segunda-feira, 3 de maio de 2010

Os novos desafios do Gato

Não resta dúvida que esta imagem, produzida por AdalbertoMarques.com vale muito. Mas, fica a dúvida quanto ao futuro do grupo que disputará mais três competições até maio de 2011

Conquistar o campeonato é difícil. Mais difícil ainda é manter a equipe no mesmo patamar. Ao longo da história do futebol do Distrito Federal as surpresas foram e voltaram.

O exemplo mais recente é o Dom Pedro/Bandeirante, vice-campeão do Distrito Federal em época recente e que agora figura na segunda divisão. Esportivo Guará e Brasília completam a lista.

Durante toda a competição deu-se ênfase ao aspecto emocional do Ceilândia. Os jogadores deveriam ser fortes emocionalmente. Talvez aí tenha residido o grande segredo da equipe.

Os trabalhos emocional e de campo, aliados a uma boa dose de sorte, ingrediente que jamais pode faltar, deu ao Gato o seu primeiro e merecido título candango.

Agora é necessário dar um salto de qualidade no trabalho fora das quatro linhas. Essa melhoria se faz necessária diante da nova realidade, dos novos desafios. Esses desafios são simples de identificar:

A equipe que se reapresentará no dia 20 deste mês não será a mesma que foi campeã, mesmo com a manutenção da maioria dos jogadores. Novas exigências vão surgir, isso é inevitável.

A torcida que comparecerá ao minúsculo estádio Abadião, certamente não será a mesma. As cobranças virão em doses cavalares, tendo em vista o título conquistado.

A diretoria, a sua estrutura de poder, não será a mesma. Novas exigências virão. As três competições por disputar não serão as mesmas de antes.

A direção do Ceilândia tem limitações, como todas as pessoas possuem. Questões como financiamento da equipe, por exemplo, nem sempre depende de boa vontade. Esses aspectos objetivos devem ficar para depois.

Neste momento resta saber se terá estrutura emocional para suportar os novos desafios que virão. Caso contrário tudo não terá passado de um belo sonho de outono.

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