rosto a comemoração de seus companheiros. Precisou ficar ali, quieto por algum tempo, para recuperar o fôlego de quem praticamente ficou em quadra durante os 40 minutos de cada uma das partidas na Liga Sul-Americana.

O armador do Uniceub, que com a saída de Valtinho para o Uberlândia voltou a ser titular na posição, mostrou regularidade e amadurecimento na condução da equipe no torneio.

Depois de ter contribuído com 22 pontos no triunfo sobre o Flamengo, ele só se levantou para receber um abraço de agradecimento de Guilherme Giovannoni e subir ao pódio. Lá, além da medalha e da taça de campeão, ganhou também um troféu de melhor jogador nas assistência.

"Estou muito cansado", sorria. "Esse título que conquistamos representa muito para nós. Quando começou a Liga, todos treinavam 110%. Sábado e domingo estava todo mundo lá. Nós oscilamos em alguns jogos porque só há dois meses o grupo está treinando junto, e ainda não estamos prontos na parte física. Mas o time tem grande astral, está muito a fim e o clima está muito legal. Sei que sair jogando requer bastante responsabilidade e concentração, mas estou acostumado a participar de momentos importantes. Estou muito feliz", disse Nezinho.

Para ele, o fator decisivo para superar o maior rival, dentro de sua casa, foi o equilíbrio emocional apresentado pelo time.

"Ganhamos com a cabeça. Desde sábado estávamos conversando, que não deveríamos nos preocupar com arbitragem, com o estresse que haveria, e que tínhamos que ir atrás para vencer. O grupo estava unido. Essa rivalidade tem um equilíbrio muito grande. Eles venceram duas vezes e nós agora empatamos. O tira-teima vai ser no NBB ou na Liga das Américas. Nós demos um passinho à frente".

O técnico José Carlos Vidal deu um passo em direção a Nezinho. O fez sair da condição de sexto homem para a de titular novamente, função que teve durante 10 anos seguidos na carreira. E vem gostando do que tem visto. Gostou também de voltar a conquistar um título com o time que comandou em 2007 e terminou a temporada como campeão brasileiro.

"Esperava que o resultado viesse mais para frente. O Flamengo tem um elenco muito forte e 10 jogadores para fazer um revezamento. Nós temos um elenco reduzido, de sete, oito jogadores para isso. Soubemos ter tranquilidade para vencer. Com relação ao Nezinho, falaram que com a saída de Valtinho a equipe ia ficar mais fraca. Nós conversamos e a equipe ficou forte psicologicamente. Fui armador a vida toda e vivi essa posição. A relação técnico-armador tem que ser 100%. Se for 90%, é problemática. O Nezinho melhorou na questão psicológica, porque era um cara que sempre reclamava. E armador não pode perder o controle. Ele evoluiu e é responsável até demais agora. Está maduro, numa idade boa para a função", elogiou Vidal.

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