
Túlio e Dimba são dois jogadores experientes que apoiam as modificações na Lei Pelé, mas eles defendem aposentadoria para aqueles profissionais que já penduraram as chuteirasO jogador Túlio Maravilha, de 40 anos, um dos mais experientes ainda em atividade no futebol brasileiro, apoia a proposta de reformulação da Lei Pelé como meio de restabelecer o equilíbrio entre clubes e atletas.
Para ele, a lei aprovada em 1998 foi um marco histórico da conquista de direitos pelos jogadores, mas deixou os clubes em desvantagem.
“Antes da Lei Pelé, o jogador era escravo do clube. Depois da lei, os clubes ficaram escravos do jogador, que por sua vez ficou na mão do empresário”, avaliou.
Ele elogia a tentativa de fortalecer os clubes formadores e a criação de mecanismos que assegurem a permanência dos jogadores que se destacam, para "o torcedor ter mais tempo de se identificar com o atleta".
Vereador em Goiânia e jogador do Botafogo-DF, Túlio articula a criação de uma comissão de atletas de renome que jogam no futebol brasileiro, "para reivindicar mais direitos para o profissional".
O principal ponto da pauta é conquistar a aposentadoria dos ex-atletas, questão que não é tratada na revisão da Lei Pelé.
“É a única profissão que recolhe imposto e no final da carreira não tem a aposentadoria”, apontou o artilheiro, que tem 907 gols e só pretende se retirar dos campos quando chegar aos 1.016, uma referência numérica aos Jogos Olímpicos de 2016.
Outro jogador experiente e igualmente atacante e artilheiro, Dimba, 36 anos, artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2003, quando jogava pelo Goiás, classifica como "espetacular" a preocupação do projeto que muda a Lei Pelé com o início da carreira dos jogadores, mas lamenta que o final da carreira tenha sido omitido.
Dimba, campeão brasiliense pelo Ceilândia, mas que também já atuou pelo Gama, Botafogo, Bahia entre outros, salientou que o futebol profissional exige muita dedicação e renúncia da parte dos jogadores, o que muitas vezes os impede de investir numa formação paralela que possa garantir o sustento no futuro.
Segundo ele, quando chega o momento de parar de jogar, muitos ficam à míngua. “A carreira do jogador de futebol é muito curta. Então, ele tem que se capitalizar ao máximo”, observou, lembrando que, na verdade, os supersalários são para uma minoria que se destaca como "classe A".
Ele apoia a ideia de ser criada uma aposentadoria para os ex-jogadores, dizendo que a carreira é curta, mas intensa, e que eles contribuem para a Previdência.
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