segunda-feira, 24 de maio de 2010

Jogadores elogiam mudanças


Túlio e Dimba são dois jogadores experientes que apoiam as modificações na Lei Pelé, mas eles defendem aposentadoria para aqueles profissionais que já penduraram as chuteiras


O jogador Túlio Maravilha, de 40 anos, um dos mais experientes ainda em atividade no futebol brasileiro, apoia a proposta de reformulação da Lei Pelé como meio de restabelecer o equilíbrio entre clubes e atletas.

Para ele, a lei aprovada em 1998 foi um marco histórico da conquista de direitos pelos jogadores, mas deixou os clubes em desvantagem.

“Antes da Lei Pelé, o jogador era escravo do clube. Depois da lei, os clubes ficaram escravos do jogador, que por sua vez ficou na mão do empresário”, avaliou.

Ele elogia a tentativa de fortalecer os clubes formadores e a criação de mecanismos que assegurem a permanência dos jogadores que se destacam, para "o torcedor ter mais tempo de se identificar com o atleta".

Vereador em Goiânia e jogador do Botafogo-DF, Túlio articula a criação de uma comissão de atletas de renome que jogam no futebol brasileiro, "para reivindicar mais direitos para o profissional".

O principal ponto da pauta é conquistar a aposentadoria dos ex-atletas, questão que não é tratada na revisão da Lei Pelé.

“É a única profissão que recolhe imposto e no final da carreira não tem a aposentadoria”, apontou o artilheiro, que tem 907 gols e só pretende se retirar dos campos quando chegar aos 1.016, uma referência numérica aos Jogos Olímpicos de 2016.

Outro jogador experiente e igualmente atacante e artilheiro, Dimba, 36 anos, artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2003, quando jogava pelo Goiás, classifica como "espetacular" a preocupação do projeto que muda a Lei Pelé com o início da carreira dos jogadores, mas lamenta que o final da carreira tenha sido omitido.

Dimba, campeão brasiliense pelo Ceilândia, mas que também já atuou pelo Gama, Botafogo, Bahia entre outros, salientou que o futebol profissional exige muita dedicação e renúncia da parte dos jogadores, o que muitas vezes os impede de investir numa formação paralela que possa garantir o sustento no futuro.

Segundo ele, quando chega o momento de parar de jogar, muitos ficam à míngua. “A carreira do jogador de futebol é muito curta. Então, ele tem que se capitalizar ao máximo”, observou, lembrando que, na verdade, os supersalários são para uma minoria que se destaca como "classe A".

Ele apoia a ideia de ser criada uma aposentadoria para os ex-jogadores, dizendo que a carreira é curta, mas intensa, e que eles contribuem para a Previdência.

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