sábado, 27 de novembro de 2010

Uniceub passa sufoco, reage e vai à final

Atual campeã brasileira, equipe esteve irreconhecível no primeiro tempo e chegou a estar perdendo por 16 pontos para o Boca Juniors

Nezinho, que marcou 18 pontos, sobe para fazer a bandeja
Crédito: Alexandre Vidal / Divulgação)

A impressão que se tinha era de que o Uniceub tinha a certeza de que poderia mudar a situação a qualquer momento.
Perdia por 16 pontos, se mostrava passivo exatamente no jogo que valia a vaga na final da Liga Sul-Americana.
O Boca Juniors, lanterna da Liga Argentina com uma campanha de 11 derrotas em 12 partidas, não quis saber se a sua frente estava o atual campeão do NBB.
Queria, isto sim, derrubar mais um gigante brasileiro para poder salvar a temporada desastrosa. Só não esperava que o adversário pudesse despertar no segundo tempo e frear o seu objetivo: 82 x 73 (34 x 44).
Neste domingo, às 21h, o time brasiliense enfrentará o vencedor da partida entre Flamengo e Quimsa. O título é inédito em sua galeria.
Com o jogo concentrado em Cedric Moodie e Peter Ezugwu, o Boca mostrou ao adversário que seria preciso uma boa defesa para conter o ímpeto dos dois estrangeiros.
Eles foram responsáveis por 17 dos 22 pontos do time no primeiro quarto. Mas o garrafão estava aberto e foi um convite para fazer 22 x 13.
Do outro lado, a postura aguerrida que tanto marcou o Uniceub nos dois confrontos anteriores não se fez presente.
Sonolento, as oportunidades ofensivas eram perdidas e restava ao armador Nezinho tentar resolver sozinho o que sua equipe não conseguia.
Só que Moodie seguia com a pontaria certeira. E mesmo sendo o melhor em quadra e com seu time tendo 16 pontos de vantagem, ele foi para o banco mostrando irritação. Trocou as mãos pelos pés para poder chutar a maleta do médico.
A falta técnica fez o rival começar a esboçar uma reação. Ainda que tímida. A diferença caiu para 44 x 34 no fim do segundo período.
Na volta do vestiário, o time candango fez o que se esperava do atual campeão brasileiro. Foi para o jogo.
Passou a vibrar mais, a trabalhar mais as jogadas e dali até a virada foi um passo. Foram 16 pontos contra apenas quatro dos argentinos (50 x 48), terminando o período na frente: 57 x 53.
O duelo ficou interessante, com trocas de bolas de três e empenho dos dois lados. Mas desta vez, quem respirava com certa tranquilidade era o time brasileiro.
Quem acertou quase tudo no primeiro tempo passou a cometer erros bobos. E o Brasília agradecia. Só precisou ter calma e uma defesa melhor postada para poder administrar o placar e comemorar a terceira vitória no torneio e a classificação.
"Mesmo tendo assistido aos jogos anteriores deles, esse não era o estilo argentino de jogar e nos surpreendemos com a correria. Mas sabíamos que uma hora eles iam cansar. E tivemos paciência. No primeiro tempo erramos arremessos mesmo estando livres e as bolas de três não estavam caindo. Voltamos para o segundo tempo tentando usar mais as bolas dentro do garrafão. Funcionou e voltamos à normalidade", comentou Alex.

Nenhum comentário:

Postar um comentário